Archive for terça-feira, abril 28

  • Análise: The Sopranos - Se até o mafioso vai à terapia, tu também podes ir!

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     Os Sopranos. O show que mudou a televisão como a conhecemos. Lançado em 1999 pela HBO, mostrou-nos que 1. A televisão podia passar violência; 2. A televisão podia passar dramas familiares intensos; 3. A televisão pode realmente fazer alguma diferença.

    Esta série acompanha a família Soprano que, como o nome certamente indica, é uma família muito importante da máfia. Acompanhamos Tony Soprano nas suas desventuras mafiosas, na relação com os membros da sua família directa e por afinidade, e observamos sem qualquer dúvida a evolução, crescimento e envelhecimento de cada um dos personagens.

    Tony Soprano admite que algo de errado não está certo, então decide-se a ir à terapia em busca de ajuda. Por isso, sim! Se o padrinho da máfia vai tratar da sua saúde mental, TODOS NÓS PODEMOS (e devemos) IR TAMBÉM!!!! Mas após a série, chegamos à fatalidade da conclusão: um mafioso é uma pessoa desiquilibrada, que ama bebés e animais, que tem uma vida aparentemente normal, mas que não hesita em causar a morte, a dor e o sofrimento se com isso ganhar mais dinheiro ou respeito. Portanto, um mafioso é sempre um psicopata, por mais amoroso que seja na sua vida familiar.

    E é esta vida familiar que torna tudo muito engraçado. Porque os filhos do Tony descobrem a profissão do pai e não sabem bem como lidar com isso. Porque a mulher do Tony é igualmente um osso duro de roer, mas também é altamente emotiva e em busca de um amor verdadeiro que a complete. E a família emprestada, os outros mafiosos todos, as relações com eles são muito bem estabelecidas, mas ainda assim não livres de vinganças pelas razões mais inusitadas (para nós, pessoas normais em 2026), desde a homossexualidade, até à traição directa com a polícia (que é toda uma outra personagem colectiva).

    Apesar de não me ter envolvido o suficiente para considerar os Sopranos como parte da minha própria família (o que é bom, acho eu?), foi uma série mesmo muito viciante, que me manteve totalmente fixa durante toda a sua duração.

    E fica a moral: FAÇAM TERAPIA!




  • Análise: Space Adventure Cobra - Quero uma Cobra Hard-Boiled, por favor

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     Estamos no ano do senhor de 1982 e Space Adventure Cobra é um anime tão popular que decidem fazer um filme. E, assim, temos uma série bastante infeliz, cuja história não chega até ao fim para entendermos, com monstros e mulheres diárias bem feiitos e na generalidade uma coisa muito confusa, MAS! também temos um filme realizado por Osamu Dezaki, o que significa que - sim - é muito bom.


    É com Cobra que iniciamos esta review, Cobra esse bezano e fumador inveterado, acompanhado pela sua amiga robô, que não é bem um andróide mas também não é uma pessoa. Este viajante do espaço anda apenas por aí a fazer macacadas e ninguém dá nada por ele, até ao momento em que encontra uma mulher misteriosa que tem um mapa tatuado nas costas. Agora Cobra irá revelar-se um verdadeiro herói, porque apesar de não estar propriamente apaixonado por esta (estas) mulher (mulheres), faz questão de levar a aventura até ao fim. Porquê? Talvez para ver onde ela vai dar, pelo tesouro, ou simplesmente porque ter uma aventura no espaço é bom para ocupar o tempo.

    Com uma história misteriosa e muito bem montada, um personagem tipicamente hard-boiled como convém aos animes dos anos 80, o filme vence pela animação cinematográfica apresentada constantemente, com um mix de cores e formas altamente psicadélico e momentos de grande virtuosismo.


    Mas o que é verdadeiramente fixe e hard boiled nesta cobra é a ARMA: a psycho gun é absolutamente icónica, e é muito engraçado como o aparentemente desinteressado Cobra se revela um pirata espacial perigosíssimo assim que arranca o braço para revelar a psycho-gun.

    O humor de Cobra pode estar um bocadinho desactualizado, mas é um personagem realmente cativante. A minha classificação final do filme foi de 8/10 (um regular 6 para a série, apenas) e recomendo bastane a todos os que tiverem interesse em anime old-school.


  • Análise: Kizuoibito - O Homem Magoado

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    Começamos com esta imagem inicial porque este anime, não sendo propriamente um hentai, é um absurdo de NSFW de que precisamos de falar em mais detalhe.

    Criado pelo mesmo artista que fez o genial Crying Freeman, mas escrito por alguém sem grande popularidade, este manga deve ter uma agressividade muito superior ao do OVA de quatro episódios que vimos em grande sofrimento. Neste OVA - com a classificação muito conveniente de 4,04 - acompanhamos as aventuras do Homem Magoado, ou Homem Aleijado, ou Homem Ferido, o que quiserem. Ninguém sabe porque é que ele está magoado, como veremos.

    Este homem magoado vive semi-nu e com um chapéu de cowboy nas mais misteriosas áreas da floresta Amazónica, onde procura por ouro (deve haver imenso desde que os colonizadores lá estiveram e o levaram para fazer o Mosteiro dos Jerónimos). Nisto ele encontra a meio do caminho uma rapariga jornalista que está prestes a ser analmente penetrada por um insecto horroroso, toda amarrada a uns paus pelos maldosos caçadores de ouro do Brasil. Procede o nosso homem a libertá-la e.... A sério, ninguém está à espera disto! E.... A.... BIOLA-LA! =D

    Mas ele fica traumatizado, porque ela é (costumava ser) virgem e não se pode violar meninas virginais na teoria ético-moral desta pessoa. E assim estabelecemos o início desta história. Rapidamente percebemos que o homem magoado foi injustiçado, porque o tentaram contratar para um filme pornográfico e ele não aceitou, e agora está a ser perseguido pela produtora. O próprio homem foi biolado, a namorada dele foi biolada também e, como com os actos que nos cometem vêm consequências nas nossas atitudes futuras, ele agora procede a biolar toda a gente que encontra (mas uma por episódio). E o mais espantoso é que depois de semelhante violência elas.... Apaixonam-se por ele. Assim, o nosso homem colecciona mais waifus que o MC de um harem isekai, o que é fascinante e surreal.


    Assim, no meio de perseguições, violações, cenas de acção muito mal feitas, temos alguns momentos de pura hilariedade, estimulados pelas legendas anormais que se arranjaram. O anime até consegue ser especialmente racista, fazendo a pessoa negra tão escura que só se vê os olhos na sombra. E o anime consegue colocar aqui a relação diplomática entre o Japão e os USA, porque o homem era jogador de futebol americano (tanto que os ataques dele aos outros malvados são - essencialmente - placagens), e depois de enriquecer com o ouro brasileiro instala-se nada mais nada menos do que na Trump Tower.

    Um anime absolutamente horrível, mas que me fez rir até às lágrimas do tão horroroso que é.

    Adeus Wounded Man, Adeus Homem Aleijado. Até uma próxima vida de desenhos tortos.





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