Archive for sexta-feira, março 24

  • Haikyuu!!

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    Haikyuu!
    Mitsunaka Susumu - Production I.G.
    Anime - 25 + 25 Episódios
    2014
    6 em 10

    Quando via a segunda season deste anime nomeada no clube, o meu primeiro pensamento foi: "será que, por uma vez, vamos ter um anime de desporto completamente original?" A resposta é, infelizmente, negativa.

    Este é um anime sobre voleyball. Voley, para ser mais simples. tudo começa com um rapaz baixinho que adora voley, mas perde grandemente no seu primeiro jogo na escola básica. Qaundo vai para o secundário, descobre que o seu oponente desse jogo irá ser seu colga. No meio deste antagonismo todo, será que vai tudo correr bem?

    Inicialmente, assistimos a treinos e a alguma caracterização de personagens, de forma a que a equipa em causa se consiga unir - apesar das suas diferenças - para ganhar a força necessária para vencer. Mas, a partir desse momento, começam os jogos. Jogos de treino e, mais tarde, jogos oficiais para que se classifiquem para os nacionais. E, assim, um anime que poderia distinguir-se de certa forma - fosse apenas um pouco mais focado nos seus personagens principais - acaba por ser absolutamente formulaico e vulgar. Apenas mais um anima de desporto...

    A animação está bastante boa e, por momentos, mimetiza bastante bem a experiência de assistir a um jogo. No entanto existem sequências que se tornam um pouco repetitivas, o que também é muito consequência do argumento: estes jogadores adaptam-se aos oponentes, mas acabam por utilizar sempre as mesmas estratégias. Assim, não se aprende muito sobre o desporto e os jogos tornam-se todos muito parecidos uns com os outros.

    A banda sonora é um pouco explosiva, ligando bem com as situações, embora a variedade de OPs e EDs sejam mais daquele pop-rock que aparece em todos os animes. Ainda assim, as animações da intro são muito boas (quase melhores que as do próprio anime).

    Talvez um dia me inicie na terceira season, mas por agora foi uma grande injecção de um desporto que nunca apreciei por aí além.

  • A Incrível Viagem do Faquir que ficou Fechado num Armário IKEA

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    A Incrível Viagem do Faquir que ficou Fechado num Armário IKEA
    Romain Puértolas
    2013
    Romance

    E, com este livro, termino oficialmente a TBR de livros da minha irmã! =D Ainda me faltam uns dois ou três, mas ela está a lê-los e, portanto, lá chegarei brevemente. :) Este fui eu que ofereci e fico muito contente por ter sido lido!

    Trata-se de uma história tão rocambolesca como simples, que acaba por tocar de forma emocional no tema dos refugiados e, também, nos mostra como uma pessoa pode mudar quando confrontado com as vidas de pessoas mais trágicas que a sua.

    Um faquir indiano dirige-se a França, para ir ao IKEA. Lá, irá comprar uma cama de pregos em promoção. No entanto, como não tem dinheiro nem lugar onde ficar, decide ficar a dormir na loja. Quando aparecem os empregados, esconde-se dentro de um armário. Que é expedido para Inglaterra. E aí começa a sua grande aventura.

    As situações são engraçadas e inusitadas, embora a escrita por vezes seja um pouco forçada, como que a pedir a todo o momento uma gargalhada. No final, é um livro que nos traz um grande sorriso, pois acaba por correr tudo bem. Apesar de o autor se referir a muitas etnias diferentes, por vezes de forma um pouco estereotipada, acaba por tentar trazer ao de cima sempre a melhor parte de cada pessoa. Assim, temos uma leitura muito divertida, em que sabemos que nada de errado pode vir a acontecer.

    O tema dos refugiados é, assim, tratado com candura e carinho: uma forma um pouco diferente de nos demonstrar que o problema existe e que poderia ser resolvido se todos tentássemos, tal e qual o faquir, tornar-nos pessoas melhores.

    Li este livro num instante e recomendo para quem quiser sentir o coração cheio.

  • Grandes Exploradores Portugueses

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    Grandes Exploradores Portugueses
    Susana Lima
    2013
    História

    Aproximamo-nos da recta final no que respeita à pilha TBR (To Be Read) dos livros da minha irmã. Este foi uma agradável surpresa.

    Quando pensamos em explorações pelo mundo conhecido e desconhecido, o nosso primeiro pensamento são os descobrimentos portugueses, passados há coisa de meio século, mais ano menos ano. Mas nem todos os descobridores são tão famosos como Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral.. Este livro relata um pouco da biografia de uma série de aventureiros e exploradores, que incluem os nomes citos e não só. Temos também os mestres da aviação e até o mais famoso montanhista português.

    O que mais me agradou neste livro foi a pesquisa cuidada e bem documentada. Cada capítulo, sobre um explorador diferente, não é especialmente longo e existem muitos elementos que ficaram de fora. No entanto, a autora consegue reduzir as vidas destes senhores ao essencial, através de uma bibliografia que se encontra reunida no final.

    Para além disso, consegue mostrar-nos um pouco da história real destas pessoas misturada com uma certa emoção que, não sendo forçada nem pouco realista, nos faz viajar até esses locais desconhecidos e aprender um pouco mais sobre a percepção das pessoas dentro da sua época.

    Uma escritora talentosa e um livro delicioso.

  • American Pastoral

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    American Pastoral
    Ewan McGregor
    2016
    Filme
    6 em 10

    Inspirado no romance de Philip Roth, este filme é a estreia do Ewan McGregor como realizador, sendo que ele faz também o papel principal (choose life).

    Swede, campeão desportivo da escola, casado com uma antiga Miss, com uma filhinha encantadora apesar de meio gaga, tem tudo o que se pode pedir para uma vida feliz. No entanto, tudo começa a correr mal quando a filha cresce e se envolve com grupos de activistas pelos direitos das várias minorias e anti-guerra. Após uma sugestão incauta de seu pai, a moça faz explodir uma estação dos correios, desaparecendo em seguida. Agora, Swede convoca para si a missão pessoal de a encontrar, passando por uma série de acontecimentos que irão marcar a história dos Estados Unidos.

    Pessoalmente, achei o argumento, a concepção da história, a base textual, absolutamente brilhantes. Um texto desprendido, cheio de momentos fortes, que permite o desenvolvimento de personagens muito sólidos. No entanto, parece-me que o realizador não aproveitou as vantagens deste texto (cujos personagens teriam uma complexidade suficiente para ser um desafio) e optou por uma visão um pouco mais conservadora que, infelizmente, não funciona na sua plenitude.

    Para começar, Ewan McGregor desaproveita o seu personagem: a actuação é mediana, muito contida, uma declamação do texto que poderia ter uma carga emocional muito mais forte. Devido a isto, a progressão cada vez mais agressiva da história acaba por nos deixar um pouco indiferentes, porque não conseguimos unir-nos na obsessão da personagem.

    Também a edição foi feita de forma muito televisiva e pouco emocionante, retirando bastante a força de algumas cenas que poderiam chocar de sobremaneira.

    Mas este filme tem algo de único, que é o facto de falar de acontecimentos ada história americana que talvez tenham ficado um pouco esquecidos dos nossos livros de história.

    Apesar de tudo, acho que para filme de estreia está uma excelente tentativa. Vamos ver o que McGregor escolhe para a sua vida no futuro.

  • À Espera de Doggo

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    À Espera de Doggo
    Mark. B. Mills
    2014
    Romance 

    Outro livro que ofereci à minha irmã. Como acho que ela gosta de cães, achei que dar-lhe um livro motivador sobre um cão seria uma coisa boa. Será que acertei, por uma vez? Hahahaha

    Existem vários tipos de livros, mas de certa forma é difícil encontrar um que seja um puro fatia-de-vida, como se de um anime se tratasse. Dan, que trabalha como copywriter, foi abandonado pela noive e mudou de empresa. Ela deixou-o com um cão todo def, o Doggo, que o acompanhará na sua vida diária, ajudando-o a enfrentar pequeníssimos dramas que, no fundo, são absolutamente inconsequentes.

    É uma leitura rápida e divertida, mas tem o estranho problema de não falar sobre absolutamente nada. A história progride rapidamente, aparentando não haver grande planeamento (por exemplo, existem personagens que pura e simplesmente desaparecem) nem muito pensamento por trás disto. Parece simplesmente um livro de alguém que, inspirado por um qualquer cão, decidiu que queria fazer um best-seller. Como um livro destes se torna um best-seller é uma questão que não serei capaz de responder...

    Existem alguns momentos comoventes, como o encontro de Doggo com a sua antiga dona, mas fora isso o romance é uma sucessão de acontecimentos sem qualquer tipo de interesse para o leitor, sobretudo porque os personagens não são assim tão encantadores que nos identifiquemos plenamente com as suas alegrias e as suas tristezas (que, nem por isso, serão muitas).

    Um livro fácil e que entretém, mas que não possui muito mais qualidades literárias.

  • A Rapariga no Comboio

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    A Rapariga no Comboio
    Paula Hawkins
    2015
    Romance

    Mais um livro da minha irmã, que se que foi lido (apesar de não ter sido eu a ferecer ;) ). Havia ouvido falar imenso deste livro, já que se tratou de um fenómeno de vendas, um verdadeiro best-seller que foi imediatamente adaptado ao cinema - popularizando-o ainda mais.

    Um thriller psicológico com muito de policial, conta história de Rachel, uma alcoólica que foi abandonada pelo marido, que a trocou por outra e entretanto já teve um bebé. Rachel passa todos os dias em frente à sua antiga casa no comboio que a leva a Londres, onde finge que vai trabalhar, e acaba por observar os seus "vizinhos", para os quais inventou nomes e novas vidas. Um dia, acorda de ressaca e sem se lembrar de nada. Depois, descobre que a rapariga com que fantasiava desapareceu, possivelmente raptada ou assassinada. O livro, então, toma o rumo em que Rachel tenta recriar a noite de bebedeira que esqueceu, de forma a ajudar na procura pela rapariga desaparecida.

    Não posso dizer que este seja um mau livro. No entanto, também não lhe posso dar um selo de excelência. Apesar da história estar bem contada, existe um certo ponto de viragem em que se torna absolutamente previsível e, imediatamente, conseguimos deduzir quem é o culpado, com algum jogo de cintura. Assim, a parte final do livro apareceu-me como um pouco forçada.

    Para além disso as personagens deste romance sofrem muito pouca caracterização e desenvolvimento. Isto é, a autora mostra-nos muito do seu percurso até ao seu momento actual, mas tudo (tudo!) tem alguma relação com a maternidade e bebés. Talvez isto seja causal, um elemento de união entre as três mulheres que protagonizam a história, mas é bastante enfastiante e repetitivo, como se todas as personagens fossem apenas uma.

    De resto, foi uma leitura simples e rápida.
  • Fences

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    Fences
    Denzel Washington
    2016
    Filme
    8 em 10

    Inspirado numa peça de teatro de mesmo nome, este filme fala sobre a intimidade e relações de uma família negra na América dos anos 50. Um filme que se foca sobretudo no trabalho de personagem e na sua relação com o universo que o rodeia, tendo em conta a vida actual e eventos passados que serão explicados ao longo do filme.

    O argumento tem um brilhantismo discreto, que talvez só possa ser conseguido num textyo dramatúrgico. Acompanhamos Troy e a sua família, crescendo, rompendo, desfazendo, acontecendo. E vemos muito de Troy pelo seu diálogo, elemento extremamente bem conseguido pois permite um desenvolvimento muito coerente deste personagem e lhe acrescenta um realismo absoluto. Claro que isto não seria possível sem um excelente trabalho pela parte de todos os actores, que acrescentam uma força humana plena de brutalidade na realidade mostrada pelo filme.

    São poucos actores, cenários minimalistas, mas a edição e a filmagem tornam todos os espaços em algo muito maior, oferecendo perspectivas de uma dimensão que não só é cénica mas também pessoal, na medida em que o desenvolvimento da história nos mostra personagens cada vez mais fortes dentro da sua fraqueza: a construção de uma vedação que não é tanto real mas interiorizada, uma vedação que não separa o que está fora do que está dentro mas, precisamente, o oposto.

    A banda sonora é, também, mínima, sendo utilizada de tal forma que adiciona muito às emoções transmitidas por estes actores.

    Um filme de excelência.
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