Archive for terça-feira, março 08

  • O Menino e o Mundo

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    O Menino e o Mundo
    Alê Abreu
    2013
    Filme
    6 em 10
     
    Este filme estava nomeado para o Óscar de animação, então decidimos vê-lo. Além do mais, é um filme brasileiro, o que me dá sempre muito gosto ver!

    No entanto, este filme de animação acabará por ficar esquecido numa das minhas gavetas, porque acabou por não me impressionar como estava à espera. Comecemos pelo início: um menino vai à procura do pai, que partiu num comboio eu vista de, pensa-se, um melhor trabalho. O menino acaba por se perder em vários locais tipicamente humanos, da plantação agrícola à grande metrópole, onde é sempre ajudado por pessoas bastante simpáticas. Isto ajuda a que o filme mantenha toda uma aura de inocência, já que nada de mal acontece ao Menino, mas de resto acaba por tornar todo o tipo de caracterização impossível e inexistente, fora alguns momentos familiares nas memórias.

    Assim, o filme acaba por se tornar apenas numa viagem por um mundo cheio de críticas sociais, cheio de mecanismos operacionais, cheio de momentos da vida em que a vida está perdida por estar tão automatizada. Isto poderia ser um aspecto valoroso, mas o filme é tão dinâmico que não dá tempo para pensar, para digerir a situação que acabámos de ver. Passa de umas para as outras com uma rapidez impressionante e, de um filme cheio de belas imagens, acabo por não ficar com nenhuma na cabeça.

    Já animação e edição, são de topo. Fazendo uso de diversas técnicas, sobretudo tradicionais mas com um toque digital bem aplicado, o filme é como uma sucessão de de desenhos infantis, altamente detalhados e cheios de bonitas cores. Lá isso é: bonito. Mas, como digo, são tantas imagens umas a seguir às outras que o filme acaba por ir a favor das próprias coisas que critica: a massificação, a velocidade, o exagero.
     
    Também não foi uma decisão muito sábia ter usado diálogos incompreensíveis num filme tão longo. Não há um bom uso dos silêncios e, tal como as imagens, as musicas sucedem-se sem nos dar tempo para respirar.

    Portanto, de entre os três filmes nomeados que vi, este parece-me o mais fraco. O que é uma pena, pois estava cheio de potencial.

  • Straight Outta Comton

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    Straight Outta Compton
    F. Gary Gray
     2015
    Filme 
    7 em 10

    Fui para este fiulme sem qualquer expectativa e, sobretudo, sem qualquer conhecimento sobre o que se ia passar e sobre o que se passou. Este é um filme biográfico sobre os membros do revolucionário grupo N.W.A, que deu toda uma nova perspectiva sobre o hip-hop em meados dos anos 80.

    Devo dizer que adorei o filme e todos os seus detalhes, porque as músicas me apaixonaram, logo à primeira vista. Se não fosse a banda sonora e o conhecimento que o filme me deu sobre este tipo de tribo urbana e cultura alternativa, acho que me teria aborrecido logo.

    O filme mostra o início do grupo e os eventos que podem ter influenciado as suas músicas. Ficamos a perceber que este grupo não busca incitar a violência: as letras duras, cheias de sangue e vinho verde, são apenas um reflexo da humanidade em que vivem estas pessoas. Isto é, a música não procura puxar a violência, mas antes servir como escapatória para esta. Porque por mais que as letras falem de sub-machines, bitches e gente que vai morrer, tudo isso é apenas uma imagem espelhada daquilo que estes artistas viveram na sua juventude.

    As cenas escolhidas para ilustrar cada música são perfeitas, sendo que acabam por explicar um pouco do que está por trás das letras. Ainda assim, estas são a melhor parte. Consideremos que temos um grupod e jobens da zona mais perigosa da mais perigosa das cidades da América. E que não têm muita educação e falam em gíria do guetto e tudo o mais. Então, estes rapazes devem ter tido uma musa do génio para os ensinar a escrever estas letras. Ou então são mesmo eles próprios génios, o mais provável. Porque misturado com todo aquele linguajar que só as pessoas da zona conhecem, está pura poesia. Amei!

    Talvez a parte do filme que me tenha deixado ficar mais de pé atrás tenha sido a caracterização dos personagens. É certo que o mais provável é que todos estes miúdos tenham sido inocentes à sua maneira, mas ainda assim acredito que as suas atitudes na generalidade tenham sido ligeiramente diferentes da imagem platónica e meio apatetada que nos deram, como se se mantivessem sempre como crianças grandes e iludidas pelos sonhos. Também parece, segundo Qui, que a causa da morte de Eazy-E não ficou muito bem explicada...

    Mas, no geral, foi um filme de que gostei imenso e que me deixou com imensa vontade para ir ouvir estas músicas todas e dizer yo!

  • Soredemo Sekai wa Utsukushii

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    Soredemo Sekai wa Utsukushii
    Kamegami Hajime - Studio Pierrot
    Anime - 12 Episódios
    2014
    6 em 10

    Este é o tipo de anime que não se propõe a muita coisa, mas que acaba por ser uma boa fonte de entretenimento, pelo menos no campo do shoujo.

    Nike é uma princesa do Principado da Chuva, que é afastada do seu reino para se casar com o misterioso Rei Sol. Quando lá chega vem-se a descobrir que o poderoso rei não passa de um miúdo pequeno, apesar de ter bastante maldade concentrada. Este, quer que Nike use o seu poder para chamar a chuva, para fins lúdicos. E assim se vai criando uma história de amor.

    Talvez cause uma certa confusão a diferença de idades, mas acho que como é um rapazinho em vez de uma menininha não há problema absolutamente nenhum, oh não, de todo.......

    As personagens estão estabelecidas apenas dentro do seu limite estereotipado, pelo menos todas aquelas além do dueto principal. Estes dois têm um pouco mais de caracterização, mas à medida que a série avança podemos ver as suas fragilidades, sobretudo quando estão em relação uns aos outros ou em sua oposição (por exemplo, Nike e as irmãs)

    A animação não é nada de extraordinário, sobretudo considerando que o anime é muito recente (com apenas dois anos em relação à data presente). As cores são vivas, mas poderia ter havido mais atenção em relação aos cenários e, sobretudo, aos designs, já que nenhum deles nos remete para a época em que o anime é suposto passar-se e há mesmo referência a coisas como "fotografias" (que nunca deveriam existir neste contexto...)

    Já a música, sinto-me dividida. A verdade é que, apesar de OP e ED pouco inspiradoras, temos um tema recorrente que é muito interessante em termos musicais. No entanto, é repetido ad nauseum ao longo de todos os episódios de toda a série, pelo que este excesso acaba por se tornar cansativo. Para mais, também não nos remeteppara esta época, em que não deveria haver sintetizadores para fazer músicas recheadas do mais typical engrish.

    Ainda assim, deu-me um certo gosto ver este anime. É mediano, mas vê-se bem e acaba por ser uma experiência bastante alegra.
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