Archive for quinta-feira, julho 12

  • Hanasaku Iroha

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    Hanasaku Iroha
    Ando Masahiru - Bandai
    Anime - 26 Episódios
    2011
    6 em 10

    Por uma vez um anime que me manteve atenta do início ao fim! Uma experiência muito agradável, mas que ainda assim possui uma série de defeitos que me impedem de lhe dar um rating mais alto (mas estive bastante dividida entre o 7 e o 6)

    Ohana é uma jovenzita de Tóquio sem grandes objectivos de vida que se vê confrontada com a situação de, por uma razão extremamente parva e desadequada, ter de ir viver para uma estância termal e trabalhar lá. Assim o anime decorre em termos de slice-of-life (acho engraçado este termo "fatia de vida") em que acompanhamos as pequenas aventuras diárias desta pequena e dos seus colegas e amigos.

    Este género não tem história, apesar de em Hanasaku Iroha fazerem uma tentativa de desenvolvimento narrativo que cai um pouco por terra devido à fragilidade do próprio tema. Assim, tem de - necessariamente - se basear no desenvolvimento de personagens. À primeira vista este é feito de maneira leve e concentrada, dando a cada personagem alguns episódios para ser desafiado e para se desenvolver, mas eu encontro nisto uma falha. Não é um crescimento discreto e saboroso mas mais um "tira a tua senha". Ohana, que aparenta ser quem mais se desenvolve, revela a partir do primeiro momento os seus objectivos. No seu primeiro dia de trabalho é logo demonstrado todo o seu futuro e todos os seus novos sonhos. Depois, além do trio essencial, o resto da equipa termal tem apenas um desenho muito superficial. Fiquei curiosa em relação a eles mas não creio que nem com uma continuação sejam revelados os seus segredos.

    A arte é bastante agradável à vista e, como o implica toda a modernidade, as cenas de acção são muito rápidas e fluídas. Não há grandes cenas paisagistas e insistem em mostrar sempre os mesmos lugares, quando poderiam ter feito algo de muito mais belo.

    Existem algumas músicas bonitas ao piano, mas não o suficiente para me incentivar a tocá-las (não que eu possa tocar piano com estas novas unhas de gel cor de laranja fluorescente com brilhantes que o meu pai me ofereceu...) A OP e as múltiplas EDs são todas cantadas por uma vozinha de gato que me irrita solenemente e só são apropriadas em momentos pontuais.

    Bonito e leve, é como uma barrita energética de chocolate dietético para o lanche. Como o seu equivalente alimentar, digere-se muito rápido e dentro de algumas horas só me irei lembrar que tenho fome.

  • Dois de Nós

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    Dois de Nós
    Ana Pepine e Paul Cimpoieru
    2010
    Teatro
    7 em 10

    A propósito de uns convites ganhos para o Festival de Teatro de Almada (o 29º), fomos ver esta peça. Dois de Nós é um misto de teatro, pantomima e dança, contando uma história sem palavras, própria para públicos de qualquer língua. A história é bastante simples, mas pelos vistos pode ser interpretada de várias maneiras. Por aquilo que eu percebi, fala de um casal que se separa, ambos têm aventuras e depois voltam a ficar juntos. No início pensei que a história estivesse a andar para trás e que nos tivessem a mostrar o seu primeiro encontro. Os meus amigos afirmam que só ela teve aventuras e que ela é que era a personagem principal. Eu continuo a achar que são os dois.

    A produção é muitíssimo simples, o que funciona extremamente bem. Deu-me ideias e inspirou-me para fazer coisas semelhantes com os meus cosplays, apesar de eu não ter aqueles movimentos corporais e ser uma desajeitada. A interpretação, se ao início parecia apenas mais uma repetição de uma peça que se vem fazendo desde 2010, foi sentida. Achei especialmente emocionante o reencontro com a representação dos momentos passados. E o meu momento preferido foi os pézinhos a abanar. :3

    As músicas dão mais brilho e vivacidade à história.

    O grande defeito é que houve alguns momentos de mímica que, simplesmente, não se percebiam. Ok, estão a abrir coisas, mas o quê? Além disso, um erro crasso: ele saiu de casa sem abrir a porta.

    Foi uma experiência bonita, que recomendo se tiverem oportunidade.
     
    Depois houve BEBERETI, em que pudemos interagir com os actores e comer doses industriais de pão de queijo. Claro que ninguém foi interagir com os actores, tiveram todas vergonha de ir falar com o Paul Cimpoieru (e não saberíamos dizer o nome dele), cuja prestação foi "muito bom"...

    O meu scanner está a embirrar, mas quando lhe passar coloco aqui o programa. :)

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