Archive for segunda-feira, fevereiro 02

  • A Dark Place to Die

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    A Dark Place to Die
    Ed Chatterton
    2012
    Policial

    E com este livro celebro o facto de ter terminado todos (ou quase todos!) os livros que sobraram da Convenção do BookCrossing 2013!! Viva! Viva!

    Este é um policial algo estranho, visto que desde logo sabemos tudo o que se passa com todos os personagens, de todas as perspectivas possíveis. Mas os personagens não sabem. Ainda assim, é difícil manter a concentração e focar-nos na história destas pessoas e destes crimes, pois não existe mistério nem expectativa.

    Temos um psicopata extremamente divertido e são as coisas que ele faz que tornam a leitura mais interesante, pois o tipo é totalmente passado da caixa dos pirolitos. No entanto, só mais para o fim é que ele teve o protagonismo devido. O herói Keane é muito sem sal, mas conseguimos identificar-nos com Koop, uma personagem que entra ao barulho mais tarde e que tem uma posição na vida muito simpática.

    O mais interessante será talvez a linguagem, que viaja entre os vários sotaques da língua inglesa, fazendo uso de muita gíria local que dá um tom bastante realista aos diálogos e à narrativa em geral.

    De resto, não é nada de especial. Agora vai viajar como RABCK. :)
  • Kanon

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    Kanon
    Ishihara Tatsuya - Kyoto Animation
    Anime - 24 Episódios
    2006
    4 em 10

    Toda a gente me dizia que Kanon, a versão de 2006, era genial e dos melhores romances que poderia haver por aí. A primeira coisa que eu disse quando comecei a ver, logo ao primeiro minuto, foi... "Mas isto é muita feio!" E não se ficou por aí. Os primórdios da KyoAni não trouxeram grande coisa ao mundo, como se verá.

    Um jovem, igual a tantos outros jovens em tantos outros animes, costumava ir passar temporadas a uma cidade onde neva constantemente (é sempre Inverno). Deixou de ir durante sete anos e esqueceu-se de todas as coisas. Quando volta, encontra meninas e mais meninas do passado, que se lembram dele. Mas ele não se lembra delas. Depois elas têm problemas e ele vai-se lembrando. E depois não se passa nada.

    O grande problema deste anime, já que a história já se viu em tantas outras ocasiões (feita de melhores e piores maneiras), são as personagens. Se temos um personagem principal insosso, com um sentido de humor um pouco preverso dentro do contexto, todos os elementos femininos acabam por formar um harém de atrasadas mentais. Porque todas elas estão infantilizadas, quer no design quer na personalidade, a um extremo tal que parece que todas as linhas da história estão a lidar com criancinhas da idade do Poupas Amarelo. Isto não só retira todo e qualquer realismo da história como é extremamente irritante. Uguu par aqui, uguu para ali, somos todos uguus, mas isso é muita chato e muita feio.

    A arte é tenebrosa. Já falei dos designs das personagens: quando metade da tua cara, do meio da testa à boca, é ocupada por olhos, fica muito difícil de nos concentrarmos nela. Não existem grandes cenas de animação e os cenários são aborrecidíssimos. A neve em si não é aborrecida, cenários de Inverno até podem ser muito bonitos, mas neste caso não há nada de distinguível, não há detalhe, tudo é branco e ondulado, uma chatice completa.

    Apesar de se chamar "Kanon" e de ter referências imensas a música clássica, a banda sonora não tem nada a ver com isso. OP e ED sem nada em comum com o teor da história e as outras músicas... Bem, parece simplesmente que estão a mais. As vozes são de uma irritância telepática, tornando todas as raparigas ainda mais idiotas, como se a essas vozes não estivesse associado um cérebro.

    Um anime que desaponta bastante e que recomendo. Que não vejam. Nunca.
  • Love is Strange

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    Love is Strange
    Ira Sachs
    Filme
    2014
    6 em 10

    Depois de um jantar de aniversário, dirigimo-nos a assistir um filme fofinho, com pessoas para variar :)

    Ben e George são um casal que vive junto há mais de quarenta anos. Quando o casamento entre homossexuais se torna uma realidade no seu estado, Nova York, realizam a cerimónia. Mas, a partir desse momento, Ben - que ensina música numa escola muito católica - é despedido por causa da sua orientação sexual. Assim, eles deixam de poder viver na casa que compraram e onde já viveram tantos anos. Assim, têm de se separar, para viverem com familiares e amigos até ao momento de encontrarem uma nova casa.

    É um filme romântico e leve, apesar da tonalidade dramática que se vai preparando ao longo da narrativa. Os pequenos problemas diários nas novas casas acabam por não adquirir a dimensão necessária para comover em profundidade, mas ainda assim são realistas e acreditamos realmente neles.

    O que efectivamente torna o filme num vencedor é a interpretação dos actores e a relação que criam entre as personagens. É extremamente verdadeira e honesta, com alguns momentos engraçados que ainda assim apenas acrescentam mais detalhes no drama que se vive.

    O filme é ilustrado por música tragicamente romântica, Chopin aqui e ali, que apesar de tudo não deixa de dar uma tonalidade clara às situações que, mesmo quando são muito tristes, acabam por ser bastante leves.

    O final foi um pouco desapontante, pois queria mesmo que fosse um final feliz. Mas foi um filme muito querido e gostei de ver.
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