Archive for segunda-feira, janeiro 14

  • Ashita no Nadja

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    Ashita no Nadja
    Igarashi Takuya - Toei Animation
    Anime - 50 Episódios
    2003
    6 em 10

    Fui ver este anime porque é a cara do grupo de subs Brasileiro em que participo (o que me recorda que tenho uma tradução para fazer). Olhei para as imagens e vi dois cãezinhos e pensei "porque não". Depois vim a descobrir que este é o anime de infância de muita gente, já que passou no Panda circa 2005. Que giro ver que há pessoas que eram criança em 2005, haha!

    Enfim, os cães afinal não são cães. São leões bebés (com juba?). E este é o anime ideal se o teu sonho sempre foi ser uma menina de oito anos.

    A história podia ser um WMT, mas não é. Nadja pensa que é orfã e descobre que tem uma mãe. Então junta-se a uma trupe de artistas ambulantes para a encontrar. Com isto, viaja por toda a Europa, onde aprende a dançar melhor, se apaixona por vários rapazes mais velhos (e giros!) e se envolve numa trama socio-política entre o seu tio e uma moça que se faz passar por ela. No fundo é uma história bastante simples, sem consequência, mas o resultado é bastante fofo. 

    Temos uma série de personagens de natureza encantadora, começando pela própria Nadja, mas não existe qualquer tipo de desenvolvimento. Tal como começam, assim acabam. São todos dotados de uma grande força de vontade, mas não crescem. Também não se percebe quanto tempo passa no mundo deste anime entre o primeiro episódio e o último. Tendo em conta o quanto viajaram, suponho que se tenham passado anos, mas o físico dos personagens não o revela.

    Em termos de animação, temos algumas sequências de dança interessantes mas bastante repetitivas. Por vezes com recurso a um CG mal disfarçado, sobretudo nos grandes bailes. Há uma grande variedade de roupas, todas muito coloridas. Nos fundos, apresentam-nas muitas cidades da Europa e creio que o ambiente está bem caracterizado, mas nada de muito detalhado ou bonito.

    Este anime vive muito da música e temos uma variedade bastante grande ao início, que se torna tão repetitiva como a animação rapidamente. Há uma mistura de peças clássicas que todos conhecemos com músicas originais bastante agradáveis e simples, muito próprias à infantilidade do anime.

    Uma série agradável e amorosa, mas não creio que valha a pena sairem do vosso caminho para a irem ver.
  • Cloud Atlas

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    Cloud Atlas
    Tom Tykwer, Andy e Lana Wachowski
    Filme
    2012
    7 em 10

    Há tanto tempo que eu não ia ao cinema... Boa escolha, este filme. São quase três horas que passam num instante.

    O filme podia ser muito confuso, mas é bastante simples. Temos uma série de histórias, aparentemente desrelacionadas, mas que têm consequência umas nas outras. Temos histórias no passado longínquo, no passado, presente, futuro e futuro longínquo. E no futuro ainda mais longínquo. E todas se influenciam umas às outras. Em resumo, vidas passadas.

    Todas as histórias têm alguma relação com uma injustiça e com uma revolução necessária ao mundo. É muito interessante ter tantas histórias pois são muito variadas. E enquanto algumas são muito trágicas, temos outras recheadas de humor. Três realizadores foram precisos para termos tanta variedade e, acho eu, funciona. O filme até aproveita para nos dar algumas lições de vida, num universo futurista impressionante.

    Não gostei especialmente dos efeitos especiais, não me pareceram nada realistas (até hoje bonecos continuam a ser bonecos), mas há um trabalho fabuloso em termos de maquilhagem e caracterização. Cada actor faz uma série de personagens, o que adiciona ao simbolismo de estarmos todos ligados uns aos outros. Há alguns que estão mesmo muito bem disfarçados. Também deve ter sido muito interessante para os próprios actores participar num trabalho em que têm de se mutar constantemente para fazer personagens completamente distintos.

    Posso dizer que valeu a pena os mais de cinco euros que custou o bilhete. Só me faz impressão os bilhetes já não serem bilhetes e serem uns papéizinhos cuja tinta desaparece num instante.
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