Archive for sábado, julho 08

  • Aura

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    Aura
    Carlos Fuentes
    1962
    Novela

    Quase um conto, com apenas oitenta páginas, um livrinho diminuto que se lê em meia hora no café.

    O aspecto mais curioso será o facto de que está narrado na segunda pessoa do singular, coisa que vejo muito raramente. Isto acaba por tornar a identificação com a situação, pela parte do leitor, muito mais directa e simples, como se Felipe - o personagem - pudesse ser qualquer um de nós. Como se qualquer um de nós reagisse daquela forma à situação relatada.

    Esta, para não revelar o mistério, é simples e já muitas vezes vista, acabando também por ser um pouco previsível. No entanto, a forma como tudo está narrado torna tudo muito mais denso do que seria de outra forma, transmitindo a estranheza do surreal e a variedade de emoções dos intervenientes.

    Um pequeno exercício de surrealismo, sem dúvida muito bem montado.

  • Vinho Mágico

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    Vinho Mágico
    Joanne Harris
    2000
    Romance

    Um livro mais ligeiro para variar dos clássicos da minha nova TBR.

    O personagem principal é um escritor que teve apenas um grande sucesso, tendo depois se convertido a escrever ficção científica barata. Como é natural, está farto da sua vida na roda viva inglesa e, num impulso, compra uma casa de campo em França. Lá, irá descobrir segredos do seu passado e inserir-se numa nova comunidade, descobrindo também os seus próprios mistérios.

    O livro tem o seu interesse, mas os flashbacks constantes à remota adolescência do personagem tornam-se aborrecidos devido à sua frequência. A maior parte dos aspectos aí relatados não têm qualquer influência nas ideias actuais da história, sendo que o personagem recorrente (e fantasma) do velho Joe não recebe suficiente caracterização em nenhuma das partes, passada ou futura.

    Os mistérios que se vão desvendando são irreais na medida em que pecam por uma falta de lógica exuberante. A conclusão do posfácio torna todos felizes para sempre das formas mais improváveis possível.

    Para além disso a dicotomia inglesa/francesa está muito mal explorada.

    De resto, lê-se bem.

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