Archive for quarta-feira, outubro 29

  • Yuru Yuri♪♪

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    Yuru Yuri♪♪
    Oota Masahiku - TV Tokyo
    Anime - 12 Episódios
    2012
    5 em 10 
     
    Aquele momento da vida em que há tão pouco para fazer que se arruma uma série de 12 episódios num dia. .___.
     
    Para verem a minha fraca opinião em relação à primeira season, clicai aqui.

    Em resumo: um anime acéfalo. Um grupo de meninas com cabelos de cores diferentes (as únicas em toda a escola com estes cabelos, aparentemente) fazem coisas fofinhas e dão beijinhos umas nas outras. Graças a deus que não são tantos como na primeira season. O seu amor fraternal feminino é tão fofo, tão fofo, tão fofinho, que é adorável (quem me conhece sabe como eu odeio esta palavra na língua portuguesa). A arte é fofa, isso sim. Mas de resto...

    Pode-se ser fofo quando não se tem densidade emocional e psicológica para suportar o facto de se ser uma personagem numa série de anime? Portanto, pode uma pedra ser fofa? Uma pedra pode ser muito fofa, contando que esteja coradinha. Mas será que é válido que num anime todos os personagens sejam pedras? Seria válido, se as pedras fossem realmente personagens únicas, com uma personalidade de pedra. Todas as personagens aqui existentes são umas massas amorfas às cores que não se distinguem umas das outras por nenhuma razão. Não têm traços específicos, não têm nada de único acerca delas. Nem sequer são seres umanos realistas.

    BHistória não existe, não que precisássemos dela para um anime fatia de vida sem início nem conclusão, que passa pelas estações do ano sem que haja qualquer mudança naqueles que nisso intervêm.

    A música é diabética ao extremo, ilustrando bem o que se espera disto.

    Pena que não seja nada. Não é relaxante, pois apenas me abismei perante a tontice patente em todos os momentos. Não é interessante, pois não tem fala de absolutamente nada. Nem sequer tem uma aura de fascínio pelos momentos tendencialmente surreais que às vezes aparecem. Porque eles não têm qualquer tipo de graça nem nada de diferente que nos faça pensar que é único.

    Ao menos não foi doloroso. Viu-se tudo num dia.
  • Sumomomo Momomo

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    Sumomomo Momomo
     Inoue Toshiki - TV Asashi
    Anime - 22 Episódios + 2 OVA
    2006
    4 em 10

    Existem aquelas ocasiões em que eu digo "há muito tempo que não via algo tão bom!". Agora é caso para dizer: "há muito tempo que não via algo tão mau". Porque, realmente, isto é possivelmente das coisas mais terríveis que tive o prazer de ver. Nem chega ao "tão mau que é bom". É simplesmente tenebroso.

    O ambiente é estabelecido logo na primeira frase da OP:

    Vamos fazer bebés

    E a história, mais ou menos, consiste nuns filhos de uns mafiosos que foram prometidos em casamento um ao outro. O gajo é inteligente (o que só se nota no primeiro episódio, quando explicam que ele é inteligente), a gaja deve ter uma coisa boa qualquer além de ser loli, mas não consegui identificar o quê. Ela quer forrobodó, ele não. Depois aparecem mais duas miúdas, uma loira ainda mais loli e uma menos loli mas muito tímida, que também querem forrobodó. O garanhão da parada, não quer saber, até aos últimos quatro episódios, em que finalmente aparece algo semelhante a uma narrativa.

    Para além de uma história, um setting e personagens que já estão em queda no abismo desde a sua conecpção, tudo isto tem uma animação roçando o asqueroso. As cenas cómicas e fatia de vida têm características hermeticamente poligonais, mesmo quando tendencialmente chibosas. As cenas de acção com espadas e coisas do género podem ser resumidas em "imagem parada com meias luas luminosas a passar", o que me parece uma boa metáfora para "estou a matar os meus inimigos". Por alguma razão cada uma destas personagens tem um super poder do coiso e tal manifesto por um animal do zodíaco chinês. Estes, coitadinhos, são do pior CG que alguma vez poderia ter sido inventado, parece aquele CG primordial que se usava há décadas atrás. De certa forma, é uma animação vintage.

    Para coroar este espectáculo, temos OPs e EDs histéricas e efeitos sonoros toonicos que em nada contribuem para uma boa apreciação do que se está a passar (mesmo que se passasse alguma coisa de interesse).

    Nem posso recomendar para se rirem do mau que isto é, porque não tem graça.
  • E Deus Criou as Au Pair

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    E Deus Criou as Au Pair
    Pascale Smets e Benedicte Newland
    2005
    Romance (?)

    Há algum tempo que não lia nada do BookCrossing. Este livro tem uma história engraçada: apanhei-o na convenção e depois enviei-o como presente (de uma lotaria, acho). Mas depois fizeram um BookRing e eu inscrevi-me. :)

    Pois bem, este livro é para ser cómico e consiste nas trocas de e-mails entre duas irmãs e outros personagens. As irmãs têm cada uma três criancinhas horrorosas e vivem em pontos completamente diferentes do mundo (Canadá e Inglaterra). Partilham as suas aventuras na sua senda de donas de casa que tomam conta das criancinhas. E uma delas, apesar de não fazer mais nada da vida, precisa de ter uma empregada (denominada "au pair", sabe-se lá porquê) para a ajudar a não fazer nada da vida.

    Como podem reparar, talvez este livro fosse mais divertido se eu tivesse bebés debaixo dos braços.

    Porque realmente, ser mãe a tempo inteiro é complicado, mas estas pessoas parecem não ter qualquer tipo de objectivo na vida, nenhum sonho, nenhum desejo, nada de nada sem ser ter mais bebés.

    No entanto, existem alguns momentos muito engraçados. As palavras repetem-se, não está especialmente bem escrito, mas não pude deixar de gargalhar no autocarro quando li a aventura dos furbies.

    Não há muito a dizer sobre o livro, pois é tão simples. Apesar de ser uma leitura fácil, pareceu-me que demorei uma eternidade a terminá-lo
  • Snowpiercer

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    Snowpiercer
    Joon-ho Bong
    2013
    Filme
    6 em 10

    Visualizado depois de levar os turistas a passear a Almada. Gostaram pois não tinha turistas e porque os levámos ao tasco mais tascoso de Portugal.

    Baseado numa graphic novel francesa, este é um filme passado numa realidade distópica. A humanidade terminou e o mundo enfrenta uma era do gelo. Os únicos sobreviventes são aqueles que conseguiram apanhar o Snowpiercer, um comboio de altíssima tecnologia que dá a volta ao mundo constantemente e que tem um ecossistema próprio. Infelizmente, como em tudo, existe uma grande divisão de classes dentro deste comboio, protagonizada pelas pessoas que vivem nas carruagens traseiras. Estas, lideradas por um jovem cheio de revolta dentro dele, decidem conquistar o comboio e fazer as suas próprias regras. Para isso, são ajudadas por dois coreanos - pai e filha - viciados numa estranha droga chamada Kronol.

    O ambiente do filme, o comboio, é muito interessante. Está extremamente detalhado e realmente funciona como realidade alternativa. O que não funciona neste filme é o facto de os personagens interessantes serem todos eliminados da corrida à medida que as cenas de acção decorrem. Estas, apesar de animação compoturizada ser bastante falha, são muito engraçadas em certa medida, mas aterrorizantes se vistas pela perspectiva dos personagens.

    Existem personagens muito interessantes, e a história pregressa de todos eles é quase comovente. Nota para  Tilda Swinton que interpreta, possivelmente, a personagem mais fascinante do filme: Mason, o pau mandado das carruagens da frente que decide e faz as vidas das carruagens de trás. Também fiquei surpreendida pela intensidade dos actores coreanos, dado que apenas os tinha visto naquelas novelas horrorsas que todos adoram.

    Para apreciar este filme, temos desde logo que admitir que esta realidade existe, apesar de alguns detalhes que poderiam ter sido explicados (por exemplo, porque razão se venderam os bilhetes, como apareceu a era do gelo, por aí em diante). De resto, é um bom filme de acção num ambiente bastante original, pelo que poderá ser um filme interessante para uma noite de mosquitos.
  • Ninja Scroll

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    Ninja Scroll
    Kawajiri Yoshiaki - Madhouse Studios
    Anime - Filme
    1993
    6 em 10

    Nestes dias que passaram tive por cá uns amigos da Holanda, portanto o meu visionamento de objectos foi limitado. Diga-se, entretanto, que gostaram bastante, apesar de acharem que Lisboa está pejada de turistas até à medula. Na primeira noite em que estiveram cá, ao voltarmos para casa o Ni achou que este era um filme bom para ver. Essencialmente um dos dois ou três animes que ele viu e que eu ainda não tinha visto. Blasfêmia!

    Nunca tinha visto este filme, porque tinha visto a série e detestado. Mas o filme é bastante diferente. Bastante mais simples também.

    No decurso de um dia, um ninja tem de ajudar um velhote a impedir que haja um roubo de uma grande quantidade de ouro. A ajudá-lo está uma rapariga ninja e contra eles estão muitos outros ninjas. O que distingue o filme de outros animes do género é que cada um dos personagens tem um poder específico e especial. Assim, a narrativa resume-se essencialmente a uma sequência de cenas de acção.

    Estas, estão animadas de forma extrema, excelente. O ritmo está muito bem concebido, assim como todo o ambiente negativo e historicamente informado que envolve todas as cenas. Ainda assim, a excelência das sequências de acção não é o suficiente para tornar o filme muito memorável.

    Em paralelo, existe uma história de amizade e amor, que revela uma personagem feminina bastante bem concebida, com um misto de força e fragilidade emocional que a torna muito interessante. Infelizmente, os outros personagens seriam passíveis de mais desenvolvimento psicológico. A sua ausência torna a narrativa inócua e pouco flexível.

    De qualquer forma, foi um filme interessante e posso recomendá-lo a todos os fãs de shounens de batalha que andam por aí. :>
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