Archive for terça-feira, dezembro 08

  • O Filme do Bruno Aleixo

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    O Filme do Bruno Aleixo
    João Moreira & Pedro Santo
    2020
    Filme
    6 em 10

    Lembram-se de serem 3 da manhã na Sic Radical e de estar um cão bizarro a dizer merdas variadas? Pois esse bicho é o Bruno Aleixo. E o Bruno Aleixo foi convidado a fazer um filme sobre a sua vida. Reune-se com os seus amigos: o Homem do Bussaco, o Busto e o Renato Alexandre. E ficam no café a inventar filmes. Literalmente.

    Claro que este filme só tem piada para quem acha piada ao Bruno Aleixo desde logo. Porque as dicas que se seguem ao longo de todo o filme não fazem qualquer tipo de sentido, mas são absolutamente hilariantes precisamente por causa disso. E o Bruno Aleixo a rir é absolutamente impagável.

    A cada filme proposto, novos actores surgem para interpretar estas personagens, que são bonecos (bem, são pessoas, mas são bonecos, como explicar?). Só uma se mantém, que o Fernando Alvim a fazer de Renato Alexandre, porque os dois são DJs. As sequências são tão curtas e improváveis que nem dão espaço aos actores para fazerem o que quer que seja. Mas dão vontade de rir, lá isso dão.

    Um filme muito divertido, da equipa para os fãs.

  • Contagious

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    Contagious
    Jonah Berger
    2013
    Não-Ficção

    Este livro apareceu sugerido num blog de marketing digital veterinário que sigo. Por isso, encomendei-o e li-o logo de seguida. É uma leitura simples e rápida que apresenta uma propsota de marketing igualmente simples e, aparentemente, muito eficiente.

    Através de vários exemplos divertidos e curiosos, o autor leva-nos através dos STEPPS, os passos para tornar qualquer produto ou ideia partilhável. Mais do que marketing, isto é uma análise simples das emoções humanas e do que leva alguém a partilhar a história deste animal abandonado mais vezes do que a história deste animal com raça (um exemplo meu).

    Infelizmente, não são apresentados muitos exemplos de serviços e de como tornar os serviços apelativos para serem partilhados. A ideia parece mais coerente para produtos e penso que não a poderei aplicar muito bem.

    Ainda assim foi uma leitura muito divertida.

  • Lívia ou O Enterrado Vivo

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    Lívia ou O Enterrado Vivo
    Lawrence Durrell
    1978
    Romance

    No segundo volume do Quinteto de Avignon começamos por tentar estabelecer qual é o autor que é real. Conseguimos? Logo verão. A verdade é que este livro explora um conjunto diferente de pessoas, que encontram imagens do primeiro volume na sua vida. É um livro sobre paixões, sobre estar "enterrado vivo" debaixo de um amor profundo e não correspondido.

    Neste volume o autor faz uma curiosa, embora muito desactualizada, análise sobre a sexualidade feminina, com inspiração freudiana. Diverte-se tanto com isso que nos apresenta uma personagem hilária de uma lésbica nazi, que é fonte dos principais problemas do personagem principal deste volume.

    Também é um volume muito mais rico em descrições sexuais, na apresentação de personagens viciadas neste tipo de "patuscada" e nas consequências, quase sempre engraçadas, que estas têm.

    Continua a ter passagens de uma beleza estonteante e a revelar uma erudição que eu gostaria de ter. Adorando.

  • O Processo das Bruxas de Salem

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    O Processo das Bruxas de Salem
    Ann Rinaldi
    1992
    Romance

    Escolhi este livro da biblioteca do meu pai porque me interessa ultimamente tudo sobre bruxas antigas. Infelizmente, este romance histórico fala muito pouco sobre isso. Na verdade, fala muito pouco dos detalhes dos acontecimentos.

    Propõe este romance que o processo das bruxas de Salem foi apenas uma brincadeira infantil que foi demasiado longe. Ora, em termos históricos é sabido que existiam realmente bruxas (das antigas) em Salem, o que a autora desconsidera. Fora isto, o livro é uma enumeração de acontecimentos, sem retratar detalhes da vida diária do puritanismo (coisa potencialmente muito interessante) e sem descrever qualquer um dos acontecimentos.

    No fundo, é uma narrativa demasiado directa, que não tem qualquer tipo de colorido que nos ajude a situar e a encontrar o encanto (ou o horror) no que acontece. Não aquece nem arrefece. Um livro indiferente.

  • Devilman

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    Devilman
    Iida Umanozuke - Oh! Production
    Anime - 3 OVAs
    1987
    6 em 10

    Devilman ficou famoso em tempos recentes por causa de uma adaptação para a Netflix. Mas e os três OVAs originais? Cada OVA cobre uma parte importante da história: o nascimento de Devilman, a luta contra Sirene e o Apocalipse.

    Devo dizer que a história é simples mas extremamente interessante. Tanto que fiquei com vontade de ver o Devilman original, que é bem infantil. No fundo, temos aqui criaturas - os demónios - que voltaram à terra e agora desejam juntar-se com humanos. Alguns humanos conseguem resistir e tornam-se nos Devilmen, "demónios com coração humano". Nos OVAs não é estabelecida uma conclusão e penso que escolheram simplesmente retratar as cenas mais chocantes. E como são chocantes!

    Temos sequências de animação brutais, sobretudo no segundo OVA, de extrema fluidez e também muita violência. Em termos narrativos, trata-se de algo bastante básico, mas muito cativante.

    Depois disto aproveitei para rever "Devilman: Crybaby" (o da Netflix) e a conclusão é quase hilariante, tendo em conta a dicotomia tão simplezinha que é estabelecida. Adorei, de certa forma. Foi imensamente divertido.

  • Monsieur ou O Príncipe das Trevas

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    Monsieur ou O Príncipe das Trevas
    Lawrence Durrell
    1975
    Romance

    O meu pai ofereceu-me "O Quinteto de Avignon" por que era uma colecção especial para ele. E para mim também se está a tornar. :)

    Neste primeiro volume, Lawrence Durrell apresenta-nos a história de um grupo de amigos, partindo do funeral de um deles que se tinha convertido ao gnosticismo e, por isso, se tinha afastado um pouco dos trâmites normais. Falamos sobre templários, falamos sobre viagens ao Egipto. Mas sobretudo falamos de Avignon, um castelo perdido nas colinas onde estes amigos passam os melhores tempos da sua juventude. Depois, tudo tem uma história dentro de uma história e fica a questão: quem é o verdadeiro autor?

    Mas não é exactamente a narrativa que me fascina neste livro. É a escrita. Durrell é um erudito, uma máquina de pensar. A forma como ele nos leva a cada local, descrevendo-o com a ponta dos dedos, faz com que nos sintamos exactamente no ponto em que ele deseja e possamos observar, através dos olhos das personagens, paisagens de extrema beleza e, também, as próprias acções. Com elas podemos compreender um pouco melhor esta perspectiva da natureza humana.

    Um livro excelente.

     

  • Violence Jack

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    Violence Jack
    Itano Ishirou - D.A.S.T.
    Anime - 3 OVAs
    1986
    5 em 10

    Continuando com os animes mais violentos de sempre, vimos 3 OVAs do manga "Violence Jack", separados no tempo por 10 anos cada um. São 3 histórias distintas, que têm em comum a presença de Violence Jack, um homem gigante, super poderoso, imortal (?) e regenerativo que é essencialmente invencível.- E que, por isso, luta contra as forças do mal que surgem depois de um desastre ter arrasado Tóquio do mapa, fazendo com que todas as pessoas vivam no meio de escombros.

    Sim, Violence Jack - tal como o nome indica - é violento. É difícil de perceber quem é esta pessoa/criatura e qual a sua origem, mas para todos os efeitos isso não é importante pois o que interessa é ver o cérebro das pessoas a voar. Existe uma violência permanente para com as mulheres e a figura feminina. Os injustiçados nem sempre são salvos.

    Ainda assim, é bem divertido. Fica a nota para o segundo OVA que é um verdadeiro hentai (no verdadeiro sentido da palavra), mas que apesar de tudo surge com um conceito interessante sobre qual o futuro para a humanidade. Foi o meu preferido, mas ainda bem que estava censurado!

  • O Teatro e o seu Duplo

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    O Teatro e o seu Duplo
    Antonin Artaud
    1938
    Ensaio

                    Emprestaram-me este livro no grupo de teatro, por forma a esclarecer-me sobre mais teoria teatral, coisa que me tem feito muita falta. Devo dizer que gostei muito e que identifiquei várias das coisas que fazemos actualmente nesta proposta para um novo tipo de teatro, embora mais subtis.

                    O autor propõe um “Teatro da Crueldade”, em que o movimento substitui a palavra por forma a confrontar o público, enquanto intregrante coeso do espectáculo, com a sua própria ideia do “eu” metafísico. Isto é, a imagem que podia ser transmitida por palavras passa apenas a existir sob a forma de sons, músicas grotescas e gestos limpos, planeados e representativos do que deveria estar a ser dito, por forma a encontrar-se uma experiência quase religiosa entre o espectador, o actor e, o mais importante elemento, o encenador.

                    Refere o autor que neste “Teatro da Crueldade”, o encenador é o elemento coesivo de todo o espectáculo, que envolve uma cenografia exagerada e brutalizante, efeitos de luzes (impossíveis para a época) e o gesto como elemento de maior importância. Incluímos no gesto a própria voz, que não serve como instrumento de dizer palavras mas como instrumento musical, através de gritos, gemidos e canções pagãs.

                    Uma perspectiva revolucionária e extremamente interessante, embora – me pareça – pouco possível de aplicar. Recomendo a sua leitura!

  • O Festim dos Corvos

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    O Festim dos Corvos
    George R. R. Martin
    2005
    Romance

    Com este livro terminamos (temporariamente) a lista de leitura do Kobo. E que bela porcaria, hahaha

    Pois é, neste quarto volume das Crónicas de Gelo e Fogo, o autor consegue tornar-se ainda mais aborrecido e irrelevante, porque deixou de falar de todas as narrativas que se juntavam até agora em caminho a uma potencial conclusão, para se dedicar a falar de absolutamente nada. Aparecem novos inimigos, uns tais pardais cristãos, mas fora isso são meio milhar de páginas de um vazio total e completo.

    No entanto, como sempre, a leitura é viciante e damos por nós a, num instante, ter lido meio quilo de nada. Ao menos nisso o autor é bom: como cada capítulo termina à beira do penhasco, queremos sempre saber mais. Não se passa nada, mas queremos sempre saber mais.

  • Genocyber

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    Genocyber
    Aramaki Shinji - Artmic
    Anime OVA - 5 Episódios
    1994
    5 em 10

    Continuamos com animes violentos. Este envolve bastante sobre teorias físicas irreais e tem uma conclusão bastante interessante, mas apesar de tudo é um pouco fraco.

    Para não explicar demasiado da história, digamos que existe uma rapariga selvagem que não fala que, por razões que a própria razão desconhece, se transforma numa criatura destruidora, que vai matar tudo e todos à sua passagem, arrasando navios e cidades. Temos uma dicotomia dentro desta personagem, sendo que no último episódio chegamos mesmo a ultrapassar o tempo e a encontrar as personagens dentro de um universo próprio, que é muito interessante.

    No entanto, os designs são feiíssimos e a animação muito pouco consistente, existindo cenas fantásticas e outras muito medíocres. Também há muita reutilização de cenas, o que torna a narrativa bastante aborrecida.

    Um anime ao estilo de Neon Genesis Evangelion, mas com menos classe.

  • Citizen Kane

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    Citizen Kane
    Orson Welles
    1941
    Filme
    9 em 10

    Fui para este filme com uma grande carga de expectativa. Afinal, são muitas (imensas!) as listas em que este é considerado o melhor filme de sempre. E devo dizer... Correspondeu a todas as expectativas e mais algumas!

    Após a morte de Kane, um magnata económico que vivia isolado num palácio luxuoso chamado Xanadu, um grupo de jornalistas investe o seu tempo a entrevistar os seus antigos amigos e sócios, por forma a tentar descobrir o significado da última palavra que saiu da sua boca: "rosebud". Afinal, o que é que isto significa? Com este mote, vamos descobrir tudo sobre a vida de um homem que se tinha como especial, único e extraordinário (por ser riquíssimo) mas que afinal não podia ser assim tão perfeito. Vamos descobrir como uma personagem tipicamente perfeita tem muito mais para contar e como tudo isso influenciou a vida das pessoas que a rodeavam.

    Uma história viciante, com toques de humor, com interpretações orgânicas, apoiado por uma técnica cinematográfica perfeita. Existiram vários momentos em que eu me perguntava "como é que eles fazem isto" e depois me lembrava que estavam em 1941, o que tornava a questão ainda mais difícil.

    É um filme perfeito em todos os aspectos técnicos, que apenas ficou um pouco esbatido pela minha própria percepção. Qualquer pessoa que goste de cinema o deve ver pelo menos uma vez na vida.

  • Black Magic M-66

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    Black Magic M-66
    Masamune Shirow - AIC
    Anime - 1 OVA
    1987
    5 em 10

    Vimos este anime numa lista dos animes mais violentos de sempre e lá fomos a correr vê-lo. Aliás, vimos alguns, por isso preparem-se. :)

    Curiosamente, este é um anime de Masamune Shirow, famoso por outras obras cyberpunk. No entanto, trata-se apenas de um curto OVA que, infelizmente, teria muito mais para dar se fosse um pouco mais longo. O facto de ser tão curto não permite uma correcta caracterização das personagens nem um desenvolvimento adequado da narrativa, pelo que este anime acaba por ser apenas um showcase de belíssima animação e de designs robóticos estranhamente sensuais.

    Não tão violento como estava à espera, acabou por ser um bom anime para um serão divertido.

  • Na Floresta

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    Na Floresta
    Edna O'Brien
    2002
    Romance

    Recebi este livro através do BookCrossing e foi uma excelente surpresa.

                    Baseado numa história real que chocou a Irlanda dos anos 90, “Na Floresta” fala-nos de um rapaz que se tornou um monstro, e nas consequências dele se ter tornado monstruoso. Afinal, o que é que torna a inocência de uma criança num adulto incoerente e louco, num adulto perseguido por fantasmas e demónios que, mesmo não tendo a intenção concreta de matar, vive num medo tal das suas fantasias que, necessariamente, tem de destruir para poder viver?

                    O facto de o livro ter uma narrativa quebrada, que viaja entre várias personagens, ajuda a manter o stress constante, uma espécie de ansiedade para saber o que realmente aconteceu, para saber se ele realmente matou ou se, afinal, não passa tudo de um dos seus pesadelos. Uma escrita forte e directa, personagens corajosas mas ainda assim uma inevitabilidade dos acontecimentos.

                    Uma análise sincera do evento verdadeiro, que tanto choca como causa uma espécie de pena. Recomendo.

  • Borat Subsequent Moviefilm

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    Borat Subsequent Moviefilm
    Jason Woliner
    2020
    Filme
    7 em 10

    Depois do "fracasso" do primeiro filme, o governo envia Borat de volta aos Estados Unidos para tentar estabelecer a paz. Para isso, ele vai oferecer a sua própria filha como oferenda ao número dois do grande Pato Donald. E ela está muito feliz com isso.

    O novo mockmentary de Sasha Baron Cohen é hilariante e mostra muito bem o estado em que os Estados Unidos se encontram, em termos políticos e em termos sociais. Ajudado por uma excelente aquisição para o seu elenco, a jovem actriz estreante Maria Bakalova (que faz um papel fantástico!), este Borat disfarçado vai falar com os habitantes de uma América profunda e tentar compreender as suas opiniões sobre o que se passa no mundo. E os resultados são tão pouco surpreendentes como evidentemente assutadores.

    Existem muitas partes do filme que não sabemos se são montadas ou se, na verdade, aconteceram mesmo. E parece que aconteceram mesmo,o que torna tudo muito bizarro.

    Este filme é cómico não só por causa dos actores, das situações, das personagens. É aquele cómico que faz pena, porque as pessoas são realmente esquisitas.

  • Berserk: The Golden Age Arc

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    Berserk: The Golden Age Arc
    Kuboota Toshiyuki - Studio 4ºC
    Anime - 3 Filmes
    2012
    7 em 10

    Desde que vi o anime original de Berserk, há tantos anos atrás, sempre fiquei fascinada com o conceito deste anime. Assim, agora que tive a oportunidade de ver os filmes, aproveitei para os ver na televisão bem grande e bem acompanhada.

    Esta história de Berserk é épica e aterrorizante, na medida em que o envolvimento das personagens torna a narrativa tanto fascinante como assustadora na sua conclusão. Com estes três filmes podemos ver a verdadeira conclusão do Golden Age Arc, com a cena do eclipse que é realmente espectacular e de uma violência absurda.

    A animação requer algum tempo de habituação, pois a mistura entre CGI com cell-shading e cenários tradicionalmente pintados pode parecer um pouco estranha. No entanto, assim que entramos neste universo e aceitamos tudo tal como é, conseguimos perceber que está aqui um valor de produção extraordinário.

    Fiquei muito ansiosa por ver a season de 2016, que já sei que não é muito boa, e por ler o manga que vou adicionar à minha sempre crescente TBR.

  • Six Feet Under

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    Six Feet Under
    Alan Ball
    2001
    Série

    Esta série passou durante a minha adolescência e eu lembrava-me vagamente dela. No entanto, nunca a tinha visto e estava muito curiosa. Afinal, o que pode correr mal numa série sobre a família que dirige uma casa funerária?

    Com esta série passámos a conhecer os Fischer e a acompanhar a sua vida, a sentir o que eles sentem e a viver os seus dramas pessoais. Ao ponto de falarmos sobre esta família como se os conhecêssemos, como se eles não fossem apenas personagens de ficção.

    É uma série que analisa o tema da morte, mas também o que resta para além desta, que é a vida. Fala sobre religião e sexualidade, abordando os temas de maneira honesta e sincera. Os actores fazem um excelente trabalho, quer nos momentos mais dramáticos como nos momentos mais bizarros, que são frequentes. Afinal, viver numa casa funerária pode significar também falar com os mortos.

    Para além disso, existem momentos de cinematografia muito belos que, aliados à narrativa, tornam a história por vezes comovente e, outras vezes, estimulante com sentidos como a raiva, a nossa própria identidade e a comicidade.

    Recomendo vivamente esta série, apesar de ser longa. Ficará certamente na memória.

  • A Tormenta de Espadas

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    A Tormenta de Espadas
    George R.R. Martin
    Romance
    2000

    Assim como quem tenta marcar um final para a (infinita) lista de leitura do e-reader, decidi ler os últimos volumes de "As Crónicas de Gelo e Fogo", coisa que tive de adiar para um futuro próximo porque são enormes.

    E o grande problema é que são livros enormes sem conteúdo algum. O autor faz questão de descrever palha, palha, palha. Isto é uma coisa que funciona lindamente numa série, em que simplesmente olhamos e vemos, mas que interessa ao leitor que as pessoas estejam vestidas às riscas rosa se essas pessoas não são importantes para a narrativa? Dizem que é a "criação do ambiente", mas sugiro que leiam o senhor William Faulkner para perceberem o que quero dizer.

    De resto, neste livro acontecem montes de coisas giras, gente a morrer aos molhos, violência extrema, mas tanta e descrita de uma maneira tão sempre igual que acaba por não marcar nada. O que dá ideia é que estas personagens não sabem onde vão, não têm onde ir, e que tudo é inconsequente.

    Ainda assim, um livro certamente viciante e papa-páginas que, não fosse gigantesco, se leria num ápice.

  • Haikara-san ga Tooru

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    Haikara-san ga Tooru
    Takagaki Kouzou - Nippon Animation
    Anime - 42 Episódios
    1978
    5 em 10

    Bem.. O que é isto? Um mês sem escrever nenhuma das minhas reviews? Estou doente? Não! Apenas pouco inspirada, com falta de tempo e a ler/ver coisas muito longas. Enfim. Vamos corrigir isso!

    Depois de ter visto o primeiro filme moderno de Haikara-san ga Tooru fiquei muito curiosa por ver o original. Trata-se de um anime um pouco estranho. Passa-se nos anos 20 do Japão, em que a mistura entre a tradição japonesa e a modernidade ocidental se misturam, o que dá azo a uns designs realmente muito giros (que dão muita vontade de fazer cosplay, mas adiante por enquanto). A história envolve a luta feminina pelo direito ao trabalho, o que é muito interessante, a guerra sino-russo-japonesa e uma história de amor.

    Ora, nesta história de amor reside um dos problemas principais, que é o facto de os personagens parecerem amar-se sem qualquer tipo de razão, sedução ou enamoramento. Benio-san casa-se e, automaticamente (apesar de isso ser oposto à sua caracterização) se dedica em pleno ao seu marido. Muito tradicional. Outro dos problemas é o alívio cómico constante que acontece a toda a hora. Isto é, estão a acontecer coisas trágicas e sérias, mas subitamente as expressões mudam para a comicidade típica do anime antigo e quebra completamente com o ritmo.

    Portanto, este é um anime como uma ideia muito boa, mas com uma execução bastante infeliz. Agora verei o segundo filme moderno e tirarei as minhas conclusões. Também planeio ler o manga! :)

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