Archive for quarta-feira, julho 18

  • Karigurashi no Arietty

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    Karigurashi no Arietty
    Hayao Miyazaki - Studio Ghibli
    Anime - Filme
    2010
    7 em 10

    Todos gostamos da Ghibli e vamos sempre dizer que os filmes são geniais, mas permitam-me discordar. Arietty é um bom filme. Arietty é um filme divertido. Mas Arietty não é um filme genial.

    Esta filme conta-nos o improvável encontro de um miúdo a morrer de insuficiência da mitral com Arietty. Acontece que Arietty é, bem, pequenina. É uma rapariga à escala de polegar. Vive por baixo de uma casa com o seu pai e a sua mãe e, para sobreviver, "tomam emprestadas" coisas que as pessoas da casa já não utilizam. Sho vê-a e, atraído pela sua existência, tenta comunicar com ela da melhor maneira que consegue, que não é de todo a ideal. A história é fofa e tenta dar-nos a moral de "nunca desistas de viver", mas pareceu-me que esse aspecto não foi desenvolvido com, bem, desenvoltura! Em termos de personagens temos a habitual mulher forte dos filmes Ghibli, mas pouco mais. Achei graça a Haru-san, cuja "maldade" tinha uma origem absolutamente inocente e infantil.

    A arte é o ponto forte. É maravilhosa. Conseguem tornar um jardim numa floresta, cheia de detalhes e de pequenas coisas. A casa das pessoas pequenas também é absolutamente deliciosa. Vale a pena ver o filme só pela arte.

    A música está muito adequada e transmite beleza.

    Reparei em dois erros crassos de planeamento: a porta que estava trancada abriu sem ser destrancada e a cortina corrida numa cena aparece toda aberta na cena seguinte. Estas pequenas coisas são, de facto, pequenas, mas para mim fazem todo um filme.

    Talvez compre o DVD para ver com a minha macaca de estimação.

  • Boys Be...

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    Boys Be...
    Kawase Kouhei - Hal Film Maker
    Anime - 13 Episódios
    2000
    7 em 10

    A imagem que escolhi para este anime é enganadora, mas não há muito mais que seja diferente. Boys Be não é um harém. Não é um H-rated. Não é uma poça de fanservice. Boys Be é como um shoujo. Mas um shoujo invertido. É difícil de classificar o seu género porque é algo completamente diferente. E é isso o que lhe dá tanta graça.

    Boys Be é um conjunto de histórias de amor, de pequenas relações juvenis que passam da hesitação à acção e à relação propriamente dita (ou a desfechos mais infelizes) ao longo de 12 episódios mais 1. Mas, e aqui reside a diferença essencial, é tudo contado da perspectiva dos rapazes, os Boys. Temos três rapazes imberbes a experimentar-se no universo das relações amorosas, e o anime mostra a sua atracção, as suas tentativas, os seus sucessos, os seus falhanços e, acima de tudo, a sua maneira de lidar com as situações que vão aparecendo. Por vezes isto tem muita piada, mas no geral há um tom de simplicidade e de melancolia presente ao longo de toda a série.

    Os personagens vão evoluindo, mais uma vantagem destes rapazes. A sua inocência inicial vem sendo substituida por uma maturidade crescente e por uma melhor capacidade de resolver os problemas.

    A arte é daquele tipo com que eu implico. Mesmo assim não está mal, tem alguns momentos de beleza. As cores são fortes e sólidas, não há grande foco em cenas de animação mas também não há aquela coisa irritante de transformar mãos em bolinhas que andam para cima e para baixo.

    A música é ambiental, com uma OP e ED pouco distintas mas apropriadas que trazem algum sentimento aos acontecimentos que estão para vir.

    Uma nota interessante é o fanservice. Porque o fanservice não é verdadeiro fanservice. As mamas, os rabos, as camisas molhadas, os fatos de banho, são coisas que os rapazes vêm. Não são coisas inúteis. São elementos importantes para percebermos o estado de espírito dos personagens naquele preciso momento. Posso mesmo arriscar dizer que até ajudam no desenvolvimento da história.



    Numa nota diferente, uma amiga minha tem o seguinte ser para adopção:

    Eu quando vejo estas coisas costumo ignorar bué porque são demais, mas como é da minha amiga estou a publicitar. Fiquem com o bicharoco, que é muito boa pessoa. Fiquem com o neko-chan e chamem-lhe Chi. Dêem uma Sweet Home à Chi!

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