Archive for segunda-feira, julho 15

  • Simoun

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    Simoun
    Nishimura Junji - Studio Deen
    Anime - 26 Episódios
    2006
    6 em 10

    Demorei bastante tempo a ver este anime, o que me desregulou o esquema de visionamento de todos os outros, por causa do cosplay. E porque, por uma vez, quis ver o anime com atenção. Já há algum tempo que não apanhava um tão interessante. Estava com um certo receio pois o anime estava classificado como yuri, e eu sempre me mantive de pé-atrás com esse género. Mas, finalmente, decidi por de lado o meu preconceito, até porque é um preconceito que não faz qualquer tipo de sentido e é idiota. Valeu a pena.

    Este anime passa-se num planeta com dois sóis que tem três países conhecidos. A narrativa passa-se em Simulacrum, uma teocracia que acredita em Tempus Spatium. Neste país existem sacerdotisas, sybillas, que conduzem os simouns, carruagens dos deuses. No entanto, o país entra em guerra com os países vizinhos e as sybillas vêem-se obrigadas a usar os seus simouns para fazer a guerra. Os simouns fazem desenhos no céu, que têm várias funções e alguns são altamente destrutivos.

    A história acompanha a vida do Chorus Tempest, um grupo de doze sybillas. Pareceu-me que eram demasiadas personagens, sendo que algumas tinham muito pouco conteúdo e eram bastante desnecessárias. Existe uma história de amor que só se revela no final. Esperava que falassem mais sobre a guerra e suas causas, mas o anime preferiu focar-se nas aventuras e desventuras das meninas. Note-se que estas meninas não são realmente meninas, pelo que os frequentes beijos não farão assim tanta confusão a pessoas mais fóbicas: elas ainda não têm sexo definido. Em Simulacrum, as pessoas podem escolher o seu sexo aos dezassete anos, visitando uma fonte para esse efeito. Para mim a parte que mais me agradou foi precisamente o último episódio, que mostrou o que cada uma das personagens escolheu. Não é que as aventuras e desventuras sejam más, a verdade é que até são bastante interessantes. Mas como são muitas personagens é difícil manter o foco e por vezes perdi-me (sobretudo quando ainda não sabia o nome das raparigas todas)

    O mundo está muito bem construído e, mais do que os dramas pessoais das moças, é isso o que torna este anime extremamente interessante.

    A animação é inconsistente. Os designs estão bem concebidos, sobretudo para a maquinaria (que se baseia nos chamados "helical motors") mas esta é feita em CG. O CG integra-se bem na maior parte das vezes, mas cansa. Por outro lado, a animação das pessoas está um pouco descuidada em alguns momentos, o que corta o efeito de belo que poderia ter.

    A banda sonora é muito completa e original, mas a sua aplicação é errónea e anti-climatiza imensos momentos, com uma ironia que não se aplica à história em causa.

    Mas, no geral, um anime muito bom. O culminar da história (Aeru - A maior forma de amor) é uma maneira muito bonita de acabar. O universo é fantástico. Não lhe dei melhor nota por causa da animação e música, mas recomendo vivamente, sobretudo para quem  - como eu - se venha a iniciar neste universo do shoujo-ai.


  • A Oeste Nada de Novo

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    A Oeste Nada de Novo
    Erich Maria Remarque
    1929
    Romance

    Livro que li na viagem para o Central Comics Con e durante o próprio evento, enquanto esperava pelo concurso.

    É um clássico intemporal, que comprei por acaso porque tinha um desconto (leve 3 pague 2 + 10%) no site da Saída de Emergência. Estava em falta, este clássico, por isso ainda bem que o li. Durante toda a leitura estava um pouco aborrecida, porque o livro só falava sobre a guerra.

    E é essencialmente isso o livro. O narrador, Paul Bäumer, é um soldado nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Ele fala sobre a vida nas trincheiras e há momentos em que filosofa um pouco sobre a vida e sobre a guerra.

    As descrições são brutais e objectivas: os soldados deixam de ter sentimentos, são apenas máquinas programadas para fazer a guerra. É essa despersonificação do soldado que impressiona mais nesta narrativa. O livro está muito bem escrito e quase sentimos os horrores que eles vivem (que para eles não são horrores, mas apenas a vida tal como ela é), as dores e os cheiros. O que me impressionou mais foi quando um dos soldados foi tentar salvar um cão mensageiro e quando foram atacados por ratazanas nas trincheiras.

    No final, não há bons nem maus. O livro não analisa quem é o verdadeiro vencedor da guerra nem as suas causas. Ele não fala do "inimigo". Diz sempre "aqueles" ou "os outros". Demonstra como a guerra é uma coisa verdadeiramente feia, apesar de a adorarmos nos jogos de computador ou quando são outros países a fazê-la, a ponto de toda a gente delirar quando aparecem pessoas a morrer em directo na têvê.

    Impressionou-me de sobremaneira, apesar de não ter gostado por aí além. Mas não é preciso gostar-se para se recomendar.
  • Central Comics Con

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    Central Comics Con
    Evento
    E mais uma vez, seguimos para o Porto. Tenho ido muitas vezes, porque estou a fazer uma pós-graduação por lá (em Comportamento Animal), estou quase uma pró no Porto! Pelo menos já percebo melhor o metro (mas o nosso continua a ser mais melhor bom!) Foi bem divertido este ano, por isso vou contar-vos a aventura em todos os detalhes, mesmo aqueles que não interessam! =D

    Tudo se inicia com uma viagem de comboio que parecia interminável. Vimos que a NERV está instalada em Pombal e partir desse momento passámos grande parte da viagem na carruagem-bar, comigo a olhar para tudo e a querer comer tudo. As árvores. As casas. Os arbustos. As nuvens. A Hota teve de me levar embora, ou teria começado a enlouquecer por querer comer todas as coisas. Isto até dá um bom poema!

    Ficámos instaladas num hostel diferente desta vez, o Pilot Hostel (Hostel Piloto). Estava cheio de turistas e a moça da recepção ficou positivamente espantada quando lhe falámos em Português. O nosso quarto estava ocupado por coreanas, mas eram mais ou menos sossegadas. Tinha uma boa esplanada e um bom bar - apesar de um pouco inflaccionado - pequeno almoço bem servido e conterrâneos meus a fumar um chimarrão. Só não gostei das casas de banho, que eram muito poucas e estavam um bocado badalhocas e eram muito pequenas e eu preciso de muitas casas de banho, limpas e grandes. No entanto, era mesmo no centro, pelo que deu para ir a pé para todo o lado. Era mesmo ao pé da CedofuckingFeita, a rua que aparece e desaparece. Jantámos num restaurante Wok bastante bom, vegetariano (temos limitações alimentares)

    Observemos então o primeiro dia.

    Chegamos pouco passado das dez da manhã, desejosas de despejar o meu saco do Pingo Doce cheio de cosplay e a armação do saiote. É que as ruas eram íngremes e aquilo estava mesmo pesado! Mas lá chegadas dizem-nos que só abre às onze! Mas se no horário estava às dez... Depois percebemos que o que abria às dez era a exposição de comics. A zona comercial, ie. o evento, só às onze. Ainda assim o Hugo - organizador - fez-nos o favor de nos deixar pousar as coisas no backstage. Tinhamos planeado ver uma sessão de anime que ia dar na sala 2 (onde não estivemos em nenhum momento durante todo o evento, diga-se de passagem), mas acabámos por a perder porque o café é mais importante (muito mais). Demos uma volta às lojas sem muita atenção. Depois vimos com mais detalhe, por isso vou falar já delas.

    Estavam muito fixes! Eram bastantes e variadas. Havia imensos comics muito baratos, e manga bastante barato também, malas e carteiras mesmo giras, uma revista de banda desenhada estranha, uma banca com artistas e coisas caseiras muito bonitas. O meu loot deste evento foi:

    - A revista Cru - Revista Rasca e Vadia (para dar de souvenir ao meu bicharoco)
    - O primeiro volume da novel de Spice and Wolf (e agora vou ter de a coleccionar, mas não pude resistir!)
    - Um phone-strap com a Suiseseki de Rozen Maiden
    - Um desenho de Utena

    Pedi este desenho porque era o cosplay que eu estava a usar e a artista parecia gostar mesmo da personagem.

    Depois de almoço - umas pizzas ao pé do rio - decidi por logo o meu cosplay, cheio de saiotes e coisos gerais. A Hota teve de me ajudar. Aliás, como minha ajudante ela teve desconto de 50% no bilhete! Eu entrei grátis! Viva! Viva! Fui na versão Princesa de Utena, de Revolutionary Girl Utena. Gostei muito de usar este cosplay, apesar de pouca gente me reconhecer. Uns senhores velhotes que eram fadistas disseram-me que eu estava bonita e fiquei mesmo feliz! Falarei mais deste cosplay no meu Cosplay Portfolio, a quem quiser saber. :) Mas aviso desde já que foi praticamente todo feito em uma semana, pelo que o resultado não foi muito brilhante.

    Com o fato posto não tinha tanta mobilidade como queria, sobretudo por causa dos sapatos. Como não encontrei imagens de referência dos sapatos desta versão, usei umas Melissas rosa que combinavam. Ora, o problema das Melissas é que, sendo giríssimas, começam a matar o dedão do pé depois de 10 a 20 minutos de uso. Eu estive cerca de quatro horas calçada com eles e tenho uma bolha gigante a demonstrá-lo... E também estava a sofrer grandemente com o calor! Andei por ali a exibir-me que nem um pavão satânico, enquanto que a Hota guardava lugar no auditório para poder ficar numa boa posição para gravar os skits. Assim, não vi nada do que se passou. Estava tanto calor que decidi sentar-me no corredor, onde fazia uma corrente de ar, a ler o meu livro. Terminei o meu livro. Estava tudo meio atrasado (mas de duas horas e meia conseguiram passar para quarenta e cinco minutos, não foi assim tão mau!) e passado um bocado fui para o backstage, onde pude ouvir o João Loy. A conversa foi menos interessante e mais curta do que em Castelo Branco, no Enkai, mas foi porque estavamos com menos tempo e não deu para falar da vida. Além disso, a actriz da Navegante da Lua não pode ir, e estávamos a contar com ela para a interacção com o Vegeta, que havia de ser hilariante... Ainda assim é sempre bom.

    Dando-me a fome, fui ao bar experimentar essa coisa fascinante que é a poptart. Comi uma de morango e aquilo é MESMO BOM. Diz que vendem no Liberty, em São Sebastião, vou lá comprar umas de chocolate para experimentar.

    Finalmente começam a ordenar-nos no backstage. Começo ficando nerrrvosa. Insisto com o Hugo que quero ser eu a por os meus props no palco, porque se dessa forma a coisa correr mal a responsabilidade é minha. Mandei uma dica parva à moça que estava de coisa de World of Warcraft, mas é verdade ("pessoas desnudas são sempre de Warcraft"). Mas não era assim que eu queria dizer... Espero que ela não tenha levado a mal, sobretudo porque o fato estava mesmo fixe e eu pensava que ela ia ganhar.

    Mas vamos ver e comentar, um por um, os

    Sukitos do Eurocosplay

    Éramos dez! Tantos! E éramos para ser onze, mas alguém desistiu... Mas ainda assim, tantos!

    Twisted Fate - League of Legends
    Movimentos pouco específicos, mas a primeira parte (a história das cartas) estava interessante. Depois demasiado tempo sem nada, com entrada no palco a seguir pouco espectacular por falta de luz. Ainda assim, boa ideia, segundo consta é exactamente isto o que o personagem faz. Para quê o cenário?

    Gilbert - Pandora Hearts
    Boa gravação, mas muito tempo parado com um resultado pouco expressivo. Anticlimático no final. Erro grave da organização por ter deixado o cenário antigo no palco, mas acontece sempre um problema em todos os concursos, é inevitável.

    Utena - Revolutionary Girl Utena
    Sou eu! Sou eu! Bem, acho que não me correu muito bem. O pessoal não estava claramente à espera que aparecesse fado no skit (mas apareceu, é A Naifa, recomendo que oiçam porque é um fado bem diferente) e também não perceberam bem onde acabava porque não bateram palminhas... Fiquei triste. Além do mais, fiquei presa na armação quando me levantei, o que nunca tinha acontecido nos ensaios (pelo menos nesta parte) o que deu um efeito muito pouco delicado. O skit era abstracto e simbólico e só quem viu a série é que poderá - eventualmente - perceber. Explica-lo-ei no Cosplay Portfolio porque é um MEGA-SPOILER (para quem não viu a série ou ainda não chegou a esta parte) Mas bem, não ficou assim tão mal e, segundo me disseram, o juri gostou bastante.

    Harley Quinn - Batman Arkam City
    Primeira parte bastante boa, movimentos seguros. Canção meio perdida. Esta moça ficou em Segundo Lugar! Por isso, parabéns!

    Young Connor - Assasin's Creed
    A ideia está boa, mas carece de ensaios porque os movimentos estão muito inseguros. Mas o fato estava muito giro e muito bem feito (eu vi bem de perto) e a Ema vai a Inglaterra representar-nos! Muitos parabéns! Fico mesmo feliz que tenhas sido tu a ganhar! =D

    Auron - Final Fantasy X
    Tenho muita pena, mas não constitui skit de cosplay Entretanto contaram-me o que é o skit na verdade, que não se vê no vídeo: ela está a lutar contra o cacto. Ah! E o vídeo foi mesmo feito por ela. Válido, então.


    Shredder - Teenage Mutant Ninja Turtles
    História bonita, final engraçado, o discurso podia ter mais movimentos para ser menos aborrecido.

    Rogue - World of Warcraft
    Engraçado e muito simples, mas não percebo quem é o João...

    Megurine Luka - Vocaloid
     Primeira parte expressiva, cenário muito pouco eficiente (para a próxima umas cortinhas maiorzinhas?), depois correu mal o final, mas foi tudo na boa. Acho?

    Behamut - Final Fantasy X
    Muita escuridão, não deu para ver bem o fato nem os movimentos. Não percebi o que se passou por causa disto.

    No geral, um bom concurso. Obrigada à Hota por ter posto os vídeos todos.

    No final o juri veio falar connosco e deram-me críticas muito construtivas. Tomar cuidado com os acabamentos, sobretudo, e melhorar o saiote, coisas que irei fazer a tempo do próximo, se houver próximo. Como digo, isto foi feito tudo aos trambolhões, tenho de aprender de uma vez por todas a fazer as coisas com tempo. Mas isto já sou eu a mandar vir comigo própria, adiante!

    Não assistimos à entrega dos prémios porque tínhamos uma festa de anos para ir, da Marta, amiga da Hota e sua colega do Japonês. Pessoas fixes, boa comida, muita bebida, mas estava tão cansada que não fui eu própria e não aguentei até ao final, obrigando a Hota a vir embora para dormir... :( Fiquei mesmo com muita pena, porque queria mesmo ir conhecer a noite do Porto mais um bocadinho, mas estava praticamente a cair para o lado.

    No segundo dia, coisas arrumadas, chegamos outra vez por volta das dez e mais uma vez esperamos. No Domingo estava muito menos gente e muito menos cosplayers, mas por uma vez pudémos assistir às actividades. Vimos o Quizz Musical, do qual eu só sabia as músicas correspondentes à animação, apresentado pelo João Loy. Foi bastante cómico, porque o senhor tem muita graça. Falando nele, foi muito bom porque o nosso colega cosplayer, que tinha perdido a sessão de autógrafos por causa do Eurcosplay, conseguiu no café um autógrafo! No manga de Dragon Ball! Que nice! Também almoçámos nesse café, um pouco mais caro mas muito agradável.

    Participámos num passatempo para ganhar bilhetes para a ante-estreia do Wolverine, em que assistimos aos trailers e depois perguntaram "quem é de Lisboa? São 9? Todos ganham bilhetes!". Weee! Os do Porto tiveram de ir buscar copos. Já sei com quem vou ver o filme, hihihi.

    Estávamos a entregar os nossos mails (espero que tenham percebido o meu...) quando descobrimos que o Nuno Markl afinal não vem... Fiquei mesmo chateada, porque queria mesmo vê-lo, estive o tempo todo a dizer "má onda má onda". Mas afinal ele não foi por motivos familiares e enviou um vídeo a compensar. Mas não vimos. Quando soubémos que também o concurso de cosplay de grupos iria ser cancelado (não sei se foi ou não) por falta de concorrentes, decidimos ir embora. Ainda estive à conversa com uma lolita, simpática e bem vestida (*inserir comentário mordaz sobre todas as outras*)

    Na estação dos comboios encontrámos uma amiga que está a estudar música antiga no Porto e ainda fomos tomar um café.

    E assim foi. Houve bastantes melhorias em relação ao Portusaki, sobretudo porque não houve muitos momentos mortos. Estavam sempre a haver passatempos para preencher o tempo e os atrasos não foram assim tão graves, apesar de terem havido. Mas explicaram-nos no primeiro dia que tinha havido uma glow party no Hard Club, ao lado de uma punk party, e que o punk e o glow se misturaram e viraram punlow e estava tudo cagado e tiveram de limpar. Logo, a culpa não foi da organização.

    Gostei e é para repetir!

    Ficam as fotos dos dois dias, espero que gostem (a minha câmara morreu a meio de Domingo, por isso a Hota tem as que não consegui tirar e que queria...)

     Oooh, é pikinina!



     Fantástico, encontrei o pessoal do Animania por puro acaso! A mascote está muita fofinha!


     Ó eu aqui!





    Há algumas de coisas da cidade, não se esqueçam que sou turista!
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