Archive for sexta-feira, fevereiro 19

  • Hime-chan no Ribbon

    0

     

    Hime-chan no Ribbon
    Tsuji Hatsuki - Gallop
    Anime - 61 Episódios
    1992
    6 em 10

    Este anime foi-me recomendado por um amigo, mas confesso que não esperava muito dele. Foi, na verdade, uma surpresa mesmo muito agradável, e gostei imenso de o ver, apesar de ser um pouco longo.

    Himeko, Hime-chan, é uma menina bem disposta e maria-rapaz que recebe um presente do mundo mágico: um laço para a cabeça que lhe permite transformar-se em qualquer pessoa! Claro que isto vai dar azo a muita confusão e problemas, mas com boa disposição tudo se resolve.

    É um mahou shoujo divertido e juvenil, que nos remete para os momentos infantis em que víamos televisão logo aos sábados de manhã. Tem uma história de amor circundante, que apesar de pouco conclusiva é muito gira e nos aquece o coração.

    Em termos de animação não temos grandes momentos de acção, e temos muitas sequências que são recicladas, nomeadamente as das transformações. Também temos uns misteriosos episódios de recap quase no fim da série, que não calham nada bem.

    Musicalmente, adorei a OP, e o resto da banda sonora é amorosa e cheia de brilho, como convém a uma menina mágica.

    Foi um anime divertido e, fosse Himeko um pouco mais velha, certamente faria cosplay dela!

  • From Dusk Till Dawn

    0

     

    From Dusk Till Dawn
    Robert Rodriguez
    1996
    Filme
    5 em 10

    Um filme que são dois filmes diferentes num só.

    Começamos por acompanhar dois ladrões profissionais, gente do pior, que raptam uma família e a sua roulotte para se dirigirem ao México. São perseguidos por todos os lados e, essencialmente, terão de estabelecer uma relação de normalidade com esta família para chegarem ao seu destino. Quando lá chegam o ambiente é de stress, mas começam a revelar-se mais coisas sobre estes personagens. Existe uma cena escrita por Tarantino para ele próprio (pés). E depois... O caos!

    Porque subitamente o pessoal do bar onde estão transforma-se todo numa mistura entre monstro, vampiro e zombie (com uns efeitos práticos mesmo muito foleiros, mas divertidos) e agora eles têm de lutar pela sobrevivência, por de lado as suas divergências e, no fundo, explodir com estes monstrengos todos.

    É um filme muito divertido, cheio de humor negro, e elementos de terror que são tão feios como engraçados.

    Apesar de não ser uma obra prima, recomendo!

  • My Own Private Idaho

    0

     

    My Own Private Idaho
    Gus Van Sant
    1991
    Filme
    5 em 10

    Dois prostitutos decadentes embarcam numa viagem pela América, e depois para a Europa, em busca da mãe perdida de um deles, que por sinal também é narcoléptico. Esta narcolepsia faz com que as suas memórias e o seu conhecimento sobre os locais onde está seja difuso, o que torna a busca difícil.

    É um filme com uma concepção interessante e bem estruturado, com uma narrativa inteligente e uma tonalidade surrealista que o torna denso e misterioso. No entanto, o filme é em absoluto arruinado pelos actores, que são... Bem, são.

    Nunca tinha visto o River Phoenix, que morreu carocho, e que aparentemente estaria carocho neste filme porque não faz nada sem ser adormecer e gritar e sussurrar. O Keanu Reeves, como sempre, é extraordinariamente mau: colocaram a sua personagem num tom declamatório, mas no caso dele tenho quase a certeza que se lhe deram mais de três linhas de texto só o consegue dizer assim, a cantar.

    Portanto, é um filme interessante que tem este grave ponto fraco.

  • Mank

    0

     

    Mank
    David Fincher
    2020
    Filme
    7 em 10

    Tinha visto o Citizen Kane em preparação para este filme, e ainda bem que o fiz, porque torna a experiência muito mais interessante.

    Mank é um filme biográfico, embora tenha algumas partes inventadas, sobre o argumentista que criou Citizen Kane (com ou sem Orson Welles é algo que se mantém como mistério). Fala sobre o seu processo, acamado, isolado, e sobre a sua inspiração, que retirou de figuras imperiais de Hollywood da sua época de forma menos discreta que o necessário.

    O curioso deste filme é que está estruturado de forma exactamente igual ao Citizen Kane, com muitas técnicas cinematográficas estreadas nesse filme e agora revisitadas. É uma excelente homenagem ao filme original e à ideia de Hollywood como paraíso das estrelas, um filme de amor ao cinema.

    Existem alguns momentos de grande brilhantismo técnico, quer da parte do realizador quer da parte dos actores, mas sabendo que muitas coisas apresentadas não ocorreram de facto, isso torna o filme menos verosímil do que poderia ter sido se se remetesse apenas à realidade.

    Gostei bastante e acho-o um forte candidato ao Oscar.

  • Copyright © - Não me Apetece Estudar

    Não me Apetece Estudar - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan