Archive for quarta-feira, abril 08

  • Kamisama Hajimemashita◎

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    Kamisama Hajimemashita◎
    Daichi Akitarou - TV Tokyo
    Anime - 12 Episódios
    2015
    6 em 10
     
    Depois da Primeira Season, foi com grande alegria que recebi a notícia de que iria haver um novo anime para esta série tão divertida. E aqui está ela, estreando no Inverno de 2015!
     
    Em comparação com a season anterior, esta tem histórias diferentes e com uma estrutura um pouco mais longa. Isto é muito bom, pois fornece mais tempo para o desenvolvimento narrativo e das próprias personagens. Desde o início que estas não tinham nenhuma força especial, mas com esta season é-lhes dada uma outra voz, com mais detalhes e com melhor utilização dos momentos em que estão umas com as outras para desenvolver as suas relações para além do platónico.
     
    A arte é muito simpática, com tonalidades suaves e boas sequências. Infelizmente os cenários não têm qualquer tipo de complexidade, muitas vezes limitando-se a painéis em branco ou com um ligeiro padrão. Também não é feliz a utilização de chibi em momentos mais leves, pois retira o foco do assunto em questão.
     
    A música é muito interessante, mantendo a linha de leveza e pop que caracteriza todo o anime. São músicas doces e muito apropriadas, gostei muito delas.
     
    Digamos que este foi o meu "anime leve" da season, uma coisa simpática, fofinha e que não requer muito pensamento. Para descansar. :)
  • Death Parade

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    Death Parade
    Tachikawa Yuzuru - Madhouse Studios
    Anime - 12 Episódios
    2015
    6 em 10
     
    Este anime foi inspirado numa curta-metragem muito interessante, de nome Death Billiards. Em doze episódios há um maior desenvolvimento da história e personagens, o que acaba por ser uma experiência curiosa.
     
    Neste bar, as almas são julgadas e um juiz decide para que lado da morte irão: Paraíso (reencarnação) ou Inferno (o nada). Para serem julgadas, jogam jogos variados, em que se vão recordando do que fizeram em vida. E o juiz decide. Existem vários bares, mas neste em específico o dono chama-se Decim. Ele tem uma ajudante, sobre a qual vamos aprender muitas coisas. 

    O mais interessante para mim foram os jogos entre as pessoas, em que coisas sobre elas são reveladas e podemos nós próprios fazer um julgamento. Na verdade, quase nunca é claro qual a conclusão de Decim e da sua ajudante e há muitos pontos de debate em cada um dos episódios. Infelizmente, os jogos acabam por ser preteridos em favor da história tranversal dos barmans deste edifício, dos seus patrões e das pessoas que por lá ficam. Esta acabou por ser extremamente melodramática e anticlimática, pois o seu desenvolvimento foi demasiado rápido, apesar das dicas dadas ao longo de toda a série.

    A animação tem momentos muito bons, mas também tem alturas em que é apenas medíocre. Todo o design, estrutura e variação de cor dá um ambiente muito bom ao bar, o que deixa de ter muita graça quando... Mudamos de bar. Os jogos têm algum toque digital, o que por vezes não se coaduna bem, mas as imagens dos andares superiores do edifício (onde estão pessoas mais importantes... Mais próximas do infinito?) são extremamente belas. Assim, foi uma experiência agridoce.

    Musicalmente, temos uma OP muito animada, que pode não agradar a todos devido à pouca ligação que tem com o tema. A ED já está mais próxima do ambiente apresentado.

    Foi um anime muito divertido de ver, sobretudo por causa dos debates que provocou no seio das minhas comunidades. De certa forma, fiquei com vontade de saber mais detalhes sobre este mundo depois da morte, já que é um tema que me interessa bastante.

  • Log Horizon 2nd Season

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    Log Horizon 2nd Season
    Ichihira Shinji - Studio Deen
    Anime - 25 Episódios
    2014
    5 em 10

    Depois da primeira season, fiquei com muita vontade de continuar neste universo fantástico, a acompanhar as aventuras da guild Log Horizon, saber mais sobre este mundo e, no fundo, saber o que ia acontecer a estas pessoas. Infelizmente, acabou por ser talvez a série mais desapontante da season que passou (anterior a esta)

    Para começar, não há qualquer desenvolvimento na história. Tudo o que parece acontecer, está lá sem um objectivo final que pareça relevante. Conquistar uma caverna, lutar contra as forças do mal, no sentido imediato é importante para os personagens, mas a longo curso torna-se numa narrativa inconsequente. Isto poderia ter sido ultrapassado se estas cenas, para além de cenas completamente irrelevantes como grandes festas, jantares e escolher roupinhas para tais, tivessem sido reduzidas ao essencial, guardando a maior parte da série para coisas que realmente interessem e que dêem força à história (tal como aconteceu nos finais dos finais).

    As personagens, que ao início pareciam ter o seu interesse, nesta season são resumidas - ao contrário da história - aos seus traços essenciais. O grupo de pessoas que tanto nos fascinou na primeira season agora são um tipo inteligente, a loli tsuntsun, um gajo brutamontes e um gato. O anime podia ter-se redimido apresentando novas vertentes a personagens existentes, nomeadamente o grupo de miúdos, mas também estes são apresentados numa visão bastante redutora. Para além disso são apresentados novos personagens, uns atrás dos outros, a quem de repente é dado um papel muito importante mas que não têm qualquer tipo de suporte que nos faça dar-lhes importância.

    A arte pareceu-me um pouco pior, já que também houve uma mudança de estúdio. As cores estão menos vivas e as cenas de grandes lutas, em que poderiam mostrar animação e técnicas, pareceram-me bastante salobras.

    Musicalmente, tudo na mesma, se bem que a ED atingiu um dos meus nervos fatais: demasiado açúcar para o contexto.

    Suponho que venha a haver mais uma season ou outra, mas irei deixá-las para trás.

  • Gundam G no Reconguista

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    Gundam G no Reconguista
    Yoshiyuki Tomino - Sunrise
    Anime - 26 Episódios
    2014
    6 em 10

    Anime da season que passou, anterior a esta.

    Pois é, toda a gente tinha pensado que o Tomino se tinha despedido para sempre de nós. Que se tinha reformado ou assim. Quiçá até morrido. Mas não. Voltou e voltou a toda a força, com uma nova série de Gundam.

    Ao início fiquei dividida: era muito confuso mas o ambiente era muito interessante, com certas influências de Turn A. Mas no final, a verdade é que um universo original não é suficiente quando tudo o resto é fraco. A história toma influências de Gundams anteriores, apesar de algumas diferenças (como piratas do espaço). O desenvolvimento do universo fantástico é feito aos solavancos, com pouco detalhe, de forma a que até ao momento final não conseguimos perceber onde estamos, quem são estas pessoas e o que fazem. E as pessoas... Bem, temos um grupo de juventude muito grande, demasiado grande para os memorizarmos, com um personagem principal com demasiada confiança (o que irrita), uma rapariga muda que tortura um peixe (o que irrita), uma rapariga mais alta que também inspira confiança a mais (o que também irrita) e mais uma série de gente: irritam-me todos. A paleta de personagens pareceu-me demasiado feliz e confiante, ao contrário de outros trabalhos do autor em que havia um desenvolvimento pessoal, história pregressa com um certo sentido e toda uma construção em volta de sentimentos e emoções que tornavam as personagens memoráveis. Aqui isto não acontece, de todo.

    Além disso, o Haro tem rodas, que é a coisa mais sem sentido que podia haver.

    Não poderei dizer que serve de compensação, mas a verdade é que a arte é muito boa. Apesar dos designs infantilizados e altamente modernos, o que é muito atípico nesta meta-série, temos um conjunto de cores muito agradável, cenários originais e detalhados e sequências de animação muito bem coreografadas.

    Musicalmente, temos OPs e EDs pouco específicas, num nível shounenesco que mais uma vez caracteriza a infantilidade desta série em comparação ao resto.

    Por um momento, logo ao início pensei "se calhar era mesmo isto que Gundam precisava". Mas não. Gundam precisa apenas de mais UC.
  • As Partículas Elementares

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    As Partículas Elementares
    Michel Houllbecq
    1998
    Romance

    Recebi este livro num Ray do BookCrossing. Como era última, demorei um pouco a chegar até ele.

    É um livro que, sob forma de romance, esconde uma nova filosofia de vida, uma espécie de Admirável Mundo Novo em que na verdade as coisas poderiam correr bem. Neste universo, relatado por personagens da nossa actualidade (final dos anos 90), a humanidade deixaria de se reproduzir de forma sexuada, atingindo um novo nível de felicidade apenas possível pela eliminação dos desejos humanos.

    Para isso, o autor cria dois personagens, meios-irmãos filhos de uma mãe que viveu os anos 60 e 70 a toda a força. Confrontados com infâncias infelizes, são opostos um do outro. Bruno é uma pessoa com necessidades sexuais confrontadas com a sua falta de confiança e obsessão carnal. Michel é um cientista, aquele que depois descobrirá a solução para a humanidade, frio e apático. De certa forma, senti que ambos os personagens eram facetas do autor, que aparenta ter sofrido muito ao longo da vida.

    Assim, os personagens acabam se relacionando com os desejos íntimos do autor, o "o que sou" contra "aquilo que eu gostaria de ser", numa dicotomia muito interessante, se bem que muito dolorosa na perspectiva pessoal.

    O livro está recheado de cenas altamente sexuais, mas a sua descrição é tão directa e fria que uma pessoa não sente qualquer emoção perante estas actividades lascivas e, por vezes, horrendas. Na verdade, o sexo é uma parte muito importante da história na medida em que causa sofrimento aos personagens: é uma vertente do ser humano que, para atingir a felicidade suprema, deve ser eliminada. Apesar de tudo, pareceu-me que o livro se foca demasiado nesta necessidade primária e primitiva, fazendo falta outros exemplos sob como poderia haver melhorias para a nossa espécie através da fantasiosa ciência desta história.

    Apesar de algumas pessoas poderem considerá-lo aborrecido, gostei bastante dos diálogos entre os dois irmãos, que em vez de se centrarem em lados pessoais apelam ao debate de livros, correntes filosóficas e outros géneros.

    No geral, foi um livro que gostei bastante. Apesar de, ao contrário da crítica de aba de livro, não achar que seja a obra do novo milénio, gostaria de o recomendar.
  • Une Vie de Chat

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    Une Vie de Chat
    Jean-Loup Felicioli  e Alain Gagnol
    Animação
    2010
    6 em 10

    E finalmente chegamos a uma noite extra. Para deitar cedo e cedo erguer vimos este curto filme.

    Como todos sabemos, muitos gatos gostam de ir passear por aí e alguns têm mesmo várias casas onde dormem e comem e fazem todas essas coisas. Não é que não gostem dos donos ou não sejam fiéis, é assim que eles são e faz parte da sua estrutura social conviver com gente diversa. O gato deste filme tem dois donos: uma menina que perdeu a voz após a morte do pai, e que se encontra numa precária situação familiar devido à ocupação da mãe, polícia; e um ladrão de jóias.

    Quando a menina descobre o ladrão, acaba por descobrir outras coisas que não deveria saber, e torna-se vítima de uma perseguição de um grupo de meliantes (com grande referência ao Reservoir Dogs). O gato e o ladrão acabam por a salvar e todos juntos vão vencer os meliantes. Como se pode ver, a estrutura da história está muito simplificada, se calhar até demais. Para um filme com um pouco mais de suco, gostaria que depois da primeira reviravolta tivesse havido um momento de reflexão, para depois haver uma outra reviravolta que levasse ao final. Assim, a relação entre o ladrão e a menina acaba por ficar um pouco falsificada, pois como se podem desenvolver semelhantes sentimentos em apenas alguns minutos? É certo que o ladrão é boa pessoa, mas...

    Por outro lado, temos uma arte bastante clássica o que, hoje em dia, pode até ser tomado como muito original. Fazendo uso de um grande grupo de texturas, temos personagens realistas e com movimentos apropriados a felinos, passeando sobre cenários de telhados e céus que primam pelo detalhe e beleza.

    Musicalmente, há algumas tonalidades com o seu interesse, mas nada de especialmente distinguível.

    E com este filme fofinho, terminou o fim de semana do Pasco. :)
  • Jackie Brown

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    Jackie Brown
    Quentin Tarantino
    Filme
    1997

     7 em 10


    Segue-se então um filme bem diferente do anterior, apesar de se manter na mesma temática de criminosos e gente perigosa no geral.

    Com uma estrutura um pouco diferente do habitual, este filme fala de várias histórias que se cruzam numa personagem central: Jackie Brown. Esta, é uma hospedeira de bordo que - por acaso - traz pequenos presentes (somas de dinheiro) dentro da sua bagagem. Quando é apanhada, torna-se na próxima vítima do grande chefe do tráfico de armas, que deseja matá-la para que ela não possa falar no nome dele. Tudo se vem a montar com outros personagens, desde o advogado de litígio aos parceiros do traficante.

    Com um final inesperado, é uma história original, mas aparenta ser o único filme do Tarantino inspirado num livro, isto é, não foi ele quem teve a ideia. No entanto, a força motriz deste filme encontra-se nas personagens. Cada uma delas tem um tipo de personalidade diferente, em que nada é o que parece. Pessoas muito simpáticas podem ser psicóticas e o inverso também acontece. A massa unificadora encontra-se também num personagem: o advogado. Este aparenta ser a única pessoa puramente boa, de uma forma limpa, dentro de toda esta história. Com ele, desenvolve-se uma espécie de romance impossível, que acaba por ser comovente.

    Não é um filme com grandes momentos de acção e ainda bem, pois devido ao poder humorístico e chocante do diálogo não necessitamos deles.

    Foi um filme diferente dentro do universo Tarantino e gostei muito de o ver.

  • Reservoir Dogs

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    Reservoir Dogs
    Quentin Tarantino
    Filme
    1992
    7 em 10

    E já que Domingo é o dia do Pasco (uma pessoa interessantíssima que conhecemos durante as nossas micro-férias), decidimos dedicá-lo a filmes do Quentin Tarantino. Sendo que o Qui já os viu a todos, eu continuo com o meu visionamento bastante incompleto. Aqui, então, se apresenta o primeiro filme deste autor, que iniciou com força o seu estilo e movimento e o catapultou para o sucesso.

    Um grupo de criminosos assalta uma loja de jóias. Eles têm nomes às cores. Porquê? Porque sim! Enfim, o assalto à loja corre muito mal, porque um dos assaltantes - Mr. Blonde - se passa da marmita e mata toda a gente e polícias e tudo. Os sobreviventes acabam por se reunir num armazém, onde discutem o que fazer uns com os outros, com um polícia, com os chefes e com um pobre infeliz que se está a esvair em sangue (Mr. Orange).

    Apesar da intensidade dos diálogos, é irónica a forma como ninguém chega a conclusão nenhuma e tudo se transforma numa enorme confusão, com sangue e balas à mistura. Apesar dos personagens terem receio uns dos outros, também querem sobreviver com estilo e não se deixam sublimar pela presença mais ou menos forte dos seus pares, as outras cores.

    O curioso neste filme é toda a aura minimalista que o rodeia. Os cenários são apenas os essenciais: um par de carros e um armazém. Os personagens são os essenciais. O sangue é o essencial. No fundo, está tudo muito condensado, sem abusos, sem exageros e limitado apenas àquilo que o espectador necessita para ter o seu espectáculo. Assim, em vez de um filme recheado de acção e tripas, como se veio a tornar um costume, temos um aspecto psicológico muito vivo, caracterizado por personagens de quem não gostamos mas que acabamos por aceitar como nossas.

    É o tipo de filme que se acaba com aquele sorriso culpado. O que é sempre uma coisa boa.

    Nota com Spoiler: Eu acho que morre no fim.
  • Chico & Rita

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    Chico & Rita
    Fernando Trueba e Javier Mariscal
    Animação
    2010
    6 em 10

    Depois de viajar pela Macaronésia, fui com o Qui um pouco mais perto, até ao meu casinhoto na fantástica terra Moçarria, terra essa onde se lê bastante e se vêm filmes. Pelo menos na minha casa é assim. Chegámos no Sábado e achámos por bem dedicar esta noite à animação, vendo este filme Espanhol (e não Cubano, ao contrário do que seria de esperar) e o End of Evangelion. Quanto a este último, não escreverei um comentário sobre ele agora, pois estou a aguardar por uma outra celebração para escrever uma análise extensiva e completa.

    Mas voltemos ao Chico & Rita.

    Tudo começa na Cuba pré-Castro, em que a arte musical se encontra livre e altamente sensual. Chico é um pianista com sonhos e ambições, que acaba por se unir numa paixão acesa a Rita, uma cantora. Quando trabalham juntos, o resultado é maravilhoso, mas as tendências poliamorosas de ambos comprometem a sua relação e acabam por se separar, viajando para os Estados Unidos onde obtêm cada um relativo sucesso.

    A história é bastante simples, envolvendo muita música e muita dança, mas levando-nos a um universo de erotismo naturista e sensualidade que apenas seria possível num país livre da América Latina. O choque cultural com o continente do norte está muito bem expressado, não só através do diálogo como das próprias atitudes dos personagens. No fundo, trata-se de um romance que nunca pode funcionar mas que é verdadeiro e puro. Aí reside a força dos personagens, que apesar de tudo podem ter alguns comportamentos erráticos (ainda que bastante humanos).

    A animação é mista, com uma utilização um pouco evidente de CG que, fazendo parte da estética, não se coaduna muito bem com os cenários. Os designs dos personagens são realistas e cativantes, sobretudo na expressão do olhar. Poderia ter sido feito um uso mais alargado de uma paleta de cores vivas, o que poderia representar a alegria destas pessoas em contraste com os momentos mais pesados.

    Sem dúvida que o aspecto mais forte é a banda sonora, com um misto de ritmos latinos e jazz. O tema recorrente é belo e inspirador. São feitas referências diversas a artistas da época, mas eu não as compreendi porque o meu conhecimento sobre o reino do jazz é limitado (foi o Qui que explicou). Talvez o filme tivesse sido imensamente mais divertido se eu tivesse captado estas referências todas.

    Um filme romântico e quente.
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