Archive for sábado, agosto 25

  • Festas de Corroios - Planeta Vaca e Linda Martini

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    Festas de Corroios
     
    Mais um ano, mais umas Festas de Corroios! Não as perco já há uma série de tempo e ontem lá estive eu.
    Como festa, é sempre a mesma coisa, exactamente com a mesma conformação. Bancas de comidas e bebidas e bancas de lojas de Corroios. Lembro-me que houve um ano em que cheguei a comprar uma gaiola nova para o meu querido Lípio, que já está para onde vão os passarinhos quando morrem. Este ano fui eu a estrear a banca das Caipirinhas. O que varia são os concertos, vários durante vários dias. Ontem foi Planeta Vaca seguido de Linda Martini e é sobre os concertos que vou fazer os meus comentários
     
    Planeta Vaca

    Não conhecia e não fiquei com vontade de conhecer. Aparentemente vencedores de um concurso de bandas, apresentaram-nos um um rock com tendências mais pesadotas mas que ainda assim cai no vulgar dos Foo Fighters. Não consegui perceber as letras (excepto numa música em que berravam PAZ PAZ PAZ), que admito que possam ter algum conteúdo interessante. A atitude em palco foi um pouco convencida de mais, com algumas tentativas de humor muito falhadas. Não parecem dominar bem a música, apesar do guitarrista/vocalista se ter atirado para o chão a tocar feito rock-star e ter duas guitarras, uma das quais triangular.

    Linda Martini
     
    Possivelmente a minha banda portuguesa preferida a seguir a Ornatos Violeta. Eu adoro Linda Martini. Parece-me que compreendo o que eles querem dizer com as suas músicas e identifico-me com elas. Foi a quarta vez que os vi ao vivo. Eu distingo dois tipos de pessoas num concerto de Linda Martini: os que estão à frente a curtir a loucura e os que estão atrás sem fazer ideia do que estão a ouvir. Dado que o meu corpo estava sob o efeito de uma hora de sono durante todo o dia (insónia encantadora sobre a qual podem ler no meu DeviantArt, por enquanto) eu fiquei atrás e mais atrás a curtir a loucura.
     
    É um som pesado, muito complexo e muito intenso, coroado por letras que, sendo um pouco surreais, caracterizam uma realidade crua e violenta. Neste concerto percebi que todos os elementos da banda se encontram na mesma sintonia, o que levou a momentos de grandiosos improvisos, alguns com a colaboração do público. Nota-se que conhecem e amam os seus instrumentos. Não nos disseram muitas coisas mas era evidente que estavam felizes por estar ali.
     
    Além disso, tocaram a minha música preferida. Estava cheia de medo que não a tocassem. Fica aqui para quem conhece e gosta de ouvir muitas vezes e para quem não conhece experimentar estes excelentes sons.
     
     

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