Archive for segunda-feira, junho 01

  • Mouryou no Hako

    0
    Mouryou no Hako
    Nakamura Ryousuke - Madhouse
    Anime - 13 Episódios + 1 Special
    2008
    5 em 10

    A sinopse deste anime engana muito. Pensava em que era uma espécie de policial de terror, mas na verdade é mais uma história de mistério e fantasia.

    Ao início, assistimos ao desenrolar de uma relação lesbo-erótica, de contornos misteriosos e um pouco estranhos, que vem a culminar num acidente. A partir daí, viajamos para dentro de uma questão de quem matou quem e como, com relação com uma caixa, "A Caixa dos Goblins". Um grupo de homens bem parecidos procura a resposta. Infelizmente, o desenvolvimento desta história é errático e há um esquecimento da primeira parte do anime (as duas raparigas), sendo que acaba por ser difícil de compreender o que se está a passar. Isto poderia ser um ponto positivo se o lado policial fosse extremamente complexo e realmente nos fizesse pensar sobre aspectos relativos à natureza humana, mas nem a narrativa nem as personagens nos levam a fazer isso. Assim, torna-se simplesmente aborrecido e pouco importante, sendo que o meu único desejo acabou por ser que o anime acabasse e houvesse uma conclusão. O anime alonga-se demais em aspectos que não são importantes para a história e perde rapidamente o foco quando se passa a dedicar mais sobre planos parados em cima das agradáveis caras dos senhores.

    Falando disto, o design é CLAMP. Por isso, evidentemente, é toda a gente muito bonita. A arte é simples, dedicando-se - como disse - a planos muito sossegados. Por vezes há um uso interessante de perspectivas, o que poderá aterrorizar quem esteja um pouco mais concentrado no anime (o que me parece, sinceramente, bastante difícil... É demasiado aborrecido). As cores estão numa paleta escura que funciona bem mas que é demasiado comum em animes passados nesta época do pós-guerra, o que acaba por se muito pouco original e um lugar comum.

    A música, tanto OP como ED, não passa daquele visual kei que já morreu nos anos 90. Os efeitos sonoros acrescentam ao ambiente soturno mas, mais uma vez, nada que não tenhamos visto no passado.

    Um anime que será rapidamente esquecido, até mesmo dentro do seu género.
  • Fórum da Interculturalidade

    0
    Fórum da Interculturalidade
    Concertos
    A ideia inicial era ir ao Outjazz, nos jardins perto da Torre de Belém. Lá chegados, eu e R., sentámos e chegámos à conclusão de que era um ambiente que nos causava horror e pavor. A música lembrava aquela que se ouve quando passa um carro com o som muito alto e os visitantes do evento metiam medo. A única parte agradável era ver os cães a brincar. 

    Por isso, fomos em direcção à Praça de São Paulo, perto do Cais do Sodré, onde os amigos de uns amigos iam dar um concerto. Após uma fastidiosa viagem num eléctrico que cheirava a chouriços, instalámo-nos na praça à espera de que acontecesse alguma coisa. Enquanto estivémos sozinhos, a música africanizada foi dolorosa. Assistimos a algumas coisas engraçadas, como discussões entre cães e um senhor velhote a dançar, que estava a ser filmado por um outro cota mais gordo. Se calhar devíamos ter dito alguma coisa ao operador de câmera, que não estava a ser nada discreto. Mas tenho esperança de que a gravação não seja para ser colocada em fóruns anónimos com os ditos "vejam este cromo a dançar", mas para um projecto artístico ou qualquer coisa.

    Reparámos que uma varanda tinha um anjo assustador e mutilado.

    Então chegaram os amigos de amigos e fomos para a frente para ver o tal concerto. Sentámo-nos em cadeiras de plástico. Foi uma tarde já nocturna agradável em certa medida, pelo convívio providenciado por umas garrafas de Don Simon, mas falemos então dos concertos.

    Jazzopa



    Após montagem e preparação do palco, apresenta-se-nos uma banda que tem tudo de jazz. Um piano, uns metais, um baixo, uma guitarra, uma bateria. Tocam uns sonoros de gosto improvisado e, de repente, aparecem os cantantes. Ficamos, então, sabendo que esta banda é um misto de jazz com hip-hop. Isto tem tudo para correr bem. Mas, na verdade, acho que podia ter corrido melhor. Para começar, fazia falta que o instrumental fosse original e não inspirado (ou cópia) de clássicos do género. As rimas do rap estão bem conseguidas no geral, jogando bem com o resto dos instrumentos, mas parecia que dentro da banda não havia a empatia necessária para todos tocarem ou cantarem na sua vez. Para mais, os vocalistas tentaram durante todo o concerto uma muito necessária interacção do público, que não foi obtida: havia muito pouco público a esta hora e ainda não estavam bebidos o suficiente. Ainda assim, é um projecto curioso.

    Djaly Bintou Kanouté


    Passamos para músicas próximas do tradicional da Guiné-Bissau. Não sei o que dizer pois, confesso, não estava com muita atenção. Procurei esta era para buscar alimento, que fui encontrar numa das banquinhas da comida intercultural. Esta era a do projecto "Renovar a Mouraria" e comi uma tal de "Massa Moura", sem cogumelos. Quanto a esta senhora, achei que cantava muito bem, tinha uma voz muito bonita. E gostei imenso da roupa que ela trazia.

    Jorge Riba


    Para finalizar, temos um pouco de música brasileira. Evidentemente que o público, agora mais composto, se passou grandemente durante a totalidade deste concerto, devido aos ritmos sambísticos que o senhor nos cantou. Apesar de tudo, sou da opinião de que - sendo a música brasileira tão variada - limitar-nos a este samba de escola, tão simples (mas tão eficiente) é pouco criativo. Mas gostei imenso da interpretação original da música da Amália que o artista (bom artista) cantou. Foi a única parte em que eu dancei.

    Curioso o aspecto de que quando começa toda a gente a dançar, há algumas pessoas que ficam com aversão aos que - como eu - têm um peso no rabo e estão cansados e não se querem mexer da cadeira. Por isso, insistem, através de olhares, gestos e movimentos de lábios aterrorizantes, que nós nos levantemos e dancemos. Fica a nota de que cada vez que me fazem isto, menos vontade tenho de ir dançar. Considerando que o senhor operador de câmera anteriormente referido continuava, subtilmente, a filmar toda a gente... Menos vontade tinha eu de dançar. Portanto, fico parada.

    Suponho que a noite se tenha prolongado, mas eu fui para casa, pois hoje (o dia seguinte) é dia de trabalho e tenho de estar fresquinha e renovada. Ainda assim, foi giro porque conheci novas pessoas muito simpáticas. :)
  • Copyright © - Não me Apetece Estudar

    Não me Apetece Estudar - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan