Archive for sexta-feira, maio 22

  • Inferno Cop

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    Inferno Cop
    Amemiya Akira - CoMix Wave Films
    Anime - 13 Episódios
    2012
    5 em 10

    Esta foi aquela recomendação no gozo que por vezes aparece no clube, assim sem mais nem menos por razões que a própria razão desconhece. Diziam eles que isto era o novo "Mars of Destruction", tido por muitos como o pior anime de sempre. Assim, vim preparada para algo de extraordinariamente terrível, um terrível fora do normal, algo que de tão mau se situa na escala do épico, tal qual uma Ana Malhoa. 

    Mas... Isto não é assim tão mau?

    São treze episódios com mais ou menos três minutos cada um, vê-se a série toda em menos de uma hora. Fala das aventuras e desventuras de uma criatura misteriosa e não humana, um tal de Inferno Cop, que protege as pessoas de todo o mal, de alienígenas a meliantes, com ajuda (ou não) de outros super-heróis tão estranhos como ele.

    É uma série de comédia, que não se leva a sério num único momento. É algo que foi feito para ser mau, com a intenção de ser ridículo. Assim, podemos criticar a série quando ela se torna ridícula? Se esse era o seu primeiro e único objectivo? Tudo nela contribui para isto, das vozes (todos os personagens são interpretados por cerca de três pessoas) à terrível animação, se é que se pode considerar animação a sucessão de imagens paradas e recortes que rodopiam conforme a necessidade de acção.

    O efeito, no geral, acaba por ser bastante engraçado. Eu, que não tenho sentido de humor, fartei-me de rir em algumas partes. Isto é simplesmente um exercício de comédia pura e dura, sem nenhum objectivo para além da experimentação de gags e popularização de um personagem que não faz sentido nenhum.

    Claro que não a irei recomendar, mas também não me posso juntar às vozes críticas que o comparam a uma turbinada. Não é assim tão mau. Também não é assim tão bom.
  • Aquilo Que Eu Amava

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    Aquilo Que Eu Amava
    Siri Hustvedt
    2003
    Romance

    Depois de ter tido uma excelente experiência com um livro desta autora, decidi experimentar outro para saber se tinha sido caso único ou se poderia realmente adicionar esta senhora à minha lista de leitura. Com este romance, a minha opinião ficou consolidada.

    No mundo artístico dos anos 70 a 90, um professor de história de arte e crítico nos tempos livres forma amizade com um artista desconhecido. Com um olhar conhecedor e muito observador, Leo assiste à ascensão deste artista e às suas relações interpessoais, ligadas intimamente com a sua própria vida. Assim, o livro é mais que um exercício dos conhecimentos artísticos da autora, mas uma avaliação emotiva e contundente da vida humana e das emoções deste conjunto de personagens.

    A escrita é bela e directa, sendo que - como leitora - me senti muito ligada à vida de todas estas pessoas, desejando por vezes vivê-la eu própria, como se eu fosse mais do que uma espectadora de todos estes acontecimentos. Isto é algo que devemos valorizar bastante.

    A partir da terceira parte o livro toma um rumo um pouco diferente, passando a ser uma espécie de policial dentro de uma teia de problemas psicológicos e mentiras que são um pouco difícieis de compreender, quer para os personagens quer para o leitor. Não me agradou especialmente, sobretudo a conclusão um pouco triste, consequência de todos estes eventos que destroçaram emocionalmente os personagens.

    Ainda assim, foi uma leitura gratificante e estou ansiosa por ler mais livros desta autora.
  • Mai-HiME

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    Mai-HiME
    Nagai Tatsuyuki - Sunrise
    Anime - 26 Episódios
    2004
    6 em 10

    Depois de tantos fatias de vida seguidos (dois, pelo menos), avançamos para um anima de contornos sobrenaturais. Estava com certas expectativas para ele, depois de ter lido reviews muito positivas e de o manga ter sido recomendado no meu clube. Não posso dizer que as expectativas tenham saído frustradas (porque não estavam nos píncaros), mas devemos considerar que este anime tem as suas falhas.

    Mai é uma rapariga normal que se descobre com um poder especial que serve para lutar contra uns bicharocos maléficos. Assim, junta-se a um grupo com envolvimento socio-político chamado HiME, uma sigla para um nome que não interessa e que não faz sentido. Neste grupo, conhece muitas pessoas, amigas e inimigas, estabelecendo relações fortes com elas. Acabamos por descobrir de onde vêm os bichos estranhos, como os vencer e as consequências altamente politiqueiras deste grupo e dos seus oponentes (envolvendo até uma equipa SWAT e coisas dessas).

    A história tem uma complexidade que acaba por não se coadunar com a emoção dada ao desenvolvimento das relações entre as personagens. Isto é, para um grupo altamente profissional como este, as atitudes acabam por ser um pouco infantis, com muitas lágrimas e gritos à mistura. Apesar de tudo, estes momentos são gratificantes, não pela morte das personagens mas pela intensidade como são vividos pelos que restam. Fique a nota para algumas excelentes interpretações no respeitante a vozes.

    A arte está envelhecida e, para a época, um pouco desactualizada. Os designs lembram os finais da década de 90s e a própria animação está um pouco fraca para o ano em que o anime foi concretizado. Mas podemos dizer que os designs dos monstros e animalária que se passeia pela narrativa estão bastante bem concebidos, havendo uma mistura de criaturas assustadoras com aquelas em que podemos confiar.

    Musicalmente, há uma certa desafinação na OP e ED. No parênquima, há algumas peças que atingem a espectacularidade quando inseridas dentro do contexto emotivo das cenas.

    Assim, no geral, foi um anime interessante e que pode servir como exemplo de experiência paranormal do meio dos 00s.
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