Archive for domingo, janeiro 08

  • Hataraki Man

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    Hataraki Man
    Anno Moyoko - Kodansha
    Anime - 11 Episódios
    2006
    6 em 10

    Um bafo fresco no mundo do anime, finalmente uma série que fala sobre adultos e problemas de adultos, nomeadamente o problema da carreira e como a coadunar com uma vida pessoal.

    Focado sobre uma mulher que trabalha numa editora, o anime dá uma olhada pelas vidas de outras mulheres que trabalham com ela ou com quem ela se cruza. Isto é interessante ao princípio, mas a vida a trabalhar num escritório não é exactamente estimulante, por isso ao terceiro ou quarto episódio já estava farta e com vontade de apresentar a minha demissão.

    Não há personagens complexos, mas de certa forma são bastante realistas. Aliás, tinham mesmo que ser, pois se tencionam caracterizar pessoas reais com problemas reais há que fazer os personagens reais também.

    A música é interessante ao princípio e caracteriza bem o ambiente da série, mas acaba por se tornar repetitiva e cansativa passado algum tempo.

    Achei o design das personagens muito maduro e bastante original, o que torna a série mais refrescante em termos visuais.

    Sem dúvida um bom escape aos romances de escola secundária.
  • Memento

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    Memento
    Christopher Nolan
    2000
    Filme
    7 em 10

    Outro filme pelo qual eu nutria uma imensa curiosidade.

    Memento trata da vida de um homem que não tem memória a curto prazo. E que, coitado, está à procura de quem lhe matou a mulher. Quando encontra novas pistas esquece-se delas, por isso tatua as mais importantes, tira fotografias às pessoas com quem está e toma notas. Para ilustrar esta falta de memória, o filme é contado de trás para a frente. E é engraçado que é no passado que está a solução de toda a questão, mas devido à incapacidade memorial (isto existe?) do personagem principal, o problema não é nem nunca pode ser resolvido. Coitado. Este final foi o que fez o filme valer a pena, porque de resto achei que o fazer o filme de trás para a frente foi uma coisa muito pretensiosa de se fazer,. Claro que se fosse um filme normal não tinha tanto sucesso nem ilustrava tão bem a situação, nem o filme era único, mas ainda assim não gostei.

    Os personagens são básicos, e todos eles têm uma faceta "esquecida" que é revelada mais para a frente no filme. As coisas que o homem pensa serem verdadeiras afinal não são, o que dá um pouco mais de sal às personagens. As interpretações não são nada de especial ou extraordinário, mas estão bem. Pareceu-me que mais que caracterizar personagens fortes, o que o argumentista deseja é caracterizar a patologia da falta de memória, usando para isso de um exemplo com outros personagens, que pertenciam a um passado longínquo (e que, portanto, não foram esquecidos)

    Todo o filme é muito cinzento, com imagens cruas e bastante feias. A música também não é nada de especial, porque nem me alembro dela.

    Uma boa experiência, este filme, mas não creio que vá repetir. Bem, pelo menos agora sei que existe uma doença em que se perde a memória a curto prazo.
  • Fight Club

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    Fight Club
    David Fincher
    1999
    Filme 
    8 em 10

    Após um mês de ausência estamos de volta no ar! Com muitas coisas giras para recomendar! Vamos começar pelo Fight Club!

    Ora bem! Eu sempre tive curiosidade acerca deste filme. Sem qualquer perspectiva sobre ele, aventurei-me e acho que o resultado é bastante bom. Agora compreendo porque é que a internet se identifica tanto com este filme. E vejo um paralelismo nos acontecimentos dos dois universos. Mas isso é outra história, e há-que sempre lembrar a regra número 1, por isso vamos abster-nos de comentar.

    Um gajo que não consegue dormir encontra um vendedor de sabão e, por acaso, descobrem que andar à porrada é giro. Formam então o Clube de Combate, um sítio onde se pode andar à porrada com desconhecidos para libertar a raiva. O destino do Clube de Combate, que cresce a proporções épicas, é a parte engraçada (e assustadora por razão que referi acima) do filme. Temos personagens interessantes e cheios de um humor negro e delicado. São perfeitamente interpretados pelos seus actores, que demonstram grande habilidade, em especial Edward Norton.

    No entanto o filme apresenta algumas incongruências no argumento. Estas tornam a realidade, que deveria ser clara e evidente, confusa. Confusa do tipo "como é que ele estava ali e no outro sítio ao mesmo tempo?" Enquanto essas coisas não forem esclarecidas o filme nunca pode ser excelente e fica-se apenas pelo muito bom.

    Um filmaço feito para homens másculos, mas que uma rapariguinha como eu até gostou.
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