Archive for quinta-feira, janeiro 03
Kamisama Hajimemashita
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Kamisama Hajimemashita
Daichi Akitarou - TV Tokyo
Anime - 13 Episódios
2012
6 em 10
Mais um anime da season, mais um shoujo. Profundamente fofo.
Nanami tornou-se sem abrigo. Até ao momento em que salva um misterioso homem que tem medo de cães e... Se transforma numa deusa de um templo! E com a sua nova casa vem um animal de estimação muito especial, Tomoe. Uma raposa irritada.
O anime foca-se, então, no desenvolvimento da relação entre Nanami e Tomoe e no crescimento dela enquanto deusa, na descoberta das suas qualidades e dos seus poderes. Isto é, sem dúvida nenhuma, nada de especial. Mas é divertido! Os personagens são todos agradáveis e potenciam pequenos momentos de comédia muito digestiva.
E vamos admitir, é lindo ver gajos tsundere.
Não temos cenas belas nem animação preponderante, mas os designs funcionam bem e não há grandes erros. No geral, está um trabalho regular, sem nada que o distinga do normal mas também sem nada que o torne mau.
Tanto a OP como a ED são bastante originais e conjugam-se perfeitamente com o teor da série. É uma série fofa, feminina, um pouco infantil, mas ainda assim com um ou outro laivo de sensualidade escondidos dentro de si.
Já fui fazer a minha busca por imagens do Tomoe. Quem quiser peça folder. Não arranjei nada de badalhoco, por isso não precisam de ter medo. :)
By : ladyxzeus
Paul
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Paul
Greg Motolla
Filme
2011
7 em 10
Bendito seja quem quer que levou este filme, porque foi o "filme com piada do ano novo". E eu gostei tal como vocês, meus mais normais leitores, irão gostar. Porque é o sonho do geek.
Dois geekalóides ingleses vão à Comic Con para se impressionarem com as coisas que vêm e para receber autógrafos de um escritor que os despreza. Depois têm uma roadtrip que passa pela Área 51. E aí tudo começa. Encontram Paul. E Paul é um alien.
E assim se inicia uma roadtrip numa autocaravana, com dois geeks, um alien e uma rapariga que eles acidentalmente raptam (transformada de cristã a mulher de palavrões), perseguidos pelo FBI, pelo pai dela e por mais pessoal que vão encontrando pelo caminho.
Não tem piadas com muita graça (bem, matei-me a rir em algumas, mas é porque eu sou meio maluquinha como os personagens principais e compreendo o sentimento), mas é fofinho. Porque todos acabam por descobrir mais sobre si com ajuda de Paul e melhorar a sua capacidade de enfrentar o mundo. A parte final, em que vão visitar a amiga do Paul, é coisa mais fofinha de sempre.
Visto desta perspectiva, encontrar um alien até parece ser fixe. Bora a um encontro imediato de primeiro grau, agora?
By : ladyxzeus
Top Gun
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Top Gun
Tony Scott
Filme
1986
6 em 10
Depois de passarmos o dia 31 a ver mamas e rabos, vamos passar o dia 1 de Janeiro a ver o Top Gun para compensar! É realmente um filme muito... Másculo. Cheio de homens despidos a terem conversas filofóficas na casa de banho e a jogarem à bola e a conduzirem caças (mas nesta parte estão vestidos)
Tom Cruise é um soldado baixinho que tem um grande talento para pilotar aviões. Então é mandado para uma escolinha de aviões onde só estão os melhores e onde há uma competição para saber quem é o melhor. Depois apaixona-se, depois traumatiza-se e depois tudo acaba em bem. Por isso, sim, é um filme divertido. Básico mas divertido.
É irónico ter tantos homens semi-nus quando é precisamente o sector masculino que se interessaria por um filme que se foca em caças. Não é por mal mas, convenhamos, são aviões. Não são assim tão interessantes. Enfim, temos montes de aviões a voar e à luta e a fazer manobras voadoras espectaculares com grandes paisagens de fundo, céu, montanha e mar.
E temos uma banda sonora genial, com todos os grandes hits da época. É a banda sonora que vale o filme valer a pena, com toda a nostalgia que vem com ela.
O Tom Cruise não. Ele come placentas.
By : ladyxzeus
Project X
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Project X
Nima Nourizadeh
Filme
2012
5 em 10
Mais um filme de ano-novo. Mais um filme sem qualquer tipo de conteúdo.
Project X é uma festa. Três rapazinhos criam uma festa que corre mesmo bem, depois corre mal, depois corre pior, mas que é divertida. Basicamente é uma festa para a qual deviam ter ido 30 pessoas e que acaba com milhares delas. Como couberam todas dentro da casa é um mistério. Mas enfim, o filme é só a festa. Adolescentes a beber, a fumar, a meter pastilhas, a ter sexo e mamas ao léu, já falei das mamas ao léu? E depois há um lança chamas.
Porque, concordemos, a coisa mais normal do mundo - pelo menos quando estás nos estados unidos - é ter um lança chamas e levá-lo para uma festa.
A única coisa interessante do filme é a forma como está filmado, por uma camerazeca com uma pessoa sempre atrás e por telemóveis. Gravar isto também há-de ter sido giro, já que a única coisa que as pessoas tinham de fazer era estar a ter uma festa.
Enfim, só eu é que não vou a festas destas. Por um lado ainda bem, que não deve haver sítio onde sentar.
By : ladyxzeus
Piranha 3D
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Piranha 3D
Alexandre Aja
Filme
2010
5 em 10
Ah e tal, que filme é que vamos ver enquanto esperamos pela passagem de ano? PIRANHAS!
Mas este filme não é sobre piranhas. Aliás, tem muito poucas piranhas. Tem é, e muito, mamas. Montes de mamas. A serem comidas por piranhas. E é só isso. Por isso, como podem imaginar, não foi o filme que eu mais gostei de ver na vida.
É um filme sem qualquer tipo de conteúdo. O que interessa é o gore e gente a ser comida por piranhas e pouco mais. Claro que depois tem de haver sempre um rapazinho heróico (que não era heróico) e uma gaja boa que não é badalhoca e que se apaixonam depois de se salvarem, ou enquanto se salvam, etc. Mas isso não interessa nada. O que interessa é o gore.
Admito que o filme tem um ou dois momentos de interesse, com paisagens de praias e de mar. Mas as festas na praia não acontecem assim... Não creio que o filme tenha tido alguma vontade de ser realista de qualquer forma.
Bem, dia 31 de Dezembro vê-se qualquer coisa. Cada ano é melhor que o outro.
By : ladyxzeus
Sukitte Ii na Yo
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Sukitte Ii na Yo
Satou Takuya - Starchild Records
Anime - 13 Episódios
2012
7 em 10
Duas coisas: a primeira é que só esta season comecei a acompanhar seasons, mas agora que comecei... Bem, assim será. Até é fácil de acompanhar muitos animes e assim ver muitos, porque só sai um episódio por semana. Bem, este foi o primeiro que acabei de ver do Outono de 2012. A segunda coisa é que, coisa estranha, ver shoujo parece ser uma coisa muito esquisita para mim agora. Não sei, eu antes via shoujo para pensar como seria bom se estas coisas acontecessem na minha vida, mas agora vejo shoujo e penso "as coisas não são nada assim e tá-se bem" Mas enfim, novas perspectivas vêm com o novo ano. Acho eu, neste momento não sei bem. Tá-se bem.
Sukitte ii na yo ("Diz que gostas de mim") é um anime shoujo como muitos outros. A personagem principal é uma inadaptada sem amigos que é confrontada por um gajo que gosta dela. Gajo esse o mais giro da escola, não podia haver melhor. Apesar da premissa ser vulgar, este anime entrega algo mais.
Os personagens são simples mas são bastante fortes. Mei tem uma personalidade muito realista, a rapariga normal com falta de confiança, e tem decisões cheias de maturidade. Todos os outros são palpáveis e valem as suas pequenas aventuras valer a pena. Acho interessante como todas as personagens deste anime têm um certo elemento que não lhes trás confiança, seja peso, sejam mamas, todos eles relacionados de certa forma com o aspecto que se tem. Assim, penso que este anime caracteriza de alguma forma a adolescência no Japão, com problemas actuais e fáceis de identificar.
A arte é suave e bonita, com algumas paisagens agradáveis mas sem grandes exageros. O design de personagens funciona muito bem neste ambiente. Certa insistência em gatos (continua além da minha compreensão), mas nada que não se aguente.
Mas o que realmente gostei mais neste anime foi a banda sonora. A OP é uma coisa lindíssima, ouvi-a todos os episódios e já a tenho no MP3. Tudo o resto conjuga perfeitamente com a arte, trazendo um resultado aveludado que torna todas as situações mais... Fofas. Fofo é o termo deste anime.
Para primeira vez a acompanhar seasons este foi um do meu top3. Não que eu esteja a acompanhar muita coisa, salvo seja.
By : ladyxzeus
1Q84
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1Q84
Haruki Murakami
2009
Romance
Finalmente chegamos ao segundo volume da triologia! Já o tinha desde o meu aniversário, mas só agora lhe pude deitar a mão para o ler.
O segundo volume inicia precisamente onde o outro terminou. Podiam estar juntos que não faria diferença. Mas desta vez temos mais coisas na história e finalmente tudo começa a fazer mais ou menos sentido. É livro de explicações, o que é a Vanguarda, o que é o Povo Pequeno. Mas também é livro de revelações, revelações sobre significados, sobre sentimentos, sobre atitudes. Os personagens principais, Tengo e Aomame, tornam-se mais reais e mais fortes do que nunca, à medida que - sem saber - se aproximam cada vez mais um do outro.
Está escrito com simplicidade, claro e directo, mas sem deixar de evocar estranhas imagens que só podem pertencer a outro tipo de realidade. Uma realidade perpendicular, talvez.
Neste volume há muito ênfase nas cenas sexuais. Mas uma coisa estranha... É um livro e uma narrativa extremamente sexuais mas não são eróticos. De forma nenhuma. O autor não fala de sensualidade, fala apenas de biologia. Isto torna a leitura um pouco perturbadora.
Ainda assim, recomendado. Já cá canta o terceiro volume!
By : ladyxzeus
Fairy Cube
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Fairy Cube
Kaori Yuki
Manga - 18 Capítulos/3 Volumes
2005
6 em 10
Digamos que eu adoro Kaori Yuki. Desenha mesmo bem, toda a gente é linda. Tem momentos de arquitectura e de fundos de cortar a respiração. Tem histórias complexas mas muito bem estruturadas. Fairy Cube é a obra dela que não tem absolutamente nada disto.
Eu pensava que isto ia ser sobre fadas. Kaori Yuki cria, desta vez, um mundo fantástico onde também há fadas mas onde estas não são os elementos principais. O universo está bem concebido, mas muito pouco detalhado.
As personagens são vulgares e as suas motivações infantis (salvar a minha paixão, really?) Não evoluem de forma nenhuma, excepto Tokage que apenas o faz depois de uma revelação sobre a sua vida que o faz mudar diametralmente de posição. As relações entre os personagens são confusas em alguns momentos e o design simplificado não ajuda, pois é fácil confundi-los uns com os outros.
Em termos de arte toda a gente é bonita, isso é certo. Mas e os grandes fundos? Os vestidos detalhados? Os edifícios rocócó? Onde está isso tudo?
Eu percebo, através das notas de margem por todo o manga, que tenha sido um stress fazer isto, a autora tinha acabado de ter um bebé e esses bichos dão trabalho. É justificável que não tenha saído algo tão bom, mas a verdade é essa: não é tão bom.
No final temos um one-shot, Psycho-Knocker, que se mantém na mesma linha de Fairy Cube. No entanto a história, talvez por ser mais simples e negra, é mais interessante e divertida.
By : ladyxzeus
A Cidade das Luzes
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Como alguns sabem, a minha mãe gosta de viajar entre o Natal e o Ano Novo. Às vezes leva-me, outras vezes leva a minha irmã, outras leva as duas, desta vez fomos as duas. E assim se passou a nossa viagem a Paris, possivelmente a minha cidade preferida a seguir a Lisboa. Como não me apetece estudar durante viagens destas, fiz um pequeno diário de viagem para partilhar convosco esta experiência encantadora. E também há fotos!
Mas comecemos com algumas considerações gerais.
Sobre a Cidade
Toda Paris é linda. Os prédios estão cheios de detalhes e todas as ruas têm uma cor que me trás muita paz. É assim tudo acastanhado. Só o metro é que é do demónio. Não está concebido para cegos, cadeiras de rodas, carrinhos de bebés, aleijadinhos ou pessoas com asma, porque se constitui unica e exclusivamente de ESCADAS. E as estações são enormes, até encontrei uma banca de venda de fruta dentro de uma estação.
Sobre as Pessoas
Dizem que os Franceses são um bocado nariz empinado, mas não foi isso o que eu vi desta vez. Também só falei com empregados de restaurantes e com freaks de cães. Ora, considerando que os empregados de restaurantes eram todos Portugueses (se bem que alguns fingiam que não eram, mas acabavam por se descair) e os freaks são freaks, não sei bem o que pensar.Não sei dizer se as pessoas são bonitas, porque há demasiados tipos de pessoas em Paris. É uma cidade cosmopolita, verdadeiramente.
Sobre a minha viagem
Acho que nunca mais volto a viajar com a minha mãe. É um stress permanente.
Mas comecemos com algumas considerações gerais.
Sobre a Cidade
Toda Paris é linda. Os prédios estão cheios de detalhes e todas as ruas têm uma cor que me trás muita paz. É assim tudo acastanhado. Só o metro é que é do demónio. Não está concebido para cegos, cadeiras de rodas, carrinhos de bebés, aleijadinhos ou pessoas com asma, porque se constitui unica e exclusivamente de ESCADAS. E as estações são enormes, até encontrei uma banca de venda de fruta dentro de uma estação.
Sobre as Pessoas
Dizem que os Franceses são um bocado nariz empinado, mas não foi isso o que eu vi desta vez. Também só falei com empregados de restaurantes e com freaks de cães. Ora, considerando que os empregados de restaurantes eram todos Portugueses (se bem que alguns fingiam que não eram, mas acabavam por se descair) e os freaks são freaks, não sei bem o que pensar.Não sei dizer se as pessoas são bonitas, porque há demasiados tipos de pessoas em Paris. É uma cidade cosmopolita, verdadeiramente.
Sobre a minha viagem
Acho que nunca mais volto a viajar com a minha mãe. É um stress permanente.
Diário de Viagem
Dia 1
Avião é às 7:00, por isso despertamos a hora inconveniente. Está uma lua cheia em frente da minha janela.
Termino Psycho-Knocker, um one shot associado a Fairy Cube, a bordo do Amália Rodrigues,.
Camas do hotel fofinhas, saudades.
Almoço em Brasserie. Empregado finge que não é Português. Descai-se com um já aí vou. Peço-lhe três bicas.
Jardim do Luxemburgo. Isto no Verão deve ser bonito, mas agora é uma visão um pouco desoladora. Não sei, podiam ter plantado umas quantas árvores de folha permanente.
Durmo. Saudades. Acordada por minha mãe gritando que o hotel está cheio de brasileiros. wat.
Dia 2
Inicio o dia com a minha irmã no corredor do hotel, embrulhada numa toalha, gritando que vai fazer uma reclamação. Não sabe ligar a água quente.
Não é que eu tenha a ambição de ser lolita, mas aproveitei para visitar as lojas. Nem no Japão aquelas meias valem 50€.
Não podemos ver Dali nem Picasso. Um tem filas de quilómetros, o outro está fechado até ao Verão. Pelo menos já comprei o porco da praxe.
Agora a minha irmã estuda. Recusa-se a ir ouvir o foux de fafa para o cantarmos amanhã em Versailles.
Um poema:
Tantas lojas giras
E tudo tão caro.
Esta chuva é gelada.
Dia 3 - Versailles
Isto na época devia ser completamente isolado do mundo. é um universo paralelo. Como não tinham televisão, entretinham-se a construir pavilhões. Para que queriam uma casa tão grande é um mistério. Não admira que o povo se passe e o pessoal acabe decapitado.
Ao menos deve ser fixe para jogar às escondidas.
Mas depois há o Trianon. É tudo tão bonito. Dá vontade de estar apaixonado. Até tem uma aldeia a fingir, para podermos brincar. Voltarei lá no Verão e vou fumar uma no meio das flores. Aí, serei uma princesa e também eu terei o meu Fersen.
Por todo o lado, pegadas de Oscar. Podia vê-la a cavalo no jardim no bate-papo com André. Mas isso são coisas da minha cabeça, nos guias não confirmam a sua existência.
Dia 4
Campos Elísios: a Zara dos Campos Elísios tem coisas mais chiques.
Apanhamos sol nas Tuilleries. Estão gaivotas numa fonte e estão loucas porque uma menina chinesa lhes está a atirar pão. Tenho pena de não andar na roda gigante.
De tarde vamos ao Musée d'Orsay. Tem arte que eu gosto. Não percebo nada de arte, mas há coisas que me impressionam. Renoir, Monet, Van Gogh, mas o que me impressionou mais foi o de um que não sei. Era todo em tons pastel e tinha uma rapariga toda branca, na relva, com um cordeiro, a olhar para mim.
Não vemos o museu todo porque a minha mãe faz uma birra dizendo que está exausta.
Volto a comer um crepe pentagonal, mas este é de chocolate e castanhas. Para a próxima quero um hexágono.
Dia 5
O avião é só às 20:40, por isso vamos à Torre Eiffel. Ainda não foi desta que subi.
A minha mãe queria acender uma vela em Notre Dame, mas a fila era demasiado grande. Não é desta que a minha irmã passa a geografia.
Termino o segundo volume de 1Q84 no aeroporto.
E neste avião um amigo é aeromoço. Estará no Silveirinho para o ano-novo. Será essa a luz depois da cidade das luzes!
Feliz Ano Novo!
Imediatamente a seguir fui para o Mundo do Tempo Perdido, onde vi montes de filmes. Todas as reviews correspondentes começarão a aparecer aqui depois desta linda música
By : ladyxzeus
