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Uma Morte Súbita
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Uma Morte Súbita
J.K. Rowling
2012
Romance
Tinha uma grande curiosidade em ler este livro, já que sou grande fã da saga Harry Potter (pelo menos enquanto tinha a mesma idade que o Harry nos livros). Assim, queria muito saber como seria um livro de J.K. Rowling para um público adulto. Como tinha o livro empatado nas últimas cem páginas e passei o dia de hoje todo em casa, pensei em fazer algo que já não fazia há muito tempo. Deitar no meu canto da cama, em cima da minha ovelha e encostada ao meu poring, braço apoiado no cão pudim e manatim MASAL a servir de encosto para os pés.... E ler! E agora já conhecem alguns habitantes da minha cama, que coisa tão privada, huhuhu (há mais ºvº)
Devido a uma morte súbita, um lugar no conselho da pequena cidade de Pagford fica livre. E pelo meio de muitas intrigas ficamos a conhecer cada um dos habitantes da cidade, como se nós próprios vivêssemos lá. A história liga muitas pessoas diferentes, apesar de não ser muito complexa. O que é certo é que está muito bem contada. Realmente senti-me como se estivesse em Pagford, acompanhando as pequenas vidas diárias e os dramas pessoais de cada um dos personagens como se fossem os meus.
A personagem que mais gostei foi Krystal. E devo confessar que chorei um bocadinho no fim. Também simpatizei muito com Sukhvinder e os que gostei menos foram Colin Wall e o filho (na minha edição traduzido como "Bola Wall", mas acho que não seria o mais correcto).
Achei que a autora captou muito bem as expressões locais, um interior perdido da Inglaterra. As descrições dos locais são muito exactas e cada uma das personagens foi construída com muito detalhe e muito carinho. Existem vários temas presentes e cada um deles ganha dimensão há medida que a história decorre, não se deixando ofuscar uns pelos outros.
No geral, um livro excelente. Não será uma obra prima da literatura, mas é muito envolvente e, sobretudo, muito divertido.
By : ladyxzeus
Kimagure Orange Road
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Kimagure Orange Road
Osamu Kobayashi - Studio Pierrot
Anime - 48 Episódios
1987
6 em 10
Continuo em casa a doentar, portanto achei por bem por os animes todos em dia e terminar este bicho que me tem vindo a atormentar nos últimos meses. Bem, talvez atormentar não seja a palavra correcta, porque até foi uma viagem bem divertida. Mas a verdade é que já não via uma série longa dos 80s há algum tempo e, parece-me, já tinha perdido o hábito...
Esta é uma comédia da vida diária, o protótipo daquilo que um dia virá a ser o fatia-de-vida. Kyosuke e as suas irmãs gémeas, mais novas, vão viver para uma nova cidade. Lá fazem novos amigos e o pobre rapaz vê-se envolvido num triângulo amoroso, dividido entre Madoka Ayukawa e Hikaru Hiyama. Isto leva-nos a quarenta e oito episódios de desentendimentos e muitas alegrias. Com um twist: toda a família de Kyosuke tem poderes telecinéticos, que não podem usar sob nenhum pretexto! Ou então, terão de mudar de cidade mais uma vez.
A história é simples, deixando tudo em aberto (suponho que será concluído nos filmes, que não sei se tenho muita vontade de ver). Este tipo de história só pode ser suportado por grandes personagens, já que cada episódio é uma aventura nova sem relação com as anteriores. Sendo assim, falemos dos personagens. São muito melhores do que os de um fatia-de-vida moderno, sem dúvida. Cada um tem um elemento identificativo que vai para além da personalidade exterior, sendo pessoas vivas e únicas, cada uma com uma enorme alegria de viver e com vários traços na personalidade que tornam cada episódio numa experiência bastante divertida. No entanto, isto não é suficiente. São tantas coisas, tantas coisas que eles fazem, que tudo acaba por ser repetitivo. Isto é, tudo poderia ser solucionado se logo desde o início cada um dos personagens clarificasse a sua posição em relação aos outros, se admitissem os seus sentimentos e se falassem sinceramente. Mas como isto não acontece, tudo termina de forma inconclusiva, o que é pouco agradável.
A arte é típica da época, pecando da mesma forma como tantos outros pecaram: imagens repetidas e recicladas. Sobretudo em cenas de maior animação, nomeadamente de dança, isto torna-se cansativo e expectável. De resto, os designs são bastante criativos, sobretudo no que respeita a roupas e à sua variedade, dando-nos uma boa imagem do que os 80s eram em termos de moda e tendências. O que é bastante curioso, diga-se de passagem, gosto muito, na verdade. :)
O melhor é mesmo a música. Este grupo de amigos frequenta muitos concertos, sendo que nos dá uma visão muito abrangente no território da pop. São músicas com muita cor e muito dançáveis, que se pegam imediatamente na nossa cabeça e dificilmente saem dela.
Um bom clássico, apesar dos seus defeitos.
By : ladyxzeus