Archive for quinta-feira, setembro 12

  • Black Dynamite

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    Black Dynamite
    Scott Sanders
    Filme
    2009
    6 em 10

    Filmes ao ar livre no Martim Moniz? Bora! Fora as baratas, tudo bem. Venho redescobrindo a minha baratofobia... Este foi o filme ideal para ver no meio da rua, rodeados de sangria de frutos vermelhos e estrangeiros. Porque é simplesmente hilariante.

    O filme é uma paródia, uma parvoíce pegada. Fala sobre Black Dynamite, um preto (fora o racismo) do kung-fu que este no Vietname e é da CIA. Por causa da morte do seu irmão, acaba por limpar o seu bairro da droga, que afectava ATÉ OS ORFANATOS e descobrir os terrores chineses por detrás da cerveja Anaconda (makes you go Ooooo) Por isso o filme tem tudo: roupa dos anos 70, funk manhoso, kung-fu, muitos tiros, montes de mortos, gajas nuas (mas poucas), palavrões, tudo o que se possa imaginar. O resultado é de chorar a rir.

    Isto não seria possível se não fosse o diálogo que, sendo bizarro e ilógico, está bem escrito o suficiente para quase tudo rimar, o verdadeiro hip-hop ainda antes de ele aparecer.

    O filme tem muitos erros, que parecem ser propositados, que apenas acrescentam à hilariedade.

    De resto, lembrem-se sempre que os donuts não usam sapatos de crocodilo.
  • A Rapariga que Roubava Livros

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    A Rapariga que Roubava Livros
    Markus Zusak
    2006
    Romance

    Recebi este livro no BookCrossing. Um livro que não sendo enorme, me pareceu, nunca mais terminava. Não era muito pesado, mas era muito volumoso. Uma história realista e tocante.

    Fala sobre a Segunda Guerra Mundial, mas de uma perspectiva diferente. Para começar, o narrador é a Morte. Isto torna todo o livro em algo que, desde si, é naturalmente pessimista. Isto não é feito de forma forçada para puxar o horror, mas de uma forma inócua, quase matemática. Porque a Morte não liga nenhuma a ninguém, apenas cumpre com a sua função. 

    O outro lado da perspectiva é que, pela primeira vez que eu tenha lido, o livro não fala da perspectiva das vítimas, os judeus, mas sim daqueles que estão a salvo e que optam por os ajudar. A personagem principal é Liesel, uma menina que vai crescendo numa Alemanha em guerra. Na vida dela há muitas pessoas que se relacionam, o seu melhor amigo, os seus pais adoptivos, os seus vizinhos, um judeu pugilista... E livros. Liesel adora livros. Por isso rouba-os. Mas ela não é uma ladra normal, ela só rouba quando existe a necessidade pessoal e emocional de ter um livro. São os livros que a salvam neste universo desesperante, mas - devido à distância que o narrador tem da história - isto só se torna verdadeiramente comovente e horrendo mesmo no final.

    Quase chorei nesse final, mas estava no autocarro e chorar com livros no autocarro dá mau aspecto, por isso controlei-me. É agri-doce, querendo isto dizer que acaba tudo mal, mas que dá para viver depois disso.

    Gostei muito deste livro e recomendo-o, se bem que talvez não seja apropriado à faixa etária do programa Ler+. Porque é violento, triste e profundamente realista.
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