Archive for domingo, outubro 20

  • A Sombra do Vento

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    A Sombra do Vento
    Carlos Ruiz Zafón
    2001
    Romance

    Este livro foi recebido numa ocasião especial, por ofertante especial e acabou por se tornar muito especial também. Tem uma dedicatória muito fofinha para mim e tudo <3

    Este é um livro sobre um livro. Aliás, sobre as aventuras que um livro provoca. Daniel é um rapazinho órfão de mão, filho de um livreiro. Por ocasião do seu décimo aniversário o pai leva-o a um local chamado "Cemitério dos Livros Esquecidos", onde estão livros proibidos e desaparecidos, guardados num sítio onde não lhes podem fazer mal. Daniel escolhe o livro "A Sombra do Vento" e enceta mais tarde uma busca por Carax, o autor do livro. E aí há muitas personagens e muitas histórias que se cruzam numa teia brilhante.

    A história é fascinante, mas não funcionaria se as personagens não fossem tão fortes. Cada uma tem uma linguagem própria que as distingue e torna únicas. E a forma como os diálogos estão escritos acaba por se tornar muito engraçada. O meu preferido foi Fermín que, por detrás de toda a verborreia, se tornou num personagem de lealdade notável em todos os aspectos.

    O livro está muito bem escrito e merece sem dúvida a sua posição de Best-Seller. Foi um prazer lê-lo e faria-o circular se não me tivesse sido oferecido. Ainda assim recomendo-o!


  • O Experimentar Na M'incomoda

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    O Experimentar Na M'incomoda
    Concerto
    Esta era a banda que, quando íamos a casa de um certo amigo, era colocada no final e toda a gente se ia embora. Demasiado atrofiante. Por isso, como experimentar na m'incomoda, fui ao concerto que deram a propósito de um festival de coisas tradicionais organizado por um banco, no Museu de Arte Popular em Belém.

    Começa tudo de forma estranha, porque afinal de contas estamos num museu. As voluntárias, coitadinhas, nem sequer sabiam que ia haver concerto, mas eram simpáticas. Talvez se contratassem estas pessoas pela competência e não pelo aspecto beto da cara tudo corresse melhor. Enfim, lá se iniciou o concerto. Entrámos um pouco mais tarde e ainda conseguimos sacar uns copos de vinho com vinho a uma moça oficial.

    Esta banda é muito bizarra, mas é um bizarro que perturba, assusta e agrada, tudo ao mesmo tempo. O conceito é simples: pegar em canções tradicionais dos Açores e colocar-lhes algo de eléctrico em cima. O resultado é uma sonoridade cheia de texturas, que nos leva para um universo paralelo, o universo de uma ilha onde está sempre nevoeiro, um lugar de isolamento e meditação onde, sem dúvida, há monstros lendários e onde se podem viver aventuras estranhas todos os dias.

    Para ouvirem tudo, podem ir ao Bandcamp da banda, aqui. E fiquem com um exemplo:



    Quanto ao concerto em si, achei que talvez faltasse uma certa presença em palco. Houve erros surpreendentes, quer da parte deles quer da parte dos técnicos. Mas a presença da Mitó (vocalista d'A Naifa) foi perfeita e ainda bem que ela foi convidada. Gostaria de voltar a ver um destes concertos, talvez num lugar melhor e com mais gente no público.

    Fomos aos Açores e voltámos, foi uma grande aventura!


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