Archive for domingo, agosto 14

  • Os Pássaros da Morte

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    Os Pássaros da Morte
    Mo Hayder
    Policial
    2001

    Este livro ganhei-o na promoção da Editorial Presença, que fizeram no Facebook. Escolhi-o pelo título (bem, só dava para escolher pelo título...), porque tinha Pássaros e eu gosto de pássaros. Afinal é um policial dos 00s, coisa que nunca tinha lido na vida. E, sinceramente, acho que os policiais têm mais interesse quando são antigos.

     Esta história passa-se em Inglaterra, em que se descobrem uma série de corpos pertencentes a prostitutas, mutilados e abandonados. E com pássaros cosidos aos pulmões, que divertido. O Detective Caffery, personagem principal, vai somando dois mais dois e chega às suas conclusões, enquanto se separa de uma gaja maluca, se apaixona por uma stripper e tenta encontrar a solução para o desaparecimento do seu irmão mais velho, que se evaporou quando eram putos. Ah, e há uma competição irrelevante com um outro idiota do seu serviço que é racista e quer matar pretos. Enquanto isso, o assassino também é descrito. Por isso sabemos quem ele é desde o início. Enfim...

     A história é pavorosa, no sentido literal. Há descrições ricas de como as vítimas são mortas, violadas e encontradas. e também de como estão envolvidas na droga entre outras coisas mais. Aliás, um dos defeitos deste livro é precisamente esse. Tem descrições completamente inúteis e situações absolutamente desnecessárias para o desenvolvimento da história. Parece que já foi feito a pensar na série ou no filme (que nunca há-de acontecer, espero eu?), com uma série de apartes para encher chouriços.

     Os personagens são pouco memoráveis e mal caracterizados. A autora exige descrever o que eles vestem todos os dias, mas recusa-se a descrever as suas personalidades, quer através de acções, situações ou outra coisa qualquer. Para mim o melhor personagem foi o secundário Gemini, que na sua simplicidade acava por ser o mais sólido.

     O final está bem apresentado e a história bem atada. Chegou a haver um momento surpreendente de grande suspense, mas a autora decidiu estragá-lo tentando caracterizar o personagem envolvido. E falhando. Desenvolver personagens com recurso a flashbacks já está demasiado batido.

     Não desgostei do livro, mas este é sem dúvida um género que não consigo aturar. O culpado é sempre o mordomo, mesmo que não haja mordomo.
  • Terna é a Noite

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    Terna é a Noite
    F. Scott Fitzgerald
    Romance
    1934

     Esta interessante nova colecção do Público apresenta-nos autores que, não tendo recebido o Prémio Nobel, talvez o tivessem merecido, por todo o seu trabalho. Há várias razões para estes autores não terem recebido o Nobel, desde serem bêbados inveterados a serem demasiado trágicos ou, nas suas obras, colocarem um ênfase demasiado profundo no acaso e não no valor humano.

     Por isso fui, felicíssima, ler esta obra do autor de O Grande Gatsby (livro que, por sinal, eu ainda não li). Depois de o terminar, durante um dia de praia, só tenho a dizer... Talvez ele não tenha recebido o Nobel porque não o merecia.

     Este livro passado no apogeu cultural do pós-guerra mundial trata da vida de Dick Diver e da sua relação com Nicole, sua esposa. Ele é um médico psiquiatra, ela foi sua paciente, e após o seu casamento ele sofre um processo de degeneração em que deixa o emprego e se acopla ao álcool, passando a depender cada vez mais, sob todos os aspectos, da sua esposa (que é rica, muito rica). Ele tenta libertar-se da sua mulher, inspirado por um caso com uma jovem actriz Americana - Rosemary - que, infantil, vê nele um ídolo do amor.

     Parece bem, não parece? Mas não está. Todo o livro está escrito como se todos estes dados fossem vulgares e isso torna a história completamente irrelevante. Existe uma miríade de outros personagens, mas eles não interessam a ninguém. Também existe uma miríade de histórias paralelas, que ainda interessam menos. É um livro pouco focado, sem objectivo. Não há uma boa caracterização da época e da sociedade rica em que tudo se passa e é muito difícil de visualizar as situações.

     Os personagens, vulgares, estão mal caracterizados. Há um excesso de acções que não validam as suas personalidades e as relações entre eles, motivo principal da obra, são corriqueiras e sem qualquer tipo de intensidade.

     A escrita é boa, mas falhando nestes dois aspectos principais empalidece e chega a parecer apressada.

     Um libvo desapontante. Mas ainda vou ler o Grande Gatsby quando tiver oportunidade, porque deve ser bem melhor.
  • American Pie

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    American Pie
    Paul Weitz
    Filme
    1999
    5 em 10

     Ainda me lembro quando este filme saiu. Eu tinha 11 anos e o meu grande desejo era ir ver esta coisa ao cinema, mas não podia porque era para maiores de 16. Depois, passou na televisão. Não percebi grande coisa, por isso não lhe achei muita piada. Fui revendo-o na televisão e progressivamente percebendo o que se andava a passar. E agora revi-o uma vez final, par ajustar contas.

     Este não é um filme bom. Mas tem a sua graça, dependendo do grau de impureza das nossas mentes. Eu, pessoalmente, não sou apreciadora de piadolas sexuais. Consequentemente, há aqui muitas coisas que eu, inerentemente não gosto. Começa logo pela premissa: quatro pobres tristes decidem perder a virgindade, seja porque meio for, antes de acabarem a escola secundária. Claro que daqui não podia sair grande história... De resto, é um filme bastante normal em termos de escrita e realização. As piadas são engraçadas e calculo que para quem goste disto seja absolutamente hilariante. Os gags têm timings muito bons.

     Mas se há algo memorável neste filme, são as personagens, sem dúvida. 12 anos depois, ainda nos lembramos dos seus nomes e daquilo que representam, no universo da escola secundária Americana. Os actores são um conjunto de "novas" (bem, na altura eram novas) caras e fazem todos um bom trabalho. Evidentemente, não é um trabalho extremamente complicado, mas funciona.

     Um filme para relembrar e que continuaremos a rever em noites de bebedeira daqui a 10 anos.
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