Archive for quarta-feira, junho 06

  • Saint Seiya

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    Saint Seiya
    Masami Kuramada
    Manga - 1º Volume (em 28)/1ºCapítulo (em 110)
    1986
    5 em 10

    Este livro ofereceram-me com o bilhete para o Expomanga. Desde que decidi que Manga é coisa que eu me autorizo a não ler até ao fim (por acidentes astrológicos como Loveless) não me sinto culpada por ler um manga sem o completar e, por isso, farei os meus comentários ao volume (ou volumes) que li.

    Este é o primeiro volume da super-hiper-mega-ri-famosa série Saint Seiya, também conhecida por Cavaleiros do Zodíaco. Neste primeiro volume aprendemos o que são os Cavaleiros do Zodíaco, é apresentada a primeira parte das suas aventuras (um concurso de lutas, nem mais nem menos) e os personagens principais.

    Devo dizer que não gosto da arte. Estas cabeças achatadas irritam-me, parecem-me ser todos acéfalos. As cenas de acção são confusas. No entanto gosto da maneira como as sombras estão feitas e do detalhe dado aos fundos e aos elementos de figuração.

    Os personagens não me parecem, à partida, muito interessantes. Temos um rapazito rebelde, uma mocita mimada e um gajo que gosta dela. Parece-me bem, mas não me parece que dê para os descarnar em 28 volumes, porque a sua premisa é insuficiente. Talvez dê e, se isso acontecer, este manga será de uma qualidade incomparável.

    A história, por agora, não me parece muito inteligente, se bem que está bastante bem escrita. É uma história comum, lutas e lutas, mas as explicações científicas e os detalhes estão bem construídos.

    Não irei comprar o resto dos volumes (repare-se que eu só leio coisas que tenho na mão, nada de ler na net!) mas aceito que este manga tenha sido um grande épico da sua época, pois tem todas as potencialidades para isso olhando apenas para o primeiro volume
  • O Descontrolo de Haruhi Suzumiya

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    O Descontrolo de Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    Light Novel
    2004
    Este foi um dos livros que comprei no Expomanga Madrid. Eu comprei um outro livro Suzumiya (ou, como dizem os meus amigos, "Haruhi Sodomia") numa Fnac e gostei bastante, por isso decidi comprar outro. A amiga que estava comigo disse que este seria um bom, porque são apenas mais aventuras de Haruhi e a Brigada SOS. Peço desculpa desde já se o título está "errado", mas eu li a tradução Espanhola e em  Espanha o título é assim.
    Acrescento também que ler estes livros em Espanhol é um máximo, porque ficam mil vezes mais engraçados do que poderiam ser em outra língua. Mira que esa tía, eso es moníssimo, es muy chulo e coisa do género ficam mesmo muito cómicas.
    Decido com isto começar a completar a colecção das Light Novels de Haruhi. Isto é demasiado engraçado para não se ler e está muito bem escrito. As referências perdidas no texto, históricas, geográficas, científicas, são uma graça.
    Neste volume apresentam-se três histórias, o Agosto Infinito, O Síndrome da Montanha e oo Dia de Sagitário. As histórias aparecem primeiro com a situação em que a Brigada SOS está metida nesse momento. Depois Kyon volta atrás e, detalhadamente, conta como foram ali parar. E depois como vão sair do problema. Os problemas colocados são muito interessantes e as soluções para eles estão especialmente bem pensadas. No caso da história da Montanha, foi uma forma de sair da situação muito inteligente. Por vezes as confusões de tempo e espaço são complicadas de entender, mas se levarmos tudo na boa (aí está mais uma vantagem de isto estar em Espanhol!) acabamos por perceber. Basta aceitar as coisas como elas são.
    Em termos de personagens, já as conhecia (já vi o anime e o filme e já tinha lido outro volume), há uma evolução permanente de Nagato, que já se vem notando de anteriormente, mas infelizmente os outros personagens continuam estáticos. As interacções de Kyon também evoluem, mas é de uma forma muito pouco evidente.
    De resto, podem chamar-me ignorante, pois em relação a Haruhi sou bastante. No entanto posso, com toda a segurança, recomendar esta série de Light Novels, ou  - pelo menos - este volume.
  • A Virgem Louca

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    A Virgem Doida
    Arthur Rimbaud
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    Teatro
    6 em 10

    O Teatro Casa Conveniente é um minúsculo espaço no Cais do Sodré, que muda frequentemente de cor e que está instalado ao lado do vidrão do Chewbacca. Lá fomos nós assistir a uma peça completamente diferente. A Virgem Louca de Rembaut está neste espaço apresentada em sessões contínuas, o que significa que podemos entrar e sair quando quisermos (convenientemente quando a peça já tiver dado a volta e estivermos a ver já uma cena repetida)

    Entrámos às apalpadelas e, num palco feito de areia, estava uma mulher nua. Depois vestiu-se. Depois despiu-se outra vez e manteve-se nua. Não posso dizer que tenha gostado muito, é uma coisa muito cansativa.

    O texto é muito bonito e gostei de terem usado uma música que gosto muito do Chico Buarque como momento de transição entre os vários personagens deste monólogo. Identifiquei-me com algumas partes do texto, como será natural tendo em conta as situações que já passei (neste meu longo caminho de vida, oh, tão longo, tão longo)

    De resto, posso apenas falar da interpretação. Não me agradou especialmente, eu pessoalmente teria feito as coisas de forma completamente diferente (começando por ter roupa) e teria apelado mais à beleza do texto. Pareceu-me um debitar de texto constante sempre na mesma tonalidade trágica, sem variações ou inflexões que ajudassem a uma melhor compreensão das palavras, sendo que a transição entre os personagens - difícil, pela ausência de roupa - foi demasiado subtil. De resto, admiro esta actriz pela sua resistência e pela sua coragem, é preciso uma grande dose de ambas para fazer o que ela fez.

    No final, senti-me envolvida num ambiente febril, quase a entrar numa alucinação.

    Recomendo para quem quiser uma experiência diferente. Não se esqueçam de devolver o berlinde no fim.

    (Quando chegar a casa vou fazer um scan do programa, para verem :)) 

     Está aqui o programa!



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