Archive for terça-feira, fevereiro 12

  • Mary Poppins

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    Mary Poppins
    P.L. Travers
    1934
    Infanto-Juvenil

    Um livro que eu queria ler há algum tempo e me veio parar às mãos de forma inusitada. :)

    Mary Poppins é o tipo de romance infanto-juvenil que me teria apaixonado imenso quando eu tinha essa idade. Agora, enquanto adulta, é um pouco difícil chegar ao verdadeiro significado do livro: penso que os adultos perderam aquela capacidade de "não questionar" e de admitir as coisas mais inusitadas como sendo normais. Porque Mary Poppins é uma senhora que faz coisas inusitadas a toda a hora.

    Apesar de as imagens icónicas popularizadas pelo filme da Disney não serem assim tão importantes no livro, toda a imagética de fantasia criada à volta da personagem só nos dá vontade de estar lá e de a conhecer. Acabamos por não saber se os acontecimentos são sonho ou realidade, mas será que isso interessa?

    No fundo, é um conjunto de pequeninas histórias que nos dão o mais amoroso da brincadeira infantil, permitindo ao pequeno leitor que dê asas à sua imaginação. Para isso, coisas como caracterização e desenvolvimento narrativo e de personagem acabam por ficar para trás e por não ser de todo importantes. A figura misteriosa mantém-se e é assim que gostamos dela.

    Recomendo vivamente aos pequenos da família.
  • O Sexo Inútil

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    O Sexo Inútil
    Ana Zanatti
    2016
    Não-Ficção
    Nota: eu não faço ideia de quem seja a Ana Zanatti e, por isso, as suas experiências pessoais não me interessam grande coisa.

    Tendo isto em conta, vejamos este livro que recebi através do BookCrossing: esta escritora/actriz/mulher de mil talentos expõe neste seu livro uma troca de "cartas" (e-mails ou mensagens no facebook) entre ela própria e uma rapariga, estudante de medicina, que tem muitos problemas familiares. Por acaso também se vem a revelar homossexual. Pontua a análise do problema da rapariga, a Joana, com outras mensagens e entrevistas que fez, de outras pessoas com problemas semelhantes.
     
    A questão aqui é que, sem desvalorizar de todo o problema da aceitação da homossexualidade, este livro parece mais um diário da Joana do que uma análise concreta desta questão. Dei por mim a desejar uma vida infeliz à pobre Joana, pois ela movimenta-se no seu texto de forma obtusa e infantil, não recebendo ajuda de parte nenhuma sem ser da parte da fantástica Ana Zanatti. Também mistura a história da Joana com o seu próprio diário entre os 11 e os 17 anos.
     
    Este diário é outro problema: a escrita é sempre igual, não existindo uma gradação da maturidade da "personagem" de Ana. Assim, o livro que pretende ser um relato super realista do que pode acontecer quando se é um jovem adulto homossexual, acaba por parecer algo inventado, uma pequena fantasia que a autora usa apenas para poder escrever o seu livro..
     
    Para mim, Joana não existe. Nunca existiu. O culminar da sua história é tão improivável e conveniente que nos deixa a pensar "porque estivemos este tempo todo a conversar"?

  • The Shawshank Redemption

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    The Shawshank Redemption
    Frank Darabont
    1994
    Filme
    7 em 10
    Sim, eu sei, é um pouco criminoso nunca ter visto este filme. Mas onde estava em em 1994? À espera da minha vez para jogar Magic e a não me deixarem, certamente.

    Um homem é, supostamente, preso injustamente e vai para uma prisão terrível, cujo método de reabilitação consiste em violência e na bíblia. Ora, este homem faz imediatamente alguns amigos e, graças à suas capacidades enquanto banqueiro, cria todo um esquema que lhe traz vantagens junto dos guardas e da direcção da prisão.

    O grande problema aqui é que, para uma prisão tão horrível, o filme até dá a sensação de que nem é assim tão mau ser um detido. Têm biblioteca e diversão diversa, a violência é relativa. Além disso, os presos são colocados em categorias muito convenientes. "Bichas" horrorosas que nem são humanas, os bons, os maus e não há exactamente vilões. E nesta prisão de fantasia, o culminar do filme - não sendo óbvio - não parece de todo improvável ou complicado.

    Apesar dos discursos motivadores (temos de admitir, estão muito bem interpretados), toda iste não verosimilhança com o que seria a realidade faz com que seja mais uma aventura fantástica, divertida é certo, e menos uma história trágica de amizade e libertação.

    Os prisioneiros de Shawshank vivem num sítio óptimo, parece-me.
  • Golden Kamui 2nd Season

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    Golden Kamui 2nd Season
    Nanba Hitoshi - Geno Studio
    Anime - 12 Episódios
    2018
    6 em 10
    Uma da segunda seasons mais esperadas da (season) passada, mas que me desapontou bastante. Continuamos a seguir as aventuras e desventuras de um soldado perdido e de uma rapariga da tribo ainu, que andam pela neve em busca de um tesouro e, agora, do pai da rapariga.

    Para mim, o grande problema é que a partir da segunda parte da história o foco muda radicalmente para uma história de luta entre os bons e os maus. Todos os aspectos relativos à sobrevivência na floresta, que eram a parte mais interessante da primeira season desaparecem, assim como são introduzidas uma série de novas personagens que não adicionam grande coisa sem ser momentos cómicos que eram, por si só, desnecessários.

    Também a animação parece ter piorado um pouco, existindo erros fatais na animação de expressões das personagens. Os seus designs também são progressivamente mais estranhos, até deixarem praticamente de fazer sentido.

    Apesar de este novo caminho para a história não ser especialmente do meu agrado, não é um mau caminho e acaba por ter um desenvolvimento curioso e interessante dentro do seu conontexto. Por isso, não fiquei assim tão zangada com este anime e posso dar-lhe uma nota mediana.

  • Banana Fish

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    Banana Fish
    Utsumi Hiroko - MAPPA
    Anime - 24 Episódios
    2018
    6 em 10
    Só agora estou a terminar a season de Outono de 2018, devido a várias razões. Começo precismente pelo anime que gostei mais, uma obra baseada num manga que adoro.

    Esta é uma história da máfia e daqueles que vivem e fogem dela. Esta história tem um romance belíssimo, mas também tem muitos horrores e muitas drogas misteriosas. Banana Fish é uma droga que faz com que as pessoas se auto-destruam. Uma equipa inusitada, junta pelos sentimentos mais puros que conseguem desenvolver, irá tentar encontrar a solução e, assim, combater a poderosa máquina da máfia.
     
    É um romance trágico, com um final espectacularmente comovente e belo, mas penso que no anime não foi dado suficientemente tempo aos personagens para que se apaixonassem. Assim, os sentimentos que nutrem um pelo outro acabam por soar um pouco falsificados e exagerados, retirando sentido e poder à história.
     
    De resto, temos uma animação bastante satisfatória, apesar de algum uso de CG em armas e cenas de acção que me pareceu desnecessário. Os designs mantêm-se puros, embora um pouco modernizados demais para o meu gosto.
     
    Musicalmente, fiquei muito agradada com a primeira OP e ED, mas muito desapontada com as segundas, todas popularuchas.
     
    Foi uma agradável viagem e, embora o manga seja largamente superior, posso dizer que foi uma boa adaptação.

  • Haikara-san ga Tooru: Benio, Hana no 17-sai

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    Haikara-san ga Tooru: Benio, Hana no 17-sai
    Furuhashi Kazuhiro - Nippon Animation
    Anime - Filme
    2017
    6 em 10

    Um amigo enviou-me o link para este filme, com legendas brasileiras (as segundas a sair, por sinal), pensando que me agradaria. Acertou em cheio, porque este anime faz mesmo as minhas medidas!

    Benio é uma rapariga despachada no Japão dos anos 20. Tenciona viver uma vida independente e plena, mas infelizmente a família tem planos diferentes para ela. Tem um casamento arranjado com um rapaz militar filho de uma família muito rica e europeizada e a sua relação não vai ser a mais fácil.

    Este é um anime que caracteriza bastante bem a forma de viver no início do século no Japão, quando ainda havia uma mistura dos hábitos ocidentais e orientais muito marcada. Os cenarios são um reflexo disso e sobretudo os designs de cabelos e roupas, que são muito coloridos e originais. Também a história é muito ligada aos acontecimentos da época e está programada de uma maneira muito "70s" (altura do manga): melodramática, trágica mas igualmente recheada de elementos cómicos, com um mistério fascinante que não podemos deixar escapar.

    Também as personagens, apesar de bastante simples ao início, vêm a revelar-se detentoras de grande força de vontade e dedicação, mesmo depois dos acontecimentos que vão decorrendo. Quase que fiquei com vontade de fazer cosplay de Benio, mas acho que vou aguardar que ela "fique um pouco mais velha" ;)

    Um filme que adorei! Fiquei ansiosa para ver o segundo, que já saiu no cinema mais ainda não em BD. Aguardemos com paciência!
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