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In English: Cosplay Portfolio (Updating) | SALES

4.8.19

Auto dos Danados

Auto dos Danados
António Lobo Antunes
1985
Romance

Finalmente um livro de António Lobo Antunes que não fala da guerra nem do trauma da guerra nem das consequências da guerra.

Este livro é sobre uma família, uma herança e um funeral. É um relato da miséria emocional de todas estas pessoas, das suas traições e dos horrores que vivem, viveram e viverão. Cada capítulo dá voz a uma personagem desta família, sendo que se sucedem coisas terríveis que nos permitem descobrir cada vez mais e melhor o que realmente se passou com este avô e com estes tios.

Apesar de as situações inferirem um certo nojo pela vida, e de o autor voltar a manifestar o seu ódio visceral por todos os animais (que não têm culpa nenhuma), temos uma narrativa muito bela, com recurso a processos estilísticos altamente sofisticados e que tornam a leitura rápida e vivaz.

Apesar de me ter demorado um pouco com este livro, foi uma leitura agradável e um dos mais satisfatórios ALA que li ultimamente.

Asobi Asobase

Asobi Asobase
Kishi Seiji - Lerche
Anime - 12 Episódios +  2 Specials
2018
4 em 10
Um grupo de amigas na escola tem actividades recreativas e tenta ensinar uma rapariga estrangeira (mas que não fala inglês) os vários passatempos do Japão.

Tudo isto funcionaria muito bem se fosse um anime realmente sobre a amizade e a diversão. Mas na verdade, Asobi Asobase é uma sucessão de gags repetitivos e sem qualquer tipo de interesse ou piada, que se gastam nos primeiros cinco minutos do primeiro episódio. Seria de esperar que não o fizessem mais, mas são doze episódios de 20 minutos de gags a seguir a gags.

A animação é pretensiosa e também ela repetitiva. Faz demasiado uso de planos picados e de expressões faciais exageradas ao estilo shounen antigo, deformando as personagens numa tentativa de as tornar engraçadas. Uma tentativa falhada.

Tanto a OP como a ED não têm nada em comum com a série, o que seria irónico se esta não fosse tão má.

Evitem como se fosse um insecto nojento.

Big Little Lies Season 2

Big Little Lies Season 2
Andrea Arnold
2019
Série
As primeiras mentiras ficam sempre na memória. E agora, vamos ter que arcar com essas consequências.

Depois da morte de Perry, estas mulheres formam um estranho contrato. Terão de manter o segredo até ao fim. Mas com o aparecimento da mãe da vítima (Meryl Streep), as forças começam a quebrar-se e a todo o instante esta amizade feminina pode desvanecer-se.

Nesta segunda season as personagens, ajudadas por outros acontecimentos familiares, desenvolvem-se cada vez mais na sua profundidade de personalidade, procedendo a acções muito realistas e demonstrativas de um certo desespero para que tudo dê certo. As actrizes estão impecáveis nos seus papéis e oferecem uma série de matizes às personagens que apenas as enriquecem e as colocam num patamar superior.

A conclusão da season foi, para mim, bonita e simples. Uma conclusão adequada à série, que espero que não venha a ter mais episódios.

Osomatsu-san 2nd Season

Osomatsu-san 2nd Season
Fujita Yoichi - Studio Pierrot
Anime - 25 Episódios
2018
7 em 10
Voltamos a acompanhar as aventuras diárias dos seis gémeos Osomatsu. 

Agora com mais violência, mais cocó, mais raparigas e ainda mais piada, continuamos na mesma linha de base de ver a vida por um periscópio, uma vida desocupada, sem dinheiro e sem preocupações, mas com muitas coisas engraçadas que vão acontecendo. Os gags funcionam sempre bem e não há risco de repetição, porque as personagens continuam bastante bem estabelecidas.

A animação tem momentos de grande virtuosismo, com um excelente uso das formas e cores para tornar cenas grotescas e bizarras em grandes episódios de animação fluída e lástica.

As vozes são sempre hilariantes e a banda sonora muito adequada. As animações da OP e ED também são exercícios de grande curiosidade.

Uma série de comédia que, estranhamente, recomendo.

Los Espookys

Los Espookys
Fred Armisen
2019
Série

Esta foi a série mais hilariante que vi nos últimos tempos. Uma espécie de homenagem aos practical effects do terror, uma mistura de novela mexicana com filme série B.

Um grupo de amigos no méxico faz cenas de terror e começa a ganhar a sua vida interpretando casas horríficas e monstros do mar. Entretanto, existe um mistério com um deles, que terá sido adoptado em bebé por uma família muito rica e quer saber quem realmente é. De horror em horror vamos conhecendo melhor estas personagens. E vamos rir muito.

As piadas são tão absurdas como hilariantes e a maior parte do tempo a loucura dos personagens ajuda-nos a encontrar mais motivos para nos rirmos. As situações inusitadas que se sucedem são cada vez mais espectaculares e estranhas, numa amálgama de eventos que têm tanto de bizarro como de infantil.

Os próprios practical effects estão muito bem feitos e servem como um apreciar da tradição do terror mexicana.

Adorei esta série e espero imenso que haja uma segunda season!

Spice and Wolf 10

Spice and Wolf 10
Isuna Hasekura
2009
Light Novel


Para variar um pouco, uma Light Novel. Desta vez acompanhamos as aventuras de Lawrence, Holo e o seu novo companheiro Col numa nova cidade, uma ilha no Norte profundo deste mundo. Procuram os ossos que poderão ter pertencido a alguém da alcateia de Holo e, assim, dar uma nova pista na descoberta da aldeia de Yoitsu.

O ponto que para mim teve mais interesse neste volume foi a aparição de um outro deus desconhecido, um deus pagão que é uma ovelha. Esta personagem irá ajudar a nossa equipa a chegar a novas conclusões e a resolver problemas económicos com a igreja local. A descrição desta criatura é muito interessante e curiosa e deixa-nos água na boca para descobrirmos mais e mais sobre estes antigos deuses.

De resto, temos mais uma aventura económica com Lawrence, sendo que Holo é mais uma vez remetida ao silêncio a maior parte do tempo. Também não há grandes desenvolvimentos na sua relação, mas consideremos que ainda faltam muitos volumes para terminar esta história.

Foi um volume satisfatório que me deixou com vontade de ler mais e mais.



Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans 2nd Season

Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans 2nd Season
Nagai Tatsuyuki - Sunrise
Anime - 25 Episódios
2017
4 em 10
Já não tinha gostado da primeira season deste anime, mas mesmo assim fui ver a segunda. Má hora em que o fui fazer.

É que agora já não temos gundams nem zakus, ou pelo menos nenhum dos robots apresentados se parece com nada disto. Apesar de supostamente este anime estar na timeline UC, curiosamente há imensas cenas que se passam em Marte, o que não devia ser possível considerando que até na Lua só é suposto haver uma base militar.

As relações entre as personagens são muito "parvinhas", havendo cenas de amor entre vários elementos que depois resultam apenas na morte de um deles, em cenas lamechas e exageradas, cheias de sangue e lágrimas.

Estes pilotos nem sequer se dão a trabalho de usar capacete.

Os newtypes são coisa que não aparece.

Portanto, é um Gundam sem gundams. Não se pode esperar boa coisa.

Spider-Man: Far from Home

Spider-Man: Far from Home
Jon Watts
2019
Filme
6 em 10
Como saberão, eu não sou a maior fã de filmes de super-heróis, sendo que nem sequer vi o famosíssimo Avengers que termina com a história toda, etc. Fui ver este filme ao cinema porque tenho pessoas à minha volta que gostam do Marvel Cinematic Universe e pronto.

Este trata-se de mais um filme dentro do seu formato, sem grande desenvolvimento do universo ou das personagens. É uma sucessão de cenas de acção e de piadas mais ou menos acessíveis, que pontuam todo o filme com muito bom humor. Assim, é fácil de ver e muito divertido, mas nada de exemplar dentro do mundo do cinema.

Fica a nota para os efeitos especiais excelentes, que nos deram algumas cenas extraordinárias em termos de acção e desenvolvimento das características da história. NBão gostei da maior parte das opções de design. E achei que a relação entre as personagens serve demasiado a história, perdendo uma grande parte do seu realismo.

Assim, foi um filme que não me desapontou mas do qual já practicamente me esqueci.

O Meu Nome é Lucy Barton

O Meu Nome é Lucy Barton
Elizabeth Strout
2016
Romance
Recebi este livro numa actividade do BookCrossing e li-o num piscar de olhos. 

Uma leitura viciante, fala-nos da relação entre mães e filhas. A nossa narradora encontra-se internada no hospital e é visitada pela sua mãe, que não via há alguns anos. Recorda a convivência com ela, num ambiente de pobreza extrema, e as lições educativas que promete não repetir na sua própria família.

É um livro aparentemente autobiográfico, mas com um toque de ficção entrelaçado na narrativa. É uma boa forma de caracterizar a forma como alguns americanos vivem, num estado de semi-inconsciência relativamente à frustração da sua pobreza.

Mas é sobretudo um livro que fala do amor e do ódio filial e de como a linha que separa estes dois conceitos é sempre tão ténue.

Petersburg

Petersburg
Andrei Bely
1913
Romance

Este livro foi-me sugerido pelo clube de leitura Eden. Mas infelizmente foi a leitura mais tortuosa que fiz nos últimos tempos. Um livro detestável.

Este livro segue as aventuras e desventuras de um funcionário público que se vê envolvido numa confusão com um mascarado de domino. Também fala sobre a mulher dele, sobre o filho, sobre várias pessoas, mas de uma forma absolutamente confusa, desorganizada e sem grande nexo.

Existe um abuso constante, que pode ser da tradução, das palavras "little" e "tiny". Por exemplo, o autor refere constantemente que uma personagem tem um "little tiny nose" e "little tiny hands", o que se torna cansativo e muito irritante.

O livro tem uma tradução execrável, quase com mais notas que páginas de conteúdo.

Foi uma leitura desagradável, morosa e que me irritou profundamente.

NOS Alive 2019

NOS Alive 2019
Festival
Já há alguns anos que não ia a um festival de música tão grande. Desta vez fui a dois dias, o primeiro (quinta-feira) e o último (sábado). Vou falar-vos um pouco da experiência.

Para começar, o espaço do NOS Alive está um pouco diferente. Antes havia uma grande curva descendente até ao palco principal, bastante desconfortável, mas agora está tudo mais plano. Para além disso, optaram por colocar relva artificial em toda a superfície do chão, o que torna tudo um pouco mais confortável. Existe uma nova zona do tipo "bairro", com lojas, passatempos e um misterioso palco "Fado". Também fundaram um novo palco de comédia, mas já lá vamos. Os palcos também não estavam separados da melhor forma, assim como a programação: muitas vezes havia nomes relevantes a tocar ao mesmo tempo, o que tornava a escolha muito difícil. Em termos de alimentação havia poucas opções mas em quantidade suficiente para que as filas fossem de todo evitadas. Nota-se que existe agora uma preocupação com todas as opções alimentares das pessoas, havendo comidas sem glúten e vegetarianas.. Em ambos os dias comemos no Burguer Ranch, que é uma das minhas fast-foods favoritas!

Agora, para a música.

No primeiro dia (quinta-feira) começámos por passar pela banda de covers que estava no pórtico, precisamente a tocar músicas dos The Cure, os cabeças de cartaz desse dia. Um pouco estranho por uma banda de covers a tocar músicas de uma banda que também vai ao festival. Quando comprávamos bebidas, assistimos um pouco a Hot Chip, a quem aconteceu o terrível acidente de ficar sem som a meio do concerto. Mas voltaram à acção com alegria e terminaram em grande! Fora isso, começámos por ver Sharon Van Etten, que não achei nada de extraordinário. Na verdade, passei a maior parte do tempo desse concerto na conversa. Depois passámos pelo Palco Comédia para descansar um pouco. Mas não tinha piada absolutamente nenhuma. Nenhuma das pessoas que lá estavam, que certamente também estariam a descansar como nós, se riu uma gota.

Passámos à frente para ver os Ornatos Violeta. Esse sim foi um concerto brutalizante. Com uma energia incansável, a banda cantou todos os clássicos essenciais. Mas talvez não precisassem sequer de cantar, pois todo o público se encontrava em união, repetindo em uníssono todas as letras das músicas. Um concerto cheio de energia em que o público e a banda estavam unidos pela causa maior de gritar a plenos pulmões que é "uma chaga para pensar que é o fim."

Depois ficámos sentados durante um bocado a assistir a Jorja Smith nos ecrãs que estavam do lado de fora do palco. Esse concerto estava tão cheio que não nos atrevemos a entrar para o meio da multidão e preferimos ficar sentados a apreciar a música com mais calma. Depois passámos por um palco secundário onde passava Stereossauro, uma banda absolutamente ridícula que se afirma revolucionária. "Ah, é fado com electrónica." Mas os colaboradores que cantavam o fado não estavam presentes, os ritmos eram pouco inspirados e no fundo era tudo um grande aborrecimento. Por essa altura descobrimos que havia um micro-palco "Coreto" lá nos confins do festival, onde também havia uma casa de banho. Aí está uma coisa que falhou redondamente: apesar de astante grandes, só havia duas casas de banho. Não tinham uma fila muito enorme, mas estavam completamente destroçadas e sujas de fluídos humanos. Muito nojento.

Depois do jantar, aguardámos por The Cure. Mas estávamos já tão cansados que nos deixámos ficar nas mesas de refeição, ouvindo os nossos clássicos favoritos lá ao longe. Eu já tinha visto dois concertos desta banda e sei como eles são: três horas de música sem qualquer tipo de interrupção em que todos os temas famosos (ou menos famosos) são abordados. Por isso, fiquei feliz mesmo só os tendo por música de fundo.

Fazemos agora um intervalo para passar ao nosso segundo dia (Sábado).

No Sábado focámo-nos sobretudo em Idles, que deram um concerto fantástico e cheio de energia. É uma nova banda com origens no punk inglês, mas que fala sobre problemas da modernidade social, como a morte por suicídio depressivo e liberdade sexual. Foi já considerado um dos melhores concertos em festivais deste ano, o que não é de admirar. 

Reparei que estava a dar, quase ao mesmo tempo, Marina. Esta artista tem um grande número de fãs entre as pessoas que conheço, sobretudo no Brasil. Tinha curiosidade mas acabámos por não ver quase nada, apenas que os dançarinos tinham roupas muito giras.

O nosso ex-libris desse dia seria The Chemical Brothers, mas antes disso ainda passámos para ver o Thom Yorke. Infelizmente não gosto nada da personagem, então fiquei mal disposta com a mu´sica e tive de sair.

Finalmente, a banda que esperávamos. Foi um concerto muito intenso, com uma grande componente visual, em que podíamos dançar com os monstros estranhos que sempre aparecem nos videoclips. Não consegui nunca ver a banda, mas conseguia ouvi-los e cantar a plenos pulmões "The Eve of Destructiooon". Um concerto para se dançar sem parar!

Nos dois dias foi um pouco difícil encontrar transporte para casa. Os ubers malcriados, os taxia sinda pior. Mas isso é outra história de uma outra aventura.

Fiquei contente por ter ido a este festival, que me parece ter melhorado exponencialmente desde a última vez que o tinha frequentado.

10.7.19

Alita: Battle Angel

Alita: Battle Angel
Robert Rodriguez
2019
Filme
7 em 10
Não vi este filme no cinema porque queria ler o manga antes, mas acabei por não ler o manga e ver o filme em casa. Mas não é que gostei imenso?

Um cyborg desactivado é encontrado por um médico de cyborgs numa lixeira. Ele dá-lhe um novo corpo e descobrimos que esta rapariga robot não tem memórias do seu passado. No entanto, sabe uma técnica de luta  muito agressiva que lhe permitirá entrar numa série de batalhas que a ajudarão a recuperar o seu verdadeiro sentido para a vida.

Temos um universo muito bem caracterizado, com uma mistura de efeitos digitais e reais que o tornam muito realista e pleno de detalhes. A pouco e pouco é-nos desvendado o que se passa neste mundo, onde estamos e quem é aqui o verdadeiro inimigo. As cenas de acção são espectaculares e muito estimulantes e é praticamente impossível parar o filme para fazer um xixi, porque queremos ficar colados ao ecrã do início ao fim.

Já Alita, o anjo de combate, é feita de forma digital mas com uma mestria que raras vezes vemos. A sua textura é por demais realista, assim como os seus movimentos, sendo que acreditamos a todo o momento estar mesmo a ver uma rapariga muito, mas mesmo muito, forte.

A história de amor calhou um bocadinho mal, mas aceito que tem de ser. O que calhou mesmo mal foi o filme ter acabado a meio da história, porque agora ou leio o manga ou espero pelo próximo filme que nem sabemos se vai sair.

Acho que vou ler o manga!

Pokémon: Detective Pikachu

Pokémon: Detective Pikachu
Rob Letterman
2019
Filme
7 em 10
Se os sonhos se podem tornar realidade, este filme pode ter-se como um marco. Porque finalmente pudemos ver os Pokémons no mundo real. E eu sou muito fã dos pokémons e sempre sonhei ser treinadora (ou enfermeira) de pokémons e eu vivia os pokémons e respirava os pokémons... Ai!

Num mundo em que os pokémons são usados para batalhas, um rapaz encontra um pikachu que não só fala com ele como é um detective. Juntos, vão investigar a morte do pai do rapaz e envolver-se numa grande aventura!

Temos uma história simples, com um final simpático e encantador, mas que funciona perfeitamente como linha narrativa para nos mostrar este mundo fantástico que é o univeso pokémon. Utilizando efeitos digitais e práticos, este filme traz as pequenas criaturas à vida e fá-lo com extremo realismo. As texturas estão excelentes, assim como a fluidez e peso dos movimentos, sendo que a todo o momento eu queria acreditar que os actores estavam mesmo a interagir com os mini monstros de bolso.

É um filme muito engraçado e que vai agradar tanto aos fãs como às pessoas que nada sabem sobre estes bichos.

Adorei e vou ser um mestre pokémon.

O Anticristo

O Anticristo
Friedrich Nietzsche
1895
Filosofia

Há muitos anos tinha lido "Assim falava Zaratustra" e fiquei convencida que tinha percebido tudo. Claro que não. Portanto, desta vez decidi dar uma oportunidade a este livro que tinha em ebook guardado no Kobo há muito tempo. Foi uma leitura muito rápida e interessante!

Neste volume, o autor faz questão de explicar porque é que - de todas as religiões - a cristã é a mais perversa, remetendo a culpa para os padres e para a igreja. Explica que os ensinamentos de Jesus terão sido desvirtuados pelos seus contemporâneos judeus que colocaram o exemplo de temeridade em vida numa cruz pelo sacrifício, enquanto que o ensinamento era precisamente o de "viver como ele viveu". Fala do absurdo que é a crença na vida depois da morte e no absurdo que o catálogo de pecados que temos de expiar para encontrar essa dita salvação, que nem sequer existo.

Apesar de ter concordado com muitas coisas que este livro diz e de me identificar bastante com algumas ideia,s há uma situação curiosa que o autor já tinha abordado em Zaratustra: o facto de - para ele - existirem pessoas "superiores" e "inferiores", sendo que apenas as superiores podem inferir para a existência de um muito desejado super-homem, com características quase divinas. Assim, ele acredita que não pode existir igualdade entre pessoas, o que é uma ideia para mim muito estranha.

Diverti-me muito com este livro, apesar disso!

A Selva

A Selva
Ferreira de Castro
1930
Romance

Recebi este livro numa actividade do BookCrossing e, até agora, foi um dos meus preferidos nesse jogo.

Ferreira de Castro conta neste livro uma história semi-autobiográfica que retrata na perfeição o ambiente dos borracheiros na selva amazónica no início do século. Apesar de a narrativa ser bastante simples, apenas o suficiente para termos uma linha temporal, este livro foi um achado maravilhoso.

O autor mostra-nos todos os detalhes da floresta luxuriante, tão bela quanto perigosa e terrível. Conta-nos os segredos obscuros que estas maravilhas escondem, desde as pragas e insectos às grandes feras que atormentam os viventes. Já para não falar dos índios que, presença sempre constante, atormentam os sonhos dos habitantes destas comunidades que não chegam sequer a ser uma cidade.

O tratamento dado aos empregados deste ofício é também explicado com grande esmero e detalhe, sendo que quase mais perigosos que a natureza ou os índios, são os patrões, que praticamente escravizavam estes homens, colocando-os em dívidas cada vez maiores, dívidas essas que apenas significam os gastos com a própria subsistência.

Um livro maravilhoso e que me encantou do início ao fim.

Saint Seiya Hades

Saint Seiya Hades
Katsumata Tomoharu - Toei Animation
Anime OVA - 12 + 13 + 6 Episódios
2002
6 em 10
Por várias razões, há algum tempo que não terminava um anime, portanto vamos lá!

Devo dizer desde logo que não sou fã dos Cavaleiros do Zodíaco. Quando passva na televisão, evitava. Não sei, acho que nunca gostei muito dos designs e achava a história muito complicada para a minha pequena cabeça. No entanto, eu sou o tipo de pessoa que gosta de dar segundas oportunidades. Por isso, vi esta saga de Hades e saquei o manga, que irei ler brevemente.

Nesta saga, Seiya e os seus amigos têm de visitar o inferno de Hades para salvar a deusa Atena, que está a ser atacada pelo deus dos mortos desde que os cavaleiros de ouro foram vencidos numa ocasião anterior. Primeiro, têm de encontrar os cavaleiros restantes e depois descem aos infernos para enfrentar uma série de monstros e criaturas mitológicas e vencer as forças do mal.

A série progride para ser cada vez pior, quer em termos narrativos quer em características de animação, à medida que os anos passam no lançamento dos episódios. Apesar de ter gostado um pouco do primeiro OVA, tudo se torna cada vez mais feio, com designs muito rudes e pouco detalhados (até mesmo nas armaduras de ouro, que se prezam por serem cheias de detalhes), sendo que a história se permite um andamento típico de um clássico shounen, sem oferecer nenhuma novidade.

A banda sonora também é bastante foleira, mas isso seria o menos se não tivéssemos neste anime mais uma cópia do arquétipo do género.

Ainda assim, vou ler o manga. Se não vai à segunda, há-de ir à terceira!

Masks

Masks
Fumiko Enchi
1958
Romance

Este romance foi-me recomendado pelo clube de leitura Eden. Infelizmente, não gostei mesmo nada dele e foi uma leitura penosa, apesar de rápida.

Tendo como base as representações simbólicas e filosóficas das máscaras No, que as personagens tentam relacionar com a possessão espiritual, desenvolve-se um triângulo amoroso muito estranho, em que os protagonistas estão sempre em dúvida sobre como proceder. É uma escrita simples e elegante, mas a autora perde-se profundamente em detalhes que não estão directamente relacionados com a história.

Este livro parece, então, mais um tratado sobre o clássico "O Romance de Genji" do que outra coisa. A autora está sempre a criar paralelos entre as situações que criou e as situações do romance, tentando encontrar significados entre a simbologia do clássico e as atitudes das suas personagens. Assim, o livro aparece desinspirado e muito aborrecido, sobretudo para quem já leu o referido clássico e, por isso, sabe precisamente que histórias a autora está a descrever pelas suas próprias palavras.

Para além disso, a tradução torna-se bastante confusa devido à grafia romaji utilizada.

Não apreciei muito.


História de Dois Amores

História de Dois Amores
Carlos Drummond de Andrade
1985
Livro Infantil
Apanhei este ebook por mero acaso e foi uma leitura muito rápida e muito agradável.

Conta a história de um pulgo que faz amizade com um elefante, e a história de como os dois - cada um à sua maneira - encontra o amor da sua vida. Sendo um livro infantil, temos uma história muito simples. Mas o artista é um bom artista e consegue, através da sua infinita capacidade literária, tornar esta simplicidade numa história cheia de detalhes e pequenos encantos.

As ilustrações, bastante modernas para a época em que o livro foi publicado, são muito engraçadas e condizem perfeitamente com a história. 

Fiquei apaixonada por este pulgo e por este elefante. Ganhei também dois amores novos. :)

O Monte dos Vendavais

O Monte dos Vendavais
Emily Brönte
1847
Romance
Nunca tinha lido este livro, mas já sabia tanto sobre ele, do início ao fim, que só me faltava mesmo isso: lê-lo! Foi uma leitura muito interessante, embora me deixe dúvidas quanto à sua condição de clássico da literatura britânica.
 
É uma história de amores entrecruzados, tendo como foco pendular a presença de Heathcliff, um homem de tão mau carácter que fará tudo para arruinar as vidas dos nossos protagonistas. A história é narrada por uma criada e esta relata todos os horrores que estas famílias viveram, entre os primos que se casam, as mortes e vidas, e acima de tudo a vingança eterna de Heathcliff.
 
Temos personagens que, embora um pouco melodramáticas, estão bem caracterizadas e encontram o seu espaço nesta história, enchendo-a de de detalhes psicológicos e mocionais. As descrições são vivas e a autora pinta um retrato do local de uma forma muito bela, apesar de os acontecimentos da história serem todos cada vez mais terríveis, causando grande sofrimento às personagens.
 
Este sofrimento, causado sempre por Heathcliff, parece-me um pouco exagerado. Será possível existir alguém que não tenha um único ponto positivo em seu favor? Esta pessoa é tão tremendamente maldosa que se perde um pouco do realismo da história.
 
Ainda assim, gostei bastante.

Black Mirror Season 5

Black Mirror Season 5
Charlie Brooker
2019
Série
Se há série que pensávamos que nunca ia desapontar, era esta. Episódios recheados de estranheza, ficção científica e terror, como podemos errar? Mas esta quinta season foi muito fraca relativamente à anteriores. Vejamos.

Estes três episódios parecem colocar-nos num universo muito específico do "Black Mirror", com referências a outros episódios e outros acontecimentos. A tecnologia desta nova season não inova na sua inspiração e aparece um pouco repetitiva. Também as histórias começam a ser muito repetidas, sendo que parece que finalmente se esgotou o caldeirão de ideias.
 
Para além disso, o efeito suspense e thriller que tínhamos na maior parte dos episódios anteriores perdeu-se completamente, sendo agora as histórias previsíveis. Fazem uma análise muito mais superficial da condição humana e da sua relação com a tecnologia, que era o mote principal desta série.
 
Desapontou-me bastante, embora tenha gostado de ver Miley Cyrus como actriz.

10.6.19

What We Do In The Shadows

What We Do In The Shadows
Jemaine Clement
2019
Série
Jemaine, na inspiração do filme com o mesmo nome, decide continuar a falar das aventuras dos vários vampiros que andam por aí. E que aventuras eles têm!

Três vampiros (normais), um vampiro (psíquico) e um familiar vivem uma vida nocturna bastante satisfatória e feliz em Staten Island, um lugar que não é famoso pelas suas actividades paranormais. A cada noite que passa, coisas estranhas podem acontecer: uma visita misteriosa, uma festa de vampiros, para além da intervenção que estas assustadoras figuras têm na sociedade em seu redor, aproveitando as festas e as noites de jogos de tabuleiro para se banquetearem.

É uma série hilariante, protagonizada pelos três vampiros mais esquisitos que poderíamos encontrar. A cada episódio um novo acontecimento os atormenta e terão de o resolver de qualquer das formas. Sempre que se lembram do passado, saudosistas, o factor comédia aumenta, porque ficamos a entender que estes hábitos estão tão dentro deles simplesmente porque estão ainda completamente ligados ao passado.

Com piadas memoráveis, ocorrências de levar às lágrimas, foi uma série que me inpirou. Até gostava de fazer um cosplay de grupo! Eu sou a Nadja, muahahahahaha

The Wavering of Haruhi Suzumiya

The Wavering of Haruhi Suzumiya
Nagaru Tanigawa
2005
Light Novel

E, para variar, uma Light Novel. Voltamos às aventuras de Haruhi Suzumiya e a sua pandilha de freaks. Mas desta vez temos um volume com algumas histórias curtas, o que foi um bocadinho desapontante. Esperava que nesta fase, o sexto volume, já nos aproximássemos de um virar na história.
Temos então uma revisita aos acontecimentos do Festival da Escola North High, desta vez com um olhar exterior e mais calmo. Depois, um antigo colega de Kyon apaixona-se por Yuki. Passamos mais umas férias de Inverno com um novo Murder Case. E Mikuru tem um problema e perde a confiança.

Portanto, não temos aqui muita coisa que nos ajude a compreender ainda melhor este conjunto de personagens que eu tanto gosto. Aliás, neste livro Kyon começa a irritar-me bastante com a sua atitude de miúdo machista e incel, sempre a avaliar as formas dos corpos das suas amigas e a imaginar-se perdido no meio deles. Belo amigo tu me saíste, né Kyon?

Ainda assim, é para continuar esta leitura de colecção!

Chuukan Kanriroku Tonegawa

 
Chuukan Kanriroku Tonegawa
Kawagushi Keiishiro - Madhouse
Anime - 24 Episódios
2018
4 em 10

Em compensação por coisas boas que vão acontecendo, temos animes muito maus que por vezes aparecem nas nossas vidas quando menos se espera. E quando menos se quer. Quão descansaditas teriam sido estas últimas semanas se não fosse por este anime horrível a atormentar os meus tempos de descanso e infortúnio?

Imaginemos a história de Kaiji, anime que ficou famoso pelos seus jogos de azar inteligentes e pela pressão nos personagens que existia a todo o instante. Agora, imaginemos esta história contada do ponto de vista dos mafiosos. Parece óptimo, não é? Mas este anime falha redondamente em tudo, desde a sua concepção até à execução.

Porque no fundo este anime é como se fosse um slice of life (fatia de vida) dos mafiosos! Vemo-los a ir a restaurantes, a fazer churrascos, casamentos, jogar bowling e snooker, enquanto que de quando em quando nos aparecem as cenas de Kaiji. Essas são as partes melhores, porque pensamos que finalmente vamos conhecer um pouco melhor o lado negro destas personagens, mas é tudo levado com tanto despudor que nem sequer faz rir.

A animação é atroz e uma vergonha para um estúdio tão grande. A única coisa que salva este anime é o narrador (o que, digamos, também era uma das grandes forças motrizes de Kaiji) e mesmo assim ele, coitado, não tem muito para onde se virar.

Um desapontamento e um horror. Apaguem-no da minha memória!

Gargantua e Pantagruel

Gargantua e Pantagruel
 François Rabelais
Século XVI
Romance
Este clássico da literatura mundial chega-me às mãos de forma muito estranha, através do BookCrossing. Mas agora que estou com o Kobo activado, não perdi a oportunidade de o ler. Quem diria que seria uma colecção de seis romances, com aprofundadas notas editoriais, no total de mais de mil e quinhentas páginas! Meti-me na empreitada e foi uma das melhores aventuras literárias que tive nos últimos tempos!

Pantagruel é, tal como o seu pai Gargantua, um bom gigante que gosta de vinho, comida e cultura. Com os seus amigos, visitamos lugares de estranha beleza, maravilhas da retórica, comidas deliciosas e pessoas muito diferentes.

Mas tudo isto pontuado, aliás, encharcado, do olho crítico mais mordaz que o século XVI conhewceu. Rabelais, médico de profissão, várias vezes metido em problemas, observa a sociedade e a comunidade da sua época para os colocar no caminho do gigante Pantagruel e da sua justiça.

Um livro hilariante, que me levou muitas vezes às lágrimas em transportes públicos!

Apesar de, que eu saiba, não existir uma tradução para o português, vale a pena lê-lo em inglês ou, aceitando o desafio, mesmo no francês original.

Intriga

Intriga
Anna Godbersen
2008
Romance

Parece que estou numa de romances históricos! Este é o segundo volume de uma série que tinha começado há muito tempo e na qual não havia voltado a pegar.

Seguimos as intrigas e maquinações de todo um conjunto de pessoas na viragem do século (XIX para XX), com as suas paixões e fleumas, com os seus segredos e com a necessidade de se manterem sempre discretos para não chamar a atenção da imprensa cor de rosa da altura, sempre ansiosa por uma nova história decadente para contar.

É um livro de transição em que o desenvolvimento das personagens é feito com parcimónia. Existe toda uma aura de infantilidade de roda das atitudes destas personagens que lhes dá um certo charme histórico. Mas o facto de a história avançar da forma mais conveniente para haver cada vez mais drama e para nos afastarmos cada vez mais de uma conclusão não me agrada muito.

Para uma série chamada "Luxo" também não parece ter havido uma pesquisa correcta dpos objectos da época, para localizar a história neste momento e não noutra ocasião qualquer.

Ainda assim, acho que quero continuar a ler a série.

Ibernime Lx 2019

Iberanime Lx 2019
Evento
Este ano era para não ir ao Iberanime, mas tive a sorte de ganhar um bilhete para Domingo (aliás, o único dia em que eu podia ir). Ganhei o bilhete através de um passatempo da JanKenPon, o jornal de manga, que foi oferecido como prémio para ver um filme cuja estreia iria ser no evento. Como é evidente, não assisti a filme nenhum, porque só muito mais tarde consegui chegar ao espaço.
 
Lá chegada, fui ter à bilheteira. Aguardei numa fila para me dizerem que devia ir à zona de imprensa, que estava muito escondida atrás das colunas. E depois foi só encontrar o pavilhão correcto da FIL. Esta mudança de espaço era expectável e previsível: afinal todos os eventos ambicionam fazer o seu espectáculo nos pavilhões da Feira Internacional de Lisboa. Mesmo que os pavilhões não tenham as condições adequadas. Vejamos.
 
Para o lado direito, estavam os artistas, condensados num cantinho que podia passar desapercebido aos mais incautos. Do lado esquerdo, uma sala exclusiva para as associações culturais, tão bem ou tão mal assinalada que se encontrava vazia a maior parte do tempo. No meio, bancas, banquetas, banquinhas, milhões de coisas à venda, tal e qual como um supermercado para miúdos nerds. E lá no fundo, um palco rente ao chão.
 
Dirigi-me imediatamente ao palco para assistir às eliminatórias do Europena Cosplay Gathering. Alguns amigos iam participar e quis dar-lhes o meu apoio, apesar de desta vez estar fora do espectáculo. Confesso que não assistia a um concurso de cosplay "deste lado" há alguns anos. E confesso que fiquei muito desapontada e, por vezes, até mesmo um pouco horrorizada. Para começar, o palco não tinha luzes e estava rodeado de distracções: ruídos de outros espaços, cameras passando em frente do público, pessoas que circulavam por todo o lado, distribuidores de prendinhas... Nada apetecível a um espectáculo. Depois, sem desprimor para os concorrentes, faltava ritmo em quase todos os skits, o que tentavam compensar com uma série de efeitos especiais. Fiquei muito triste porque esperava ver mais um espectáculo dos cosplayers e menos dos props.
 
Tirei muitas fotos e gravei alguns vídeos, que vos vou mostrar agora.






Para mim, a vencedora Solo seria esta Branca de Neve. Um skit engraçado e um fato muito bonito. :)










 




 

 



E, para mim, estas meninas seriam as vencedoras do grupo, porque achei o skit fantástico e cheio de energia!



Tenho os vídeos de dois skits: o de Tokyo MewMew e o de Atlantis. Infelizmente, não os consigo por aqui porque excedem o tamanho permitido, mas se os quiserem ver enviem-me uma mensagem que vos mandarei com todo o gosto! :)

Depois do concurso fui em busca de recordações para comprar e degustar. No entanto, as lojas tinham uma variedade muito reduzida de produtos, havendo-os em versões repetidas em quase todas as bancas. Os preços estavam ligeiramente inflaccionados, mas nada de extraordinário, sendo que gostei da ideia recorrente em várias bancas de fazer um goodie bag surpresa. Se eu estivesse mais provida de euros talvez até tivesse comprado um, porque gosto dessas brincadeiras. Na zona dos artistas, joguei em várias rifas e, como sempre, não ganhei nada. Bebi uma jola e comprei um chapelinho com orelhitas. 

entretanto alguém me deu um cabelo do Son Goku em roxo para por na cabeça, que usei em casa para varrer o chão com ele posto e, com isso, ter poderes mais amplos.

Finalmente, decidi submeter-me a uma mini-sessão de Reiki. Estava cheia de dores nas costas e achei que me faria bem. Enquanto esperava, assisti a um workshop de uma técnica japonesa de fazer embalagens com panos. Já conhecia o tema, mas foi engraçado ver como dobrar panos deforma a levar uma variedade de coisas. Entretanto, o reiki foi óptimo, fiquei sem dores nas costas durante este tempo todo e só as sinto a regressar agora, que escrevo esta missiva. Recomendo vivamente, apesar da fila de espera. 

Portanto, é o momento por todos esperado.... O momento de vos revelar as

FOTOS DE PESSOAS LINDAS


Os vencedores do concurso de grupo, que têm de me enviar o seu sukito para eu me rir :)




Personagem favorito de um amigo, tirei a foto para lhe mostrar e cortiu totis






Fiquei super feliz de ver esta pequena bruxita!








Slime fofinho e companheiros


Ah sim! Eu fui de cosplay, hehehe. Fui com o meu fato de Sheeta, do filme Laputa: Castle in the Sky, de Miyazaki. Mas ninguém me tirou nenhuma foto, boo. Deixo-vos, portanto, aqui uma bela de uma selfie em jeito de despedida!