Archive for terça-feira, fevereiro 28

  • O Livro dos Espíritos

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    O Livro dos Espíritos
    Allan Kardec
    1860
    Doutrina Religiosa
    Este livro veio-me parar às mãos de uma forma um pouco estranha... A min ha mãe estava nos Açores e, lá, ela tem um amigo que faz parte da sociedade espírita. Quando lhe telefonei, ele estava ao lado e eu perguntei "mas é o teu amigo dos espiritos?". Ouvi-os a rirem-se imenso e tive medo de o ter ofendido. Quando a minha mãe voltou, trazia este livro com uma extensa dedicatória que referia que talvez a obra me desse as respostas para o sentido da vida. No entanto, fiquei ainda com mais dúvidas.

    A minha principal fonte de prazer ao ler este livro é, precisamente, a forma como está escrito. é claro, educativo, simples e directo, referindo muitos elementos de dúvida para vários factores inerentes à nossa vida e que (supostamente) os espíritos responderam. Adoro ler livros bem escritos e este é um desses casos!
     
    No entanto, em termos de doutrina filosófica e religiosa, este livro parece estar muito desactualizado,  pois os espíritos - embora possam ter alguma perspectiva sobre o futuro - estavam apenas adaptados ao século XIX. Assim, tomam a doutrina cristã como a adequada a ser adaptada para a existência de um mundo espiritual, preterindo todas as outras leituras, mesmo aquelas que têm um deus único e omnipotente.
     
    De todos os modos, fiquei com certas dúvidas que não foram esclarecidas ao longo do livro e que gostaria de ver respondidas não por um crente e praticante da obra espírita mas... Por um espírito. Um dos espíritos mais esclarecidos, de preferência. Certamente irei contactar a sociedade que organiza os encontros com os ditos para que possa comunicar com um e esclarecer estas dúvidas (e já agora, saber como estão as pessoas da minha família que já se livraram do seu invólucro corporal).
     
    Não digo isto com troça ou denegrindo as ideias, pois eu própria já contactei com espíritos diversos. Infelizmente, nenhum deles era especialmente simpático ou bondoso.
     
    Tenho curiosidade, agora, em ler O Livro dos Mediuns. :)

  • Gato Preto, Gato Branco

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    Gato Preto, Gato Branco
    Emir Kusturica
    1998
    Filme
    6 em 10
    Vimos este filme antes de voltar para Lisboa. Já conhecia toda a banda sonora e diversas versões, pois tenho-as na minha playlist no computador. Portanto,m foi um pouco estranho ver este filme com as músicas que eu já conhecia, sobretudo porque a maior parte delas nem é utilizada até ao fim.

    Um filme de ciganos para ciganos, na verdadeira acepção da palavra. Um exagero sobre este diferente cultura, com um efeito muito engraçado. Toda a gente meio maluca, um pouco debilitada, sempre pronta a fazer falcatruas diversas para que se psosa honrar a família e os mais velhos. Podia ser um estereotipo horrível, mas é tudo tratado com o carinho de quem faz parte desta vida.

    A história está cheia de reviravoltas e pequenas aventuras e tudo acaba por correr da melhor maneira. Os actores fazem um excelente trabalho fisico e os cenários são estranhamente originais.

    É um filme divertido e muito agitado, mas pode tornar-se um pouco cansativo.
  • OMG, I'm a robot!

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    OMG, I'm a robot!
    Tal Goldberg & Gal Zelezniak
    Filme
    2015
    5 em 10
    Este foi o filme que fomos ver no Fantasporto!

    Ora bem, existem filmes de acção. Depois existem filmes de acção de série B. Depois existe o Ninja das Caldas. E existe também a versão disso, mas israelita. O que podia correr mal? Ora bem... Tudo! =D
     
    Um fulano altamente sensível descobre, quando está prestes a suicidar-se por a namorada o ter abandonado, que é - nada mais nada menos - um robot! Depois, descobre que as forças do mal raptaram a namorada dele. E depois vai salvá-la, mas o que pode fazer se os seus poderes apenas incluem lançar lasers das mãos e transformar-se numa chaleira?
     
    Pleno de erros de edição e um argumento que não faz sentido, este filme é uma viagem absolutamente hilariante. Porque se temos filmes que usam elementos clássicos, este usa TODOS os elementos clássicos. E lasers. Diga-se de passagem que, considerando o valor de produção, os efeitos especiais não estão nada maus. Até temos uma menorah com raios laser! E um robot religioso!
     
    Um filme péssimo, mas com o qual me fartei de rir.

  • Fantasporto 2017

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    Fantasporto 2017
    Festival de Cinema

    Pois é, pois é... Fomos ao Porto de novo! Desta feita, fomos de viagem ao Fantasporto, o m+itico festival de cinema de terror, fantasia e outras secções alternativas. Porquê? Porque, inusitadamente, a eliminatória do Eurocosplay portuguesa foi feita neste evento. E eu, por mim, queria imenso paticipar.

    Devo dizer que a minha participação não era, de todo, motivada pelo prémio de ir (mais uma vez) a Inglaterra representar este quintal à beira mar plantado. Na verdade, eu queria unicamente receber algum feedback sobre o meu fato de Holo (de Spice and Wolf), que deu um trabalho medonho a fazer.

    Pela primeira vez, atravessámos o país de avião. é muito barato e conveniente, desde que não se tenha bagagem para despachar. Era o meu caso. Descobrimos da pior maneira que a minha mala tinha excesso de peso, pelo que tivemos de transferir coisas de um lado para o outro e levar um saco grande do continente como bagagem de mão... Muito chato. Acabei por perder, na segurança do aeroporto, um creme de corpo, uma tesoura e um x-acto... Ficámos no mesmo alojamento local onde havíamos estado pela ocasião da Comic Con, que se revelou muito confortáve, sobretudo porque éramos só duas pessoas.

    No nosso primeiro dia de estadia, fomos dar um passeio pelo Bolhão e comemos uma francesinha (para mim vegetariana) num bar onde já estivemos várias vezes. Deitámos cedo, depois de ver um filme (do qual já falei anteriormente) e acordei plenamente energizada e descansada para fazer o meu skit.

    Portanto, lá fomos nós a caminho do Rivoli, dez a vinte minutos a pé do sítio onde estávamos alojados. :)

    La chegados, encontrei imediatamente outra concorrente e uma pessoa da organização, que nos fez passar por múltiplas portas cheias de códigos e seguranças até chegarmos aos camarins. Estes, tinham excelentes condições, embora fizesse falta uma sanita para os meus xixis. Tinham espelhos, umja boa iluminação, lugar para toda a gente se sentar e, sobretudo, estava tudo muito limpo.

    Depois de me vestir buscámos um lugar para tomar café e um espaço e terior para jos esfumaçarmos. Abrimos uma porta. Imediatamente, aparece um rapaz que nos diz que trabalha ali e não podemos abrir aquela porta. Com toda a simpatia e disponiboilidade, levou-nos até à porta da segurança, passando pelo backstage do auditório. Por dentro, o Rivoli é absolutamente gigantesco! Uma maravilhosa sala de espectáculos. Conseguem imaginar a minha excitação e orgulho por fazer um skit, bem, por fazer o que quer que seja, num palco desta categoria? Isto não acontece todos os dias!! :o

    Depois foi a parte que eu realmente queria: a avaliação. Foi muito bom, tirei apontamentos e tudo, pois recebi exactamente o feedback que queria. Fiquei a saber os pontos fortes do meu fato e as partes que não funcionaram exactamente bem, nomeadamente alguns acabementos (poucos, em comparaão com os meus fatos do passado!) e as orelhas, que foi uma experiência que tentei e acabou por não correr muito bem. Após o skit, recebi mais feedback, mas não consegui esclarecer que dois pontos que foram considerados a melhorar eram propositados. Nomeadamente: a cor da camisola (escolhi um azul mais claro para ser exacto historicamente) e o retirar a saia no skit (não era uma mudança de roupa, era suposto ser demorado e difícil, pois a personagem é um lobo e não usava roupa até há bem pouco tempo, lol) Conheci também a organizador ado Fantasporto, coisa que me fascinou porque ainda no outro dia a tinha ouvido na rádio! Queria ter ficado a falar com ela mas, naturalmente, estava cheia de ocupações em que pensar e não deu para conversar sobre coisas. :p

    O ambiente no backstage e camarins foi perfeito, toda a gente muito simpática, disponível e sempre pronta a atrofiar! Assim é que eu gosto: a carga competitiva praticamente desapareceu e ficámos todos muito mais relaxados com a converseta. :) Depois fomos para fazer os nossos skits. Um rapaz simpático estava encarregado de colocar as minhas coisas no palco e esforçou-se bastante por colocar tudo bem. Apesar de tudo, tem sempre de haver melhorias nestes aspectos (ou deixarem-me ser eu a por as coisas), pois um dos meus cenarios ficou muito longe e cortou com o ritmo do skit. Tudo bem, dá para improvisar na mesma, mas começo a ficar cansada de ter de improvisar em *todos* os skits por haver sempre um problema qualquer. A culpa não é do rapaz, diga-se. A culpa não é de ninguém! Isto devia era estar organizado de maneira diferente. Crítica válida para todos os eventos!

    Fora isso, o meu skit correu lindamente. Pedi ao Qui que gravasse na parte lateral do palco, já que não o deixaram ir para o público. Eu tinha pedido que o deixassem para que pudesse gravar todos osm skits, sendo que me informaram que todos seriam gravados por uma voluntária. Qual o meu espanto quando chego a casa e vejo no facebook do evento que houve um problema (não sei qual) e que só deu para gravar os três primeiros skits! Por um lado... Eu era a terceira. Calhou mesmo bem. Por outro lado, queria ter gravado os skits de toda a gente... :(

    Deixo-vos, então, a gravação que fizeram. O skit? Bem, cada uma das secções e objectos representava uma estação do ano. A Primavera, em que celebramos as flores, o Verão, onde comemos e bebemos em festa, o Outrono, em que celebramos o desaparecimento das coisas e o Inverno, onde está frio. Chegados ao Inverno, Holo poderá (talvez) encontrar a sua família e os seus amigos lupinos. Ainda não cheguei a essa parte da novel, portanto é só uma suposição. :p De todos os modos, espero que tenha uivado correctamente! =D


    Queríamos ter ido ver um filme às seis horas, mas as juradas demoraram sete mil milhões de anos a tomar a sua decisão, pelo que não deu tempo. Essa parte foi a mais aborrecida, porque não havia lugar onde sentar Depois, fomos ao exterior tirar umas fotografias. O Qui ficou retido no backstage, não se sabe porque razão. Porque não deixaram os nossos helpers vir com a gente? Eu pensava que ele tinha sido assassinado! Estava muito preocupada! D:

    Enquanto esperávamos pela decisão, tirei fotos às pessoas. São elas:






    Os prémios foram excelentemente atribuídos e muito merecidos. Todos os fatos estavam maravilhosos, embora tenha pena de não ter visto os skits! Fique a nota que a grande vencedora merecia realmente o prémio e perdeu uma aposta. :) Fiquei mesmo feliz por todos e espero que façam um excelente trabalho no futuro (sem pressãaaao xD ) Aliás, qualquer coisa que eu saiba e em que possa ajudar, é só gritarem que eu venho logo! =D

    Depois fomos por as coisas a casa, fomos jantar num tourist trap (o café Tupi, onde queríamos ir, fechava às oito) e vimos um filme.

    No dia seguinte fomos embora, quase sem souvenires.

    Em resumo: amei a experiência e para o ano quero voltar! Faz-me bem ir a estes concursos sem competir, só receber críticas e aprender coisas. :) Faz-me bem ir a concursos onde está toda a gente na boa. E estou absolutamente fascinada com o facto de ter feito um skit... no Rivoli! Obrigada! Obrigada!

    Sou eu! =D
  • Os Olhos Amarelos dos Crocodilos

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    Os Olhos Amarelos dos Crocodilos
    Katherine Pancol
    2006
    Romance
    Há muito tempo que tinha visto este livro numa loja e, na altura, queria imenso lê-lo. No entanto, a oportunidade passou. Há pouco tempo, vi-o num bar que também é livraria onde costumo ir. Portanto, comprei-o! =D No entanto, não posso dizer que o livro me tenha enchido as medidas completamente.

    Um romance um pouco rosado, dirigido sobretudo ao publico feminino, fala da oposição entre duas irmãs. Uma delas é muito rica, a outra é muito pobre. É nesse campo que o livro se demora mais. Existem descrições detalhadas das dificuldades económicas de umja contra a vida altamente luxuosa da outra. Na verdade, o livro foca-se muito na questão de "temos de ter muito dinheiro", como se tudo isso fosse o mais importante na vida de uma pessoa.

    Assim, o livro começa a tornar-se cada vez mais aborrecido, até ao momento em que se começa a escrever um romance histórico. É essa a discussão principal entre as duas irmãs e, a partir daqui, o livro torna-se exponencialmente mais interessante. As descrições do livro que elas estão a escrever estão muito bem documentadas e a narrativa começa a ganhar um tom muito motivador e inspirador.

    Evidentemente que há algumas coisas que não fazem qualquer tipo de sentido e que parecem estar ali sók para dar um pouco de mais cor casual ao livro, mas a verdade é que depois da leitura fiquei cheia vontade de fazer coisas. Assim, acabou por cumprir o seu objectivo. :)
  • Moonlight

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    Moonlight
    Barry Jenkins
    Filme
    2016
    7 em 10

    Durante este fim de semana estivemos no Porto, mas logo falarei sobre isso neste espaço. Começarei por escrever um pouco sobre este filme que vimos no nosso primeiro dia de estadia.

    Normalmente, quando falamos de dreads e traficantes de droga, nunca associamos essas ideias com pessoas ligadas ao ovimento LGBT. Quando um miúdo se vê na situação de descobrir a sua própria identidade sexual, como o poderá fazer num meio tão agressivo?

    Este filme estádividido em três partes distintas, representando a infância, adolescência e vida adulta do personagem. A primeira parte tem uma grande influência de um personagem que toma a figura paterna, há muito abandonada pelo rapaz, que - apesar de não ser a pessoa mais recomendável do mundo - parece ser a única com a qual se pode ter algum tipo de intimidade e confiança.

    A partir daí, o processo de identificação com o género tem duas vertentes: uma ligada à agressividade inerente ao ambiente social em que nos encontramos e outra ligada à sensibilidade da personagem em si, que não poderá ser aceite pelo primeiro componente. é esta dicotomia que dá o maior interesse qao filme, que para mais está filmado de maneira extremamente intimista e, muitas vezes, um pouco desconfortável para o espectador (sobretudo nas situações da infância). Há também uma forte carga simbólica relacionada com a luz da lua: todos os eventos passados nesse ambiente acabam por ter um reflexo positivo no personagem enquanto ser humano, apesar da negatividade inerente à sociologia que o rodeia.

    Apenasão gostei muito da parte final, em que me pareceu que o personagem adulto não foi suficientmente caracterizado para que se pudesse tirar uma conclusão adequada às suas acções. Gostaria de ter sabido maissobre a sua actividade actual e a forma que ele teria de lidar com os outros.

    Soube ontem (portanto, mais tarde) que este filme foi o vencedor do óscaqr de melhor filme. Como não vi os outros, não sei e é merecido... Mas talvez sim.. Pelo menos, é sobre um tema um pouco diferente. :)
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