Archive for segunda-feira, janeiro 26

  • The Mars Daybreak

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    The Mars Daybreak
    Kyoda Tomoki - Bones
    Anime - 26 Episódios
    2004
    6 em 10

    Comecei a ver esta série enquanto o meu computador desktop, de nome Zizi, estava para arranjo. No portátil, de nome Asimov, foi um instante, mas no Zizi foi uma demora profunda para o sacar. Então esteve este tempo todo em pausa no episódio 9.

    Este anime baseia-se na assumpção de que Marte é um planeta habitável cheio de água. Na verdade, toda a acção se poderia passar num futuro longínquo do planeta Terra, que já tem água desde origem, pois é sobre piratas em submarinos. Assim, o setting não é especialmente feliz. Um jovem soldado junta-se a uma trupe de piratas e vive aventuras com eles. De uma forma mais ou menos episódica, atacam coisas, descobrem tesouros e fogem das autoridades, com mais ou menos ajuda de uma rapariga que aparece logo no início e da qual se sabe pouco (excepto que se apaixona pelo personagem principal por razões pouco convincentes)

    Os personagens são bastantes e variados, mas não possuem traços que os distingam de outras pessoas no mesmo género. O personagem principal é um vivaço que faz coisas erradas, a capitã é um monstrinho, há raparigas e raparigos com fartura, um gato que fala... E um golfinho que por alguma razão vive dentro de um sistema mecanizado. Se isto lhe permite andar em terra firme como as pessoas, não se compreende porque há-de ele usá-lo dentro de água. Afinal, os golfinhos nadam bastante bem , por mais que eu implique com eles.

    Felizmente, a animação não está nada má. Apesar de termos alguns momentos com CGI arcaico, os cenários aquáticos estão bastante realistas dentro do contexto e o design de personagens não falha, embora usem sempre as mesmas roupas. Existe um nível aceitável de fluidez nos moviementos, com cenas de acção bastante espectaculares, sobretudo aquelas que não têm robots.

    A banda sonora é positiva e alegre, remetendo-nos para um universo bastante leve e agradável, por vezes até cómico.

    Um anime simpático, mas que não recomendaria.
  • Wrinkles

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    Wrinkles
    Ignacio Ferreras
    Animação
    2011
    8 em 10

    Depois de um filme amoroso, passamos para uma película fortíssima. Infelizmente houve um erro técnico e assistimos à dobragem americana. Não sei dizer se é boa ou má, porque é muito raro ver dobragens em inglês, mas sem termo comparativo até me pareceu bem. A língua original é o castalhano, sendo Espanha o país de origem.

    Emilio é um velhote e os filhos já não estão para o aturar. Assim, toma a decisão de se internar num lar. Lá, forma amizade com Miguel e outros velhotes, que ainda estão bons da cabeça. Mas o ambiente é todo ele o de um manicómio, pois não há nada para fazer e todos estão loucos, esperando a morte. No entanto, Emilio tem um problema grave de saúde. Acontece a muita gente. E à medida que vai piorando, o desespero assola-o, a ele e aos amigos. Qualquer que seja o destino, sabemos que a morte está próxima. Então, o que fazer?

    Perante esta narrativa, altamente realista e bastante assustadora, seguimos a personagem de Emilio à medida que as suas memórias vão ficando perdidas e a sua vida se vai tornando cada vez mais confusa. Estes momentos, memórias boas ou más, memórias que se tornam assustadoras e que impossibilitam a vida normal, nestes momentos todo o ambiente se torna ainda mais realista e pungente, comovendo pois talvez seja esta a realidade das pessoas que sofrem este tipo de doença.

    Se ao início achei que o design das personagens seria pouco expressivo, rapidamente me habituei a estas imagens e mergulhei no seu universo. Os cenários são detalhados ao extremo, numa opção suave mas realista que funciona extremamente bem dentro do contexto. Toda a animação é muito simples, mas isso joga em seu favor, tornando o filme numa experiência emocional contundente.

    Os efeitos sonoros são discretos, mas acrescentam ao desespero e à confusão, permitindo-nos apreciar cenas muito belas.

    Um filme que recomendo muito e que gostaria de rever na sua língua original.
  • Ernest et Célestine

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    Ernest et Célestine
    Stéphane Aubier, Vincent Patar e Benjamin Renner
    Animação
    2012
    7 em 10

    O pessoal pode ter ficado a beber na festa do cosplay, mas eu continuei a party em local longínquo, muito mais caseiro e muito menos bezano, como eu gosto e aprecio. Procedemos a movie party, continuando na nossa eterna maratona de filmes de animação. Como eu os adoro, não me faz diferença nenhuma. Viva o Qui por os escolher tão bem :)

    Neste filme existem apenas ratos e ursos. Célestine é uma ratinha que tem como trabalho encontrar dentes de ursos, para entregar no dentista. E Ernest é um urso pobretanas cheio de fome, que não consegue uns trocos a tocar mil instrumentos na rua. Depois de se encontrarem, começa, devagar devagarinho, a criar-se uma bonita amizade.

    Esta relação entre os personagens evolui de uma maneira muito delicada e bela. Cada um deles está caracterizado individualmente com uma personalidade muito forte, o que joga muito bem com as acções que consolidam a amizade entre eles. As vozes estão encantadoras, trazendo mais vivacidade a diálogos que poderiam pecar por ser demasiado simples, não fosse este um filme para crianças.

    Em termos de animação temos sequências tradicionais, com cores de aquarela, e momentos extremamente artísticos. É dada extrema atenção ao detalhe e ao design dos diversos personagens que aparece, dando características próprias a cada um. A fluidez é perfeita e o aumento de detalhe à medida que o filme progride em tudo está relacionado com a narrativa. A animação é complementada com uma banda sonora excepcional, com peças tocadas por Ernest, o nosso músico.

    Um filme muito bonito e agradável. Gostei muito porque simpatizo bastante com ratos e adorei vê-los animados desta forma. :>


  • Winter Masquerade Ball II

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    Winter Masquerade Ball II
    Evento
    No seu segundo ano, talvez já se possa considerar tradição de que em Janeiro há festa de arromba organizada pela Associação Portuguesa de Cosplay. Como no ano passado não pude ir, por motivos de estudos, estava extremamente curiosa em relação ao que a noite nos reservava.

    Começam os preparativos. Considerava levar o meu cosplay de Utena e apanhar a primeira piela do ano em companhia de pessoas mascaradas. Mas depois colocou-se uma questão retumbante dentro da minha vida pessoal. Ocorrem diálogos e chego à conclusão de que um  baile é também um sítio onde as pessoas praticam a milenar arte do engate. Não que alguém me queira engatar, pois sou uma velha horrível, cansada e acabada. Mas tem de se chegar a um acordo consensual entre duas partes tão importantes. Ficou combinado que estaria em Almada pelas dez da noite, mais coisa menos coisa.

    Por isso, não seria prático levar cosplay. Assim, decidi por uma farpela condizente com o código de vestuário "semi-formal", com uma estranha temática canídea. Dirigi-me ao local fazendo uso da minha aplicação de GPS no telefone, que continua sendo um pouco inútil pois eu não sei distinguir a direita da esquerda. Após um quilómetro de caminho entre o metro e a rua do bar em causa (pois, enganei-me logo na primeira volta), encontro um local cheio, apinhado, de pessoal dumaw. Metaleiros, sim. A fumá-las à porta do sítio onde era suposto eu ir, a Fábrica 22.

    Cheguei um pouco cedo de mais, mas assim que bateram as sete horas obriguei a portaria a vender-me um bilhete, apesar de ainda não terem troco. Vieram dar-mo depois. E assim estreei o bar com uma bela mini.

    O bar, diga-se de passagem, estava claramente planeado com um objectivo em mente: colocar o pessoal todo bezano. Shots a um euro é demasiado barato. A mini tassbem. Mas podiam ter oferecido um coquetel pelo preço do bilhete, em vez do copo de sangria. Diziam que estava boa, mas não provei porque hoje em dia os binhos caem um pouco mal quando tenho o estômago vazio.

    Em termos espaciais, é um local agradável, com muitas salinhas que poderiam ter sido melhor aproveitadas. Segundo as fotografias, a coisa estava à pinha. Um terraço exterior com palmeiras luminosas e um baloiço: era o sítio onde se estava melhor. Um palco. Durante o tempo em que lá estive, muitas pessoas jogaram um jogo de dançar, em que tinham de repetir movimentos de uns bonecos no ecrã. Parecia muito giro.

    Conversando por aqui e por ali, actualizando coisas sobre coisas, comentando isto e aquilo, passou-se muito bem o tempo. Quatro mines e uma garrafa de água depois, chegou-se à conclusão de que a casa de banho existente no espaço era em número insuficiente para a quantidade de xixi que uma cerveja produz.

    E lá fui embora, sem tirar uma única foto, mas com muita pena de não ter ficado para ver a parte mais agressiva da festa. Que seria o momento em que a música que eu requestei, "azinimagas" da sagrada Valesca Popozuda, começaria a tocar e toda a genta partilharia bactérias naquilo que seria considerado o mosh do seculorum.

    Fica para a próxima. Até lá!
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