Archive for sábado, novembro 14

  • Tonari no Yamada-kun

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    Tonari no Yamada-kun
    Takahata Isao - Studio Ghibli
    Anime - Filme
    1999
    6 em 10

    Um filme curioso sob a chancela do Studio Ghibli, mas sem a mão do seu dirigente.

    Trata-se de uma sequência de momentos familiares da família Yamada, um conjunto de pessoas que - aparentemente normais - fazem coisas que podem ser consideradas um pouco estranhas, porque são todos ligeiramente destrambelhados. É um verdadeiro filme fatia-de-vida, sem um fio narrativo condutor, que tenciona apenas retratar a vida da família típica Japonesa. Fá-lo com leveza e algum humor, mas sem grandes pretensões, o que acaba por tornar o filme ligeiramente aborrecido e, sobretudo, totalmente inconsequente.

    O filme depende totalmente das suas personagens, que podem parecer interessantes ao início mas que acabam por cair dentro de um conjunto de estereótipos que, embora não sendo negativos, não lhes dão qualquer tipo de densidade. Assim, os momentos de comédia acabam por se tornar altamente previsíveis.

    No entanto, o filme é de mestria técnica. A montagem é perfeita em termos de sequências de animação conjugados com a banda sonora. Existem momentos de animação brilhantes, com técnicas vanguardistas para a época, mas não são constantes e a estética simplista do filme é excessiva.

    Fique a nota para a tal banda sonora, composta de sonoridades e canções sempre apropriadas aos momentos e muito completa no geral.

    Um filme que certamente vale a pena ver pela sua originalidade e pelos momentos agradáveis que proporciona, mas que me deixa bastante dividida.

  • Barry Lyndon

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    Barry Lyndon
    W. M. Thackeray
    1844
    Romance

    Comprei este livro (com uma edição diferente da desta imagem) na Feira do Livro, por influência do Qui. Bem, mais ou menos. Algum tempo depois de ver o filme fiquei sabendo que é um dos preferidos da personagem em questão. Assim, quando vi o livro à venda, pensei em cultivar-me e ver esta outra perspectiva.

    Em comparação com este livro, o citado filme toma muito poucas liberdades, embora tenha identificado três momentos chave em que Kubrick interpretou os eventos de maneira muito diferente. De resto, é um retrato muito fiel desta narrativa.

    De resto, trata-se de um conjunto de memórias de vida de um fidalgo imaginário. Este homem é, supostamente, um nobre arruinado e sem nome, mas que tudo faz para recuperar os seus domínios e enriquecer. Infelizmente, tem uma tendência enorme para esbanjar o dinheiro (somas avultadas) que vai adquirindo em coisas perfeitamente inúteis, como a renovação megalómana de um castelo, roupas da moda ou, simplesmente, em apostas que vai perdendo ou ganhando conforme a sua sorte.

    O livro é narrado pelo próprio personagem, que se refere a si próprio sempre com grandes atributos. Mas à medida que a história vai acontecendo, vamos percebendo que este homem não é propriamente uma boa pessoa. Com isto, temos momentos de muito humor e que me levaram mesmo a algumas gargalhadas públicas enquanto lia o livro no autocarro.

    Trata-se também de uma sátira disfarçada à nobreza deste século, em que se coloca em oposição esta nobreza "falsa" contra a verdadeira, a dos príncipes e princesas que, essencialmente, ignoram o personagem apesar de este não o admitir.

    Um livro muito divertido, cujo filme complementa. E, depois de o ler, percebi como a banda sonora deste era perfeita!
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