Archive for domingo, fevereiro 15

  • Fathers and Sons

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    Fathers and Sons
    Ivan Turgenev
    1862
    Romance

    Recebi este livro pelo BookCrossing e literatura russa faz sempre bem à saúde. Se bem que este livro é tão antigo e tão cheio de pó que me questiono se foi ele que me deixou doente... Para mais, é bastante estranho ler uma coisa russa em inglês, nunca tinha feito semelhante coisa.

    Livro marcante na sua época, caracteriza a diferença entre gerações de uma Rússia já de si dividida. Apesar de ser um clássico, é uma leitura bastante leve, com muitos diálogos que abordam estas diferenças e que explicam então o que define a velha guarda destas novas pessoas, que o autor chama de "niilistas". Note-se que foi também a partir deste livro que o tema se popularizou ao longo do século XIX.

    É curioso, e com bastante humor à mistura, como estes niilistas aparecem. O principal é o jovem Bazarov, que ignora todas as convenções e recusa a obedecer a qualquer regra, aparecendo desprovido de sentimentos. Ironicamente, cai vítima desses mesmos sentimentos, acabando por morrer por mero acaso (uma morte hilariante por sinal, pelos diálogos que daí nascem)

    Os outros personagens também são apresentados de forma um pouco caricatural, do sonhador Arkady ao dandy Pavel, acabando cada um deles por demonstrar uma faceta da sociedade russa da época.

    Não será um clássico com a profundidade emocional que um Tolstoi ou um Dostoiévski nos dão, mas mesmo assim é uma leitura bastante divertida.
  • Vampire Princess Miyu

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    Vampire Princess Miyu
    Hirano Toshiki - AIC
    Anime OVA - 4 Episódios
    1988
    6 em 10

    Para variar um pouco, vejamos um clássico do anime. Como estive doente demorei um pouco mais para o acabar, mas tudo bem.

    Da perspectiva de uma caçadora de eventos paranormais, conta a história de Miyu, uma pequena vampira com poderes espectaculares que dedica a sua infinita vida a caçar uma espécie de monstros que atormentam a vida das pessoas normais. É um anime de conceito bastante interessante, mas que requer algum desenvolvimento, como veremos.

    Cada episódio conta uma história distinta, que vagueia entre a realidade e uma fantasia pouco complexa, com alguns traços clássicos das histórias de vampiros originais. Em alguns momentos há situações bastante emotivas, relacionadas com o desenvolvimento da personagem Miyu, que é referida como uma pessoa bastante realista e com elementos que, não trazendo muito de extraordinário, acabam por se inserir nas nossas emoções.

    em termos de arte, temos ambientes nocturnos bastante escuros, com traços misteriosos e quiçá assustadores, se pensarmos bem nas situações, com uma boa montagem de cenários e de elementos, tanto cénicos como relativos às pessoas presentes. A violência está bastante contida a nível gráfico, deixando-nos a pensar nela, o que é sem dúvida um bom truque para manter as características de "horror" sem chocar demasiado. O estilo clássico liga muito bem com o ambiente geral do OVA, que é calmo e, por vezes, um pouco monótono.

    O anime é bastante silencioso, havendo poucos momentos musicais, pelo que a banda sonora seria um ponto a melhorar. Isto por vezes não funciona, pois os momentos de silêncio não são quebrados nem por ruídos em geral nem por diálogo o que, em vez de elevar o stress das situações, apenas as torna um pouco aborrecidas. Em termos de ED, temos um instrumental sem nada de especial.

    Ainda assim, é um anime bastante curioso que merece sem dúvida um aprofundamento nas histórias e conceitos. Para isso temos uma série dos anos 90, que verei em breve.
  • Regresso ao Futuro II

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    Regresso ao Futuro II
    Robert Zemeckis
    Filme
    1989
    5 em 10

    Ora bem, chega o dia da Cosplay Photoshoot, à qual vou todos os anos. Há bastante tempo. Tanto coloquei progresso do meu fato lindo e maravilhoso no livrodascaras que alguma dazinimigaz invejosas deve ter visto e rogado uma praga, porque fiquei doente. Na cama. Na lama. Com febre. A morrer. Quando me consegui levantar e deslocar-me até à sala, estava a dar este filme, que fiquei a ver.

     Como é certo e devido, adoro este filme. E o primeiro. O terceiro nem tanto. É sempre um prazer revê-lo, embora nunca possa afastar o olho clínico que diz... Oh.

    Em viagens para trás e para a frente, entre futuro e passado, Marty McFly e Doc vivem aventuras diversas em que tentam que o presente - que foi mudado por acidente - volte à normalidade. São viagens divertidas, cheias de efeitos especiais que, para a época, acabam por funcionar bastante bem. 

    É sempre engraçado ver que já estamos em 2015 e que, apesar de já haver ténis prateados, ainda não há skates voadores. Nem carros, ainda nem sequer resolvemos o problema da energia global. Neste aspecto, o filme envelheceu muito mal. É sempre esse o problema de se fazerem coisas passadas num futuro próximo.

    Já não me lembrava das capacidades silenciosas de Marty McFly, que apesar de tudo acabam por raramente dar em alguma coisa, o que torna o visionamento do filme um pouco frustrante. 

    Mas é sempre muito divertido ver estes filmes e agora fiquei com vontade de ver a trilogia completa. :)


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