Archive for quarta-feira, maio 10

  • Baby Steps

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    Baby Steps
    Masashiko Murata - Studio Pierrot
    Anime - 25 Episódios
    2014
    6 em 10

    Há algum tempo que não via um anime de desporto, portanto este aparece como uma lufada de ar fresco.

    Um rapaz muito estudioso decide começar a fazer ténis. Começa a envolver-se no desporto e a competir cada vez mais, sempre acompanhado pelos seus apontamentos. Vemos como o seu interesse desperta e os métodos que usa para melhorar, que são realmente pouco ortodoxos.

    É um anime muito simples, sem grande desenvolvimento de narrativa ou personagem, que se foca especialmente nas estratégias utilizadas nos jogos. Estas tornam-nos bastante emocionantes, o que é um ponto a favor. Não existem demasiados momentos mortos, se bem que sempre me faz um pouco de estranheza a maneira como nos animes as pessoas masterizam um desporto: pela repetição ad nauseum.

    A animação também não é extraordinária. Apesar de não ter erros, os jogos processam-se sobretudo com imagens paradas em pensamentos e teorias. Assim, poderíamos ter um anime muito mais curioso se ao menos tivesse havido um pequeno esforço para mostrar movimentos.

    A música também é pouco distinguível, com uma banda sonora um pouco repetitiva e sem dúvida vulgar.

    Um anime para comer bolachinhas ao mesmo tempo. Não me deu vontade de jogar ténis.


  • A Passageira

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    A Passageira
    Jeanne Cordelier
    1981
    Romance
    Este livro foi-me emprestado pelo pai do Qui, que mo apresentou como sendo um livro muito, muito bom. Curiosamente, tinha uma dedicatória: um tal Francisco oferecia um livro com um beijo. :)

    Ao início a leitura estava a ser engraçada. A história é muito simples: uma mulher é amante de um traficante de droga que é apanhado. Então ela viaja até aos Estados Unidos para o tentar salvar, sendo então interrogada pela polícia. O romance desfia-se revelando o passado desta mulher, Sara, momentos que ela passou com família ou supostos amigos e o amor que ela tem pelo traficante, um amor obsessivo e realmente pouco saudável.

    Mas a autora parece perder-se na sua própria história, demasiadas vezes. Assim, a leitura começa a tornar-se muito cansativa. Para começar, está sempre a mudar de narrador, muitas vezes até no meio da mesma frase. Depois, dedica-se a detalhes que não contribuem nem para a história nem para a caracterização da personagem, sobretudo em momentos de violência física ou verbal ou momentos supostamente eróticos que, não sendo horríveis, são bastante desnecessários.

     Portanto, não é que o livro seja especialmente bom. Mas lê-se.
  • A Mosca

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    A Mosca
    David Cronenberg
    Filme
    1986
    6 em 10

    Sabendo em toda a perfeição que eu tenho pânico de filmes de terror, o Qui decidiu que haveríamos de ver este, que se trata de um dos seus filmes preferidos. Considerando que passei a maior parte do filme aos gritos, cheia de medo, não lhe posso dar uma nota superior em termos pessoais. Mas existem muitas coisas neste filme que estão muito bem feitas e delas falaremos.

    Um cientista mostra a uma nova amiga a sua mais recente invenção: uma máquina de teletransporte. Um dia, para provar que consegue transportar matéria orgânica, teletransporta-se a si próprio. Não reparou que, juntamente com ele, foi transportada uma mosca que acidentalmente entrara no mecanismo. E assim começa a sua transformação.

    Apesar de a história de amor ser muito emocionante, pareceu-me que se desenvolveu demasiado rápido para ser realista. Os personagens não são especialmente convincentes na sua concepção, apesar de os actores fazerem um bom trabalho com o pouco que tinham. Após a aplicação de maquilhagem, temos um jogo de olhares, mais que diálogo, que transmite muito do que estes personagens possam estar a sentir.

    Falando em maquilhagem, deve dizer-se que é absolutamente grostesca. Num bom sentido, claro. A transformação é um horror e conseguimos perceber o desespero destas pessoas perante a situação.

    Apesar destes pontos positivos, foi um filme que me aterrorizou. Nunca mais olharei para uma mosca da mesma maneira.

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