Archive for sábado, setembro 21

  • The Handmaid's Tale Season 3

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    The Handmaid's Tale Season 3
    Bruce Miller
    Série
    2019

    Estávamos ansiosos pela terceira season de "The Handmaid's Tale". Mas estes episódios foram uma amálgama confusa de dados e detalhes que acabaram por não nos levar (quase) a lado nenhum.

    A parte positiva é que ficamos a conhecer um pouco melhor os trâmites da vida em Gilead, o que é uma coisa que me deixa sempre curiosa. Por outro lado, a série prossegue sem qualquer rumo, sem uma busca por uma conclusão, sendo que apenas se anima um pouco nos dois últimos episódios.

    June está cada vez mais isolada nas suas manias, sendo que nesta season exageram imenso: várias vezes, se isto fosse real, já a personagem principal teria sido morta ou torturada de forma terrível.

    Também a cinematografia deixa de ser tão impressionante como era anteriormente, simplesmente porque o que as imagens mostram parece ser pouco importante, quase irrelevante, e tudo o que queremos é que a história avance e possamos assistir ao desfazer de Gilead.

    O último episódio compensou, mas fiquei bastante desapontada com esta season.

     
  • Kokuhaku

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    Kokuhaku
    Minato Kanae & Kimura Marumi
    Manga - 4 Capítulos/1 Volume
    2010
    5 em 10
    Recomendaram-me vivamente este manga então estive a lê-lo. Infelizmente, desapontou-me bastante.

    Fala da vingança de uma professora, aquela que ela faz aos alunos que - supostamente - assassinaram a sua filha pequena atirando-a para dentro de uma piscina. Mas a forma como o faz é por demais improvável, pouco realista e muito nojenta, o que dentro deste contexto acaba por não funcionar de todo.

    O manga prossegue com a tortura psicológica que os alunos sofrem, ao receber a vingança da professora. A improbabilidade dos acontecimentos também se mantém, com bombas relógio e outras coisas que não fazem qualquer sentido na realidade latente em que a obra se tenta inserir.

    Em termos artísticos, irritou-me um pouco o tratamento digital das imagens, que têm sombras difusas. O design é simples e pouco distinto, sendo que por vezes é difícil distinguir quem é quem.

    Não recomendo.
  • Onii-sama e...

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    Onii-sama e...
    Ryoko Ikeda
    Manga - 18 Capítulos/3 Volumes
    1974
    6 em 10 

    Este Verão li bastante manga, portanto vou começar a falar um pouco dos que li.

    Ryoko Ikeda é uma das minhas mangakas favoritas e já tinha visto o anime que foi inspirado no manga de "Onii-sama e...". Foi bom recordar uma história trágica sobre os papéis hierarquicos que as raparigas podem formar entre si, quando confrontadas com um ambiente propício a isso.

    Apesar de a história ser bastante melodramática e ter algum exagero nela, conseguimos identificar-nos com todas as personagens que a protagonizam, comovendo-nos com a sua dor. No entanto, por vezes a divisão entre quem é "bom" e "mau" é por demais evidente, o que alisa um pouco a densidade das personagens.

    A arte é um pouco confusa, na medida em que existe um excesso de espaços em branco pontuados por linhas muito finas. Isto pode dificultar a leitura e torná-la mais morosa que o necessário. 

    Fiquei com pena de não haver um foco muito grande nas imagens da roupa, que têm designs muito apelativos para mim.

    Apesar de tudo, fiquei com vontade de ler cada vez mais da autora.
  • A Febre das Almas Sensíveis

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    A Febre das Almas Sensíveis
    Isabel Rio Novo
    2018
    Romance
    Recebi este livro através de uma actividade do BookCrossing.

    Numa era em que os cuidados de saúde eram especialmente precários, uma doença assombrava toda a população, nomeadamente as franjas mais pobres da comunidade. Essa doença, a "Febre das almas sensíveis" é a tuberculose. Neste livro a autora romanceia a doença, colocando-a no corpo de um homem que depois se dirige a um sanatório para se curar. Entretanto, há um triângulo amoroso e coisas que tais, mas nada digno de nota.

    O que mais me chateou neste livro é que a autora, em vez de se focar no desenvolvimento das suas personagens e de lhes dar riqueza e uma personalidade forte, utiliza o espaço literário como uma enumeração de todas as figuras histórias que padeceram desta doença.

    É incompreensível para mim qual será o interesse de saber, de forma romanceada, pouco realista e por vezes pouco respeitosa, quem morreu de tuberculose no passado, por mais famoso que tenha sido.

    Assim, este livro torna-se aborrecido e um pouco irrelevante.
  • Era uma vez... Em Hollywood

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    Era uma vez... Em Hollywood
    Quentin Tarantino
    2019
    Filme
    8 em 10
    Fomos ver o novo filme de Quentin Tarantino ao cinema. E foi bom termos visto isto numa grande sala, pois este filme é quase como uma declaração de amor à própria arte do cinema.

    Rick Dalton é um actor que vive numa espiral descendente, sendo contratado para vilão em westerns e com dificuldade em adaptar-se a toda uma nova era de Hollywood, que se foca noutros aspectos de popularidade e beleza que ele já não tem. É conduzido para todo o lado pelo seu duplo e melhor amigo.

    Assim, este filme é um relato da história de amizade entre os dois homens e da forma como estes, por mero acaso, acabam por fazer um "era uma vez", concretizando a fantasia da união entre o velho e o novo, libertando Hollywood das amarras dos seus pesadelos reais e colocando este universo num lugar diferente, num lugar mágico e impossível, fora da realidade.

    Surgem várias personagens históricas, cada uma com algo a dizer sobre o próprio cinema e a função do cinema na vida das pessoas. O filme tem grande detalhe, nos lugares, nos objectos, colocando em cheque toda uma memória colectiva do que realmente aconteceu.

    Contribui para esta imagética todo um elenco de luxo.

    Valeu a pena.
  • Years and Years

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    Years and Years 
    Simon Cellan Jones & Lisa Mulcahy
    2019
    Série

    Uma série de 6 episódios, passada na Manchester de um futuro próximo, assinada pelo canal HBO.

    Em "Years and Years" vemos os anos que passam e as mudanças sociais e políticas que vão surgindo, devido à mudança na opinião de massas e ao desenvolvimento da tecnologia. É uma série que, com poucas coisas, nos conta muito: conta-nos histórias de amor, histórias de amizade e a história familiar de uma família tão única como semelhante a qualquer outra que possamos encontrar.

    As ideias do futuro próximo da tecnologia são assustadoramente reais, assim como as consequências que tudo isso traz à sociedade em que estas pessoas estão integradas, alterando de forma assustador a forma como as pessoas vivem em comunidade.

    É uma série previdente e, por isso, muito desconfortável, comovente e assustadora. Recomendo vivamente.

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