Archive for terça-feira, março 07

  • T2 Trainspotting

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    T2 Trainspotting
    Danny Boyle
    2017
    Filme
    6 em 10

    Lembram-se do Trainspotting? Fomos ao cinema ver um pouco mais de comboios ;)

    Vinte anos depois, todos os nossos amigos estão mais velhos, as vidas de todos estão diferentes. Quando Renton volta para os seus, há um misto de desejo de vingança e amizade. E, claro, um regresso às falcatruas de sempre.

    Este é um filme nostálgico, em que um grupo de pessoas dos seus 40 anos observa o seu passado enquanto consumidores de droga e contempla o que poderiam ter feito melhor, como se divertiram na altura, como mudaram, o que podem fazer agora. É um tema, por vezes, difícil e um pouco desconfrotável, mas este filme faz uma avaliação simples, com a oposição do regresso à droga pela parte de uns e da saída dela pela parte de outros.

    A narrativa é muito simples e, curiosamente, não demonstra grande evolução dos personagens, apesar de se terem passado estes anos todos. Existem referências constantes ao filme anterior, incluindo flashbacks com as suas imagens, que achei um pouco desnecessárias. Da mesma maneira, a forma como tudo estava filmado (com muitas pausas e slow-motions) acabou por se tornar um pouco cansativa. 

    Este filme não é tão focado na comédia e no absurdo como o anterior, mas também tem os seus momentos. Talvez a parte mais curiosa seja a banda sonora que, actualizada com os nossos tempos, continua igualmente eclética.

    Também a referência a todas as novas tecnologias e o novo "choose life" dão muita força ao filme.

    Não gostei tanto como o anterior, por isso lhe dei uma nota mais baixa, mas ainda assim valeu a pena ir vê-lo ao cinema.

  • Moana

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    Moana
    Ron Clements & John Musker
    2016
    Filme
    7 em 10
     
    A Disney bem nos tenta surpreender com a sua fórmula de princesas mas, uma e outra vez, falha redondamente. Moana é mais uma tentativa, não mal conseguida de todo, mas ainda muito aquém da magia do antigamente.
     
    Este filme passa-se numas ilhas tropicais, Hawaii ou Polinésia Francesa (tanto faz), e tem uma filha de um chefe (não uma princesa) que quer ir para o alto mar. Acaba por ter de ir, entregar um objecto ao seu lugar correcto, e é ajudada por uma figura mitológica, um semi-deus cheio de gracinhas.
     
    Os personagens não impressionam, a história é extremamente simples e altamente previsível. O filme é um musical, mas recorre sempre a variações sobre o mesmo tema, que nem sequer é uma música especialmetne memorável. Pessoalmente, já nem me lembro como é. Outro detalhe que achei bizarro foi a constante referência a coisas da actualidade (o twitter, a sério), que retiram imediatamente a imortalidade e o futuro deste filme.
     
    No entanto, se repararem na nota que eu dei lá em cima, existe algo mais para além disto neste filme. E isso é a animação. A animação é essencialmente revolucionária, na medida em que - pela primeira vez - temos um conjunto de texturas altamente realistas, quer nos cenários quer nos próprios personagens. Por vezes, chegava a parecer que estávamos perante actores reais em vez de figuras animadas. As cores e a utilização de luz são perfeitas para caracterizar todos os ambientes. Apesar de o filme se passar quase todo no mar, as imagens são tão distintas que podemos encontrar lugares diferentes dentro do mesmo espaço, se é que podemos dizer assim.
     
    Também existem algumas sequências em animação 2D, um pouco mais tradicionais, que se mostram uma maneira muito eficaz de contar partes da história que poderiam ter ficado para trás.
     
    Se ao menos a Disney arranjasse melhores argumentistas e fugisse da fórmula...

  • El Espejo y Otros Cuentos

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    El Espejo y Otros Cuentos
    Camilo José Cela
    1999
    Contos

    E agora, para variar, um livro da minha irmã que não só foi fixe como gostei imenso! Li este livro em Espanhol, o que não foi tão fácil como parecia porque tem muito vocabulário vulgar e gíria, que não conheço bem.

    Este é um conjunto de contos, uma antologia, que reúne algumas cenas da vida de um narrador, de um personagem, quiçá do próprio autor. O narrador sempre observa o mundo à sua volta, constatando as pequenas estranhezas da normalidade da vida e concluindo sempre de uma forma muito humorística. A verdade é que a conclusão da maioria das histórias dá muito em que pensar, pois a maior parte delas não termina quando a acção da história termina por si mesma. Antes. Assim, tudo parece um pouco incompleto, mas o efeito final é muito, muito intrigante.

    A minha história preferida foi sem dúvida a última (a do Chivo Smith), porque envolvia uma compontente de fantasia mas ao mesmo tempo de infantilidade que, dentro do contexto, caía tão a despropósito que o efeito é simplesmente hilariante.

    E, tenhamos em consideração, as coisas lidas em espanhol têm sempre a sua dose de piada extra. ;)
  • Heróis da História de Portugal como Nunca Foram Contados

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    Heróis da História de Portugal Como Nunca Foram Contados
    Pedro Marta Santos
    2011
    História

    Este outro livro da minha irmã desapontou-me sobejamente. A ideia até está bastante boa: contar de forma moderna e actualizada, disponível para as faixas menos letradas da nossa geração, as histórias dos grandes heróis portugueses do passado.

    Mas o livro peca por uma coisa principal: falta de pesquisa. O autor apresenta uma bibliografia diminuta, que quase poderia ser equivalente a um "eu vi na wiki". Existem erros históricos imperdoáveis, como pessoas estarem vivas fora da sua época, pessoas que numa história estão no sítio e na outra já estão noutro... PAra além de erros de edição (no início o Martim Moniz está coma  família, no final já está sozinho?)

    Para além disso, o tipo de narrativa é muito desapropriado para os temas em causa. Faz algum tipo de sentido referir a internet quando falamos do Viriato? E a história do elefante Salomão, onde é que isto é uma história importante para Portugal?

    As ilustrações são estranhas, porque a maior parte do tempo não correspondem ao que está narrado nas histórias.

    Um livro terrível. Não se confie nesse tal clube do livro do canal de televisão.

  • A Frágil Doçura do Bolo de Limão

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    A Frágil Doçura do Bolo de Limão
    Aimee Bender
    2010
    Romance

    Conforme terminei a minha TBR, decidi obter outra pela via mais fácil: ir ao quarto da minha irmã, roubar todos os livros que ainda não tinha lido e... Lê-los a todos! =D Comecei por este que, pelo que entendo, foi um presente do meu pai para a figurinha em questão.

    A ideia desta história começa por ser bastante interessante: uma miúda descobre que pode sentir os sentimentos das pessoas que fazem as comidas, depois de as provar. No entanto, a forma como tudo isto evolui, durante a infância, adolescência e vida adulta da personagem... Deixa muito a desejar.

    Para começar, se uma pessoa começa por perceber todos os detalhes da comida, porque tem medo de a comer? É certo que a mãe da personagem tem sentimentos terríveis quando cozinha, mas isso é justificação para odiar alimentar-se durante grande parte da sua vida? Não seria mais realista que ela aproveitasse este seu talento secreto para fazer outras coisas úteis? Acaba por fazer isto mesmo no final, mas mesmo assim soube a pouco.

    Par além disso, a história paralela do irmão é muito bizarra. E não digo isto de uma forma boa. É simplesmente estranha, acabamos por não perceber grandemente o que se passou (transformou-se numa cadeira? Quê?

    Ninguém neste livro tem nenhuma caracterização especialmente desenvolida e a personagem principal acaba por se tornar progressivamente mais irritante, sem que nos consigamos identificar com o seu "problema".

    Um livro mal pensado, mal estruturado e nem por isso muito bem escrito.

  • Chuunibyou demo Koi ga Shitai!

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    Chuunibyou demo Koi ga Shitai!
    Ishihara Tatsuya - Kyoto Animation
    Anime - 12 Episódios + 12 Episódios + 2 OVA + 6 + 6 + 6 Specials + 1 Filme
    2012
    7 em 10

    Este é daqueles animes que, sendo tão famoso, me dava uma imagem de ser algo completamente diferente do que se veio a revelar. Assim, devo confessar que estava errada e que este acabou por ser um dos animes mais interessantes que vi ultimamente.

    Todos nós temos *aquela* fase. Mais ou menos por volta do oitavo ano... Começamos a descobrir coisas fascinantes e, subitamente, somos super-heróis, fazemos magias, lemos cartas, temos bruxedos. Mas, será que é bom revelar estas coisas quando chegamos ao secundário? É esse o problema de Yuuta. Temnta tudo para disfarçar o seu passado, até que conhece Rikka, uma miúda que faz questão de ainda viver as suas fantasias. Como será que isto vai resultar?

    Sob uma capa de aparente normalidade, um fatia-de-vida como muitos outros, este anime esconde um conjunto de personagens altamente caracterizados, que sofrem uma evolução tão lenta como realista. O anime revela as suas fantasias íntimas de uma forma plena de cor e imaginação, sem que os próprios personagens se apercebam da imagem ridícula que transmitem ao exterior. Apesar de tudo, a densidade destes é tão forte que acabei por me identificar com praticamente todos eles, mas sobretudo Rikka (pois, também eu!, era assim)

    A animação é colorida, de altíssima qualidade, com imagens muito bem definidas e cenários altamente detalhados e plenos de uma luminosidade nocturna que, por vezes, se torna muito difícil de obter em animação. As sequênbcias de acção também estão excelentemente coreografadas, sem nunca caírem no ridículo do ecchi (apesar de, sabemos, dar muita vontade)

    A música, essa, limita-se bastante ao pop mais vulgar desta década.

    Um anime que me deu muito gosto ver e que recomendo bastante!
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