Archive for terça-feira, janeiro 05

  • Kuma Kuma Kuma Bear

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    Kuma Kuma Kuma Bear
    Nobuta Yuu - EMT Squared
    Anime - 12 Episódios
    2020
    5 em 10

    A pergunta que se coloca é: "porque me sugerem estes animes?" A sério. Todos as seasons eu fico na dúvida sobre que anime ver e desta vez foi o urso urso urso urso, que é só mais um isekai básico sem nada de nota.

    Uma miúda super rica sem nada que fazer entra num jogo e é um urso (urso urso urso), mas um dos super poderosos. Com isso vence com facilidade todos os monstros e faz muitos amigos. No fundo, é um anime sem qualquer tipo de conteúdo válido. Mas é bastante fofinho, valha-nos isso.

    Também tem um valor de produção extraordinariamente baixo, à conta do covídeo, mas está muito bem usado. Temos cenários simples e coloridos em formas pastel, e cenas de acção rápidas, pouco complexas, mas bastante eficientes.

    Enfim, é um anime daqueles que vem e vai, mas foi agradável enquanto durou.

  • Berserk (2016)

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    Berserk (2016)
    Itagaki Shin - Milepensee Studios
    Anime - 12 Episódios + 12 Episódios
    2016
    4 em 10

    Queria muito saber a continuação da história de Berserk, e para além disso enganei-me num torrent e saquei a série de 2016. Então bora lá.

    Ou NÃO. Não vejam isto. Nunca vejam isto.

    A sério. Por melhor que seja a história, e a história é muito boa, a animação é simplesmente grotesca. Não existe um ponto da anatomia que faça sentido, os cenários não têm sal nem pimenta, o digital é um exagero e as expressões faciais em CGI estão feitas de forma a que toda a gente tenha aspecto de um trissómico.

    Balha-me a senhora que ainda há o manga. Vou já limpar os olhos.

  • Vampire Hunter D

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    Vampire Hunter D
    Ashida Toyoo - Production Reed
    Anime - Filme
    1985
    7 em 10

    A história de Vampire Hunter D sempre me fascinou desde os tempos do Locomotion. Agora, vi o filme original de 85 e não podia ter ficado mais feliz.

    É certo: o filme é datado. Os designs são coloridos demais para o tema, o diálogo é machista. É descenessariamente gore em alguns instantes. Mas é tão óptimo, apesar de tudo isto. Conhecemos apenas um bocadinho de D, mas D também não é para conhecer na totalidade. Conhecemos a luta dos humanos contra os "Nobres", vampiros antigos que desafiam as leis do mundo mantendo intacta a sua imortalidade. Mas também temos tecnologia de ponta e mutantes e dinossauros e cyborgs, porque neste universo temos uma mistura entre vários estilos e géneros, desde a ficção científica ao cyberpunk com um pouco de terror e western.

    Tudo isto conjugado com uma animação bastante boa para a época, com cenas de acção intensas e assustadoras, torna este filme numa referência para o universo vampírico do mundo do anime.

    Aproveitámos para depois ver a sequela de 2001, que me voltou a encantar tanto como no início. Charlotte adicionada à minha lista de cosplays, porque quero fazer coisas com vampiros sexy!

  • Obra Escrita #2

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    Obra Escrita #2
    João César Monteiro
    2015
    Cinema

    Este foi o segundo (e último) livro que comprei na Feira do Livro. Confesso que esperava algo completamente diferente, como textos privados do autor ou algo. Afinal, são as sinopses e argumentos de dois filmes: "À Flor do Mar" e "Recordações da Casa Amarela".

    É sempre interessante apanhar um livro diferente do que estamos habituados a ler e, admito, não estou de todo habituada a ler argumentos de cinema. Apesar destes estarem recheados de uma linguagem técnica que não compreendo de todo, pareceu-me "ver" os filmes enquanto lia os argumentos, ou pelo menos compreender qual a estética pretendida pelo autor.

    Os textos estão cheios de humor, não tanto nos diálogos mas nos pequenos detalhes. Nota-se que existe aqui um cuidado extremo em detalhar o que se devia ver em cada cena, talvez por forma a facilitar a filmagem. No entanto, talvez isso não deixasse muito espaço para outra visão que não fosse a do próprio João César Monteiro.

    Livro curioso, mas que me deixou sem vontade de ter os outros da colecção.

  • Sebastian ou Paixões Dominantes

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    Sebastian ou Paixões Dominantes
    Lawrence Durrell
    1983
    Romance

    Qual o significado da paixão? Qual o significado do amor? E da sexualidade? Através da sua personagem Constance, Durrell leva-nos em exploração destes conceitos no seu quarto livro do Quinteto de Avignon.

    A qualidade da escrita mantém-se, desta vez sem a carga erótica associada que marcava o livro anterior. Constance é mais que uma amante: desta vez é também médica e vai tratar o filho autista de Sebastian Affad, que dorme com ela e que a quer engravidar como prova do seu amor total mas, também, da sua indiferença total.

    A mistura entre o amor e a indiferença marca todo o tom do livro. Também voltamos aos significados do gnosticismo que haviam sido explorados em Monsieur, e em como todas essas coisas plenas de significado não podem resistir à força do acaso e à paixão da loucura.

    Mais um livro exemplar. Ansiosa pelo último da saga!

  • The Trial of the Chicago 7

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    The Trial of the Chicago 7
    Aaron Sorkin
    2020
    Filme
    7 em 10

    O que acontece quando sete pessoas, essencialmente desconhecidos, participam numa violenta manifestação contra a guerra do Vietname, no Verão de 1968? Obviamente, são todos presos e acusados de conspiração. E assim se inicia um dos julgamentos históricos mais chatos e injustos de toda a história dos Estados Unidos.

    Este filme relata esse julgamento, fazendo uso de cenas dentro do tribunal mas também de flashbacks para os momentos da manifestação e imagens do futuro dos personagens a contar a sua história. É um filme dinâmico, muito bem representado, com alguns momentos de puro patriotismo americano e outros de puro caos e injustiça.

    Impressiona sobretudo a atitude deste juiz louco, que deseja acusar os réus de uma forma ou de outra, mesmo quando confrontado com a mentira por trás deste caso.

    Um filme impressionante, mas que penso que irei esquecer em breve.

  • Soul

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    Soul
    Pete Docter
    2020
    Filme
    8 em 10

    Depois do chorrilho de banalidades que foi Coco, não esperava mais nada da vida da Pixar. Mas parece que ainda está viva! Ou terá morrido e voltado? :)

    Um professor de música tem o sonho de tocar ao vivo. Mas quando está prestes a cumprir esse sonho... Cai num buraco. E vai parar ao mundo das almas. Lá, vai conhecer 22, uma alma antiga que não quer nascer. E juntos vão descobrir o lado bom da vida!

    Apesar deste filme também ter a parte de chorar, que me irrita sempre, e ainda por cima cheia de flashbacks, que me irrita mais, tem uma moral simples mas tocante e um conjunto de personagens perfeitamente encantador. Com personalidades vincadas, demonstrando a imensa variedade de pessoas que existem, no espaço pessoal das personagens, na cidade e no mundo (não, o filme não tem só pessoas negras), estes personagens levam-nos por uma aventura cheia de alma, em que não falta humor.

    Este humor pode ser um pouco difícil de compreender para os membros mais novos da família, mas ainda assim o filme tem uma mensagem perceptível por todos.

    E falemos da animação: atentem nos créditos. As centenas de pessoas que foram necessárias para criar este filme. Foi precisa uma equipa apenas para criar as multidões! Este é um filme com uma produção imensa, com técnicas revolucionárias, com nova experimentação em termos técnicos. E isso é fantástico!

    Também a música é variada, limpa e adequada, com momentos de orquestração originais e uma pura alma de jazz (ou soul?)

    Por enquanto, o mais forte candidato aos óscares.

  • Wolfwalkers

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    Wolfwalkers
    Tom Moore & Ross Stewart
    2020
    Filme
    7 em 10

    Forte candidato aos óscares, este filme é o terceiro de uma trilogia sobre o folclore irlandês. Desta feita fala-nos dos "Wolfwalkers", pessoas que se transformam em lobo enquanto dormem.

    Uma menina inglesa vai viver para a Irlanda e o seu sonho é caçar lobos. No entanto, tudo se transforma quando ela conhece uma verdadeira wolfwalker. Agora, tem de usar de toda a sua esperteza e coragem para salvar os lobos da floresta, prestes a ser destruída pela cidade.

    De certa forma isto é simbólico para a destruição do património natural, pagão, pelos cristãos puritanos e, mais tarde, por todos nós enquanto sociedade de consumo capitalista. É como se os fantasmas e deuses da natureza não tivessem mais um lugar para estar o que é, de certa forma, muito triste.

    A animação é muito diferente do habitual, com momentos que parecem um rascunho, mas de tal forma bem animados que se tornam em massas visuais e danças na floresta incandescentes. Os cenários parecem simples mas são extremamente detalhados, o que torna o filme ainda mais imersivo.

    Também temos alguns momentos musicais de grande valor, certamente mais candidatos ao óscar.

    Recomendo bastante este filme, e os anteriores da trilogia.

  • Eizouken ni wa Te wo Dasu na!

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    Eizouken ni wa Te wo Dasu na!
    Yuasa Masaaki - Science SARU
    Anime - 12 Episódios
    2020
    7 em 10

    Como os leitores mais fiéis saberão, eu não sou fã de Yuasa Masaaki. Então, quando no meu clube sugeriram este anime, fiquei muito de pé-atrás para o ver. De uma forma ou de outra sabia que o ia detestar. E eis quando sou plenamente e absolutamente... Surpreendida.

    Três raparigas unem-se para criar Eizouken, um clube para a criação de material visual. No caso, vão fazer anime. E sente-se a paixão que estas personagens têm por animar imagens. E com isso sente-se a paixão que os criadores e staff deste anime também têm por animar imagens.

    O anime conta a realização de três outros animes, assim como a sua divulgação. Assistimos a todo o processo de criação, com entradas esporádicas no universo fantástico da cabeça das personagens. Isto, penso eu, é a principal falha do anime: o mundo em que elas estão é já tão curioso que a criação de outros mundos acaba por tirar o foco.

    No entanto, gostei muito do ritmo e o anime peca por não ser mais longo e não nos mostrar mais de Eizouken. Tecnicamente perfeito, existem alguns problemas narrativos que poderiam ter sido resolvidos com outro realizador um melhor foco no objectivo. Recomendo!

  • Mude de Horário, Mude de Vida

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    Mude de Horário, Mude de Vida

  • O Significado da Bruxaria

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    O Significado da Bruxaria
    Gerald B. Gardner
    1959
    Não-Ficção

    Comprei este livro na Feira do Livro de Lisboa, em 2020 (não assim há tanto tempo ;) ). Trata-se de um dos livros de referência mais importantes no universo do neopaganismo e Wicca, cuja edição se encontrava esgotada há muitos anos. Assim, tive de o trazer assim que o vi!

    Infelizmente desapontou-me um pouco. O livro é extremamente denso, com uma escrita por vezes confusa e não-cronológica que infere que o leitor tenha de imediato um conhecimento mais profundo sobre arqueologia. Isto torna a leitura difícil e demorada, não sendo de todo um livro acessível para aqueles que queiram conhecer mais sobre a história do paganismo e a sua prática actual.

    Para além disso, é uma escrita extremamente defensiva, existindo diversos capítulos em que o autor pega em notícias da época e as escrutina como falsidades. Isto pareceu-me desnecessário e rude, não abonando em nada para aqueles que ainda praticam a bruxaria. Tendo isto em conta, as notícias estão extremamente desactualizadas (50 anos?) e em nada ajudam a clarificar o "significado da bruxaria".

    Assim, apesar de ser uma fonte de material de referência sobre a história da bruxaria e do paganismo, um assunto que me interessa, é um livro difícil e um pouco preconceituoso. Não recomendaria.

  • His Dark Materials Season 2

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    His Dark Materials Season 2
    Jack Thorne
    Série
    2020

    Depois do desapontamento que havia sido a primeira season desta adaptação de uma das minhas sagas literárias favoritas, confesso que não esperava grande coisa da sequela. No entanto fiquei muito surpreendida.

    A história é complexa, fascinante e filosófica, não deixando nenhum elemento ao acaso. Desta feita os actores convenceram-me um pouco melhor, sobretudo a menina, que demonstra um forte agarrar da sua personagem, permitindo assim o seu desenvolvimento. Os novos elementos são bem-vindos e a carga trágica por trás desta season é muito mais tenebrosa.

    Também os animais digitais não me fizeram tanta confusão como na season anterior. Fiquei mais convencida com Pan e pareceu-me que eles aparecem mais vezes, sendo que os autores não utilizaram tanto o truque de não os mostrar quando as pessoas falavam.

    Agora estou ansiosa pela terceira e última season, para chegarmos à conclusão deste fantástico épico.

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