Archive for domingo, dezembro 21
Sword Art Online II
0
Sword Art Online II
Itou Tomohiko - Aniplex
Anime - 24 Episódios + 1 Special
2014
6 em 10
Para verem sobre a primeira season, aqui está. ;)
Um ano depois de quase morrerem à conta de um jogo parvo, os nossos heróis preferidos continuam a jogar estes jogos. Seria de esperar que tivessem desistido, mas pelos vistos o vício é mais forte. Esta season está dividida em três arcos, pelo que falarei deles separadamente.
No início, é-nos apresentado um jogo muito diferente do Sword Art Online original. É um jogo de armas, ao estilo first-person-shooter, em que as pessoas têm de eliminar os seus oponentes e tudo o mais. É pedido a Kirito que investigue algumas mortes misteriosas de jogadores, sob o receio de ser outra vez o psicopata do SAO. Nesse jogo, Kirito faz amizade com Sinon, uma rapariga com alguns problemas. Juntos, resolvem o caso. Nesta primeira parte, achei que o anime tinha dado uma volta de 180º para melhor. A verdade é que achei o drama de Sinon muito real e humano, sendo que toda esta parte da história teve uma certa dose de realismo que por vezes faz falta. Foi sem dúvida emocionante.
Seria bom se tudo se mantivesse assim. Mas não. Infelizmente, todas estas pessoas continuam a jogar aquele jogo das fadinhas. Na segunda parte, contam-nos como obtêm uma espada dourada e um martelo. Muitas cenas de acção.
Finalmente, é a parte protagonizada por um dos personagens menos interessantes de que há memória: Asuna. Esta Asuna conhece uma rapariga, que se vem a descobrir depois que está a morrer com sida. Ora, para começar não se morre com sida. A sida é um síndrome de imuno-deficiência: essencialmente o vírus pega-se às nossas células brancas e impede que elas funcionem, matando-as no processo. Assim, o nosso organismo fica sem defesas para as coisas mais simples. Por isso, quem tem sida normalmente morre com constipações ou algo que normalmente se curaria com um ben-u-ron. Para terminar, considerando que já fazem jogos de imersão total nesta fase da história da humanidade, seria de esperar que já se tivesse encontrado a cura para esta doença. Até hoje em dia, é uma doença perfeitamente controlável, com um coquetel de medicamentos todos os dias. Portanto, nada disto faz sentido. Para mais, a relação entre as personagens é tão inócua (somos amigas para sempre porque derrotámos um monstro) que tudo acaba por perder a seriedade. Acrescente-se o drama adolescente de Asuna, em que a mãe dela não quer que ela jogue o jogo, e temos a receita para um falhanço. Até se poderia ter analisado esta parte melhor, o facto de muitos jovens estarem viciados em jogos inúteis pelo simples factor social, esquecendo-se de coisas importantes como a escola e as pessoas. Mas não, não foi sobre isso que falaram.
A animação, no entanto, é muito moderna e bastante boa. É muito colorida e todas as cenas de acções têm fluidez, pelo que são muito fáceis e agradáveis de seguir. Junte-se a isso um design de personagens simpático e é muito fácil para este anime colar-nos ao ecrã.
Na música, temos pouco a acrescentar. No parênquima nada faz. A variedade de OPs e EDs não contribui em nada.
Temos uma segunda season mais ao menos ao nível da anterior. Entretém bastante, o que é uma coisa importante e muito boa, mas de resto será facilmente esquecida.
By : ladyxzeus
Psycho-Pass 2
0
Psyco-Pass 2
Shiotani Naoyoshi - Production I.G
Anime - 11 Episódios
2014
7 em 10
Um ano e pouco depois do primeiro Psycho-Pass, apresenta-se-nos uma sequela com tudo para correr bem. Vejam aqui os comentários à primeira season, pois irei fazer uma espécie de exercício comparativo. :)
No início, tudo corre dentro da normalidade. Até ao momento em que um crime bizarro, que envolve um agente da lei. Nessa altura, começa uma caça a um homem misterioso, Kamui, que não é detectado pelo sistema e que fará tudo para o contornar e eliminar. Assim, é-nos dada a oportunidade de conhecer mais sobre este sistema, teoricamente perfeito, chamado Sybil.
A primeira questão que se coloca é, na verdade, a necessidade desta season. Aqui, há um esforço por criminalizar o sistema e caracterizá-lo como injusto mas olhemos para a situação de uma outra perspectiva. Em teoria temos um sistema perfeito. Na verdade, sabemos desde logo (porque vimos a primeira seaosn) que o sistema tem falhas na sua génese. No entanto, aparentemente funciona, com mais ou menos erros. Assim, será verdadeiramente "justo", da perspectiva do antagonista, tentar ultrapassá-lo e criar todo um esquema para provar que, efectivamente, não funciona? A verdade é que o sistema Sybil, apesar de se guiar por linhas um pouco fascistas, não me pareceu algo assim tão mau. As pessoas perturbadas são retiradas e aquelas com possibilidade de recuperar são tratadas e reintegradas. A falha que se encontra aqui, a razão pela qual esta linha revolucionária falha, baseia-se no facto de o anime admitir, desde logo, que uma vez que o teu estado mental se altere não mais poderá vir a ser recuperado. E isto não é verdade. Porque há pessoas que estão emocionalmente muito mal, mas que - com o tempo e às vezes um empurrãozinho - voltam ao normal e conseguem viver a sua vida perfeitamente. Ora, não é o sistema Sybil que admite que isto não é verdade. É a génese do conceito em si. Assim, esta season acabou por ser muito menos realista e não tão motivadora.
Em termos de personagens, são-nos apresentadas algumas pessoas novas, tanto dentro da equipa como do lado dos antagonistas. Dentro da equipa há uma colega que, se ao início tinha atitudes muito estúpidas, acabou por sofrer um desenvolvimento bastante bom e ajudar-nos nas questões filosóficas colocadas pela narrativa. Dentro dos antagonistas, temos um Kamui que acaba por ser muito pouco convincente, sobretudo depois de sabermos como é que ele apareceu. É difícil de acreditar que "ele" seja uma entidade possível, pois a tecnologia necessária para o desenvolver parece não estar a par - em termos evolucionários - com a do resto do universo. Mas isso foi uma sensação pessoal.
A animação não podia estar mais perfeita. Entre algumas cenas de acção muito fluídas, o que me captou mais o interesse foi sem dúvida toda a arte cénica, com um excelente uso de perspectivas e texturas nas áreas coloridas. Talvez o design dos personagens, em si, não seja extremamente detalhado, mas a verdade é que isso passa ao lado perante todos os fundos e maquinaria. Pareceu-me apenas que esta season foi demasiado explícita no sangue, de uma forma desnecessária que em nada contribui para o desenvolvimento da história. Isto melhora bastante nos últimos episódios em que há uma melhor utilização da sugestão em vez do óbvio grafismo.
Musicalmente, temos momentos muito fortes que em muito contribuem para a emoção toda que me trouxeram os cenários. Tanto a OP como a ED não impressionam, apesar de estarem apropriadas.
No geral, uma season menos cativante do que a anterior, mas que ainda assim dá que pensar. Esperemos agora pelo filme.
By : ladyxzeus