Archive for terça-feira, setembro 13
Gekkan Shoujo Nozaki-kun
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Gekkan Shoujo Nozaki-kun
Yamazaki Mitsue - Doga Kobo
Anime - 12 Episódios
2014
6 em 10
Por alguma razão mágica, consegui ver este anime na sua totalidade ao longo do dia de hoje, para além de outros acontecimentos importantes que também consegui concretizar. O dia é um bom dia. :)
Ficam sempre muito bem cotados todos os animes e mangas que falam sobre o processo de concretizar um anime ou um manga. Penso que seja essa a principal razão da elevada avaliação deste anime nos sites da especialidade. No entanto, Nozaki-kun acaba por relatar muito pouco sobre o processo de elaboração artístico e acaba por falar mais sobre a relação entre os personagens e os mecanismos de inspiração.
Chiyo Sakura é uma rapariga que gosta do Nozaki, que é um rapaz. Quando se tenta declarar, recbe um autógrafo com nome de mulher e descobre que Nozaki é um mangaka de shoujo manga! A partir daí, apesar de ainda gostar dele e se querer declarar, mantém-se a seu lado como ajudante no processo técnico de criação do manga. Pelo caminho, conhece uma série de colegas da escola com características únicas. Bem, digamos que dentro do universo do anime as suas características são únicas, mas que dentro do universo generalista eles aparentam ser estereótipos propositados para criticarem o próprio género. Ainda assim, gostaria de ter visto mais algum tipo de desenvolvimento das suas personalidades.
Servem também estes personagens como mote inspirador para as criações de Nozaki, que pega no estereótipo pré-existente para o colocar numa caixinha ainda menor, apropriada à história que está a tentar criar. Ora, isto não abona muito a favor dos artistas de shoujo manga, género que parece ser violentamente criticado ao longo deste anime.
A animação tem um estilo brilhante e claro, apesar de haver alguma perda nas expressões nos momentos intencionalmente cómicos. Também acontece o mesmo com os cenários e movimentos, como já vem sendo típico de animes de comédia. Falando em comédia, não me ri um segundo com este anime, mas apesar de tudo não desgostei dele pelo facto de nos mostrar uma diferente perspectiva sobre o mundo editorial (apesar de satírica e muito pouco séria).
Na música, temos uma OP muito pop e original dentro do género, que combina muito bem com o conteúdo do anime, mas a ED é de tal forma diabética que nos leva a uma explosão auditiva (no pior sentido). As vozes estão aceitáveis e não pecam pelo exagero, mas os efeitos sonoros são bastante aborrecidos e retiram muito do efeito cómico.
Um anime simpático para se ver assim, ó, num dia de descanso.
By : ladyxzeus
Kakumeiki Valvrave
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Kakumeiki Valvrave
Matsuo Kou - Sunrise
Anime - 12 Episódios + 12 Episódios
2013
5 em 10
Sunrise significa mecha, mas será que Sunrise deveria significar que tudo é sempre igual?
Neste anime é-nos proposta uma história com inspirações claras no universo Gundam, ao ponto de termos elementos em comum em quase todos os aspectos, apenas com designs diferentes nos robots e personagens também um pouco diferentes. Infelizmente, também misturamos aqui algo de muitos outros animes (senti também uma forte inspiração em Code Geass), de forma a que temos uma salganhada de conceitos que não nos levam a lado nenhum.
Para além disso, há aqui uma mistura - discreta, é verdade - de um certo elemento de harem que não nos diz nada e que não acrescenta grande coisa à história. Os personagens são imensos e todos eles desinsipriados, dependendo na totalidade das suas características de "newtype" (bem, aqui não se chama assim) para poderem progredir dentro de uma narrativa quebrada e mal estruturada. Também há um reflexo de infantilidade pelo próprio universo da história, que é tipicamente adolescente.
No meio desta confusão temos algumas cenas de combate entre criaturas robóticas, que nada acrescentam à história para além de gritos, lágrimas, sangue e muitos tiros. Aliás, estão sempre todos aos tiros uns aos outros. Assim, a animação acaba por passar um pouco ao lado, mantendo-se dentro da normalidade da sua época.
A música é cópia de tantos outros animes do género e não se distingue pela positiva.
Um anime que tentou ser tantas coisas ao mesmo tempo que acabou por não ser coisa nenhuma.
By : ladyxzeus
Spring It Con Summer Edition 2016
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Spring It Con Summer Edition 2016
Evento
Há algum tempo que não mostrava minhas lindas faces num evento. Assim, aproveitei a minha folga (primeira num mês inteiro!) para ir até ao IST e participar num evento novo no nosso calendário habitual. Seria a segunda edição deste evento, a segunda no mesmo ano, e tinha ouvido opiniões fracturantes sobre a primeira edição, pelo que nada mais me restava se não experimentar e depois dramatizar tudo neste espaço. :) Viva!
Tudo isto começa algures em tempo anterior, já que achei por bem inscrever-me no concurso de cosplay. Não só para usar um novo fato (que terminei em pouquíssimo tempo nessa mesma semana) mas também para apresentar um novo sukito que já tinha pensado há algum tempo. Mal sabia eu que o concurso iria ser o meu foco principal do evento... Mas comecemos pelo início!
Em tempo anterior, decidi inscrever-me. E logo nesse tempo achei uma coisa muito estranha: as regras do concurso eram iguais, ipsis verbis, às da final do Eurocosplay. Conversei com algumas pessoas sobre este assunto. Na verdade, parece-me um pouco exagerado: as regras do concurso cito estão preparadas para uma afluência de dezenas de concorrentes, enquanto que na nossa terra não há nenhum concurso ao longo do ano com dezenas de concorrentes... Por outro lado, várias pessoas me disseram que desta forma seria muito mais fácil avaliar os concorrentes e que eram umas regras extremamente claras. Ainda noutro aspecto, será talvez uma oportunidade de as pessoas por aqui experienciarem um concurso internacional numa espécie de "vá para fora cá dentro" :)
Enfim, depois de me inscrever, aparece logo uma questiúncula: colocaram a minha avaliação às 14:30, quando eu havia referido que estava a trabalhar a manhã toda e ainda teria de ir a casa vestir-me (preciso de seguir um tutorial para por este fato, desculpem...). Então lá me puseram a uma hora mais tardia. Apesar de tudo, pareceu-me que não estavam emocionalmente preparados para as pessoas que trabalham aos fins de semana e que não tiraram férias para ir a um evento na sua própria cidade. Mais uma situação em que o modelo estrangeiro acaba por ter falhas, neste caso a nível da organização do tempo.
Chegou o dia e o trabalho que tinha para fazer nessa manhã acabou por se adiantar por falta de quórum. Portanto, fui para casa, arrumei tudo direitinho, almocei uns bifes de peru altamente temperados e ia para começar a vestir-me... Quando me ligam! Era a pessoa que tinha colocado como helper a dizer que os nossos nomes não estavam na lista de entrada! Ai! Envio mails e mensagens pelo face para ver se na entrada concluem que nós realmente existimos. Depois não recebi mais telefonemas, pelo que dei o caso como encerrado. Vesti-me e coloquei-me dentro do carro mágico, onde descobri que conduzir de kimono é uma aventura um pouco perigosa.
Felizmente que a polícia não me apanhou, ou então teria de os degolar com o meu punhal em forma de chave de fendas.
Havia também perguntado por lugares onde estacionar perto do evento, informação que me foi dada de forma um pouco reticente acrescentada por "procura no google" (o que é muito útil). Felizmente que conheço um ex-aluno do IST que me disse onde havia estacionamento. E, assim, apesar de ter entrado em contra-mão, parei o meu carrinho mesmo em frente da entrada! =D Carreguei meus objectos, já a falecer de calor, e dirigi-me aos primeiros voluntários que achei que, curiosamente, encontraram logo o meu nome na lista... Estava com medo que houvesse algum tipo de filme e que tivesse de chatear a organização pelo telefone para me irem buscar, mas felizmente não aconteceu (apesar da helper ter tido dificuldade em entrar). :) Depois fui procurar o lugar do concurso.
Encontrei a menina Flávia atrás de uma mesa rodeada de props e, aparentemente, prestes a ter um achaque. Ali estavam expostos os participantes do concurso de props e deixei lá os meus guardados para que fossem mais tarde levados para o palco. A pobre Flávia, que estava a orientar o concurso, passou toda a tarde a orientar-nos de um lado para o outro movida a carbohidratos simples, o que a torna uma espécie de heroína dos tempos modernos. Fico feliz por no final ter corrido tudo bem e tudo a horas e espero que ela depois tenha ido comer um merecido bitoque com ovo a cavalo. =D
Disse-me ela, nesta altura, que seguisse outro participante até aos balneários, que se revelaram um pavoroso lugar conectado a uma piscina sem água. À porta não nos queriam deixar entrar, mas lá convencemos o voluntário que fazíamos parte do concurso, lol Digo que o lugar era pavoroso porque, apesar de bem fornecido de papel higiénico, as sanitas estavam cheias de porcaria. Mas isso não é culpa do evento, é culpa do espaço que não limpa as cenas. E, para além disso, enquanto esperávamos para entrar no balneário do lado para a avaliação, descubro que está lá. Uma. Barata. Morta.
Imediatamente fiz um triplo salto até ao ponto mais longínquo possível. É que a barata é a criatura que compreende os meus três Pês: Pânico, Pesadelo, Paranóia. Eu devia ter desconfiado, porque estava uma lata de Baygon mesmo ali ao lado. Mas enfim, tanto foi o meu Pê, Pê e Pê que me esforcei por ser o mais rápida possível na avaliação, para não ter de estar na mesma sala que um desses nojos andantes.
A avaliação em si foi muito gira, porque deu para conversar deboas com os juris (apesar de em Inglês, langage that is not very interessante) e explicar como foi feito o meu kimono e o meu casaco de cabedal e o meu punhal parecido com uma chave de fendas. Elas pareceram gostar, sendo que uma das juris já me tinha avaliado montes de vezes e disse que melhorei um pouco (boa! =D ). Implicaram um pouco com uma costura torta no casaco, causada pelo facto de aquele tecido ser duro como um pão com três dias e também pelo facto de eu nã ter jeito para fazer coisas direitas que me sai tudo torto. De qualquer forma, acho que gostaram do kimono, que deve muito à Paula (Asheria Workshop), que me ensinou a fazer tudo, e à Leo (Leo Couture), que me ajudou a comprar os tecidos. Muito obrigada! =D
(Nota: eu sei que supostamente se diz "jurado", mas "juri" é mais giro porque parece o nome de uma pessoa)
Dirigiram-me para os fotógrafos, onde fizemos uma sessão de fotografias. Pessoas talentosas conseguiram apanhar-me numa pose mesmo igual à da personagem , apesar de não conhecerem nem o anime nem o jogo! =D Estou ansiosa por ver o resto das fotografias. <3
Depois, tive alguns minutos para ver o evento.
O espaço é interessante, posso dizer isso. Todas as coisas estão ligadas umas com as outras, pelo que é fácil de ver tudo. Infelizmente, nem tudo está muito bem informado, pelo que pensei que a zona das lojas não passasse de uma cantina e passei à frente. Isso fez com que eu não visse qualquer loja, apesar de ter planeado comprar algumas coisas, o que me deixou um pouco triste. Se tivesse tido um pouco mais de tempo, talvez tivesse descoberto que ali eram as lojas e não a cantina, mas quando lá cheguei mais tarde já me proibiram de entrar. Mais uma vez, penso que se eu realmente tivesse uma capacidade lógica de associação apropriada à minha idade, todas as coisas correriam melhor... -___-
Finalmente, o concurso! Disseram-nos que estava atrasado meia hora, mas depois afinal não estava atrasado, o que é bom. :) Entretanto, muito falámos e cantámos clássicos dos 90s no backstage. Eu, por mim, estava com tanto calor que começava a ter frio. Isto é: suei tanto que o meu suor arrefeceu dentro da roupa e estava toda nojenta e comecei a pensar que estava a ficar doente.
Acho que estivémos todos excelentes, ficando os meus parabéns especiais para o nosso cabritinho, que fez um skit fantástico!, e para a mocinha dos pokémons, que se arriscou num concurso complexo sem saber e fez um óptimo trabalho com toda a positividade (apesar de não parar quieta um segundo, o que é natural ;) ).
Quanto ao meu sukito, disseram-me as juradas tuguesas que eu o deveria ter feito em Anglês para que a jurada estrangera o pudesse compreender. Mas, como já devem saber, eu sou pelas cenas portuguesas e acho que estes eventos são uma óptima maneira de se divulgar o que se faz por aqui, em todas as vertentes. :) Escolhi fazer este sukito um pouco mais bizarro porque estava sem tempo para ensaiar a minha outra ideia (que era mais séria e mais bonita). De qualquer forma, acabou por ser uma boa opção, porque na realidade não havia palco e quem estava mais atrás provavelmente via muito pouco de todas as coisas passadas a nível do chão. Tanto que decidi alterar no momento a parte final, que era para ser de joelhos, e fiz de pé, para que me pudessem ver. Espero que a minha "helper" tenha conseguido gravar! =D Quanto ao significado, sempre achei que a Shiki tinha uma relação um bocado doentia com as pessoas, sendo que neste skit quem está ali é o SHIKI, uma outra personalidade ainda mais conturbada. Assim, pareceu-me que fazia todo o sentido amar mas querer destruir, desejar mas querer obliterar.
Outra coisa que achei e penso que devo referir: havia tantos, tantos, tantos! prémios que penso que poderiam ter sido distribuídos por mais pessoas. Pelo menos a Menção Honrosa (a Dora! :) ) podia ter ganho um desenho ou algo.
E assim foi. Quando tirei o kimono, ele estava de outra cor por causa do suor... E o cheiro? Nem falar! QUE NODJA!! DDD:
Mas esperem, será que não se passou mais nada sem ser a minha aventura?
Mentira!
Porque há...
FOTOFOTOS
#peitosdacabritinha
Não sei que bicho é este, mas é bué fofo!
Gosto de acreditar que esta foto ficou bunita :)
As minhas pobres "aquisições", lol
Em conclusão: fiquei um pouco triste por não ter aproveitado o evento devidamente. Na verdade, acabei por me sentir um pouco prisioneira do concurso, que era de um nível de exigência como raras vezes se vê por aqui. Fiquei com pena de não ter encontrado as lojas porque sou parva e talvez devesse ter ido também no Domingo. Mas a verdade é que não podia, não só porque acordei tardíssimo mas também porque era o aniversário da minha avó.
Falando em aniversários, cantámos os parabéns no evento! Que fixe!
De qualquer forma, gostei de participar e para a próxima lá estarei outra vez com mais um sukito. :) Tentarei, dessa próxima vez, ir um pouco mais cedo ou no segundo dia, para poder falar mais do evento e menos da experiência concursal. Também, claro, para tirar mais fotos às pessoas. Havia tanto cosplay giro!
Até lá!
By : ladyxzeus
Eu Hei-de Amar uma Pedra
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Eu Hei-de Amar uma Pedra
António Lobo Antunes
2004
Romance
Tinha gostado imenso do primeiro livro que li de António Lobo Antunes, pelo que estava ansiosa por repetir o autor. Infelizmente, talvez tenha escolhido mal, porque esta minha segunda leitura foi uma sucessão de sofrimentos e aborrecimentos.
Passei grande parte do livro (digamos, até ao último quarto) a tentar perceber que história é que o autor nos queria contar. Pareceu-me, finalmente, que se tratava apenas de um homem que trai a mulher e morre. O livro é a perspectiva de todas as pessoas da sua família, mas contado de forma tão pessoal que a narrativa principal se perde e, assim, caracterizam-se todos os personagens menos aquele que é central à história.
O autor parece, então, estar completamente perdido no seu próprio estilo. A leitura é difícil e castradora, na ideia que cada capítulo é narrado por uma personagem mas os momentos que os ligam (de forma a podermos dizer quem é quem) são tão abstractos que tudo se torna uma grande confusão.
Fiquei feliz quando descobri o que era a pedra (era o homem e a sua campa), mas este livro pareceu-me ter algo de exibicionista na sua forma.
Já me tinham dito que ALA se torna cada vez mais hermético à medida que o tempo passa, pelo que talvez tenha de ler os seus livros mais antigos para voltar ao meu encanto inicial.
By : ladyxzeus

