Archive for segunda-feira, janeiro 09

  • O Leitor

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    O Leitor
    Stephen Daldry
    Filme
    2008
    6 em 10

    Foi este filme que vimos em família na noite de Natal. Foi um erro, mas começando-o tivemos de o acabar. Ninguém estava à espera que aparecesse tanta gente nua.

    Este filme tem um argumento interessante, que dá uma volta muito engraçada mais à frente, mas não é especialmente bom. Com um foco demasiado intenso e bastante desnecessário em cenas de sexo e em gente a tomar banho, parece que as fizeram só para ocupar espaço. De certa forma elas caracterizam bem a relação dos dois personagens principais, mas não era preciso tantas.

    Os personagens são bastante crus, se bem que a fêmea cresce e se torna mais profunda com a continuidade do filme. No entanto não deixa de ser básica. Nem uma actriz excelente consegue fazer de uma personagem básica algo mais do que isso.

    Teve imagens bonitas mas nenhuma especialmente memorável. O mesmo para a música.

    Um filme que não é bom para ver em família na noite de Natal.
  • Cross Game

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    Cross Game
    Osamu Sekita - SynergySP
    Anime - 50 Episódios
    2009
    6 em 10

    O chamado "remake de Touch". Pois bem, isto pode ser o remake, mas Touch é superior.

    Kitamura Ko é um jovem sem grandes interesses que tem uma amiga, chamada Akane. A amiga, bem, acontece-lhe uma tragédia logo no primeiro episódio. Restam as três irmãs da amiga, respectivamente uma gaja boa com ares de dona de casa, uma pita irritante e estúpida e Aoba, uma bacana que detesta o Ko e que é bastante boa a jogar baseball. Ora, Aoba mete-se a ensinar o Ko a jogar e fica-se a saber que com as técnicas dela aliadas ao je-ne-sais-quoi dele, o jovem é um dos pitchers mais geniais de todos os tempos. Entretanto há um gajo giro que é o quarto batedor e que é mega talentoso, há histórias de amor todas paralelas umas às outras e, avanço desde já, não há beijo.

    Ora portantos, o anime de baseball ensinou-me a gostar de baseball. De certa forma Cross Game é um anime de desporto superior, porque não nos obriga a passar três episódios por jogo a ver em detalhe cada pensamento e flashback sobre a vida de cada jogador. No entanto, e comparativamente com a melhor série de baseball que vi (Touch), a carga emocional é muito inferior e mal explorada. Passamos metade da série a ter flashbacks emotivos da vida de Ko com Akane e a ver o seu amor que acabou por nunca se consumar por motivos exteriores a este pequeno casal de 10 anos de idade. Isto é, numa palavra, chato.

    Gostei do estilo antigo numa animação nova, mas a animação em si não é nada de especial.

    A OP é gira e as vozes estão bastante boas, mas de resto não há um ambiente musical bem definido, com recurso a temas marcantes. É fácil esquecer este sonoro.

    Os personagens parecem não crescer desde que aparecem pela primeira vez (que era quando tinham, já disse, 10 aninhos). A partir do momento em que entram no secundário não crescem mais em altura e nunca cresceram em termos de personalidade. Também não estão muito bem caracterizados, aparentemente basta um lamiré do que são para mostrar a sua relação. Isto é falso. Eu precisava de personagens fortes na sua essência, personagens mais completos, para me envolver melhor emocionalmente com o caso Ko/Aoba.

    Uma série divertida, séries de desporto são sempre divertidas, mas claramente inferior ao seu parente Touch.
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