Archive for sábado, fevereiro 23
Hoje não há espectáculo
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As músicas em cravo foram uma dor. Se em alguns momentos ficavam especiais e muito bonitas, em outros a dissonância era de tal modo extrema que estragava a música original. Além de que a intérprete tratava muito mal o seu instrumento, dando-lhe porradas que me magoavam por afinidade. Um cravo é um cravo, por mais força que usemos para lhe bater ele nunca vai soar mais alto.
Os poemas... Eu não sou grande apreciadora de récitas porque normalmente não percebo nada dos poemas que estão a ser ditos. Foi o caso. Fez-me impressão um dos senhores estar sempre de mão no bolso, fez-me impressão pararem de recitar para mudar de página (custava ter imprimido tudo na mesma página?), fez-me impressão um dos senhores, o selector dos poemas, ter escolhido um poema da sua autoria.
Este sentimento parece ter sido partilhado por pelo menos três senhoras velhotas que estavam claramente revoltadas. Mas acho que era por causa da gaja nua.
Hoje não há espectáculo
Variedades
E de repente, domingo que passou, estou eu a ir para Almada sem saber muito bem porquê. Só lá chegada é que soube realmente. Os meus amigos vieram ter comigo à rua porque, citando "está uma gaja nua a gritar no palco" e quase que não vimos o resto. Mas, tendo visto, fica aqui um breve comentário.
Começo por citar o que vem na página do evento no Facebook, que define mais ou menos este pequeno espectáculo de variedades a que assistimos:
Assim nos foi apresentado um pequeno espectáculo que intercalava músicas de Carlos Paredes tocadas em cravo e récitas de poesia. Pois que não gostei. Admito que a minha sensibilidade para a política que envolve a cultura seja bastante baixa, mas eu vejo o que vejo e o que vi não gostei.O programa da troika conduz a economia ao desastre e o país à ruína, a política cultural que agora ainda se agrava ameaça a catástrofe num sector já em profunda crise: com a asfixia financeira, com a inteira demissão do Estado em relação aos objectivos de desenvolvimento e democratização de que a Constituição o incumbe. O tempo de pôr fim a este rumo de desastre é o tempo de hoje. Tempo de protesto e de recusa. Tempo de mobilização de toda a inteligência, de toda a criatividade, de toda a liberdade, de toda a cólera contra uma política que chama “austeridade” à imposição de um brutal retrocesso histórico em todas as áreas da vida social. Defender a Cultura é uma das mais inadiáveis formas de fazer ouvir todas as vozes acima do medíocre ruído dos “mercados”. Manifestamo-nos EM DEFESA DA CULTURA. E agiremos em conformidade.
As músicas em cravo foram uma dor. Se em alguns momentos ficavam especiais e muito bonitas, em outros a dissonância era de tal modo extrema que estragava a música original. Além de que a intérprete tratava muito mal o seu instrumento, dando-lhe porradas que me magoavam por afinidade. Um cravo é um cravo, por mais força que usemos para lhe bater ele nunca vai soar mais alto.
Os poemas... Eu não sou grande apreciadora de récitas porque normalmente não percebo nada dos poemas que estão a ser ditos. Foi o caso. Fez-me impressão um dos senhores estar sempre de mão no bolso, fez-me impressão pararem de recitar para mudar de página (custava ter imprimido tudo na mesma página?), fez-me impressão um dos senhores, o selector dos poemas, ter escolhido um poema da sua autoria.
Este sentimento parece ter sido partilhado por pelo menos três senhoras velhotas que estavam claramente revoltadas. Mas acho que era por causa da gaja nua.
By : ladyxzeus
Queen of Fashion
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Queen of Fashion: What Marie Antoinette wore to the Revolution
Caroline Weber
2007
Tese/Ensaio
Comprei este livro em Versalhes, a propósito de um cosplay que quero fazer. Achei que para fazer o fato como deve ser haveria de estudar um pouco sobre a personagem em causa e, tema deste livro, sobre o que a personagem em causa vestia.
Fascinante.
Aprendi com este livro muitas coisas que me vão ser úteis e muitas coisas inúteis. Como o facto de ter sido moda usar legumes na cabeça. Mas valeu a pena, o livro é muito bom. Está muito bem escrito e extremamente (extremamente) bem documentado. Tem muitas imagens e até tem figuras a cores. No entanto as imagens muitas vezes não vêm referenciadas no texto, apesar de se perceber bem qual a relação delas com o que está escrito. Não corresponde às normas de tese que tenho seguido e nas quais estou imersa.
Pessoalmente, a história da Maria Antonieta é capaz de ser o meu momento histórico preferido. Talvez por influência da Rosa de Versailles. Aliás, ler este livro foi como rever a história da Rosa, o que trás mais pontos positivos (e também alguns negativos, no que respeita à caracterização da rainha) ao anime e manga que eu tanto gosto. Antonieta é capaz de ser a maior coitadinha da história. Nós sabemos todos que ela vai morrer guilhotinada, mas até ao último momento mantive a esperança secreta de que ela se safasse. Não.
Enfim, um livro muito interessante e muito útil para o meu projecto. A quem tiver interesse neste detalhe da história da Europa, recomendo bastante.
By : ladyxzeus
