Archive for segunda-feira, maio 12

  • Hanasaku Iroha - Home Sweet Home

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    Hanasaku Iroha - Home Sweet Home
    Ando Masahiro - Lantis
    Anime - Filme
    2013
    6 em 10

    Chegada a casa, pensei que seria bom ver um filme até serem horas de ir para a cama. Como verão em breve, no dia seguinte iriam executar-se actividades!

    Para quem não recorda o assunto desta história, fica o comentário que fiz à série da Hanasaku Iroha. :) Este filme explora o tema da responsabilidade e da libertação adolescente. No entanto isto é feito de forma estranha, porque - apesar de os temas estarem intimamente ligados - as duas histórias que acontecem paralelamente (uma no passado, outra no futuro) não têm qualquer ponto de ligação que nos faça tirar uma conclusão

    A história do passado conta como a mãe de Ohana, Satsuki, saiu de casa e conseguiu enfrentar a mãe (a ameaçadora dona das termas). A história do presente conta como uma miúda adolescente consegue substituir a mãe ao tomar conta dos irmãos. São histórias interessantes por si só, mas como não existe uma perpendicularidade entre elas, isto é, não têm relação, não me foi possível encontrar uma lógica na narrativa do filme.

    Em termos artísticos, o filme tem os seus momentos de beleza. Não pontuam todas as cenas, mas existem algumas paisagens muito interessantes. As fotografias tiradas ao longo da história também são pedaços de arte muito engraçados.

    Musicalmente, nada de novo.

    Este filmezinho (só tem uma hora) tinha bastante potencial para ser interessante, mas parece-me que tropeçou em si próprio enquanto estava a dar uma corridinha para apanhar o eléctrico.
  • Nossa Senhora da Atalaia

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    Narrativa Histórica da Imagem de Nossa Senhora da Atalaia Que Se Venera Na Capela Sita No Monte D'Atalaia Do Concelho de Aldeia GAllega do Ribatejo
    Padre Manuel Frederico Ribeiro da Costa
    1887
    Narrativa Histórica (?)

    Sim, eu sei que a questão que paira aqui é "wtf". Mas também recebi este livro no concurso de que falei e decidi que os ia ler todos. Ainda me falta um, mas como é daqueles livros guias de imagem não o levei (não cabe dentro da mala)

    Esta narrativa histórica, ou o que seja, é estranhamente divertida. Um padre lá no tempo da maria cachucha pensou que seria boa ideia relatar em todos os detalhes coisas sobre a vida e obra da Nossa Senhora da Atalaia, que vive confortavelmente na Atalaia.

    é a prova essencial e única de que realmente esta gente não tinha mesmo nada que fazer. Lê-se rápido porque grande parte do livro é um inventário dos objectos que a Nossa Senhora da Atalaia tinha e de todos os seus serviçais. Ela até tinha uma ama para a vestir e dar-lhe banho. Ficamos a saber que esta Nossa Senhora gostava muito de pinheiros, voltando a pô-los no sítio quando eram cortados ou dando diarreia a todos os lenhadores.

    A parte que gostei mais foi a descrição detalhada de todas as trinta e tal romarias que se faziam ao longo do ano, em que pessoas de Sintra, Alhos Vedros e terras perdidas para os lados de Viseu iam visitar a senhora e pedir gentilmente alguns milagres. Mais uma vez a prova de que não havia entretenimento válido nesta época, já que iam todos em romaria em vez de fazer coisas úteis, como inventar a fotografia a cores.

    Nem sei o que faça a isto, acho que vou oferecer ao meu pai, que é capaz de achar piada.
  • --- e a lua forma-se luar

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    ...e a lua forma-se luar
    João Madeira
    2001
    Poesia

    (Como não achei nenhuma imagem da capa do livro, achei por bem por uma ceninha tripada a ilustrar. Combina com o conteúdo literário de que falarei)

    Lido no comboio, enquanto me vinham laivos de inspiração para um projecto literário em que estou a participar, foi um livrinho denso de que gostei muito e que irei reler depois dele dar uma volta por aí.

    Talvez sejam vários poemas. Talvez seja um muito longo. Mas cada detalhe está em conexão com o outro numa viagem a um lugar de dor e contemplação. Com uma lírica própria, escolha de palavras certeira, leva-nos para um universo surreal, descrevendo céus, florestas e plantas, enquanto alguém (autor? Nós próprios) procura uma razão, quiçá um amor.

    Estes poemas (ou um único poema?) têm uma tonalidade muito gótica, no verdadeiro significado da palavra. Faz-nos quase regredir a uma época de mistério, castelos e corvos, com um spleen único.

    Sem dúvida fascinante e merecedor do prémio Poesia Jovem do Montijo. Sim, também ganhei este livro no tal concurso.

    Não cito nada porque não sei por onde escolher. ;_;


  • Um Dia Sonhei que Voava

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    Um Dia Sonhei que Voava
    Taichi Yamada
    1988
    Romance

    Acordei bem cedinho para chegar a tempo e horas ao exame e ainda ter a chance de tomar um café. Lá chegada, descubro que o exame, em vez de ser às nove da manhã... Era à uma da tarde! E com este livro se passaram as quatro horas de espera. Bem, quase todas, uma parte foi a comprar outro livro para o comboio de regresso e uma outra foi para almoçar uma salada com molho vinagrete.

    Já tinha lido os outros dois livros deste autor editados em Portugal, por isso achei por bem comprar este. Foi numa feira do livro, numa outra ocasião em que estava no Porto e senti que não iria ter livros suficientes para ler na viagem de regresso.

    Um executivo de uma empresa de construção encontra-se longe da família quando se vê num hospital. Nele, vive uma aventura platónica, mas muito erótica, com uma senhora que se vem a revelar muito mais velha que ele. Mas voltam a encontrar-se. E a senhora é estranha: ela está a viver a sua velhice numa experiência de regressão em que vai ficando cada vez mais nova. Assim, eles encontram-se quando ela tem 40, 30, 20 anos e por aí em diante.

    A escrita é onírica, com muitas referências ao ambiente que rodeia o personagem principal, a natureza, o céu, as estações do ano. Conhecemos este homem com um nível de intimidade por vezes desconcertante, acabando por compreender os sentimentos que ele desenvolve por Mutsuko, a estranha mulher. A descrição dela é feita com tanto carinho apaixonado que não conseguimos deixar de sentir uma certa ansiedade pelo destino que a espera, que é inevitável e incontornável.

    No entanto, achei que as cenas físicas talvez fossem demasiado excessivas. Na minha opinião, creio que o livro seria mais bonito e emotivo se este amor fosse simplesmente platónico, ou cessasse no momento em que Mutsuko se torna numa rapariga.

    Dos livros do autor, este foi o que mais gostei. Talvez seja porque é mesmo meu, e não emprestado, hehe.

    Termino citando um poema que, por sua vez, foi citado no livro. Talvez tenha sido este o momento mais bonito de toda a história.

    Eu
    Tu
    "Nós"

    "Nós"
    Não pode ser reduzido a ti e a mim
    É por isso que é
    Eu
    Tu 
    "Nós"

    Eu
    Tu
    Pomos as mãos dentro da boca um do outro
    Tocamos nas nossas gargantas
    Tocamos nas nossas traqueias
    Tocamos nos nossos esófagos
    Tocamos nos nossos pulmões
    Tocamos nos nossos corações
    Nos nossos diafragmas
    Fígados, pâncreas, costelas, intestinos
    Músculos, artérias, veias e capilares
    Tocamos em tudo
    Em todo o tipo de nomes abstractos
    Mas aquilo em que nunca conseguimos tocar
    És tu
    Sou eu.

    Taeko Tomioka
  • O Verso dos Pássaros

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    O Verso dos Pássaros
    David Elrich
    2009
    Poesia

    Pois bem, o certo é que terminei o livro anterior no comboio. Porque estava eu num comboio? A caminho do Porto, evidentemente. Foi a minha última viagem, pelo menos a propósito da pós-graduação. Fui fazer o exame final. :>

    Este livro, ganhei-o num concurso literário promovido pela Câmara Municipal do Montijo. Portanto, literatura montijense, here we go!

    Este livrinho foi editado a propósito de o autor ter vencido um prémio de poesia jovem. Ora bem... Nota-se que é poesia jovem. O jovem parece ter estudado a poesia e tudo o mais, mas os temas... A verdade é que são muito imaturos. Por todo o lado aparece uma imagem mimada da figura materna. Também temas desportivos e da vida da juventude são abordados de uma perspectiva bastante infantil.

    Eu poderia aceitar isso, se a biografia do autor não insistisse que ele estudou poesia e que é um artista (que é um bom artista). O jovem era jovem em 2009, por isso suponho que já seja crescido. Espero que ele tenha evoluído, com toda a sinceridade.

    Não vou citar o meu poema preferido, porque não tenho nenhum.
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