Archive for quarta-feira, maio 15
Ghost in the Shell - Solid State Society
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Ghost in the Shell - Solid State Society
Kamiyama Kenji - Production I.G
Anime - Filme
2006
6 em 10
Eu sou grande fã de GitS. Qual o meu espanto quando descobri no meu clubezinho que me faltava ver um filme! Infelizmente, desapontou-me.
Dois anos depois de Stand Alone Complex, Motoko já não está presente e Togusa tem uma posição de liderança dentro da Section 9. Começam a investigar um caso de crianças raptadas e a misteriosa Solid State Society. Depois de algumas reviravoltas, Motoko aparece para solucionar tudo com o seu talento para penetrar em cérebros alheios. Agora, a parte questionável deste filme é que toda a história é bastante previsível, à medida do seu desenrolar. Também lhe falta o ambiente negro cyberpunk a que nos habituámos no resto do franchise. Os personagens poderiam ter tido algum tipo de desenvolvimento mais completo, sobretudo no que respeita à interacção de Togusa com Batou (juntamente com a Major, os meus personagens preferidos), que estão colocados em posições no estrato militar inversas ao que se passava anteriormente. Isso poderia ter provocado algum conflito, que não foi suficientemente explorado.
A arte não está especialmente boa, sendo os únicos momentos dignos de nota aqueles que envolve tachikomas. Aliás, o seu regresso não pareceu fazer grande sentido, já que - se bem nos lembramos de Stand Alone Complex - o seu satélite da inteligência artificial tinha sido destruído num acto de suicídio altruísta. Assim, eles não deveriam existir (pelo menos da mesma forma) e tinha-me parecido muito bem que eles fossem substituídos por uchikomas. Eu gosto muito de tachikomas porque são muito fofinhos, mas aparentaram estar aqui para fazer gosto aos fãs. O CG é usado com parcimónia, sobretudo nas perspectivas de edifícios, mas nota-se bastante e destoa.
A música, cantada numa língua desconhecida qualquer vinda algures da Europa de Leste, soa demasiado a pop e não se conjuga com o ambiente de Ghost in the Shell.
Mas o que mais me desapontou neste filme foi a total ausência de questões implícitas, aquelas questões que nos fazem pensar e que nos deixam sem dormir durante pelo menos um bocadinho. É essa a essência de GitS e este filme não lhe faz jus.
By : ladyxzeus
p.s. Eu Amo-te
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p.s. - Eu Amo-te
Cecilia Ahern
2004
Romance
O título parecia fofinho. Eu vou muito aos livros pelos títulos, apesar de tudo (e apesar de ser errado). Ora bem, o que é que se passa neste livro: existem duas almas gémas, Gerry e Holly. E vivem muito felizes até ao dia em que Gerry tem um tumor no cérebro e morre. Triste. Holly fica despedaçada, até que descobre que ele deixou um souvenir: uma carta por cada mês do ano, a dizer-lhe o que fazer. Coisas muito variadas.
Variadas mas muito pouco, digamos... Complexas. A maioria são coisas triviais, o que me parece um pouco estranho como desejo de pessoa que está prestes a morrer.
O livro tem muita comédia, a pândega de Holly com as suas amigas malucas, intercalada com muitos momentos tristes de reflexão e depressão. No entanto as brincadeiras das amigas pareceram-me tão pouco providas de sentido que não lhes achei piada nenhuma. Além disso, esses momentos quebram com os de depressão e, assim, foi difícil de me identificar com a personagem e com os seus sentimentos. Também não ajuda nada que a personagem principal não tenha qualquer resquício de personalidade. É uma personagem totalmente vulgar, sem nada que goste de fazer, sem nenhum passatempo, sem nenhum nada, a vida dela era o marido. E isso é triste e dificulta o processo de viver sem ele.
No entanto, o livro pôs-me a pensar... E se me acontecesse o mesmo? Os maridos e as esposas, morre sempre um primeiro, se morresse eu primeiro ele ia ficar triste, se ele morresse primeiro... A vida tinha de continuar? O meu avô morreu muito jovem e a minha avó nunca se voltou a casar. Acho que é precisa muita paixão.
By : ladyxzeus
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