Archive for quarta-feira, janeiro 17

  • Star Wars - Episode III: Revenge of the Sith

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    Star Wars - Episode III: Revenge of the Sith
    George Lucas
    2005
    Filme
    6 em 10

    E assim termina a minha educação no universo cinemático da Guerra das Estrelas! =D

    Este filme é sinceramente melhor do que os anteriores. Agora temos um Anakin mais ou menos adulto, uma Padme secretamente grávida e um Obi Wan mestre Jedi. É finalmente a fase em que o poderoso mas muito infantil (ainda) Anakin é tentado pelo lado negro da força. Claro que a revelação de quem é o mestre Sith é muito previsível, mas enfim, deixem estar.

    Este é um filme que permitiria um desenvolvimento imenso do personagem de Anakin não fosse a qualidade do actor ser tão terrível. Ele transmite a sensação de que os terrores que acontecem ao personagem são apenas fitas e birras, com lágrimas e gritos, de uma criança mal comportada. E isto é uma pena, porque havia aqui um real potencial para termos um filme brilhante.

    Os efeitos especiais também estão um pouco melhores e mais realistas, com um orçamento muit equilibrado ao longo de todo o filme. Muito infeliz é a utilização de efeitos de transição saídos de um Power Point primário em todas (todas!) as cenas. Temos tudo, desde o rodopio contra relógio até ao efeito persiana. Simplesmente não consegui deixar de dar atenção a isso!

    Mas enfim, agora finalmente vi todos os filmes de Star Wars. Já sou fixe agora? ;p
  • Star Wars - Episode II: Attack of the Clones

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    Star Wars - Episode II: Attack of the Clones
    George Lucas
    2002
    Filme
    5 em 10

    Vamos ao episódio II da Guerra das Estrelas

    Passou-se algum tempo. Anakin agora é um rapaz crescido, Padme é senadora, Obi-Wan está na dele. O primeiro é enviado para tomar conta da segunda e apaixonam-se. O outro pobre triste é enviado para descobrir coisas. Descobrem que há um exército de clones.

    Este episódio é ligeiramente melhor que o anterior, nem que seja pelo facto de o Jar Jar Brinks falar muito poucas vezes. Mas tem aqui uma aura de filme dirigido a uma adolescência obsoleta que fica mal e irrita. A história de amor está muito mal contextualizada e os personagens não são realistas dentro delas. No fundo, não se entende sequer porque é que eles se esforçam por dar conteúdo a este conjunto de pessoas, porque não há volta a dar: estes actores não permitem que se possa levar a sério o que os personagens estão a fazer.

    Assim, o filme tem uma grande componente de novela que não era de todo necessária. As cenas de acção aparecem pelo meio, mas pouco mais nos é oferecido. Mais interesse tem a aventura de Obi Wan no mundo dos clones e as descobertas que vai fazendo. A batalha final está bastante bem feita.

    Nota para o guarda roupa de Padme: se no primeiro filme era altamente complexo, verdadeira alta-costura de rainhas e princesas, aqui encontra-se um pouco mais prático mas igualmente fascinante.

    E assim me aproximei mais um passo de ser uma geek verdadeira.
  • Rei Ubu

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    Rei Ubu
    Alfred Jarry/Teatro na Gandaia
    Texto - 1896/2017
    Teatro

    Perdi a primeira oportunidade de ver esta peça pois, pelo título e pelo cartaz, me havia convencido de que era uma peça infantil um pouco ridícula. Vim depois a saber, que embora seja admitidamente uma peça um pouco ridícula, é um clássico essencial da nossa cultura teatral, escrito no século XIX por Alfred Jarry. Por isso, não perdi a segunda chance: fui ver a peça ao Teatro-Estúdio António Assunção, ali ao fim da rua.

    Este é um texto violento e bizarro, que nos mostra como um incapaz pode estar agarrado ao poder como se de um parasita se tratasse, envolvendo-se em injustiças e guerras não justificadas com o único pretexto de conseguir cada vez mais riqueza para si, riqueza essa que não tem consequência para o futuro do personagem. Enquanto crítica social, esta peça é altamente rica em momentos que, sendo absurdos, não me pareceram altamente cómicos.

    Na verdade, confesso que me senti um pouco desconfortável com a abordagem que a encenação fez ao texto. O texto é, já de si, um pouco ridículo, com uns laivos de non-sense, mas pleno de uma agressividade não contida e apenas disfarçada pelo facto de os personagens serem tão bizarros. Mas a forma como o palco estava organizado, figurinos e a própria interpretação dos actores deu ao texto todo um contexto infantilizante que me pareceu um pouco gratuito e que tornou o texto ainda mais bizarro, mas de uma maneira que me chocou um pouco.

    Ainda assim, valeu a pena ir ao teatro nem que fosse para conhecer um texto clássico.
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