Archive for quinta-feira, junho 02

  • Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu

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    Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu
    Omata Shinichi - Starchild Records
    Anime - 13 Episódios
    2016
    6 em 10

    Anime que surgiu recomendado no meu clube. 

    Trata-se de uma série um pouco diferente, que aborda um tema muito pouco falado, quiçá único. Existe uma espécie de representação tradicional Japonesa, de nome Rakugo, que consiste num contar de histórias, com mais ou menos piada, mais ou menos tragédia. Este anime fala das pessoas talentosas que trouxeram o Rakugo desde o seu auge, no pré-guerra, até à actualidade, em que é uma prática um pouco ignorada.

    Tudo começa quando um rapaz, que esteve preso, deseja muito aprender esta técnica e se junta a um mestre. Depois, conta-se-nos a história deste mestre na sua juventude, e do seu melhor amigo, no seu caminho para se tornarem mestres do Rakugo.

    Esta técnica, este teatro, acaba por ser a parte mais interessante do anime. As histórias são fascinantes e remeta-se uma grande ovação para os actores de voz, que conseguem estabelecer uma técnica perfeita e uma interpretação sem precedentes. Também são muito bons os cenários e as interpretações imagéticas das histórias contadas, que realmente captam a atenção do espectador.

    No entanto, todo o resto da narrativa - relativo à história de amizade entre os dois contadores de histórias - acaba por se tornar numa verdadeira novela mexicana, cheia de voltas, reviravoltas, pessoas que se querem matar, lágrimas e tragédias. Isto retira muito da profundidade dos personagens, sendo que eles acabam por ser muito mais interessantes quando estão a representar do que quando estão a ser eles próprios. Se isto é bom ou mau, deixo a vosso critério.

    Assim, este anime acaba por ser mais um spot publicitário a uma arte que se está a perder progressivamente para outras formas de entretinemtno. TErá o seu valor se motivar algum de nós a ir assistir a uma destas performances.
  • Zootopia

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    Zootopia
    Byron Howard & Rich Moore
    2016
    Filme
    6 em 10

    Este tão famoso filme que já deu azo a tanto cosplay finalmente saiu numa qualidade decente para que o possamos ver em casa. Este filme tem o cunho Disney e acaba por ser um pouco diferente do que esta companhia nos tem habituado. Apresenta-se-nos um filme para toda a família, com alguns detalhes especiais para os adultos mas, ainda assim, completamente acessível para todos os que o queiram ver.

    Num universo onde os animais deixaram o seu lado selvagem e vivem em humanização, uma pequena coelha deseja por tudo vir a ser polícia. Após muito esforço e muita negatividade, consegue formar-se na academia e é destacada para Zootopia, uma cidade em que todos podem ser aquilo que quiserem. Logo no seu primeiro dia de trabalho, em que se vê ocupada com a tarefa ingrata de passar multas, conhece um raposo aldrabão que lhe mostra que a realidade não é tão feliz como se possa pintar. A partir daí nasce um grande mistério com animais que se tornam selvagens, sendo que os dois têm de formar equipa e resolver o assunto antes que ele se torne incontrolável.

    Este filme aborda, essencilamente, uma situação de divisão racial de de classes, tão presente nos Estados Unidos da actualidade. Há uma divisão entre o "bem" e o "mal" (presa vs predador) acentuada e que os personagens desejam eliminar, para que realmente possam todos viver em paz. Cada animal acaba por se apresentar como uam espécie de estereótipo humano, o que poderá não ser muito agradável para as pessoas que se pretende retratar.

    Temos uma animação bastante boa, com detalhes muito curiosos, e atenção à anatomia animal real. As texturas estão muito bem trabalhadas, assim como todos os cenários, havendo uma caracterização profunda do ambiente urbano.

    No entanto, alguns detalhes narrativos deixam bastante a desejar (e esta parte poderá conter spoilers). Antes de mais, porque é que só existem mamíferos nesta cidade? Onde estão os répteis e as aves? Não existem sequer pombos! Noutro aspecto, porque é que só existem animais selvagens e ovelhas? O que é feito dos outros animais domésticos? Fica também a questão: o que é que os carnívoros comem? E, finalmente, se o antagonista se fazia passar por boa pessoa, porque razão os terá ajudado no caminho para resolverem todo o mistério e o poderem acusar no final?

    Devido a estes aspectos, não poderei dar mais do que uma avaliação mediana. No entanto, é um filme bastante divertido. Memorável a cena dos funcionáios das finanças que, tal como na realidade, são todos preguiças.
  • O Elefante Branco

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    O Elefante Branco
    Henri Troyat
    1970
    Romance
    Quando visitei a Conchas Little Free Library, no Jardim da Quinta das Conchas, a propóstio de um assunto do BookCrossing, tinha levado um livro para deixar, com intenção de trazer outro. Trhouxe dois, um dos quais já li. O outro era este. Decidi trazaer este porque me oi contado que o senhor que o tinha deixado gostava muito destes livros e que tinha muita pena que ninguém os levasse emprestados. Assim, decidi dar um pouco de motivação ao senhor! Força senhor!
     
    ao início não estava a gostar muito deste livro. O livro fala de uma "família" de revolucionários russos, composta por três velhos que fugiram desse país antes que a revoução acontecesse, encontrando-se agora exilados em França. Percebem mal a língua e os costumes e têm uma vida pobre, baseada na construção de guarda-chuvas. Aguardam apenas a glória da revolução, que será - segundo eles - consumada o mais brevemente possível. 
     
    Por isso, recebem algumas pessoas que acreditam fazer parte da revolução. No entanto, o seu jeito de idosos acaba por impedir que eles tenham relacionamentos simples com as outras ou que, na verdade, tenham uma vida normal e adaptada.
     
    O aspecto que me pareceu mais curioso foi a ironia da situação de termos um revolucionário que, supostamente, acredita plenamente na diluição de classes sociais mas que, apesar de tudo, trata o seu amigo que o vem acompanhando desde a infância como um mero cirado mujique.
     
    É um livro bastante triste e melancólico. Acabei por o apreciar bastante.

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