Archive for domingo, dezembro 22

  • Rebeldes

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    Rebeldes
    Anna Godbersen
    2007
    Romance

    (Só encontrei a capa da edição brasileira, em que o livro se chama "Luxo", de acordo com o título original, e não "Rebeldes", de acordo com a ideia senil de um qualquer tradutor)

    Recebi este livro a propósito de um BookRing do Dia dos Namorados. Veio com uma caixinha de chocolates que instigou uma dose pequenina e saudável de ciúmes e muitos coraçõezinhos de cartolina vermelha. Roubei um para o oferecer, mas são tantos que acho que não faz mal. Ao ler a sinopse não me senti minimamente motivada: "(...)destinada a um público juvenil e eminentemente feminino." Não tem muito a ver com as minhas preferências. Mas já que aqui estava, li-o. E li-o de uma ponta à outra sem tempo para pausas!

    Este livro fala dos poliedros amorosos na alta sociedade de uma Nova Iorque do século XIX. Muitos vestidos, pessoas muito ricas, casamentos por interesse, o amor e os desamores... Muitas formas geométricas no que respeita a relações. Os personagens estão bem estabelecidos, mas poderiam ser um pouco mais fortes na sua génese. Isto é, cada um é um elemento definido na trama, mas a sua descrição limita-se a alguns traços que, sendo fortes, não são o suficiente para dar um fundo de verdade a estas pessoas.

    As descrições são parcas, o que neste tipo de livro torna as coisas um pouco complicadas. Pessoalmente, não tenho bem a noção de como era a moda americana do século XIX. Portanto quando me dizem "um vestido com cauda de peixe às bolinhas amarelas" eu não o consigo visualizar.

    A história é muito romântica, perfeita para o tema dos Namorados. Este livro é uma série e, quando estava a meio, pensava "isto é demasiado fútil para me interessar", mas a verdade é que termina em tal precipício que fiquei com vontade de ler o resto!
  • Hidamari Sketch x Honeycomb

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    Hidamari Sketch x Honeycomb
    Shinbou Akiyuki - Aniplex
    Anime - 12 Episódios
    2012
    6 em 10
     
    Tinha este anime para ver para o clube e, pela primeira vez em muito tempo, fiz uma coisa raríssima e muito errada: saltei seasons. Passei da primeira season (podem ler o comentário aqui) para a última e mais recente sem ver a multitude de coisas que havia pelo meio. No entanto, não se apresentaram dificuldades e creio que esta season pode ser vista individualmente, pois a conexão com as anteriores passa apenas pelas personagens.

    Ora bem, como podem ver pelo comentário apresentado, detestei a primeira season. Por isso estava à espera de detestar esta também. Admito o meu erro. Honeycomb tem tudo para ser perfeito. Simplesmente não é. Falta-lhe a magia, falta-lhe um bocadinho assim, um danoninho. Vejamos.

    A arte é muito suave e existe um uso bastante interessante de padrões muito simples, em tudo semelhantes aos screentones usados no manga. Estes padrões aliados ao uso da cor trazem um efeito diferente e, ao mesmo tempo, calmante. A arte estabelece o teor da série: é uma série para nos sentirmos bem e passar algumas horas sem pensar em nada. No entanto, isto não é suportado pelas personagens, quer em design quer em termos emocionais.

    É certo que, desde a primeira season, cresceram e - por isso - demonstram atitudes mais próprias de um ser humano. Estão menos infantis e deparam-se com problemas um pouco mais complexos do que "ter de acordar cedo de manhã". Ainda assim, não são o tipo de personagem que tenha dentro de si várias matizes e profundidade. Continuam, pois, recortadas de cartão, se bem que desta vez não diria uma caixa do chocapic mas sim uma caixa um pouco mais densa, como por exemplo a de uma máquina de lavar roupa. Não são ajudadas em nada pelas vozes, as actrizes não fazem de todo um bom trabalho e o casting não parece apropriado: as vozes não correspondem ao design dos personagens, de forma alguma.

    Ainda assim, a música está equivalente à arte. Se a música tivesse uma cor, seria a tonalidade pastel presente por toda a série.

    Assim, é um anime agradável e relaxante - quando conseguimos ignorar as limitações das personagens e da fatia-de-vida delas. Talvez o problema seja meu por não achar graça a isto e, por isso, não me manifesto. Não recomendaria, mas também não diria para evitar.


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