Archive for domingo, junho 28

  • Tudo São Histórias de Amor

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    Tudo São Histórias de Amor
    Dulce Maria Cardoso
    2014
    Contos

    Este foi o outro livro que obtive quando troquei o que estava repetido, de que já falei anteriormente. Há muito tempo que tinha visto este volume nas livrarias e desde aí que ambicionava obtê-lo. Afinal, a capa é giríssima! Fiquei muito feliz por o conseguir arranjar e posso dizer que gostei imenso de cada um dos contos que aqui estão.

    São doze contos ao todo, com algo em comum: histórias de amor. Amor apaixonado, amor fraterno, amor filial, todo o tipo de amor. São todos contos bastante diferentes, sendo que dois deles falam de assuntos da vida real, duas tragédias muito noticiadas na sua época. É uma nova maneira de ver as situações e acaba por ser, de certa forma, bastante comovente.

    Os temas são variados e actuais, apesar de em muitos contos haver um regresso à terra, às origens, às pequenas aldeias que estão perdidas no tempo. É uma escrita cheia de identidade e personalidade, detalhada, bem pensada, planeada, estudada. Por vezes, é uma leitura difícil. Mas cada história dá sempre, sem dúvida, algum tipo de sentimento, que por vezes é positivo mas que, na maior parte, é um pouco perturbador.

    A minha história favorita foi a da velha e do cão. São histórias com um pouco de sonho dentro delas.

    Fica uma autora para descobrir mais. Um exemplo daquilo que eu, um dia, gostaria de escrever.
  • Ex Machina

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    Ex Machina
    Alex Garland
    2015
    Filme
    6 em 10

    Já vi este filme na segunda fiera, mas esqueci-me de falar sobre ele. Portanto, aqui está o comentário!

    Uma mistura de ficção científica/cyberpunk com um thriller psicológico, este filme segue as acções de um grupo muito restrito de personagens num ambiente fechado e longínquo. Perdidos no meio da floresta estão um cientista louco, génio da programação, e a sua criação, um robot de contornos femininos para o qual tem de se determinar a existência, ou não, de inteligência artificial. Para o determinar, é chamado um jovem, também génio da programação, que tem de falar com o robot (Ava) e descobrir mais sobre ele.

    À medida que o filme se desenvolve, coisas estranhas começam a acontecer nesta casa, ficando o personagem e o espectador em dúvida sobre quem é realmente a entidade boa no meio desta situação. Se por um lado o cientista louco é, realmente, completamente louco, será que a existência de inteligência no robot pode ser algo patente ou é apenas uma máquina? De uma forma ou de outra, começam a ocorrer atitudes que nos levam a crer que o robot é efectivamente detentor de sentimentos.

    Tudo isto cai por terra com o final muito inesperado, em que Ava revela um sentimento "maligno" algo que não é nem humano nem máquina, uma mistura dos dois que acaba por cair muito mal perante a expectativa criada ao longo de todo o filme.

    Em termos de efeitos especiais, temos um filme bastante aceitável, com um bom desenho de maquinaria e boa utilização do digital.

    Gostei especialmente da música, que dá um aspecto ligeiramente surreal às situações e potencia o efeito "thriller" da narrativa.

    Mas, no geral, é um filme que traz muito pouco de novo ao género e que não estimula grandes possibilidades de debate.
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