Archive for sexta-feira, novembro 27

  • Apocalipse - O Despertar

    1
    Apocalipse - O Despertar
    Pedro Pereira
    2010
    Romance
    Da série "livros que me vêm parar às mãos por causa do BookCrossing". E também da série de "livros que estragam a sequência de livros óptimos que eu estava a ler". Para mim, o grande mistério é porque é que a pessoa que mo mandou tinha este livro...
     
    Enfim, trata-se do segundo de uma "saga" (o que significa que ainda aí vêm mais...), mas o autor faz a fineza de fazer um resumo do primeiro livro da colecção. Essencialmente, são uns demónios que vêm matar toda a gente, pelo que toda a gente vive em bunkers. Excepto que os bunkers são casas e palácios perfeitamente iguais a todos os outros, onde se come pizza, cereais com leite e lasanha. Para lutar contra os demónios há um grupo de jovens em estância de férias, os "Escolhidos", liderados por um mentor que pouco mais faz que ser salvo e que não os consegue ajudar em nada.
     
    Tudo bem, é uma típica história de um adolescente para outros adolescentes.
     
    Mas está mal escrito. É simples. Está mal escrito. Existem demasiadas cenas de acção, que são subitamente interrompidas para falar de outros assuntos, intercaladas com outras cenas, uma espécie de episódio de anime mal estruturado. As descrições são desinspiradas e básicas: o autor tem imaginação mas não tem a capacidade de a transcrever para o papel de forma a que o livro seja emocionante. Todas as coisas que aparecem são demasiado ridículas para serem assustadoras ou inspirar algum tipo de sentimento e os momentos menos bons que deveriam fazer o nosso coração saltar passam indiferentes no meio de páginas e páginas de um calhamaço sem fim. As próprias palavras... São sempre as mesmas... "Tonalidade"; "Extremamente trabalhado"; "Tom violeta". E os erros ortográficos, meu deus. Seria preciso um editor muito bom para salvar isto... "Cela" em vez de "Sela"... "Acento" em vez de "assento". Parece-me que o jovem tem uma distrofia com a letra S. Vocabulário simples e tantas, tantas vezes mal utilizado...
     
    E o pior é que isto ainda continua. Como fazer uma história de 1500 páginas (este segundo livro são apenas 500 mais um glossário...?) com personagens completamente transparentes, sem nada que se lhes diga, diálogos fraquíssimos, antagonistas patéticos... Enfim.
     
    Pedro Pereira, tens o nome do meu afilhado. Mas ainda tens muito por onde melhorar. Desculpa lá.

  • Kanon

    0
    Kanon
    Masuda Nobuhiro - Toei Animation
    Anime - 13 Episódios + 1 OVA
    2002
    5 em 10

    Por alguma razão tinha adicionado os dois Kanon à minha PtW. Para saberem sobre o horror que foi o remake, que vi primeiro, cliquem aqui. Mas bem, não sei porquê, mas gostei um pouco mais desta versão. Talvez estivesse mais disponível emocionalmente para a ver. Ou simplesmente porque é mais curta, tem metade dos episódios.

    Enfim... A história é essencilamente a mesma, cortando em alguns pontos menos essenciais. Continua com todos os defeitos estranhíssimos que caracterizavam a narrativa do remake e todos os mistérios sem sentido que estão lá apenas, penso eu, para dar mais densidade a uma história que não tem qualquer tipo de conteúdo.

    As personagens são exactamente iguais em termos de complexidade, que é nenhuma. Inócuas, ocas, sem qualquer motivação e sem qualquer tipo de caracterização essencial. Os designs são um pavor e nenhuma das raparigas é distinguível.

    A arte é um pavor. Os designs são a coisa menos bem pensada de que se podiam ter lembrado, a animação é descuidada e amadora, a paleta de cores é demasiado vibrante para o ambiente que tentam recriar, os cenários não têm qualquer tipo de detalhe. Mesmo assim, a versão KyoAni irritou-me mais que esta.

    A música está aceitável, muito romântica e isso.

    Portanto, conclui-se que não vale a pena ver nenhum dos Kanon.
  • Amy

    0
    Amy
    Asif Kapadia
    2015
    Filme
    6 em 10

    Tinha esquecido de comentar sobre este filme, que vimos o fim de semana passado. Trata-se de um documentário sobre a famosa Amy Winehouse, artista que (por acaso) conheço bem. Isto é, conheço bem a música, o resto das coisas pouco conhecia, porque todos os eventos dos últimos anos da sua vida - os mais famosos - me passaram ao lado.

    Fazendo recurso a vídeos caseiros e fotografias oferecidas pela família e amigos, assim como os seus relatos e entrevistas, este filme faz um retrato emotivo da vida desta rapariga que, no fundo, queria apenas cantar. Trata com delicadeza a sua ascenção e posterior descida espiralada até ao mundo da droga, fazendo também foco na sua doença psicológica, a bulimia.

    Fiquei, então, com a ideia de que Amy era apenas uma rapariga normal que tinha dificuldades em controlar-se e em encontrar um equilíbrio em si própria, procurando-o na música que fazia, mas a quem não foi permitida uma salvação, por diversos factores pessoais. Simplesmente, ela dependia demasiado das pessoas "erradas" e nem os seus amigos poróximos a conseguiram convencer do contrário.

    Achei curiosa a evolução do estilo de vestir, que era mesmo foleiro ao início.

    No entanto, o filme acaba por ser um bocadinho inócuo devido ao ênfase dado às letras das canções que, apesar de ficarem no ouvido e serem muito apropriadas a cada uma das situações, não são exactamente belos poemas líricos e pecam pela simplicidade extrema na sua estrutura..

    Um filme que vale a pena ver, mesmo para quem não conhece a artista, e que mostra - mais uma vez - a tristeza da fragilidade humana.

  • Copyright © - Não me Apetece Estudar

    Não me Apetece Estudar - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan