Archive for sexta-feira, novembro 09

  • A Casa Verde

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    A Casa Verde
    Mario Vargas Llosa
    1966
    Romance

    Mais um Vargalhosa para meter debaixo do cinto, este emprestado pelo meu pai (que odeia Vargalhosa, por o achar um imitador de Marquez). Mas este, até agora, foi o que eu gostei menos.

    Isto essencialmente é um retrato de uma cidade e de uma floresta tropical, com várias histórias entrelaçadas. A história da Casa Verde (dizem que é a principal, mas a mim não me pareceu), prostíbulo construído pelo Sr. Anselmo - um misterioso homem que aparece do nada cheio de dinheiro - a história de Bonifácia, freira expulsa, a história de Fushia, fugitivo Japonês e malfeitor em geral, a história de Chunga (que se vem a saber no final) Todas estas histórias decorrem ao longo de quarenta anos e estão todas misturadas. Presente, passado, é tudo descrito ao mesmo tempo. Isto torna a leitura muito densa e muito confusa.

    O autor insiste muito nas descrições das coisas "da terra", das árvores, dos pássaros, da miséria, das coisas dos índios, das comidas. Isto caracteriza bastante bem o ambiente tropical em que vive esta gente, mas torna-se rapidamente aborrecido. Estes conceitos são repetidos no livro mais recente, aqui revisto, "O Sonho do Celta".

    Kudos para o autor, que aparentemente terminou de escrever isto (e isto é uma coisa complicadíssima, acreditem-me!) quando tinha 29 anos. O que significa que eu tenho de publicar algo rapidamente, ou então passa-me a idade!
  • Dumbo

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    Dumbo
    Walt Disney
    Animação Ocidental - Filme
    1941
    7 em 10

    Ah e tal, vamos tripar-nos, vamos ver o Dumbo. Toda a gente sabe como é este filme: um elefantinho orelhudo é ostracizado pelos outros elefantes. Depois descobre que pode voar. Um filminho curto, mas amoroso.

    Após breve pesquisa venho a saber que este foi um filme de baixo orçamento, desenhado para ser um sucesso de bilheteira e fazer dinheiro. É curto e, efectivamente, é pouco detalhado. Mas, na sua falta de detalhe, é bastante original. Dedicaram-se sobretudo à animação, pelo que temos sequências excelentes, como as alucinações e o voo. É um filme simples e colorido, mas de certa forma muito trágico e impressionante. Tudo de mal acontece ao Dumbo (e há quem tenha opinião de que a culpa é toda da mãe, que é um bocado atrasada mental), é deficiente físico, perde a mãe, torna-se palhaço, tem alucinações com elefantes cor de rosa... Aliás, repare-se quer esta é a parte para tripar, desde pequena que eu acho este filme perturbador por causa disso. Até os tratos aos animais do circo, que são obrigados a fazer performances complicadas e a carregar materiais para a construção da tenda é negro. Assim, este filme é um pouco pessimista, em contraste com a alegria do circo.

    Simples e eficiente. Sem dúvida bom para tripar. E uma pessoa farta-se de chorar quando a mãe está a embalar o elefantinho.
  • O Discurso do Rei

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    O Discurso do Rei
    Tom Hooper
    Filme
    2010
    8 em 10

    Bem, só agora é que eu reparei: há quanto tempo é que eu não via um filme! Mas bem, vi este em família, tarde de feriado (ou de Domingo, sabe-se lá) Gostei.

    O Duque de York, pai da actual Rainha de Inglaterra, tem problemas. É gago. Coitadinho. Então começa um tratamento revolucionário, ao início mal convencido, com Lionel Logan. Depois torna-se rei e resolve a sua gaguez da melhor maneira possível, através de exercícios físicos e da tentativa de encontrar a causa inerente, o trauma passado, que o leva a esta insegurança gaga.

    Um filme muito interessante pela relação entre as duas classes diametralmente opostas, rei e terapeuta, e pelo desenvolvimento de uma conexão e de uma amizade, uma intimidade que o rei nunca teria tido. Os actores fazem um trabalho esplendoroso, sobretudo Colin Firth (ele não imita a gaguez, ele recria-a na perfeição) e em muito contribuem para o efeito emocionante do filme.

    Existe um contraste muito interessante entre a riqueza e a depressão do povo, mas também entre a opulência e o constrangimento psicológico.

    Diz que a Rainha Isabel ficou muito emocionada com o retrato feito do pai dela neste filme. Creio que isso diz muito sobre ele.
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