Archive for sexta-feira, janeiro 04

  • Um Coelho Cheio de Sorte

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    Um Coelho Cheio de Sorte
    Ivo Dias de Sousa
    2009
    Gestão e Auto-ajuda

    Este livro foi-me oferecido no encontro de BookCrossers de Lisboa, por um fellow BookCrosser, o Ivo. Como se pode reparar, foi ele que escreveu o livro. Serei eu leve para com as pessoas que conheço?

    Ora bem, este é um livro que explica em forma de fábula, um outro livro, esse de Richard Wiseman (The Luck Factor). Explica-nos alguma coisa sobre a chamada "psicologia da sorte", mas aplicada ao nosso universo português de constante recessão e desemprego.

    João Sortudo é um coelho que aprende a aproveitar oportunidades depois de ser despedido. Isto é, aprende a chamar a sorte a si. A escrita é simples e interessante, é apenas uma história sobre um coelho. O que se tira da história é que é o importante, mas o que se tira da história?

    Por mais que eu gostasse de acreditar nisto da sorte, não sei se sou capaz. Ultimamente têm acontecido muitas coisas boas (<3), mas fui eu que as fiz? Por acaso acho que sim. Mas se estivesse sempre a pensar nisso acho que não o conseguia fazer. Por isso acho justo que haja pessoas com mais sorte que outras. Se fôssemos todos o Gastão e não houvesse Pato Donald o mundo seria muito menos divertido. Pense-se positivo, no entanto. Acho que é com a positividade que se deve viver, apesar de ser tão difícil. Eu tento, mas nem sempre sou capaz.
  • Hellsing Ultimate

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    Hellsing Ultimate
    Tokoro Tomokazu - Madhouse Studios
    Anime OVA - 10 Episódios
    2006-2012
    9 em 10

    Isto foi... Uma experiência. Uma experiência que durou seis anos. Bem, quatro no meu caso. Valeu a pena? Sim. Absolutamente. Agora resta-me ver tudo de seguida para saber se tem o mesmo efeito.

    Isto é um remake de Hellsing, que agora segue o manga e tudo o que ele tem para oferecer. É uma coisa completamente diferente, não só mais uma aventura de vampiros. É uma aventura de vampiros de proporções astronómicas, com todo o sangue que isso implica.

    A história é muito simples, apesar de ter algumas vertentes distintas que dão azo a uma grande variedade de personagens. O mundo está a ser invadido por vampiros nazis que andam a matar toda a gente e a única que pessoa que pode resolver a situação não é uma pessoa. É uma instituição, Hellsing, que por acaso é dona de um vampiro, Alucard. E aí entram as personagens. São todas sinceramente fascinantes. O autor apresenta-nos um conceito original de vampiro, um ser detentor de um poder acima das possibilidades de qualquer menina apaixonada. Isto motiva muitas situações de luta e guerra que roçam o genial, pois nunca há a certeza do que os personagens vão fazer. Integra Hellsing é (já era) uma das minhas personagens femininas preferidas. Cosplay na calha, avisa. É um personagem cheio de força, com uma moral desactualizada mas inabalável, detentora de uma coragem aprendida. Seras Victoria evolui de forma estonteante, sem nunca abandonar a sua personalidade inicial. E dentro dos inimigos, temos alguns bastante simples, outros extremamente complexos mas todos, TODOS, completamente passados da marmita. O chefão é um vilão genial, com um discurso coerente mas ainda assim louco, é perfeitamente realista dentro dos parâmetros de "nazi que tem vampiros nazis e um zepelim"

    A animação é variada, mas no geral está extremamente (extremamente), extremamente, boa. Tem algum CG horroroso pelo meio, em cenas que poderiam ter sido fabulosas, mas é compensado por cenas de luta cheias de sangue e de membros cortados que não deixam de ser interessantes. O mais belo é a história por detrás de algumas das cenas, que dão uma intensidade muito própria e tornam toda esta glorificação da violência e da morte em algo significativo.

    A música cria um grande ambiente, já que na sua maioria utilizaram música clássica e peças de ópera para ilustrar as situações (com alguma rockalhada pelo meio, isso não podia faltar). Por vezes trás beleza, na maioria das vezes torna tudo mais perturbador e emocionante.

    A única coisa estranha eram os momentos de comédia, com versões chibizadas dos personagens e florzinhas, que não tinham absolutamente nada a ver com o teor de Hellsing. Mas estão feitas de tal forma que em vez de engraçadas se tornavam bizarras e penso que não deixa de ser uma boa adição ao ambiente fantasioso e improvável em que a série se passa.

    Extremamente recomendado. Valeu a pena.
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