Archive for 2026

  • Evento: Comic Con Portugal - Bem vindo à Lista Negra

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     Toda esta aventura começou quando uma menina pediu num server de cosplay pessoas para tirar fotos e fazer vídeos de um grupo de Ursinhos Carinhosos. Ora, como eu adoro (ou adorava?) os Ursinhos Carinhosos, juntei-me logo! O vídeo foi enviado para uma estranha competição organizada pela CCPT, em que iam seleccionar as pessoas por zonas do país através dos skits em vídeo. E como éramos pouquíssimos fomos todos seleccionados!

    Aqui começam os problemas: primeiro, a CCPT era para ser na Exponor. Subitamente mudaram para Santa Maria da Feira e eu reservei um hotel lá. O concurso era suposto ser dia 25 de Abril MAS, devido ao facto de nos terem trocado o auditório para um bastante maior, passou para 26. Então o hotel de Feira não estava mais disponível. D: Voltei a marcar um em Espinho, que se veio a revelar uma casinha muito bonita com jardim. Só na última fase de venda dos bilhetes me cai a ficha de que o helper não tem bilhete gratuito. Isto foi uma surpresa e um choque, porque o ninja tinha bilhete gratuito! Então se o ninja faz as vezes de helper, o helper não pode ter bilhete grátis porque não é ninja? Mais valia tê-lo posto como ninja D: Foi uma barbaridade de euros o bilhete de fim de semana e, por isso, fiquei tão chateada com este evento no geral. Porque não vale a viagem, a estadia e O PASSE DE FIM DE SEMANA!

    Para começar, o Europarque de Santa Maria da Feira não fica em Feira. Fica numa terra que tem o maravilhoso nome de "Espargo". Espargo não tem qualquer tipo de transporte público, embora estivesse lá em frente uma singular e solitária paragem de bus. Para as pessoas sem carro, que são a maioria dos miúdos que vão a estas coisas, parece-me totalmente inviável chegar a este lugar. O sítio era muito espaçoso e bonito, com sítios excelentes para fotos, mas também parece ter sido um pouco mal aproveitado.

    No andar térreo havia vários auditórios com actividades, tudo bem excepto que puseram o desfile de cosplay num auditório diminuto e já não conseguimos entrar. No primeiro andar estava um palco de alguma coisa, estava lá uma aidoru japonesa a cantar muito malita coitada, e a zona comercial. Aqui devemos colocar uma nota para a extrema abundância de falsificações, bootlegs e aqueles sacos horrorosos de merch surpresa que vêm do Aliexpress. A maior parte das bancas era de Espanha, com excepção para uma banca muito genial de comics semanais raros. No submundo (-1) estavam os artistas e, desta feita, não posso garantir que sejam bons artistas. Muitos tinham merch chinesa, que não corresponde a uma Artist Alley, e cheguei a ver uma banca com aquelas ilustrações em AI horríveis que fazem os olhos dos bonecos muito grandes (também havia bastante AI na zona comercial, mas nos artistas é imperdoável). Subitamente, vi um escritor a vender o seu novo livro! Toda feliz para apoiar um novo autor, fui lá e disse logo que comprava o livro! Qual o meu horror quando vejo que o autor tem umas cartas com as personagens com designs em.... AI. E coitados dos personagens, que feios ficaram. Aprendi também que são self-inserts do autor e da sua família. Só espero é que o livro em si não esteja escrito por AI, ou corto os pulsos.

    A zona da comida era bastante completa, mas bem diferente do habitual: NÃO TINHA comida asiática nem bubble tea nem nada do que costumamos ter nestes eventos. Comi um croissant de 5€ D:

    No Sábado levei o meu cosplay de Rem (Re Zero), que já tinha comprado há dois anos mas nunca tinha feito o arranjo de que precisava, alargar as costas porque como agora sou gordeca o peito não cabia num XXL Asiático. Foi um SUCESSO!!! A cada cinco minutos me pediam para tirar uma foto omg! Isto é muito muito invulgar! Fica aqui o registo de mim ao lado do KITT (venha-me buscar!) e com um random Laboon.´

    No Domingo foi o dia do concurso e as minhas mini-amigas-mini-góticas quiseram ir ensaiar às 8:30 da manhã, para meu grande desespero sonífero. Ensaiamos e foi toda a gente muito profissional, tinhamos um técnico de luzes a discutir connosco pela regie e tudo!

    O skit correu muito bem, foi muito giro, as mini-amigas estavam bem nervosas mas, espero eu, divertimo-nos todos bastante! A premiação foi estranha, porque estava indicado que ia só ser avaliado o skit e o skit do vencedor (sem descurar o fato do Predator que estava lindo de morrer, e os predadores são os aliens mais fofinhos de sempre, e o rapaz cosplayer é super alto e giro, e - enfim - fez um grande figuraço vestido de Predator) era só ele a andar de um lado para o outro a fazer kebakeba e beepbeep. Nesse aspecto, houve skits muito mais interessantes (não o nosso, que era muito fofinho mas também muito simples). Gostaria de ter ganho o prémio da Cindor, um curso de joalheria, mas a vencedora desse prémio adorou recebê-lo e estava mesmo fabulosa encarnando uma Boogiegirl.

    No fundo, o que me deixou mais feliz foi poder por os pés naquele palco, que cheirava mesmo a palco, cheirava mesmo a teatro, e acabei por fazer a personagem mais palhaça de Steven Universe, foi muito fun! Falando em SU, eu não conheço a série, só vi o filme. Fiz este cosplay a pedido das mini-amigas, e foi muito prazeroso interpretar uma personagem tão doida e pateta!
                                                   


    Em resumo, a CCPT teve a pior edição de SEMPRE em 2026. Com grandes props para a organizadora dos elementos de cosplay, a Angélica, que se esforçou ao máximo pelo nosso conforto com grandes limitações, posso dizer que o concurso foi divertido, mas que o evento em si não vale o preço do passe de fim de semana. Nos dias da semana nem se fala, segundo consta a presença principal foi a de escolas com bilhete gratuito.

    Entretanto já ouvi uma série de coisas, desde o valor das bancas da Artist Alley ser ainda mais absurdo que o do passe, estarem lá fotógrafos a tirar fotos sem consentimento para depois pedirem aos cosplayers para as comprarem num site de stock, e o facto de terem renegado os artistas para uma sepultura.

    Por isso, é com esta expressão que me despeço:

    AAAAAAAAAAAAA






  • Análise: The Pitt - Serviço de Urgência, mas cientificamente actualizado

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    The Pitt. O nome dado às urgências de um dos principais hospitais escolares de Pittsburgh.

    Nesta série, até agora com duas seasons, acompanhamos um dia completo no hospital, sendo cada episódio uma hora do turno. Como podemos constatar, cada season tem 15 episódios, estes médicos nunca saem a tempo e horas do seu trabalho.

    Naa primeira season conhecemos alguns estudantes de medicina, preparadíssimos para aprender e absorver toda a informação que o seu MD tem para lhes dar. Esse MD é Robbie Robinavitch, um experiente médico que já tinha participado no Serviço de Urgência dos anos 90, mas com outro nome (ah, era o mesmo actor!). Aliás, às vezes ele até dá dicas do género "isto fazia-se assim nos 90s", o que foi muito engraçado.

    Tal e qual como no clássico Serviço de Urgência, a cada episódio temos alguns casos clínicos novos, alguns muito simples e outros muito bizarros. Na verdade, esta série inspirou-me imensamente a finalmente ir tirar a pós-graduação em medicina interna, porque quero ser tão esperta e cabeçuda quanto estes médicos de pessoas.

    The Pitt fala também de alguns assuntos sociais importantes, como a pandemia, a acção do ICE ou o consumo de drogas em ambiente hospitalar. Cada personagem tem as suas características únicas, e são mesmo muito cativantes estes médicos e estudantes. Na segunda season, os estudantes já são residentes, e conhecemos mais um batch de potenciais médicos. Conseguimos perceber que o choque da morte acaba por ser mais impactante que o facto de se salvarem vidas, e que cada pessoa tem a sua vida única e exclusiva, com problemas que nos podem parecer um pouco parvos às vezes, mas que para elas são importantíssimos.

    O série aborda também o facto de não haver serviço nacional de saúde nos USA, mostrando-nos as dificuldades de pagamento dos serviços prestados pelas pessoas que perderam Medicaid por uma razão ou outra. Essas dificuldades podem ter consequências graves, e isso é preocupante tanto para os intervenientes da série como para o público.

    Apesar de ter algumas cenas bem gráficas, o ambiente é completamente estéril e educativo. Por isso não me impressionam grandemente, apesar de chegarem a mostrar um parto ao vivo e a cores.

    Foi uma série com a qual vibrei durante as semanas em que esteve a sair, e estou ansiosa por seasons infinitas!

  • Análise: Ace wo Nerae! - O anime, o cinema e o desporto entram num bar

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     Serve esta review/análise para falar do Ace wo Nerae BOM: o filme do Dezaki, o OVA e o segundo OVA. A série original, acho que já falei dela aqui, é bastante fraquita, em que as jogadoras praticam ténis só de meias, porque não lhes desenharam os sapatos.

    Mas falemos de coisas boas: o que acontece quando temos um anime de desporto, que é realizado por um director fluente em cinematografia?

    É graças a isto que Ace wo Nerae (torna-te num ás!) se eleva para além de um anime perfeitamente normal situado nos anos 70: porque os jogos tornam-se fascinantes, sem uso de super poderes nem nada, apenas a força bruta; porque finalmente ver um jogo de ténis se torna um exercício de controlo de emoções, emoções fortíssimas!

    Confesso que, no passado, odiava este desporto. O meu pai essencialmente me obrigou a passar tardes sem fim na escola de ténis, em que eu só podia mandar bolas para uma parede, enquanto ele jogava no campo (que era o que eu queria). Aprendi as regras do ténis, e consequentemente a gostar de ver os jogos, em Prince of Tennis. Graças a essa aprendizagem, este anime predecessor acaba por se tornar muito mais interessante, porque conseguimos realmente acompanhar os jogos.

    Tudo começa porque o clube de ténis da escola tal tem uma tenista muito linda, a quem chamam Madame Butterfly. Por isso, todas as meninas da escola se querem juntar, mas mal sabem elas que o treinador é um homem (com a provecta idade de 27 anos, o que será importante a seguir) irascível e que não gosta de ninguém. Ao testar as raparigas nas suas habilidades tenísticas, ele detecta uma gema em bruto: Hiromi Oka. Juntos, constroem uma relação de respeito mútuo e, quiçá, um certo amor apaixonado - apesar da diferença de idades.

    Mas tudo acaba em tragédia, como costumavam acabar as coisas nos anos 70, e não mais podem estar juntos. Digamos, mandando um grande spoiler, que o treinador fez parte do Clube dos 27. Oka nunca se irá recuperar completamente, após um ataque de histerismo, mas lá tenta encontrar uma forma de viver.



    Penso que este anime não é só e apenas sobre ténis. No fundo, esta história é um contar da juventude, e de como aquilo que fazemos quando somos muito novos não corresponde ao que fazemos quando somos adultos. Os amigos que chegam, e os amigos que partem para outras direcções da vida. Os amores que vivemos, com que vibramos, e aqueles que são estáticos e seguros.

    Um verdadeiro hino ao desporto, e à adolescência também, mas como se fosse um filme mesmo do cinema.


  • Análise: Chargeman Ken! - Quando o anime sofre de paralisia cerebral

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     Quando precisava de um anime para ver em grupo, fui pedir sugestões a uns outros amigos a ver o que me davam. E o que me deram foi uma jóia mais que preciosa, um diamante perfeitamente lapidado, só que em forma de cagalhão.

    O nome desse diamante é Chargeman Ken!

    Se em 1973 as crianças em Portugal sofriam com o final de uma ditadura, as crianças do Japão sofriam com a OP de Chargeman Ken!. Cantada por um coro infantil, dizem que o nome do seu Chargeman é Chargeman Ken, Go Go Ken. Após 65 episódios a música acaba por ficar mesmo na cabeça, por mais que a gente não queira.

    De resto, o que dizer do nosso Chargeman? Do nosso Chargeman que é o Ken? Então, Ken sofre de uma doença que o desfigurou completamente, a ele e aos outros personagens todos, porque está tão horrivelmente mal desenhado que só pode ter sido criado, no seu conceito de design, pelos pés de uma pessoa com Parkinson. Segundo consta, os animadores estavam muito a ralenti com este anime, porque iam para a praia em vez de trabalhar nele.

    Confere: temos sequências de animação absurdas, em que Ken rebola e rebola sobre si mesmo, a arma muda de sítio, pessoas não estão pintadas e vivem uma vida monocromática na multidão; temos acetatos partidos nas keys, temos pêlos e estranhos pentelhos nas keys. Temos até um momento em que aparece simplesmente uma folha com uns números escritos, que terão se esquecido de tirar (ou terá sido de propósito que lá ficou?) A transformação de Ken é sempre igual em todos os episódios, na sua luta contra os terríveis Juralianos (umas criaturas tentaculares e monoculares, que vivem debaixo do mar, liderados por um gajo com dedos de macarrão, que querem destruir a humanidade por nenhuma razão específica mas que, em oposição a Ken, morrem muito facilmente). A transformação de Ken que é sempre igual costumava ter uma musiquinha muito gira e psicadélica, mas não é sempre, porque o director de som deste anime devia ser surdo, já que raro é o momento de acção que tem banda sonora.

    De resto, as personagens são do mais esquisito que há. Ken não tem nenhuns amigos, fora a irmã Caron (que tem um ar estranhamente adulto, muitos panty shots e dá facadas), e o robô de estimação Barican, que é sem dúvida um robô alcóolico sempre com os olhos tortos.


    Mas o mais estranho no meio disto tudo é o abordar de temas essenciais e relevantes, mas da forma mais estúpida possível. Falamos do mau trato a animais, de bullying, de diferenças entre estratos sociais... Mas sem que nada disto faça sentido nenhum.

    Ken é como a merda: parece merda, cheira a merda, sabe a merda.... Certamente que é merda!

    Por isso, SO LONG LOSERS!


    O primeiro anime de sempre que classifiquei com 1/10. Ficará para os registos históricos. Parabains Ken, estou orgulhosa de ti. Nem tentando ninguém conseguia ser tão mau.


  • Análise: Heated Rivalry - Quanto mais me odeias, mais gosto de ti

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     Série inspirada na também série de livros, de mesmo nome, e que fala sobre uma rivalidade muito sensual entre dois jogadores de hockey no gelo.

    Quando se conhecem, no primeiro ano em que estão a jogar profissionalizados, eles imediatamente odeiam-se um ao outro. Mas esse ódio rapidamente se transforma num amor carnal incontrolável, e ao longo dos anos estes dois (que se odeiam) vão aprendendo que - na verdade - se amam. E isso é extremamente fofinho. O discurso todo em russo do Ilya é encantador.

    A série é extremamente relevante nos tempos que correm, porque nos fala de vários elementos socialmente importantes. Desde a pressão social e familiar dada aos desportistas, até ao facto de haver uma homofobia intrínseca no mundo do desporto, esta série fala disso tudo de uma forma mais ou menos ligeira, mas ainda assim muito emocionante.

    As cenas sensuais estão extremamente bem feitas, e conseguimos ver uma grande conexão entre os acores que nunca teria sido conseguida sem um forte director de intimidade, que fez um trabalho excelente.

    De resto, há muito tempo que não vibrava tanto com uma série, de forma a me sentir fisicamente afectada num dos momentos mais importantes da narrativa, no episódio 6 e mais não digo.

    Anseio agora pela segunda season e talvez venha a ler os livritos.


  • Concerto: FatBoy Slim

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    Foi com este sorriso que FatBoy Slim recebeu a população lisboeta num concerto no 8Marvila (em Marvila). Num espaço relativamente pequeno, tão cheio que não cabia nem mais uma pulga, o nosso DJ de house favorito faz a festa. E que festa!

    Não consigo enumerar os sons que foi passando, mas além dos seus títulos icónicos tivemos direito a Underworld, Prodigy e até Nirvana! E eu dançava e dançava... Uma pessoa até me veio dizer que adorava a minha vibe (um pouco misterioso isto)

    Dancei tanto que fiquei muito abalada, incapaz de me mexer durante toda a semana seguinte. Mas valeu a pena o dispêndio de energia, pois saí de lá bem feliz.

    Foi um concerto especial, sem dúvida, que ficará para os anais da minha história pessoal.

  • Abril 2026: O Que se Viu e O Que se Papou

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    Mais um mês, e este com muitas actividades. Viram-se muitas coisas, leram-se menos, mas vamos ver o que SE VIU e o que apenas SE PAPOU. Let's and Go!

    Blue Moon - Filme biográfico sobre o autor da ED de NGE. O actor suporta o filme inteiro, que está realmente bem feito, uma surpresa da batch dos oscars. Viu-se bem.

    Shuranosuke Zanmaken: Shikamamon no Otoko - Ninja Scroll, mas da Temu. Papa-se

    Dead Man Walking - Homem condenado à morte confessa os seus dilemas a uma freira. Este filme coloca em cheque o papel das mulheres na igreja e a sentença de morte. Fiquei com pena do MC pois ele foi só parvo, e por isso, acabou condenado. Vê-se bem.

    Amagi Brilliant Part - Achei que este anime seria diferente, na verdade é apenas sobre um parque de diversões que está a ir à falência e os momentos fatia-de-vida de quem lá trabalha. Vê-se bem.

    Dead Heat - Corridas de motas com pernas. Extremamente fixe e bem animado, mas cadê o final? Papa-se.

    Cybernetics Guardian - Cyberpunk que mistura tecnologia com demónios, e que acaba por não funcionar muito bem porque... Cadê a história? Papa-se.

    Darwin Jihen - O famoso anime do humanzé, metade homem, metade Zé. O humanzé é estranhíssimo e feio, parece um homem de meia idade com entradas. A história é muito relevante para o momento actual, pois fala do terrorismo da causa animal, o que é algo muito grave. A cena do school-shooting é mais que perturbadora, mas ainda nos conseguem perturbar mais depois disso. O Obama é o vilão. Vê-se bem.

    Dragon Ball Cooler - O irmão do Freezer vem à Terra matar o Goku, sem sucesso. Papa-se.

    Hime-sama "Goumon" no Jikan desu 2 - Continuamos as sessões de tortura deliciosas, mas confesso que me está a passar um bocado ao lado o porquê deste anime. Papa-se.

    Atarotte no Omocha - Lolis, lolis, lolis. Papa-se.

    Toujima Tanzaburou wa Kamen Rider ni Naritai - Anime hilariante em que um fã de Kamen Rider enfrenta os Shockers verdadeiros com a força da raiva e muito treino. Mamas esféricas, ninguém saber porquê. Vê-se bem, ri muito.

    Ranma 1/2 (2024) - A capacidade que a Rumiko tem de desvalorizar bacanas é extraordinária, devia ser um caso de estudo uma mulher odiar as outras mulheres desta forma. Odiosa, nem se papa, só se odeia.

    Infinite Dendrogram - Isekai/jogo completamente irrelevante. Papa-se.

    Arion - Filme excelente baseado nos mitos gregos. Animação óptima, música óptima, tudo em bom. Vê-se bem.

    Oshi no Ko 3 - A trama adensa-se. Já sabemos quem é o pai dos gémeos. Ruby torna-se malévola. SPOILER fez-me chorar baba e ranho. Vê-se bem.

    Malice Doll - OVA estranhíssimo com bizarra animação recordatória das cutscenes da PS1. Uma boneca ganha vida e deseja passar essa vida às outras bonecas, mas tudo corre errado. Muito sensual, também muito assustador e perturbador. Vê-se bem.

    Shibou Yuugi de Meshi wo Kuu. - O famoso "anime em branco", com uma animação delicada e muito experimental, mostar-nos os combates entre meninas num tal de jogo de sobrevivência. Gostei muito do desenvolvimento da MC e da arte em geral. Vê-se bem.

    Hazbin Hotel 2 - A perda de qualidade desde a primeira season é evidente. Ficamos a conhecer os demónios como eram em vida, o que é giro. As músicas nem são tão giras como antes, e Angel Dust drag não me impressionou. Apesar disso, vê-se bem.

    Confidential Confessions - Um manga sobre problemas vividos por adolescentes parvas sem autoconsciência. A arte é só ok, apesar das histórias fortes. Papa-se.

    A Menina que Veio do Outro Lado - Comprei este manga todo para apenas ficar desapontada. Uma arte extremamente simples, uma história um pouco surrealista mas sem grandes detalhes. Papa-se mas o OVA Vê-se bem, porque é muito fofinho apesar de não adaptar nada da história.

    Gunsmith Cats - Inacreditável que eu ainda não tivesse visto este OVA clássico. Raparigas detectives são super cool, e andam aos tiros só de sutiã. Vê-se bem.

    Bang Dream! - Entre seasons, OVAs e filmes, este anime tem pelo menos umas 6 partes. E são 6 partes muito más, porque num anime sobre bandas convém que as personagens saibam cantar e tocar. Também achei surrealista meterem 5 bandas a tocar ao mesmo tempo com os instrumentos todos. Muito estranho e a animação digital mete nojo. Papa-se.

    Children of the Sea - Ia comprar este manga todo e ainda bem que não o fiz, porque é muito parvo. Um desperdício de papel com imensas páginas todas em branco (ou preto). Papa-se.

    Zutaboro Reijou wa Ane no Moto Konyakusha ni Dekiai sareru - Uma rapariga pobrita casa-se com o prometido da sua irmã, que desapareceu. Aprendem a amar-se e é muito muito muito fofinho, até porque o príncipe prometido é lindo de morrer. Vê-se bem.

    Suzanari! - Um 4-koma sobre miúdas com orelhas. Não se sabe porque existe até porque só tem dois volumes. Papa-se.

    Tokidoki Bosotto Russia-go de Dereru Tonari no Alya-san - Alya é russa e às vezes baralha-se e fica nervosa e por isso fala em russo. Um anime fofinho sobre como viver a adolescência da melhor forma. Viu-se bem.

    Uma Musume - Imaginemos que os cavalos de corrida são meninas que fazem corridas. Animação fraca, personagens pouco memoráveis, e todo um absurdo de quem nunca viu um cavalo na vida. Papa-se.

    Loveless - Pensava que me faltavam dois volumes, afinal não me faltava nada porque o manga está em hiatus há uma década. Uma tristeza, mas pensando bem a história não era assim tão interessante. Papou-se.

    RG Veda - Anime CLAMP, homens lindos e tudo lindo. História bastante curiosa, inspirou-me a ler o manga. Vê-se bem.

    Mahoutsukou Tai - Bruxinhas aprendem a voar, e no meio disto há um bacano bem feio e tarado. Mas é super fofinho e as cenas de acção estão bastante bem feitas. Vê-se bem.

    Anne Shirley - Contando a história de Anne of Green Gables mas a passo de corrida. O pacing acelerado não é bom para os fãs da história, mas adaptaram as partes que gostei mais do livro.  Vê-se bem.

    Yami no Shihoukan Judge - Um homem aparentemente parasítico da sociedade é, afinal, o Judge - o que traz o julgamente dos pecados cometidos. E o julgamento é extremamente violento. Isto é quase de terror. Vê-se bem.

    The Story of Edgar Sawtelle - Acho que me mandaram este livro porque os personagens são criadores de cães, inventaram uma raça (se é que isso é possível). Achei que o livro se prolongava demasiado, mas o final foi um pouco inacreditável. Papa-se.

    E assim temos o foi visto e papado durante o mês de Abril! Agora vou tentar fazer mais algumas análises, porque depois tenho de estudar (ao contrário do que indica o nome do blog)

  • Evento: Aniaki vs Uchuu Matsuri - Um Combate

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     No mês de Março tivemos dois eventos quase seguidos, os dois de dimensão semelhante, ambos em escolas. Assim, em vez de falar da experiência de cada um em separado, achei que seria divertido comparar ambos por pontos. Porque um dos eventos foi um grande sucesso. O outro evento não terá sido tão bem sucedido. Então vamos a UM COMBATE! Pelo evento de pequena dimensão melhor sucedido de Março!



    Aniaki


    Espaço: O espaço é a escola que já conhecemos, mas desta vez consegui aproveitar melhor o espaço porque fui para a rua. As casas de banho estavam cheiíssimas. O espaço do concurso era um ginásio, bastante desadequado porque nem tem lugar para as pessoas se sentarem.

    Actividades: Nenhumas! Fora o concurso de cosplay e a Artist Alley, nada de nada, talvez porque retiraram uma sala de workshops para meter mais bancas.

    Convidados: NENHUM!

    Concurso de Cosplay: Em formato desfile performativo, fiz de ROBOTO. Estava imensa imensa imensa gente inscrita, e overall foi divertido.

    CONCLUSÃO: Evento super super popular, mas porquê? Trata-se mais de um supermercado de arte, quase não tem actividades nem convidados nem nada. De todos os modos, fiquei feliz porque achei um porta chaves do meu maior ídolo G-sama, e entrei em delírio




    ---> AQUI eu e o Toshio Maeda sensei com o meu polvis. Eu feliz <3



    Uchuu Matsuri


    Espaço: O espaço é uma escola, mas infelizmente esta escola está toda destroçada. Janelas partidas, casas de banho repelentes. As actividades eram em salas de aula, o que nos dá boas cadeiras e tal.

    Actividades: Talvez demasiadas! Havia um ror de workshops, imensos!, e muitas vezes as pessoas teriam de correr de um lado para o outro para as poder apanhar na hora correcta. Muitos dos workshops eram muito interessantes, mas a única actividade que eu queria ir era o karalhoke. Quando cheguei não estava ninguém, e estava a passar pimba, então tive vergonha de ir cantar.

    Convidados: Super interessantes! Tivemos o Maeda-Sensei,que pediu para tirar foto comigo (ofereci-lhe um polvo de peluche). Adorei conhecê-lo!

    Concurso de Cosplay: Em formato skit, estavamos DUAS pessoas inscritas e ainda assim conseguiram alucinar com o audio de ambos.

    CONCLUSÃO: Evento praticamente vazio, não se sabe porquê. O preço? Os artistas? Honestly, para conhecer os senseis valia mesmo a pena. Whyyy







  • Análise: Blood+ - Quando o bom gosto se mantém

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    Há muito muito tempo, vi Blood+. Classifiquei-o comum 9/10 e adicionei um dos personagens aos favoritos. No entanto, não me lembrava virtualmente de NADA deste anime. Porque é que lhe dei 9? Porque é que gostava tanto daquele persoangem?

    Ocasião de rever, desta vez em grupo, e parece que a minha opinião de 2007 se mantém. O meu eu de há 20 anos era realmente um poço de bom gosto.

    Mas afinal de de contas, de que se trata este anime? Vampiros!

    Conhecemos, ao início, uma rapariga aparente normal, embora bastante anémica, chamada Saya. Rapidamente percebemos que esta Saya é, na verdade, um chiroptera: espécie de vampiro mutante, muito feio, que ataca sem escrúpulos toda a gente. Dizem que é a forma seguinte da evolução do ser humano. Investigam sobre isso. Saya enquanto vampira tem adormecimentos periódios que duram cerca de 60 anos. A última vez que despertou, esteve na Guerra do Vietname e correu tudo muito mal. Ela apagou as suas memórias. E é nesta aventura para lutar contra os chiroptera que ela as vai recuperar.

    Ela tem dois irmãos adoptivos e um "chevalier", que é o Haji, um cavaleiro defensor e protector que toca violoncelo. O Haji é lindo de morrer, tem uma personalidade toda magoada e cheia de angústia, e percebemos porquê: porque quando Saya dorme, ele - no sofrimento da sua imortalidade - tem de vaguear por todo o lado sem destino e sem nada para fazer sem ser praticar o seu instrumento (o violoncelo, por favor!)

    Também os antagonistas são aterrorizantes e muito fortes, nomeadamente Diva, que tem uns gostos sexuais muito estranhos e que - com isso - protagoniza uma das cenas mais perturbadoras do anime inteiro. Os seus chevaliers também lutam, mas ao contrário de um shounen de batalha regular, eles não aparecem a cada semana. Eles têm personalidades distintas, poderes distintos e histórias evolutivas completamente diferentes, com razões muito íntimas para se manterem como chevalier.

    Nas cenas de acção, a animação é brilhante, e temos uma banda sonora perturbadora.

    De resto, como se confirma que eu era um génio, tenho apenas a dizer que o bom gosto é para sempre. E, para celebrar isso, quero ser um bonito. Sim, farei cosplay do Haji. Porque eu mereço.





  • Análise: Urotsukidoji - A Lenda do Supra Demónio

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    A propósito de irmos conhecer o autor de Urotsukidoji, que foi a mente perversa por trás da criação de hentai de tentáculos, achei por bem ler o seu manga mais famoso "The Legend of Overfiend" (Urotsukidoji). Sim, o manga é hentai e, não, não é SFW (óbvio!) e sim, tem muitos muitos tentáculos demoníacos.

    Digamos que este manga é estranho porque está extremamente bem desenhado. Até chega a fazer impressão, porque é quase como estivessemos a ver pintura renascentista, mas em vez de orarem a deus estão em posição missionário (entre outras).

    O manga acompanha as aventuras e desventuras muito sexuais de um rapazinho do nono ano e da sua namorada, que estão sempre acompanhados por um demónio extremamente  apanhado por satirismo, até que se revela que o dito do rapaz é o demónio do mal supremo e que o seu filho será, portanto, o mal supremo.




    O manga tem os seus momentos sensuais, nota-se que o autor este muito tempo a estudar várias maneiras prazerosas de fazer o amor, quer o mecanismo fornicatório seja um pénis regular ou os tentáculos malucos dos demónios. A rapariga é violada a cada três páginas, no entanto este manga empodera mais as mulheres do que qualquer Rumiko da vida: afinal, os tipos violam as miúdas, mas as raparigas demónio TAMBÉM violam os tipos, é tudo muito libertário e igualitário.

    Com uma arte extaordinária, por vezes grotesca, por vezes cheia de sentido de humor, este é um manga clássico que - apesar de ser muito badalhoco - me encheu as medidas e será, certamente, inesquecível.

    Fica a nota de que temos uma cat girl com as orelhas no sítio anatomicamente correcto.




  • Análise: No Coração desta Terra - Que Terra?

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    Livro literalmente encontrado no lixo, e que se veio a revelar uma obra máxima da literatura contemporânea.

    Estamos na África do Sul, em pleno Apartheid, e lidamos com as confusas memórias de uma mulher, Magda.

    Magda tem uma relação estranha com o pai, Magda tem uma relação estranha com a vida. Magda já não se recorda bem do que aconteceu: vive com os seus criados, todos negros como deveria ser, e matou o seu pai. Ou se calhar não, se calhar ele está muito velhote e xexé.

    Com esta confusão mental, pareceria difícil escrever um livro sobre semelhante personagem. No entanto, Coetzee consegue fazê-lo de forma magistral, colocando por palavras bem bonitas o quanto do desespero desta mulher toca na realidade, apesar de estar bastante afastado dela porque Magda está louca.

    Apesar de ser um livro bastante complexo, lê-se muito bem e é altamente viciante. É uma obra que toca no factor social, mas sobretudo no factor pessoal da personagem, que é vibrantemente confusa, mas com toda a razão.

    Assim, estamos no coração desta terra, mas que terra? A África do Sul, a África em si, ou o país pessoal em que Magda se encontra? Fica a dúvida para sempre.

  • Análise: 17-26 - A Arte de Tatsuki Fujimoto

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    Conhecemos Tatsuki Fujimoto pela sua mais famosa obra, Chainsaw Man. Por isso, fiquei agradavelmente surpreendida com este conjunto de curtas, que são adaptações de vários one shots escritos no período de 10 anos entre 2017 e 2026.

    Cada história é única e realmente fascinante. As que mais me impressionaram foram as da galinha e a do quadro. São histórias surrealistas, mas apegadas a uma realidade muito forte e muito concreta, a realidade do próprio autor, que ele altera e molda nestas histórias para servir uma espécie de moral pessoal.

    Mas o mais extraordinário é sem dúvida a animação, que é lindíssima e espectacular. Se cada pequenina história por si só não tem nada de especial, os efeitos visuais transformam-nas em algo de muito belo e de muito atractivo.

    Gostei muito deste conjunto de curtas, e recomendo.

  • Análise: Takopii no Genzai - O Alien e o Assunto Sério

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     Por vezes encontramos um anime, um simples OVA, que acaba por significar muito mais do que aquilo que esperávamos. Takopii no Genzai é um desses animes, algo aparentemente simples e muito infantil que se revelou um anime muito mais relevante do que o que eu esperava.

    Tudo começa quando Takopi, um alien tipo polvo do Planeta Feliz, vem para a Terra com o objectivo de fazer todos muito felizes. Má a sua sorte que vai parar às mãos de uma menina que sofre bastante, ela é vítima de bullying.

    Takopi consegue concretizar desejos, e como acha que a nossa menina vai ficar feliz sem a sua bully, ele.... (isto é spoiler) Ele.... Mata-a. D:

    Mas percebe que a família da bully sente a falta dela, então faz uma menina falsa para a devolver à família.

    Como podem ver, o Takopi pode vir do Planeta Feliz, mas não vem do Planeta Inteligente.




    Como este anime tem designs muito fofinhos, um pouco infantilizados, o choque dos momentos de violência é muito mais intenso do que se fosse de outra forma. 

    É um anime que fala de bullying e de como lidar com ele, pois nem sempre temos um alien feliz para nos ajudar. E como não o temos, precisamos de aprender maneiras de reagir aos nossos atacantes (sem os matar, de preferência), compreender que também eles podem estar em sofrimento e, talvez, perdoar.




    Um anime que me impressionou bastante, e que recomendo.


  • Análise: Catarina e a Beleza de Matar Fascistas - O nome fala por si só

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    Peça criada e depois encenada por Tiago Rodrigues, foi publicada em formato literário após a estreia da peça, que trouxe muitos azedumes ao público, conforme veremos a seguir.

    Livremente inspirado na história de Catarina Eufémia, brutalmente assassinada no Estado Novo por - simplesmente - se estar a manifestar, esta peça/livro fala-nos de todas as Catarinas que existem dentro de nós, das Catarinas que desejam e necessitam de matar um fascista.

    Uma família, todos chamados Catarina, faz um fascista como prisioneiro e estão preparados para o matar. Mas uma das Catarinas hesita, afinal o fascismo já não significa muito para as gerações mais novas. E é essa dúvida, essa falta de memória colectiva, que nos leva para o monólogo mais violento de que há memória, a altura em que o público da peça se manifesta, atira coisas, se revolta. Porque é realmente uma coisa revoltante e horrível, o tal discurso fascista, que toca nos pontos dolorosos deste tipo de regime em alinhamento com a actualidade.

    Então, estabelecemos aqui que as forças do mal estão representadas pelo fascista. No entanto, as forças vingativas estão fragilizadas, esquecidas. Talvez porque há muita gente hoje em dia que gosta de culpar os outros pelas suas próprias acções políticas, e muita gente saudosa de um tempo que nunca existiu para elas mas que, para quem existiu, é uma memória de pesadelo.

    Uma peça extraordinariamente relevante, e que merece toda a premiação que recebeu. Fico ansiosa por conseguir arranjar bilhetes para uma próxima e eventual sessão.




  • Análise: Dragon Heart - A Happy Science contra-ataca

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    DISCLAIMER: Este filme ainda não saiu na Happy Science Europa. Por isso não está disponível para visualização. Mas graças aos poderes do El Cantare, um amigo fez amizade com uma representante da Ciência Feliz e ela enviou-nos o link do filme. Assim sendo, eu sou especial. Vocês não.

    Adiante.

    Este novo filme profético não nos dá muito mais informações morais, éticas ou religiosas do que vimos anteriormente. Neste filme, um casal de primos literalmente morre nos primeiros minutos e são orientados por um dragão com uma careca na cabeça a viajar pelo Inferno.

    Ora, o Inferno da Happy Science não é de todo um lugar feliz. Para lá vão aqueles que não cumprem as regras do El Cantare, como por exemplo, pessoas que acreditam no aquecimento global (depois foi esclarecido que o aquecimento global é uma invenção chinesa, como é ÓBVIO). As imagens do Inferno são bastante divertidas, salvo uma excepção para um momento absolutamente pavoroso, em que até gritei, em que os demos e succubus e cenas aparecem todos seguidos num tipo de AI muito mal feito.

    Felizmente os nossos protagonistas salvam-se do Inferno, mas não conseguem tirar de lá ninguém, porque mesmo que as pessoas tenham sido vítimas de pecados, o facto de os terem feito impede-os de encontrar a iluminação. É nessa altura que descobrimos, o que foi muito surpreendente, que existe uma caverna mágica por baixo do Everest onde pessoas sábias treinam as suas capacidades místicas por forma a chegar mais próximo do El Cantare que é o deus entre todos os deuses: o deus em que os outros deuses acreditam.

    Por isso, quando se sentirem desamparados, lembrem-se que o El Cantare tem o aval até de Jesus. Mas portando-se mal em vida, vão parar ao Inferno, não interessa se fizeram alguma coisa de jeito ou não. Isto é tudo muito rígido, mas é assim que deve ser, foi assim que o Happy Science-mor decidiu e por isso é assim que é.

    O mais surpreendentemente nisto tudo foi o homem ter escrito mais de 1000 livros em vida, pré-AI. Talvez tenha sido inspiração divina? O mais provável é que não.

  • Análise: The Sopranos - Se até o mafioso vai à terapia, tu também podes ir!

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     Os Sopranos. O show que mudou a televisão como a conhecemos. Lançado em 1999 pela HBO, mostrou-nos que 1. A televisão podia passar violência; 2. A televisão podia passar dramas familiares intensos; 3. A televisão pode realmente fazer alguma diferença.

    Esta série acompanha a família Soprano que, como o nome certamente indica, é uma família muito importante da máfia. Acompanhamos Tony Soprano nas suas desventuras mafiosas, na relação com os membros da sua família directa e por afinidade, e observamos sem qualquer dúvida a evolução, crescimento e envelhecimento de cada um dos personagens.

    Tony Soprano admite que algo de errado não está certo, então decide-se a ir à terapia em busca de ajuda. Por isso, sim! Se o padrinho da máfia vai tratar da sua saúde mental, TODOS NÓS PODEMOS (e devemos) IR TAMBÉM!!!! Mas após a série, chegamos à fatalidade da conclusão: um mafioso é uma pessoa desiquilibrada, que ama bebés e animais, que tem uma vida aparentemente normal, mas que não hesita em causar a morte, a dor e o sofrimento se com isso ganhar mais dinheiro ou respeito. Portanto, um mafioso é sempre um psicopata, por mais amoroso que seja na sua vida familiar.

    E é esta vida familiar que torna tudo muito engraçado. Porque os filhos do Tony descobrem a profissão do pai e não sabem bem como lidar com isso. Porque a mulher do Tony é igualmente um osso duro de roer, mas também é altamente emotiva e em busca de um amor verdadeiro que a complete. E a família emprestada, os outros mafiosos todos, as relações com eles são muito bem estabelecidas, mas ainda assim não livres de vinganças pelas razões mais inusitadas (para nós, pessoas normais em 2026), desde a homossexualidade, até à traição directa com a polícia (que é toda uma outra personagem colectiva).

    Apesar de não me ter envolvido o suficiente para considerar os Sopranos como parte da minha própria família (o que é bom, acho eu?), foi uma série mesmo muito viciante, que me manteve totalmente fixa durante toda a sua duração.

    E fica a moral: FAÇAM TERAPIA!




  • Análise: Space Adventure Cobra - Quero uma Cobra Hard-Boiled, por favor

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     Estamos no ano do senhor de 1982 e Space Adventure Cobra é um anime tão popular que decidem fazer um filme. E, assim, temos uma série bastante infeliz, cuja história não chega até ao fim para entendermos, com monstros e mulheres diárias bem feiitos e na generalidade uma coisa muito confusa, MAS! também temos um filme realizado por Osamu Dezaki, o que significa que - sim - é muito bom.


    É com Cobra que iniciamos esta review, Cobra esse bezano e fumador inveterado, acompanhado pela sua amiga robô, que não é bem um andróide mas também não é uma pessoa. Este viajante do espaço anda apenas por aí a fazer macacadas e ninguém dá nada por ele, até ao momento em que encontra uma mulher misteriosa que tem um mapa tatuado nas costas. Agora Cobra irá revelar-se um verdadeiro herói, porque apesar de não estar propriamente apaixonado por esta (estas) mulher (mulheres), faz questão de levar a aventura até ao fim. Porquê? Talvez para ver onde ela vai dar, pelo tesouro, ou simplesmente porque ter uma aventura no espaço é bom para ocupar o tempo.

    Com uma história misteriosa e muito bem montada, um personagem tipicamente hard-boiled como convém aos animes dos anos 80, o filme vence pela animação cinematográfica apresentada constantemente, com um mix de cores e formas altamente psicadélico e momentos de grande virtuosismo.


    Mas o que é verdadeiramente fixe e hard boiled nesta cobra é a ARMA: a psycho gun é absolutamente icónica, e é muito engraçado como o aparentemente desinteressado Cobra se revela um pirata espacial perigosíssimo assim que arranca o braço para revelar a psycho-gun.

    O humor de Cobra pode estar um bocadinho desactualizado, mas é um personagem realmente cativante. A minha classificação final do filme foi de 8/10 (um regular 6 para a série, apenas) e recomendo bastane a todos os que tiverem interesse em anime old-school.


  • Análise: Kizuoibito - O Homem Magoado

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    Começamos com esta imagem inicial porque este anime, não sendo propriamente um hentai, é um absurdo de NSFW de que precisamos de falar em mais detalhe.

    Criado pelo mesmo artista que fez o genial Crying Freeman, mas escrito por alguém sem grande popularidade, este manga deve ter uma agressividade muito superior ao do OVA de quatro episódios que vimos em grande sofrimento. Neste OVA - com a classificação muito conveniente de 4,04 - acompanhamos as aventuras do Homem Magoado, ou Homem Aleijado, ou Homem Ferido, o que quiserem. Ninguém sabe porque é que ele está magoado, como veremos.

    Este homem magoado vive semi-nu e com um chapéu de cowboy nas mais misteriosas áreas da floresta Amazónica, onde procura por ouro (deve haver imenso desde que os colonizadores lá estiveram e o levaram para fazer o Mosteiro dos Jerónimos). Nisto ele encontra a meio do caminho uma rapariga jornalista que está prestes a ser analmente penetrada por um insecto horroroso, toda amarrada a uns paus pelos maldosos caçadores de ouro do Brasil. Procede o nosso homem a libertá-la e.... A sério, ninguém está à espera disto! E.... A.... BIOLA-LA! =D

    Mas ele fica traumatizado, porque ela é (costumava ser) virgem e não se pode violar meninas virginais na teoria ético-moral desta pessoa. E assim estabelecemos o início desta história. Rapidamente percebemos que o homem magoado foi injustiçado, porque o tentaram contratar para um filme pornográfico e ele não aceitou, e agora está a ser perseguido pela produtora. O próprio homem foi biolado, a namorada dele foi biolada também e, como com os actos que nos cometem vêm consequências nas nossas atitudes futuras, ele agora procede a biolar toda a gente que encontra (mas uma por episódio). E o mais espantoso é que depois de semelhante violência elas.... Apaixonam-se por ele. Assim, o nosso homem colecciona mais waifus que o MC de um harem isekai, o que é fascinante e surreal.


    Assim, no meio de perseguições, violações, cenas de acção muito mal feitas, temos alguns momentos de pura hilariedade, estimulados pelas legendas anormais que se arranjaram. O anime até consegue ser especialmente racista, fazendo a pessoa negra tão escura que só se vê os olhos na sombra. E o anime consegue colocar aqui a relação diplomática entre o Japão e os USA, porque o homem era jogador de futebol americano (tanto que os ataques dele aos outros malvados são - essencialmente - placagens), e depois de enriquecer com o ouro brasileiro instala-se nada mais nada menos do que na Trump Tower.

    Um anime absolutamente horrível, mas que me fez rir até às lágrimas do tão horroroso que é.

    Adeus Wounded Man, Adeus Homem Aleijado. Até uma próxima vida de desenhos tortos.





  • Análise: Vinland Saga - Em Busca de um Mundo Perdido

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     Depois de ver o anime de Vinland Saga, não quis esperar para saber mais sobre as aventuras de Thorfinn, um menino que se tornou guerreiro viking por força das circunstâncias. Assim, pus-me a ler o manga, e foi dos melhores que alguma vez tive o gosto de ler.

    Digamos que esta história se pode dividir em três partes: Infância; Adolescência; Juventude Adulta.

    Numa primeira parte, este rapaz que mencionamos, envolve-se com um grupo de guerreiros vikings com o objectivo de vingar o seu pai, assassinado por estes. Rapidamente se torna também um guerreiro sanguinário, sem remorsos e sem escrúpulos. Afinal, a educação de um guerreiro faz-se desta forma. Apreciei bastante que nesta secção o autor faz uma pesquisa muito detalhada sobre o modo de vida medieval no Norte da Europa, tendo um especial cuidado no desenhar de arquitectura e cenários, e mostrando-nos alguns elementos que - no meio de toda esta violência - são pequeninos pedaços de vida bastante engraçados.

    Nesta altura começamos também a perceber um pouco dos aspectos políticos deste universo, todos baseados em eventos reais. Canute, o príncipe, é um personagem fascinante, com uma evolução tremenda, em que passa de fracote tímido a rei imperial num instante. Sim, quererei fazer cosplay dele, sim sim.

    Mas não deixemos de lado o nosso amigo Thorfinn, porque passamos para a segunda secção do manga. Neste, o nosso rapaz é um muito jovem adulto que - perante o desrespeito que cometeu ao corpo do príncipe - é enviado como escravo. A parte interessante desta época medieval é que todos podiam ser escravos e, por isso, eram mais ou menos tratados com uma ideia de justiça (ao contrário do que foi introduzido por Portugale colonialista, que considera que há pessoas sub-humanas que não merecem nada de direitos ou de consciência social). Mas enfim, Thorfinn escravo passa por esta fase essencial em que ele tem uma aprendizagem transcendental: é atormentado pelos fantasmas dos mortos de guerra e, por isso, decide que a partir de agora irá apenas fazer a paz. Esta contemplação é mesmo muito interessante e original, pois nunca vi um protagonista de shounen a simplesmente recusar-se a lutar. Mesmo quando o enchem de pancada, este guerreiro fortíssimo rejeita a ideia de responder, de magoar, de matar. É isso o que torna a terceira parte da história tão interessante.

    Nesta última parte, que serve de conclusão definitiva, Thorfinn decide que já que nas terras do Norte não há paz, ele vai inventar uma terra só dele, uma em que não haja escravos nem guerras nem nada. Essa é a Terra de Vinland, que hoje conhecemos por Estados Unidos da América.

    Após vários momentos engraçados, em que até temos um casamento falhado, e a introdução da minha outra personagem favorita, a caçadora Hild (da qual também irei fazer cosplay e ninguém me pode impedir), os vikings pegam no seu barquito e atravessam o Atlântico à procura da mítica Vinland. Mas, coisa que ninguém estava à espera, lá chegados descobrem que Vinland já é habitado. Por pessoas bem esquisitas: pele morena, cabelos escuros e lisos, e uma série de hábitos estranhíssimos, ainda não chegaram à idade do ferro. Apesar disso, também são guerreiros, e por isso Thorfinn irá ter de lidar não só com eles como com os membros do seu grupo que querem lutar contra os nativos, insistindo na ideia de guerra que agora é completamente rejeitada pelo nosso MC.

    Ele está em crescimento, apaixona-se, multiplica-se mas, no meio disto tudo, o realmente relevante é que é um personagem com várias facetas que acabam por se unir numa personalidade pacifista, mas no corpo de um poderoso guerreiro. Os capítulos finais, dos ensinamentos trocados entre vikings e nativos, e da forma como assim se iniciou uma globalização primitiva, são altamente comoventes.

    Deixo-vos com a última página do manga, que classifiquei com um 9/10. Haveríamos de aprender com o Thorfinn e finalmente passar a fazer o que ele pretendia de Vinland: uma terra de felicidade, de liberdade, sem escravos, sem dor e sem guerra. Thorfinn, que existiu mesmo na realidade (e cuja figura histórica, pelo que se vê na sua estátua, é bastante comível), deverá estar bastante triste por ver que o caminho que ele abriu para um mundo de paz plena.... Não está em paz plena. Mas continuemos a tentar fazer o que ele nos pediu: Vinland não precisa de ser um lugar. Basta que seja uma ideia.





  • Análise: Tetsuwan Atom - O Menino que é um Roboto

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    Estavamos em 1963, estava Portugal preso numa ditadura católica, quando Osamu Tezuka acha que seria boa ideia passar para a imagem animada o seu manga TETSUWAN ATOM. Assim começa uma revolução que nos permite, até aos dias de hoje, ver animação com histórias sérias, de qualidade que, mesmo que dirigidas a crianças, são transversais a todas as idades.

    Tetsuwan Atom, ou Astro Boy, é um menino que - por mero acaso - também é um robot. Ele faz coisas de menino, gosta de coisas de menino. Brinca, vai ao circo, luta contra alguns meliantes, salva algumas pessoas. Tem uma série de poderes já equipados de origem, sendo o mais evidente a bota turbo que lhe permite voar. No entanto, este menino-robot também tem dúvidas que talvez sejam demasiado humanas para uma máquina.

    Um dos exemplos deste elemento, um dos que mais me comoveu, aparece logo no segundo episódio, em que Atom se questiona *porque é que não tem mãe*. Esta é uma dúvida frequente em crianças órfãs, o que é o caso deste robot. Ele sabe que tem pai, considera o seu criador como pai. Mas e a mãe? Todos os meninos que conhece têm uma mãe, porque é que Atom não pode ter? Então, ele procura criar uma figura materna, procurando-a noutros robots. No entanto, isso não é possível, pois - nesta fase - ele ainda é o único robot consciente. Achei isto extremamente doloroso, e até verti uma lágrima.

    Felizmente, Tezuka tem a bondade de não deixar Atom completamente só e oferece-lhe uma irmã (Uran), com quem as brincadeiras se tornam ainda mais divertidas.

    Talvez o único defeito deste anime, que tem uma animação extraordinária para a época, seja o facto de que o valor de produção foi escolhido para manter a longevidade da série, em vez de manter a qualidade. Assim, temos muitos episódios repetidos, e outros que não sendo exactamente iguais têm a mesma história.


    Tetsuwan Atom é de uma genialidade incrível, em que se mistura inocência com heroísmo, sempre pontuado por um grande desejo pacifista de um autor que viu a bomba atómica. Atom é um herói inusitado, porque tudo o que ele gostaria seria ser apenas um menino. E, precisamente por isso, é tão inspirador.


  • Análise: Sousou no Frieren - A Dor da Imortalidade

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     Um dos animes mais aclamados dos últimos tempos, e que tem dado o que pensar e dado azo a muitos debates. Sousou no Frieren (A Jornada para o Além, em PT-BR) fala-nos de, precisamente, Frieren: uma elfa milenar que participou em tempos na luta contra as forças do mal, com sucesso, e que agora enceta uma nova viagem. O porquê desta viagem é algo de belo e transcendente: ela deseja encontrar o Herói da sua party antiga, que estará no mundo dos mortos após ter falecido por excesso de idade. Pelo caminho, com ajuda da sua nova equipa, irá viver momentos nostálgicos que lhe dirão sempre a mesma conclusão: vem, viver a vida amor, que o tempo que passou, não volta mais.

    Mas não só de pequenos snippets da vida diária se compõe este anime: temos momentos de acção absolutamente fabulosos, com uma animação espectacularizada que acaba por equilibrar com os outros episódios mais calmos e mais focados no dia a dia dos nossos viajantes.

    Cada personagem, em ambas as parties, tem o seu quê de único, sendo que o autor (suponho que do manga?) faz um esforço consciente para dar uma backstory válida aos que já morreram e um desenvolvimento pessoal e emocional aos que cá estão. Assim, não podemos caracterizar nenhuma destas personagens com uma ÚNICA palavra. Tomemos o exemplo da própria Frieren: muitos comentários afirmam que ela é autista. Pessoalmente, acho que a personagem é muito mais complexa do que isso (e que não tem qualquer característica autista nem neurodivergente). Frieren é uma maga poderosíssima, mas ainda assim com um toque de humildade. É estudiosa e extremamente curiosa, mas o facto de ter crescido num isolamento quase total não permite que compreenda na totalidade o comportamento humano dos seus companheiros. Isso dá azo a muitos mal entendidos, que tornam a série mais leve e engraçada nos momentos calmos. Assim, Frieren pode ser uma elfa, uma entidade quase imortal, mas a dor da sua imortalidade é evidente, tornando-a numa personagem multifacetada. 


    A questão da imortalidade sempre me foi querida, até estou (há anos) a trabalhar numa história com esse tema. Neste anime, a situação torna-se especialmente pungente: o tempo que passou não mais irá voltar, e as coisas que não foram ditas nunca mais poderão ser reveladas à pessoa certa na hora certa. E, agora que a nossa elfa tem uma segunda party, não irá deixar de aproveitar a oportunidade para FALAR, para dizer o que sente, e para aproveitar melhor o tempo que - infinito para ela - passa demasiado rápido para os outros.

    Foi um anime que apreciei muito, sendo a minha classificação de 7/10 para a primeira season. A segunda season é menos relevante, parecendo ser mais uma temporada de transição do que algo que realmente acrescenta à história. É uma história bonita, que dá que pensar, e que correu bem pois está altamente popular.



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