Archive for domingo, agosto 18

  • Escola de Rock

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    Escola de Rock
    Richard Linklater
    Filme
    2003
    6 em 10

    Este filme estava a dar na televisão, no Hollywood. Nem era para o ver, mas estava a divertir-me tanto que o deixámos ficar. Porque, de verdade, de coração, eu adoro estes filmes parvos para miúdos.

    Um rockeiro falhado engana uma escola e acaba como professor. Em vez de ensinar aos miúdos aquilo que devia, ensina-lhes o rock! O resultado final é aquele cliché de "vamos evoluir todos juntos, depois falhamos, mas voltamos a levantar-nos e acabamos em grande, num concerto de rock!" Mas é tão giro...

    A música é engraçada e está bem tocada (seriam mesmo os putos a tocar? Diz que eles sabem mesmo tocar os seus instrumentos...). O mais engraçado foram todas as referências musicais, nem todas assim tão básicas. Para miúdos até se pode dizer que o filme é bastante educativo! Pode ser que os inspire a ouvir boa música, se bem que toda dentro do mesmo género (apesar de variada dentro de sub-género... Ai que confusão!)

    Jack Black, o actor principal, continua hilariante, apesar de ainda poder evoluir como actor biomecânico. Mas acho que não vai nessa direcção, já que o que faz agora funciona.

    Enfim, acho que vou guardar este filmeco para ver com o Babe, o meu afilhado, se ele curtir depois mostro-lhe música mais à frente! =D
  • Inglorious Basterds

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    Inglorious Basterds
    Quentin Tarantino
    Filme
    2009
    8 em 10

    É verdade, eu não estou a fazer isto por ordem. Não vi este filme depois do outro e antes deste ainda vi outro, esperem pela referência. OPÁ ESTOU DESCONCENTRADA! Perdoem-me... ;___;

    Mas bem, o Tarantino faz um filme sobre cada coisa, por isso porque não um sobre a segunda guerra mundial? Mais especificiamente, sobre um grupo de soldados de vibe psicopata que andam a matar nazis sem dó nem piedade. E da agente dupla que os leva a infiltrar-se, com mais ou menos jeito, no cinema. Liderado por uma judia escondida, que tem a ambição de pegar fogo àquilo tudo quando for a estreia do filme do soldado nazi que está apaixonado por ela. Tudo interligado!

    Enfim, é um filme muito divertido. Os personagens são tanto aterrorizantes como deliciosos, e isto porque são tão bizarros, cada um com um lado maligno muito evidente. Mas é impossível não gostar de todos eles, até dos piores. Isto não seria possível sem grandes actores, ajudados pela força do argumento.

    A recriação histórica é colorida e exacta, do pouco que sei da história propriamente dita, adocicada por detalhes (como os nomes no jogo dos papéis na testa).

    Só depois de ler um bocadinho consegui descobrir onde estava o Tarantino (que aparece nos filmes todos dele). Quando descobri fartei-me de rir, tentem encontrá-lo!

    Nota: antes deste filme vimos (eu revi) A Wind Named Amnesia. Queria acrescentar que desta vez adorei a banda sonora!
  • Disponível para Amar

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    Disponível para Amar
    Kar Wai Wong
    Filme
    2000
    7 em 10

    Jantar romântico, vinho romântico, indisposição romântica, filme romântico?

    Inferno-sim!

    É um filme Chinês, o que já de si é uma novidade para mim, que fala sobre a solidão e sobre o amor que nasce no meio dela. Numa casa muito estranha, com muitas zonas partilhadas por vizinhos barulhentos, uma mulher espera pelo marido que está sempre em viagem e um homem adormece antes da mulher chegar a casa. Estão tristes e acabam por se juntar na composição de uma história de artes marciais, mas sem nunca se tocarem. No entanto, têm de estar escondidos, por causa das aparências. Acabam por se apaixonar? Talvez...

    Este filme tem alguns pontos de interesse e talvez eu não o tenha apreciado como deveria por estar tão mal-disposta... Começo pela curiosidade de que o realizador e argumentista não escreve argumentos. Assim, o filme saiu praticamente todo de improviso, num jogo entre actores e director. O resultado é de uma subtileza e delicadeza fascinantes, com diálogos muito naturais - apesar da dificuldade para o visionante ocidental, à conta da língua que tem as suas inflexões próprias, bem diferentes da nossa romanização.

    Esta aura elegante é apoiada e intensificada pelo trabalho de filmagem e fotografia, sempre com perspectivas estranhas, perspectivas das personagens que por vezes podem confundir um público menos atento (eu). O que mais gostei, mais do que as cores, foram os padrões, por vezes bizarros e perturbadores, mas com um efeito de belo. Então os vestidos dela, eram fantásticos, quero-os todos para mim. Em cada cena usa um diferente!

    Mas bem, um belíssimo filme para ver no sofá, bem enroscadinha em modo-pequeno-mamífero :)
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