Archive for sexta-feira, novembro 03

  • Kaze no Shoujo Emily

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    Kaze no Shoujo Emily
    Kosaka Harume - TMS Entertainment
    Anime - 26 Episódios
    2007
    6 em 10

    Para variar um pouco, um World Master Theatre bastante recente, da década passada.

    Emily é uma menina que vive com o seu pai. Aquando falecimento deste, muda-se para casa de uma tia afastada, a casa da Lua Nova, onde terá de se adaptar à sua nova vida, a novos amigos e à presença sempre constante das memórias do seu pai. 

    Apesar de ser um anime bastante simples em termos narrativos, sem muitas coisas que o distingam de outros animes do mesmo género, este torna-se uma experiência agradável devido à caracterização e crescimento dos personagens, que realmente ficam mais velhos e diferentes à medida que o anime decorre. Emily é uma rapariga simpática que gosta de escrever, coisa com que me identifico muito, sendo que esse acaba por se tornar um dos focos principais do seu desenvolvimento. Além disso, este anime torna-se um pouco diferente porque, por uma rara vez, a criança em causa não sobfre todas as passinhas do Algarve para que o anime chegue a um final consequente.

    A animação não é de todo extraordinária, sendo que temos muito poucas cenas em que realmente existam movimentos que exijam técnica e rapidez. Os designs são interessantes, embora um pouco repetitivos e limitativos, acontecendo algo semelhante nos cenários que, muitas vezes, têm um tratamento digital pouco adequado ao contexto.

    A banda sonora é maravilhosa, sobretudo a da dobragem italiana. As músicas são apaixonantes, clássicas, remetendo-nos para uma Inglaterra tão rica como rural.

    É um bom anime, embora não seja o melhor exemplo do género.
  • Laputa

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    Laputa - Castle in the Sky
    Hayao Miyazaki - Studio Ghibli
    Anime - Filme
    1986
    7 em 10

    Este era o único filme da Ghibli que me faltava ver. :) Portanto, mais um grande achievement na minha vida animesca!

    Tudo começa quando uma máquina aérea, de transporte de passageiros, é atacada por piratas. Uma rapariga consegue fugir com uma pedra preciosa, que lhe dá a capacidade de flutuar. Será revelado que essa pedra contém o segredo sobre como chegar a Laputa, a ilha no céu, inspirada nas viagens de Gulliver, onde uma civilização antiga e poderosa contém uma tecnologia invejável por vários membros da sociedade.

    Este filme tem muito de extraordinário. Para começar, foi o primeiro filme inteiramente produzido pelo Studio Ghibli, com um valor de produção invejável para a época. As cenas de animação estão essencialmente perfeitas para a tecnologia que existia na altura, sendo que também existe um cuidado especial com os cenários e, sobretudo, com a maquinaria de inspiração steampunk que povoa todo o filme. Neste campo, achei apenas um defeito que foi o que me impediu de dar uma nota exemplar: as nuvens. Para um filme passado no céu, não temos imagens aéreas especialmente originais, sendo que a utilização de luz nas nuvens pode ficar um pouco aborrecida. Existem também algumas cenas em que a paleta de cores muito reduzida não contribui para a experiência, nomeadamente a cena na prisão que tinha cores demasiado quentes e sobrepostas umas nas outras.

    Os personagens são encantadores, fortes e sofrem uma caracterização e desenvolvimento muito discretos mas, ainda assim, perfeitamente conjugados com as experiências que ocorrem durante a narrativa. Gostei tanto dos personagens que, deixem-me anunciar!, fiquei com vontade de fazer cosplay da Sheeta. Aliás, fiquei ainda com mais vontade de fazer da velhota, mas ainda não tenho rugas suficientes, hahaha. ;) Infelizmente, os designs dos personagens não acompanham a sua complexidade. Houvesse um maior cuidado no seu desenho e talvez nos conseguissem transmitir um pouco mais além da simplicidade inerente a todos os personagens de Miyazaki.

    O conceito da ilha flutuante é concretizado da melhor maneira. A partir do momento em que entramos em Laputa, um novo mundo se nos revela. O detalhe dado a estas cenas é absolutamente fascinantes e, por esta última secção, vale a pena ver o filme. Existe também um discreto conceito ambientalista, caracterizado pelo robot jardineiro, o que demonstra a tendência bastante precoce do autor em abordar este tema.

    Musicalmente, temos um tema recorrente mas que é interpretado de uma série de maneiras que po tornam sempre único. Os efeitos sonoros também estão muito adequados.

    Um filme inspirador e a prova de um excelente começo para um estúdio que todos amamos!

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