Archive for quarta-feira, junho 21

  • Olhos Azuis, Cabelo Preto

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    Olhos Azuis, Cabelo Preto
    Marguerite Duras
    1986
    Romance

    Avanço desde já que nunca gostei especialmente desta autora.

    Este é um romance muito curto, leitura para uma hora e meia, que fala da relação entre homem-mulher, explorando as suas fragilidades: ciúme, traição, inconsequência e falta de dedicação. Tudo isto seria uma excelente ideia, se a autora se tivesse dado ao trabalho de caracterizar minimamente os seus personagens.

    O único personagem que vive realmente é o fugaz "olhos azuis cabelo preto", que aparece uma vez e acaba por ser o tema de conversa recorrente entre o homem e a mulher que, por alguma razão ainda estão juntos e partilham uma cama de hotel. Para quê? Não se explica.

    Para além do mais, os personagens estão constantemente a chorar. Qualquer coisa que se lhes diga, choram. Qualquer coisa que aconteça, choram. Qualquer referência às boas memórias do "olhos azuis cabelo preto"... Choram. Que melodrama!

    Não achei mesmo graça nenhuma a este livro. Não recomendo.

  • Fogo Pálido

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    Fogo Pálido
    Vladimir Nabokov
    1962
    Romance 

    Foi o primeiro livro do autor que li depois de "Lolita", que passou pelas minhas mãos há muitos anos atrás. Cheguei à conclusão de que o pobre Vladimir não regula muito bem da pinha.

    Um livro muito recordatório de Joyce, pela forma de escrita e, talvez, pelo tema abordado, relata-nos uma estranhíssima história de um poema, um poeta e um misterioso reino do norte e sua família real.

    Shade, um poeta famoso (penso que inventado) escreveu o poema "Fogo Pálido". Agora, um dos seus mais próximos amigos (supostamente) decidiu publicá-lo acompanhado por uma análise detalhadíssima. No entanto, esta análise trata quase em exclusivo daquilo que o amigo influenciou no poema. Isto é: conta a história do amigo como se o poema tivesse sido escrito para ele. O que é muito estranho, porque o poema não se pode interpretar dessa forma, mesmo que seja inventado, mesmo que não exista. Fala simplesmente de outros assuntos!

    Mas o analista insiste que o poema é sobre ele e sobre o seu fantástico e amado reino de Zemla, onde houve grandes acontecimentos relativos à deposição e fuga do rei, que se vem a saber muito mais tarde que terá mais influência na vida do autor do poema do que possamos imaginar.

    Nabokov inventa palavras e frases, inventa uma história que, não fazendo sentido, é muito engraçada. Portanto, para quem só conhece a sua obra mais popular, sugiro que tentem este livro. Irá certamntew surpreender-vos!

  • Festa da Casa da Cerca 2017

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    Festa da Casa da Cerca 2017
    Festa
    Foram raras as vezes que tive oportunidade de ir a esta festa, a da Casa da Cerca. Gosto muito desse espaço, pois tem um jardim botânico lindíssimo. Sábado passado, decidimos passar por lá para ver uns concertos.
     
    Chegámos um pouco atrasados e o concerto que q1ueríamos ver já estava quase no fim. Era Cacique 98, uma banda com raízes moçambicanas que estava a dar tudo por tudo para que toda a gente dançasse. Infelizmente, começou uma trovoada com chuva torrencial. Até soube bem, porque estava imenso calor, mas esconder-nos debaixo das árvores foi insuficiente. Fugimos para a estufa, onde estava um bafo medonho.
     
    Havia espalhados pelo espaço vários elementos alimentares e lojinhas com artesanatos variados. Como terão feito com a chuva?
     
    Passado um pouco vimos que estava existindo uma performance de dança e teatro à porta da Casa da Cerca propriamente dita. Tanta gente lá estava que achámos melhor nem assistir.
     
    Finalmente, chegou o DJ Lizardo, que pôs toda a gente, efectivamente, a dançar (tendo sucesso onde outros falharam), com mixes e viagens à descoberta do indie pop mais antigo e obscuro.
     
    Depois ainda fomos a um bar novo que um amigo abriu, mas eu já não dizia coisa com coisa :)
     
    E assim se passou Sábado.

  • Level E

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    Level E
    Kato Toshiyuki - Studio Pierrot
    Anime - 13 Episódios
    2011
    5 em 10

    Consideremos que o mundo em que vivemos está densamente povoado de seres alienígenas que se esforçam ao máximo para que ninguém dê por eles. Consideremos que um amigo nosso vem a ser alien e, para mais, é um poderosíssimo príncipe das entidades espaciais. Só que havia perdido a memória. Que aventuras poderão acontecer?

    Este é um anime leve que faz do seu próprio conceito uma comédia. Isto seria uma boa ideia, se as piadas da comédia fossem, de alguma forma, engraçadas. As piadas baseiam-se essencialmente numa crítica sarcástica a outros géneros de anime, com referências aqui e ali, sendo que os personagens acabam por cair dentro do estereótipo daquilo que, precisamente, tentam parodiar. A paródia não é de todo evidente, repare-se.

    A arte é colorida e brilhante e os designs têm uma aura um bocadinho old-school, apesar de o anime ser desta década. Mas, em termos de animação, temos muito pouca coisa para ilustrar, sendo que quase tudo se baseia em movimentos repetitivos e rítmicos que se esforçam por imprimir alguma piada às situações que, claro, não a têm.

    A música é essencialmente irrelevante, sendo que a OP e ED, apesar de serem sons interessantes, não se conjugam com nada do que existe na série.

    Um anime que se esquecerá rapidamente.

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